'All That Jazz': os 35 anos do 150 Night Club - São Paulo São

Billy Eckstine, o grande Mr. B, já passara dos 70 quando fez uma temporada no 150 Night Club, no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Ainda estava sacudido e mantinha o elán dos anos 1940, quando fumava com piteira e se tornou o primeiro cantor negro a fazer sucesso entre as plateias brancas entoando um repertório romântico – antes mesmo de Nat “King” Cole.

Hospedado no Maksoud, Eckstine convidava amigos recentes para um scotch na suíte. Só então descia para o show no 150. Foi assim com o produtor Luiz Carlos Miele, um raro brasileiro que veio ao mundo de smoking.

Por sinal, este era o traje de Eckstine naquela noite. Miele acomodou-se, com o copo a estibordo. Eckstine permaneceu bebericando de pé. Miele perguntou: “Por que o senhor não se senta?”. Resposta em barítono profundo: “Não posso. Vai tirar o vinco das calças”.

Miele comentou tempos depois: “Um cara com a carreira solidíssima, absoluta, ainda se preocupava em não tirar o vinco das calças, em não fazer essa afronta ao público”.

Isso era elegância.

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Elegância é uma boa palavra para definir o 150, casa noturna para apenas 200 pessoas, embora não fosse o figurino pessoal do proprietário do hotel, Henry Maksoud, um tipo miúdo, calvo, enérgico e com uma queda por gravatas berrantes.

Na sua ausência, seus funcionários o tratavam por Mr. Magoo, em virtude da semelhança com o personagem de desenho animado que enxergava mal à beça. Ao contrário deste, era um homem de visão.

Em 1979, quando completou 50 anos, Maksoud, filho de imigrantes libaneses, estava no auge. Seu conglomerado incluía a construtora Hidroservice – que ergueu o Aeroporto do Galeão (hoje, Tom Jobim) –, a indústria de computadores Sisco e a revista semanal Visão. Inquieto, comandava um programa de entrevistas na TV, no qual brandia contra a “intromissão do Estado na economia” e tagarelava o triplo dos convidados.

Ainda em 1979, inaugurou o seu Palácio de Versailles, na confluência dos bairros de Cerqueira César e Bela Vista: o mais glamouroso novo hotel do continente, um portento para 
685 hóspedes, com 371 apartamentos, 38 suítes de luxo, sete suítes presidenciais, três bares, cinco restaurantes, um teatro e um nightclub.

O tal nightclub, claro, era o 150, nome que ocorreu a Roberto Felix, o mais velho dos dois filhos de Maksoud, a partir de um fato prosaico. “O hotel dá frente para a rua São Carlos do Pinhal. Mas a entrada do 150 era pela alameda Campinas, número 150.”

Elegante, sim, era – e ainda é – Roberto, a despeito da silhueta rechonchuda em 1,68 metro. Um homem discreto, embora, como goste de frisar, nascido em um período de insana turbulência: “Quatro dias após o suicídio de Getúlio”. Coube a Roberto, no viço dos 25 anos, administrar o Maksoud Plaza enquanto o pai bradava pelo liberalismo na TV.

Em 1981, o hotel ganhara fama internacional ao trazer Frank Sinatra para quatro apresentações. A temporada bem-sucedida do cantor reforçou a aposta na ideia inicial do 150, levada à prática naquele mesmo ano: um lugar pequeno e íntimo para se dançar de rosto colado, ao som de standards tocados ao vivo por um grupo inspirado nas big bands do swing.

“Não havia nada assim na época, dominada pela música disco”, relembra Roberto. “Achávamos que existia uma lacuna para agradar gente mais romântica, mais adulta e com gosto mais refinado.”

No alvo.

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O jornalista e produtor musical Zuza Homem de Mello estranhou quando abriu a janela de seu apartamento no Edifício Pauliceia, na rua São Carlos do Pinhal, e viu, do outro lado da calçada, o vetusto convento das freiras circundado por tapumes. Uma reforma? Não. Logo ficou sabendo que a moradia das religiosas seria derrubada para dar lugar a um hotel de luxo com 22 andares.

