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Vivemos na era de sonho das empresas startups.

Atire a primeira pedra quem nunca sonhou ter uma ideia maravilhosa e inovadora que pudesse ser transformada em um negócio e vendida por alguns milhões (ou bilhões) de dólares em um curto espaço de tempo.

Esse sonho, como qualquer outro, é maravilhoso. Mas qual é o caminho para chegarmos até o Santo Graal do sucesso?

A primeira pergunta que vale a pena você fazer é: o que é uma startup?

O dicionário Merriam-Webster define startup como “uma empresa principiante.” O American Heritage Dictionary classifica como “um negócio ou empresa que tenha começado recentemente a operação.”

Num artigo da Forbes de dezembro de 2013 (veja aqui), encontrei três conceitos que, acredito,  definam perfeitamente minha visão de startup:

1. Uma startup é uma empresa que trabalha para resolver um problema cuja solução não é óbvia e o sucesso não é garantido.

2. Startup é um estado de espírito.

3. Uma empresa de cinco anos de idade ainda pode ser uma startup. Com dez anos, já é outra coisa.

Se todos esses conceitos são verdadeiros, me parece relevante perguntar: não somos todos uma permanente startup?

Pensemos na ideia de “empresa principiante” que “trabalha para resolver um problema em que a solução não é óbvia e o sucesso não é garantido”.

Desde o momento em que nascemos – e durante toda a nossa vida – essa é a realidade de cada ser humano.

Cada passo a ser dado, o primeiro dia na escola, o primeiro namoro, o primeiro emprego são experiências “startup”.

Sobre “startup é um estado de espírito”.

Considerando que a essência desse tipo de empreendimento é o novo, quantas vezes nos empolgados com a mudança, com a ideia de mudar o mundo e quantas outras vezes acordamos completamente desanimados, acreditando que nada pode ser mudado?

Finalmente, analisemos o tempo em que uma ideia ainda tem características de startup e sobre quando deixa de ter.

Ideias envelhecidas

Você se lembra daqueles momentos em que se deu conta de que as suas ideias ficaram velhas? Quando elas não têm mais a ver com o seu tempo e com a realidade do mundo em que você vive? É nessa hora que você deixou de ser uma startup (e não fez um IPO de sucesso).

Porém, por trás de todos esses conceitos, existe o elemento mais importante de todos: você!

Você é o empreendedor da sua vida.

Na Wikipédia encontramos as seguintes definições para empreendedorismo e empreendedor:

“Empreendedorismo: processo de concepção, lançamento e execução de um novo negócio, (…) juntamente com qualquer de seus riscos, a fim de fazer lucro.”

“Empresário: pessoa que percebe uma nova oportunidade de negócio (no sentido de encontrar novas possibilidades e necessidades de mercado não satisfeitas) e uma atitude pró-risco, que a torna mais propensa a explorar a oportunidade.”

Depende de você

Qual o sentido maior disso? Considere a possibilidade de que o seu sucesso e a sua evolução dependem mais de você do que de qualquer outro elemento na sua vida.

Muitos esperam que o governo, as empresas ou outras pessoas os protejam, eduquem, treinem e os amparem. A realidade, no entanto, é que o maior sucesso é reservado àqueles que tomam as rédeas da inovação e do empreendedorismo das suas vidas em suas próprias mãos.

Quando você busca se educar, entender como se organizam as suas finanças e efetivamente empreender, não está garantindo o seu sucesso, mas está lutando por ele com mais energia do que a maioria das pessoas.

Só talento não basta

Só talento sem esforço não leva a lugar nenhum. Mas muito esforço e estudo muitas vezes superam a falta de talento.

Quantas celebridades talentosas chegaram a perder a vida por falta de preparo?

No extremo oposto, vemos o exemplo dos atletas paraolímpicos que, com todas as dificuldades impostas por limitações físicas, atingem resultados esportivos espetaculares.

Comece a revolução por você. Você não tem garantias. Você terá que se reinventar a todo o momento. Receberá críticas e falhará, provavelmente mais vezes do que terá sucesso.

