Caminhando juntos até a escola - São Paulo São

'Carona a Pé' durante trajeto rumo à escola antes da pandemia. Foto: Daniel Hunter / WRI Brasil.'Carona a Pé' durante trajeto rumo à escola antes da pandemia. Foto: Daniel Hunter / WRI Brasil.

Ainda incerta e polêmica, a volta às aulas presenciais remete não apenas ao cuidado com medidas de higiene e segurança sanitária, fundamentais para evitar o contágio nessa fase atual, mas também ao essencial ir e vir do dia a dia. Como os alunos irão para a escola, uma vez que o transporte coletivo não é tão recomendado?

O ideal seria frequentar a escola próxima de casa, para poder ir a pé, mas como sabemos que isso nem sempre é possível, os deslocamentos tornam-se mais complexos. 

Por que ir a pé? Porque se trata da mais saudável, prática, simples, econômica e sustentável forma de locomoção. Caminhando (e também pedalando), a criança e o jovem mantêm a distância necessária nessa fase, se exercitam e ainda contribuem para melhorar a nossa qualidade do ar.

Foto: Daniel Hunter / WRI Brasil.Foto: Daniel Hunter / WRI Brasil.

Em muitas cidades europeias, como Copenhague, Amsterdã e Paris, as escolas contam com bicicletários para acolher os alunos que vão de bicicleta, além de incentivar o transporte a pé feito em grupos formados por pais e alunos. Por aqui, isso ainda é raro, uma vez que se estruturou no país o modelo baseado no carro individual, cena comum nas portas das escolas particulares brasileiras. Quem nunca observou as filas duplas, as buzinas, o stress, o desrespeito entre os pais e a poluição do ar, causada pelo congestionamento de carros (em geral, com uma criança só), diante de uma escola? Um exemplo nada positivo para as crianças, convenhamos.

Foto: Daniel Hunter / WRI Brasil.Foto: Daniel Hunter / WRI Brasil.

Um caso inspirador no Brasil é o movimento Carona a Pé, criado há cinco anos pela professora Carolina Padilha, que se baseou em outros programas similares que acontecem ao redor do mundo, estimulando a caminhada à escola junto com pais e professores – uma forma de despertar adultos e crianças para a importância de andar a pé e construir uma nova relação com a cidade onde vivem. “Nesse período pós-pandêmico isso é ainda mais urgente, pois permite o isolamento necessário para conter a contaminação do vírus e tornar a mobilidade das cidades mais eficientes”, diz Carolina Padilha. Além disso, ela destaca, “o caminhar de uma criança é sempre cheio de descobertas, aventuras, aprendizados e uma maneira de se aproximar da natureza nas grandes cidades. Uma cidade boa para as crianças é uma cidade boa para todo mundo”.

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Artigo assinado pelo Pro Coletivo, blog parceiro de conteúdo, especializado em assuntos da multimodalidade.

 



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