Sua melhor surpresa foi descobrir não só o 150 como também a principal cartada de Roberto Maksoud: além da apresentação diária da Banda 150, a casa programava, na metade de cada semana, uma temporada de algum astro brasileiro ou internacional. Sempre um biscoito fino, para degustar com whisky das Highlands, num período em que, no Brasil, harmonizar ainda tinha a ver com música, e não com brancos e tintos.

“Eu morava sozinho ali ao lado”, recorda-se Zuza. “Em minutos estava lá. Cheguei a frequentar o clube três vezes por semana. Jamais uma boate brasileira reuniu um elenco tão fabuloso de músicos.”

Basta uma olhadela no cardápio no decorrer de 16 anos do 150 para compreender o entusiasmo de Zuza. O jazz era o prato principal, trazendo ao país, entre outros, os pianistas Earl Hines, George Shearing e Page Cavanaugh; os saxofonistas Benny Carter e Paquito D’Rivera; o vibrafonista Lionel Hampton; as cantoras Anita O’Day, Alberta Hunter, Betty Carter e Carmen McRae; os cantores Bobby Short, Joe Williams e Steve Ross.

Mas também havia espaço para outros paladares, dos condimentados blues de Buddy Guy, Junior Wells e John Hammond Jr. à cozinha caprichada do chileno Lucho Gatica, dos italianos Paolo Conte e Sergio Endrigo, do francês Michel Legrand e do mexicano Armando Manzanero. Sem olvidar o produto nacional: João Donato, Leny Andrade, Nana Caymmi, Nara Leão, Tamba Trio, Tom Jobim e grande elenco.

Boa parte dos escolhidos era preferência pessoal de Roberto. Ele cresceu com a rebeldia do rock, mas soube dar ouvidos aos roqueiros com mais swing – como Ginger Baker, Traffic e Steely Dan – antes de atirar-se nos braços do jazz. Teria hoje em casa uma discoteca com mais de 3 mil discos de vinil, não houvesse seu irmão Cláudio, à sua revelia, vendido a coleção para um primo espertalhão. Roberto quis adquiri-la de volta. “Desisti para não comprar uma briga de uma geração inteira na família”, resume.

Mal sabia que as desavenças entre os Maksoud subiriam de tom até se tornarem estrondosas.

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“Você tem de trazer o Bobby Short.” A dica era do consultor financeiro Geraldo Forbes, frequentador assíduo. Roberto Maksoud foi ouvir a opinião do fotógrafo americano David Drew Zingg, radicado no Brasil havia duas décadas. “Traga amanhã mesmo. É o maior saloon singer do mundo!”, referendou o eufórico Zingg.

Roberto estava sempre aberto a sugestões. Zuza conta: “Lembro-me de ter indicado a ele o trompetista Les Elgart e Lionel Hampton, que continuavam tocando o fino”. De fato, os dois artistas vieram ao 150. Foi Roberto Corte Real, outro dedicado fã de jazz, quem apresentou a seu xará hoteleiro um tarimbado agente de Los Angeles, Harold Jovien, que passou a fazer o meio de campo com os músicos estrangeiros.

Quando queria saber se um artista veterano ainda estava ou não em boa forma, Roberto Maksoud telefonava para Leonard Feather, um dos principais historiadores do jazz, que Jovien lhe apresentara. “Desisti da Nina Simone quando me garantiram que ela era encrenqueira”, conta. Já o cantor Mel Tormé fez muitas exigências. Queria que pagassem o combustível de seu jato particular. Não veio.