Esse é o caminho que transforma ideias em realidade. E só você pode trilhá-lo se quiser conquistar os seus sonhos.

E, assim, a próxima startup pode ser a sua.

***
Ana Nubié, Chief Strategy Officer da Moma Propaganda é formada e pós-graduada em administração de empresas pela FGV/SP. Pioneira da indústria de marketing digital no Brasil, foi sócia-fundadora da AgênciaClick Isobar.
 
*Post de estreia dela como articulista da Revista MOVE.
 
 

 

Ao longo da história, testemunhamos inúmeros exemplos de como o modo de mover pessoas e coisas não apenas interfere no tempo de deslocamento, mas implica também em formas de viver e se relacionar nas cidades. Isso fica claro hoje, por exemplo, com a expansão do uso da bicicleta como meio de transporte, quando percebemos que não se trata apenas de um modo de se deslocar, mas também da abertura de diferentes formas de relação das pessoas com as cidades, propiciadas por uma nova forma de contato corporal entre os indivíduos, e destes com o espaço construído.

Mas nunca tinha percebido isso tão claramente quanto na semana passada, quando entrei pela primeira vez no metrô de Delhi, capital da Índia, e passei o dia utilizando este meio de transporte para me deslocar, depois de semanas percorrendo outras cidades a pé, de trem, de automóvel ou de autorriquixá, também conhecido como tuk tuk. Foi um choque: parecia que havia passado por um portal e entrado em outro planeta, silencioso, limpo, liso, longe da profusão de buzinas e sons das ruas, e de pessoas disputando espaço com motos, carros, vendedores, peregrinos, vacas, carroças e templos.

Às 6h da tarde, em uma estação onde se cruzam várias das oito linhas que compõem hoje os 213 km da rede atual do metrô de Delhi –a Central Secretariat –, a multidão se acotovela como em qualquer outra estação central, como as de Tóquio ou de São Paulo. Mas essa multidão com a qual convivi nas últimas semanas percorrendo a Índia, me lembrando sempre que estava em um país de 1,2 bilhão de habitantes, era totalmente diferente: não tinha cheiro, não tinha som, não tinha cor. Era como se aquele subterrâneo, além de um meio rápido de percorrer distâncias, fosse também uma espécie de filtro que, deixando para trás antigos modos de ser, impunha uma outra lógica, anódina, asséptica, homogênea.

Não por acaso, E. Shreedharan, então diretor da Delhi Metro Rail Corporation, empresa pública criada em 1995 por uma parceria entre o governo nacional da Índia e o governo da capital federal para implantar a rede de metrô em Delhi, declarava à imprensa, em 2002, quando da inauguração da primeira fase da rede, que "o metrô de Delhi é mais do que um modo mais eficiente e menos poluído de transporte, ele transformará totalmente nossa cultura social, nos conferindo um sentido de disciplina, limpeza, e promovendo nosso desenvolvimento".

De fato, o metrô de Delhi foi um dos primeiros a receber créditos de carbono após o protocolo de Kyoto, em função da redução de gases de efeito estufa propiciada por sua tecnologia. Entretanto, estudos recentes têm demonstrado que um dos objetivos expressos da construção da rede – reduzir o congestionamento e a poluição da cidade, uma das mais poluídas do mundo – não foi de fato atingido, já que o consumo de carros e, sobretudo, de motocicletas (60% do transporte motorizado é em duas rodas), tem crescido sem parar, assim como as taxas de motorização, elevando os níveis de poluição e de congestionamento na cidade. 

Na ausência de qualquer política de desestímulo ao uso de automóveis e motos, a implementação da rede de metrô tem provocado, na verdade, não a redução da poluição e do congestionamento, mas um processo muito intenso de reestruturação urbana, talvez o mais radical que a Índia já conheceu desde a ocupação britânica. 

Neste processo, cidades-satélites como Gargaon e Noida, conectadas pelo sistema de metrô, têm testemunhado um boom de lançamentos imobiliários residenciais e corporativos, gerando verdadeiras novas cidades, muito semelhantes às "world class cities", cidades genéricas, cuja paisagem se reproduz mundo afora, convivendo –e conflitando– com as cidades tradicionais indianas. 
 