Havia argumentos aliciantes para viabilizar a vinda dos artistas. A começar pelo aval do escritório de Sinatra. Outra: as passagens aéreas eram bancadas pela Pan Am, que tinha uma parceria com o hotel e, mais tarde, seria substituída pela Varig. Despesas com hospedagem e alimentação ficavam, evidentemente, por conta do Maksoud. Ao artista, restava botar o cheque no bolso, entrar em um dos elevadores panorâmicos e descer ao subsolo, onde ficava o 150. Com ou sem o vinco nas calças.

Apesar dessas facilidades, Tim Maia aprontou – quem mais? Sua temporada deveria ser de duas semanas, mas encolheu para quatro shows. O autor de “Vale Tudo” chegou ao hotel furioso. O motor do carro em que viajava do Rio para São Paulo fundiu na via Dutra, e foi preciso pedir carona na estrada.

Receoso, Tim não quis subir por elevador panorâmico, preferindo o de serviço, fechado. Isso foi o de menos. Ainda no dia da estreia, no ensaio vespertino, ofendeu os técnicos de som com expressões que corariam Vanderlei Luxemburgo ao instruir a zaga em dia de derrota. Por fim, já com o 150 lotado, negou-se a descer para o show.

Chamado a intervir por um funcionário aflito, Roberto ligou para a suíte. “Tim não queria cantar de jeito nenhum”, relembra. No desespero, Roberto queixou-se: “Poxa vida, você está me dando muito mais trabalho que o Sinatra!”.

Mágicas palavras. Tim surpreendeu-se: “É mesmo, mermão?”. Em seguida, fez soar uma tonitruante gargalhada e, vingado e feliz, avisou:

“Estou descendo!”

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Convencer Bobby Short a vir a São Paulo foi mais fácil, embora até então o cantor e pianista só trocasse o nova-iorquino Café Carlyle, onde se apresentava desde o último degelo, pelo descanso em seu château na Côte d’Azur. Bobby sentiu-se em casa no 150, onde cumpriu nada menos que seis temporadas.

“A principal exigência dele era vir ao Brasil na primavera”, diz Roberto, que se tornou amigo do cantor. “Aos poucos, fui descobrindo um Bobby muito brincalhão. Rindo muito, ele me deu de presente um cinzeiro muito cafona com a foto dele mal impressa em preto e branco, souvenir que mandou fazer no Corcovado.”

Cada vez mais à vontade no Brasil, Short passou a agregar a Banda 150 às suas apresentações. Encomendou até arranjos ao maestro do grupo, Hector Costita. Fez amigos. Frequentava churrascos. Lavava a alma por aqui – com sabonete Phebo, que adorou e adotou.

O roteirista e escritor Renzo Mora, habitué do 150, rememora: “Num show que fez na boate, o Miele imitava o Bobby mostrando as mudanças do cantor à medida que ia relaxando no Brasil. Começava bem caretão e terminava, digamos, delicadíssimo”.

Quando fez 50 anos, em 1983, Zuza viveu uma das melhores noites de sua vida, ao lado da namorada. Cinquenta casais amigos foram ao 150 comemorar o seu aniversário ao som de Bobby Short. Em meio ao show, o polido e boa-praça maître João Aragão Prado, o Prado – para quem Zuza costumava enviar postais quando viajava –, trouxe o bolo. Bobby emendou com “Happy Birthday”.

Precisava mais?

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Foi o amigo Bobby Short quem disse a Roberto Maksoud: “Você tem de trazer a Alberta Hunter”. Alberta quem? A pergunta não era despropositada. Alberta começou a cantar nos anos 1920 acompanhada por ninguém menos que King Oliver e Louis Armstrong. Compôs “Downhearted Blues”, gravada por Bessie Smith.

Em 1950, desgostosa, mandou tudo às favas e passou a trabalhar como enfermeira em Nova York. Estava esquecida quando retomou a carreira musical em 1977.

“O Brasil fica na América Central? Para a América Central eu não vou”, ela disse ao telefone, ao receber o convite para cantar no 150. Do outro lado da linha, Roberto explicou: “O Brasil é na América do Sul. Olhe, a senhora poderia se informar a meu respeito com o Bobby Short”. Dois dias depois, estava confirmada a vinda de Alberta Hunter ao 150.

Quem a viu chegando ao hotel aos 88 anos, numa cadeira de rodas empurrada por seu pianista, Gerald Cook, não podia acreditar que a fatigada senhora faria duas efervescentes temporadas no 150. “Quando começava o show, aquela velhinha se transformava em um mulherão. Como cantava!”, suspira o jornalista Márcio Gaspar. “A última apresentação de Alberta no exterior aconteceu no Brasil.”

Márcio trabalhava na CBS – hoje, Sony –, que representava no Brasil a Columbia, gravadora de Alberta Hunter. Assim conseguiu marcar uma conversa com a cantora no Maksoud. “Ela me recebeu no quarto, muito bem-humorada”, diz. “Divertidíssima, disse que Duke Ellington era gênio na vertical mas péssimo na horizontal.”

Se Bobby Short levou sabonetes Phebo e Carmen McRae pôs na mala uma cachaça da boa, Alberta carregou orações. Nas duas vezes que esteve em São Paulo, reuniu funcionários do Maksoud no dia da viagem de volta à Nova York, pedindo que rezassem por seu retorno ao Brasil.

Morreu antes da terceira temporada, aos 89 anos.

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O maestro Hector Costita não estranhou quando Roberto Maksoud lhe avisou que traria Toshiko Akiyoshi – 14 vezes indicada ao Grammy – para conhecer a boate naquele mesmo dia. A pianista e arranjadora japonesa faria seu show de estreia na noite seguinte.

Era sempre assim. Roberto amava exibir a Banda 150, formada por dez músicos. Tinha orgulho do grupo. Em especial, do naipe de metais comandado pelo próprio Costita ao sax tenor e clarineta, secundado por Maurício Souza (sax barítono) e Nailor Proveta (sax alto); Capitão e Gil (trompetes) e o americano Peter Cirelli (trombone).

“Ganhávamos bem, tínhamos um ótimo ambiente de trabalho e a banda estava a cada dia mais afiada”, relembra o simpático argentino Costita, com o sotaque que mais de meio século de Brasil não limou.

Toshiko ficou encantada com o que ouviu. Ela iria se apresentar acompanhada apenas pelo marido (o saxofonista Lew Tabackin), o baixista e o baterista. Mas, depois de ouvir Costita e seus asseclas, a pianista, cheia de dedos, perguntou a Roberto: “Será que posso me apresentar unindo o meu grupo com a banda da boate?”.

No ensaio marcado para a tarde do dia seguinte, Toshiko trouxe duas olheiras e mais de uma dezena de novos arranjos. Passara a noite em claro escrevendo, uma a uma, as partituras para cada instrumento da Banda 150. “Foi uma temporada incrível!”, exulta Costita.

Depois do último show, o maestro, com dor no coração, viu-se obrigado a devolver as partituras a Toshiko. “Ela, muito querida, me deu todas de presente.”

Nos dois anos e oito meses em que comandou a Banda 150, Costita teve várias surpresas ótimas. Também acompanhou, entre outros, Benny Carter, Michel Legrand e Bobby Short (“Ele me chamava de Mon Petit, porque morei três anos em Paris”). Só deixou o 150 por causa de uma desavença com Henry Maksoud.

O ardido dono do hotel teve um faniquito ao saber que Costita se apresentaria em uma série de espetáculos no Sesc. “Não comprometeria o meu horário no 150 e, além disso, eu não tinha nenhum contrato de exclusividade com ninguém”, defende-se o maestro.

Diante do impasse, Costita foi tocar em outra freguesia: o Hotel Renaissance, a 12 quadras dali.

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O jornalista e escritor Roberto Muggiati, autor de cinco livros sobre jazz, saía do Rio de Janeiro, onde ainda mora, para assistir aos shows do 150 e entrevistar os protagonistas. Tem saudade do clima altamente civilizado.