O espaço nesta coluna é insuficiente para comentar de forma mais aprofundada o impacto dessas transformações em Nova Delhi e, sobretudo, avaliar quem ganha e quem perde com elas. Quis apenas registrar aqui o caráter estruturador das opções de transporte e mobilidade urbana, que vão muito além do tema do transporte em si, propiciando, bloqueando ou promovendo novas geografias não apenas espaciais, mas também econômicas, sociais e culturais.

***
Raquel Rolnik, urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Artigo de seu blog, publicado originalmente na Folha de S.Paulo.


Tem alguns temas que são muito chatos.

"Vocês, feministas, não se cansam de falar de violência?", provocava um conhecido, em um desses dias que correm soltos por aí.

"Sim, a gente se cansa", respondi. "Eu acho muito chato falar de violência. Mas pior ainda é sofrer calada. Legal vai ser quando a gente puder parar de falar dela, porque não tem mais nenhum homem praticando uma violência contra uma mulher", completei, visivelmente mal-humorada.

É mais ou menos assim que me senti quando vi circulando o material da campanha "‪#‎CarnavalSemAssédio", ‬parceria da revista AzMina, do #AgoraÉQueSãoElas, Vamos Juntas?, dentre outras mulheres e coletivos feministas.

Me lembrou um pouco a campanha "Chega de Fiu Fiu", criada pela Think Olga. Em ambos os casos, uma mulherada tão bacana envolvida que eu não preciso nem conhecer, pra já considerar "pacas".

Mas, ao mesmo tempo que é delicioso ver mulheres se organizando para pautar os nossos direitos rumo a uma vida sem violências, inclusive durante o Carnaval, acho um pouco cansativo ter que colocar a fantasia, passar a maquiagem e, antes de sair de casa, ter uma única certeza sobre como serão os próximos dias: eu e todas as minas que estaremos na rua vamos nos deparar com algum tipo de assédio. Seja conosco, seja com outras mulheres.

A violência contra as mulheres estará tão presente pela folia no Brasil quanto a serpentina e o confete.

Isso também me lembrou que, no ano passado, no meio de um bloquinho que desfilava pelo centro de São Paulo, com uma roupa tão curta quanto o calor e a folia merecem, fui abordada por um homem que passava pela rua lateral ao Teatro Municipal. Ele me olhou e disparou: "você pode até ser uma vadia, mas a gente vai te f**er mesmo assim".

É daqueles momentos que, de um segundo para o outro, a gente é teletransportada da alegria plena do carnaval à dura realidade da quarta-feira de cinzas. A qualquer momento eu poderia estar sozinha, andando pelo centro da cidade. E um dos membros desta entidade secreta poderia estar à espreita. E poderia fazer valer a promessa.

Eu sempre achei que "cantada" não tem nada a ver com um jogo de sedução, mas sim com a reafirmação da masculinidade. Eu nunca conheci uma mulher que me dissesse: "nossa, adoro tomar uma cantada quando estou esperando o ônibus". Até porque a maior parte das cantadas que a gente escuta não são do tipo: "que sorriso bonito! Espero que você carregue ele contigo sempre. Tenha um bom dia!". Mas fazem parte de um pacote que inclui "'que buc***uda', 'quero comer teu c* ou 'vou te f**er'".

Considerando que poucas pessoas devem achar que usar qualquer uma dessas expressões para começar uma conversa com uma desconhecida seja algo sexy, penso que nenhum homem esteja esperando, como resposta, algo como: "Claro! Quando a gente se encontra? Levo um vinho?". Até porque a resposta esperada não vem de quem recebe a cantada. Mas dos olhares de reconhecimento dessa masculinidade, socialmente atestada. Inclusive dele mesmo. Ao gritar "gostosa" no meio da rua, o que um homem está querendo dizer é: "eu sou muito homem. E todo mundo vai saber disso".