“Conversei à vontade com o Benny Carter às 3 da manhã, quando ele reencontrou um amigo que o conhecera na Holanda nos anos 1930”, diverte-se. A irascível Anita O’Day, que destratou repórteres e foi hostil com os músicos – embora tenha gravado um disco ao vivo no 150 –, não lhe pareceu tão intratável. “Ela até enviou-me sua biografia.”

Com Joe Williams, Muggiati papeou antes de o cantor entrar no palco. “Ele foi muito gentil, mas tinha os olhos bem vermelhos, de quem acabara de dar uns tapinhas.”

Renzo Mora também enaltece a categoria do ambiente. Ainda na dureza da juventude, ele raras vezes tinha dindim para pedir o prato de resistência da casa, o filé à maturine, servido com molho roti. Ficava nos dois whiskies. Mesmo assim, era recebido com fidalguia pelo maître Prado.

“Quando ele me via bem acompanhado e sabia que eu queria impressionar a moça, perguntava: ‘Vai querer o de sempre, seu Renzo?’ E ainda piscava para mim, cúmplice”.

O publicitário Enio Basílio Rodrigues é outro frequentador contumaz com saudade do tratamento reservado aos fregueses. “Nenhum garçom te importunava, querendo empurrar comida ou bebida”, testemunha. Aboletado em um banquinho no bar, seu lugar preferido, Enio viu cenas memoráveis.

Entre elas, a da cantora Nana Caymmi, de porre ao seu lado, avacalhando o show que fizera com o pai e os irmãos: “Foi uma merda!”. Enio tentou contemporizar, pedindo que ao menos poupasse o pai, Dorival. “Ele é outra merda”, retrucou Nana, antes de decretar, de copo em riste: “E você também!”.

Beberique-se com um barulho desse. Enio lembra-se também da noite em que Buddy Guy, com um cabo extenso da guitarra, deixou o palco e comandou um feérico trenzinho da plateia, enquanto cantava e tocava. “A turba foi parar dentro do banheiro feminino, para horror de uma linda senhora da sociedade recolhida a um dos cubículos.”

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O 150, enfim, foi um número – como ainda se dizia para designar algo muito divertido. Pena que Henry Maksoud, açoitado pelas oscilações da economia naqueles anos 1990, tenha resolvido popularizar a casa, escalando cantores de vozeirão, com dó de peito e sem dó da pauta. Ao arrepio do bom gosto do filho mais velho, forçou a barra com uma temporada de Agnaldo Rayol. “Não tinha o perfil do 150, mas fez sucesso”, admite Roberto, lembrando que conseguiu escapulir de uma série de shows de Jessé, outro canário de peito varonil.

Por fim, em 1997, Henry Maksoud decidiu fechar o 150. Em seu lugar, abriu um bingo. Poderia ser um tobogã. Ou uma pista de patinação. O objetivo da boate jamais foi ter grandes lucros. Nem haveria como, por causa das dimensões reduzidas. Mas sim emprestar projeção internacional ao hotel.

Roberto se recorda, ou quase isso: “O fim foi tão desolador que algum mecanismo psíquico fez com que eu me esquecesse completamente dos últimos shows”.

Dois anos depois, Roberto deixou o hotel. Quando o velho Henry Maksoud morreu, em 2014, decrépito, a família estava dividida na Justiça, pleiteando a herança avaliada em R$ 700 milhões. Na disputa, o filho mais velho de Roberto, Henry Maksoud Neto, está do lado contrário do pai. Hoje, ocupa o lugar de Roberto à frente do hotel.

Em vez do 150, o Maksoud Plaza agora tem uma boate de música eletrônica, a PanAm. Sem glamour. Sem músicos. Os DJs não precisam nem sequer conhecer claves ou compassos. Nem trocar o sono por partituras.

Muito menos se preocupar com o vinco das calças.

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Por Walterson Sardenberg Sobrinho. Texto publicado originalmente na Revista The President.