A questão é que essa angústia de afirmar a masculinidade combina-se, como queijo e goiabada na tapioca, com uma violenta submissão das mulheres a um mundo em que a autonomia das vontades só vale para a turma do cromossomo Y. A sexualidade, expressa dessa forma, é uma declaração de ódio às mulheres. É a misoginia da rua lateral do Teatro Municipal.

E não importa que ela seja atenuada por palavras mais brandas. Gracejos ditos em uma rua deserta para uma mulher desconhecida e sozinha não soam como agrados. Soam mais como um aviso, como quem diz: "você não conhece a regra? Não pode andar por aqui, desacompanhada. Só eu posso. E eu ainda posso fazer o que eu quiser com você". O "te chupava toda" significa "você não pode usar a roupa que você quiser. Você é mulher".

Afirmar-se como sujeito significa, muitas vezes, negar o outro. Ou, pelo menos, demarcar muito bem os limites em que o outro pode existir. As ruas e os horários que podem ser frequentados e as roupas permitidas. Não acho exagero pensar que ser mulher nas grandes cidades é viver quase em um estado de toque de recolher permanente.

E, no caso do Carnaval, há ainda um agravante. A "cantada" tem licença poética para ganhar formas ainda mais criativas, indo para além das palavras. O que me lembra um outro episódio carnavalesco, em que, ao enfrentar uma mão que corria muito livremente pelas minhas pernas, sem nenhum consentimento da dona delas, recebi como resposta: "Você não sabe o que é Carnaval?".

Os anos passaram e, com eles, esses carnavais. Um ano depois, contudo, eu não esqueci a ameaça da rua lateral do Teatro Municipal. Acho que ele também não. Até porque ele não disse: "eu vou te f**er". Ele disse "a gente vai te f**er". Parecia falar em nome de um coletivo, um clube, que poderia ter como membro também o rapaz de mãos escorregadias. E tantos outros. Uma espécie de "acadêmico dos homens que não amavam as mulheres", que desfila, impunemente, por todas as ruas e avenidas no Brasil, com sua fantasia de misoginia.

Material da campanha #‎CarnavalSemAssédio está disponível aqui. E você pode conhecer mais sobre a campanha Chega de fiu fiu clicando aqui.

***
Mariana Mazzini é formada em Direito pela USP. Embora sempre insista que não é advogada. No blog de colaboradores do HuffPostBrasil.

Desde sempre vivemos num sistema onde obedecemos certas regras. Tem que passar no vestibular, tem que arrumar logo um estágio, tem que ser efetivado, tem que ter um bom emprego, tem que ganhar dinheiro, tem que comprar um carro, tem que trocar de carro quando este – um bem durável ( aprendi na escola) – tiver 2 ou 3 anos de uso (????), tem que casar, tem que ter filhos, tem que, tem que , tem que.


[01]

Todo mundo diz que ama São Paulo.
Mas só quer sexo.

[02]

Dizem que São Paulo não dorme.
Dorme, sim.
Mas é sonâmbula.

[03]

No meio do caminho
um minhocão.

[04]

Fogo.
Apagaram a favela.

[05]

Em São Paulo o que mais tem é planta.
De prédio.

[06]

São Paulo é uma cidade que acorda.
Não é uma cidade que amanhece.

[07]

São Paulo não é.
São Paulo são.

[08]

Prato típico:
o self-service.

[09]

Roupa típica:
a gravata.

[10]

Música típica:
a do elevador.

[11]

Idioma oficial:
o dinheiro.

[12]

São Paulo não tem praia
porque não gosta de ver
ninguém deitado.

[13]

São Paulo é a terra do trabalho.
É que está todo mundo em greve.

[14]

As bundas mais bonitas estão em São Paulo.
Por isso o número de filas.

[15]

Mortoboys.

[16]

São Paulo não para.
Estaciona.

[17]

A poesia de São Paulo
está nos saraus.

[18]

Paulo São pelos ares.

[19]

O rio grita.
Mas o volume é morto.

[20]

São Paulo tem samba no pé, sim.
O resto do corpo é que fica parado.

[21]

Existe amor em São Paulo.
Mas é caro.

[22]

Todo mundo vem para cá.
Para lá, para cá, para lá.

[23]

Pequenos rios
as ciclovias.

[24]

Aqui a noite é uma criança.
Morta.

[25]

Apesar de tudo,
tudo.

***
Marcelino Freire é escritor. Autor dentre outros, do romance 'Nossos Ossos' (Editora Record). Blog Livre Opinião.

 


Moro na periferia desde que nasci, há 32 anos. E no final dos anos 1980 eu morava no extremo leste de São Paulo, no bairro Engenheiro Manoel Feio, carinhosamente chamado de “Mané Fei”. Na época, as músicas das festas eram Bezerra da Silva, Leci Brandão, Fundo de Quintal e as famosas dos bailes blacks internacionais como Jimmy “Bo” Horne, Earth, Wind And Fire, Jean Knight, King Tee, Chubb Rock, Michael Jackson entre outros.
 
Hoje moro na zona norte há quase 20 anos e meu bairro é muito eclético. De um lado, minha rua é rodeada de igrejas evangélicas, com seus cantos de louvores de segunda a sexta (são três na rua da frente, duas na rua de trás e diversas em volta). De outro lado, todos os fins de semana tem festa em alguma rua.
 
Com isso, nos dias úteis os louvores tomam conta do bairro e se misturam com o barulho dos ônibus, pois moro próximo a um terminal. Os coletivos competem com o som das motos.
 
Já me acostumei com os ruídos. Afinal, é o preço que se paga pra ter transporte na porta de casa, então vale a pena.
 
Mas alguns moradores do bairro não gostam da diversidade ou do barulho. “O som alto durante a madrugada atrapalha meu sono, minha rotina e minha paz de espírito. O barulho dos ônibus não me incomoda”, diz Helen Ferraz, 21, estudante.
 
“As músicas com palavras de baixo calão constrangem quem não está na bagunça, sem contar que o volume é altíssimo. Às vezes é impossível ouvir TV ou conversar dentro de casa”, afirma Elielma dos Santos, 29, técnica têxtil.
 
“Aqui no nosso bairro existe muito barulho de vários tipos, não dá para assistir uma TV, desde as festas com música alta até a madrugada, mas o que mais incomoda mesmo é o barulho das motos, no bairro tem muitas”, desabafa o supervisor de vendas Amilton Guimarães, 26.
 
“O barulho do meu bairro não é nada agradável, pois existem várias igrejas no local que não respeitam a população, colocando suas músicas no último volume. Os vizinhos também colocam músicas altas. No final de semana o som é absurdo, não dá pra assistir uma TV. Nossa vizinhança é familiar, têm idosos e crianças”, finaliza Ezio Damasceno, analista de crédito, 22.
 
O que não faltam são as mixagens produzidas entre variados sons, como quando junta-se louvor e barulho de ônibus.
 
Já outros vizinhos do bairro apreciam o gosto musical das festas que embalam a noite e se divertem dentro de casa. “Gosto quando tem festa na rua e toca músicas da Turma do Pagode e Jeito Moleque. Até me divirto com o som, viu”, completa Ivonete Pires, Babá, 37 anos.
 
“Eu não gosto quando toca funk, mas adoro quando escuto forró, me animo demais. É o ritmo que mais escuto em casa. Então nessas festas, quando toca, eu divirto aqui”, finaliza Alessandra Costa, auxiliar administrativo, 38 anos.

Às sextas-feiras começam as festas, dá saudades da minha adolescência e era fã dos grupos que faziam sucesso na época. Não sei onde fica, mas da minha casa eu escuto, são sambas dos anos 90.
 
Salve, Bezerra da Silva.
 
Aos sábados, o público que curte deve ver variado, porque toca funk e forró.
 
Nas noites de sábado ouve-se também black music.

E domingo de manhã, da janela do meu quarto, eu sou privilegiada, já que gosto muito de música gospel. Às 8h da manhã sou acordada com louvores. Meu dia começa abençoado, espantando qualquer mau humor.

***

Priscila Gomes, 32, é correspondente da Vila Zilda da Agência Mural.

 

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