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Mesmo pequenas caminhadas estão associadas a menor mortalidade, informa pesquisa publicada no “American Journal of Preventive Medicine” nesta quinta-feira (19). Segundo o estudo, quem não puder fazer o que é exigido por diretrizes de saúde pública, pode colher algum benefício.

Atualmente, diretrizes recomendam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana (ou 75 minutos de atividades intensas), mas poucos são os adultos que seguem a recomendação. Por isso, cientistas estão testando se recomendações menores poderiam surtir algum efeito.

Segundo o estudo, se o indivíduo conseguir atingir o mínimo recomendado duas vezes no mês (ou seja, conseguir caminhar cerca de duas horas semanais em pelo menos duas semanas no mês), ele atinge uma redução da mortalidade em 20%.

Para chegar a esse número, pesquisadores analisaram dados de cerca de 140 mil participantes de um estudo de prevenção do câncer. Após corrigir dados para outros fatores de risco (como obesidade e cigarro), eles encontraram que mesmo uma caminhada de menos de duas horas semanais contribuiu para uma redução na mortalidade geral por todas as causas.

Caminhadas foram mais fortemente associadas com uma redução de mortalidade por doenças respiratórias, com um risco de morte aproximadamente 35% menor.

Em segundo lugar, estão mortes por doenças cardiovasculares (com um risco 20% menor). Em terceiro, está o risco de câncer, que contou com uma redução de 9%.

A pesquisa foi liderada pela pesquisadora Alpa Patel, epidemiologista associada à American Cancer Society, nos Estados Unidos. Alpa realiza pesquisas sobre como o estilo de vida pode impactar a prevenção do câncer.

Ela encoraja que médicos recomendem que pacientes façam o que for possível de atividade física.

"Em 2030, o mundo vai ter o dobro de adultos com 65 anos ou mais", diz Alva Patel. "Médicos devem encorajar pacientes a caminhar, mesmo que em quantidades menores à recomendada", diz.

“Walking in Relation to Mortality in a Large Prospective Cohort of Older U.S. Adults“ - o artigo completo em inglês.


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Fontes: G1 / Bem EstarAmerican Journal of Preventive Medicine.

Foi na Vila Mariana que o modernismo arquitetônico brasileiro começou a tomar forma. Lá, o arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik construiu a primeira casa com essa linguagem, conhecida como Casa Modernista da rua Santa Cruz, para residir com a família. Não menos pioneiro foi o jardim da residência, projetado por Mina Klabin, esposa do arquiteto.

Embora o modernismo arquitetônico seja uma marca do bairro, a história dessa região e da vizinha Saúde remonta a 1782, quando ambas faziam parte da mesma sesmaria. O primeiro nome da região foi Cruz das Almas, em referência à grande cruz erguida em memória de dois tropeiros assassinados por ladrões nas proximidades da atual rua Afonso Celso. A localidade tomou importância pois lá passava a “estrada do Vergueiro” —hoje uma rua com o mesmo nome—, parte do então novo caminho para Santos no século 19.

A origem do nome Vila Mariana, recebido em 1887, tem duas versões. A primeira diz que o construtor alemão Alberto Kuhlmann deu o nome de sua esposa, Mariana, a uma das estações da linha férrea do ramal que ele mesmo construiu na região para transportar a carne do futuro matadouro para o centro da cidade. A outra versão diz que a denominação vem da junção dos nomes Maria e Ana, respectivamente mulher e mãe de Carlos Petit, tenente-coronel da Guarda Civil, delegado, juiz de paz e vereador da cidade, que morava na região.

Outro bairro vizinho e com origem parecida é Moema. Assim como os demais bairros da região, teve origem no Sítio da Traição, chácara cortada pelos trilhos de bonde que ligava São Paulo ao então município de Santo Amaro.

No fim do século 19, a área foi ocupada por chácaras menores de imigrantes ingleses e alemães. Mais tarde, durante a década de 1930, o bairro recebeu indústrias e atraiu imigrantes russos e lituanos. Nas ruas Normandia e Gaivota há um conjunto de casas tombadas pelo Conpresp que preservam esse momento da história do bairro. O nome Moema foi dado somente em 1987, após um abaixo assinado dos moradores da região. Antes disso, o distrito era conhecido como Indianópolis.

No fim do século 19, imigrantes vindos do norte da Itália formaram pequenas chácaras no local, que ficou conhecido como Colônia. Com a construção da estrada de ferro que ligava São Paulo a Santo Amaro, no final do século 19, foi erguido o matadouro da Vila Mariana, em substituição ao anterior, do Largo da Pólvora, área que havia se tornado muito urbanizada. O matadouro funcionou até 1927 e hoje abriga a Cinemateca Brasileira.

Antigo Matadouro, atual Cinemateca Brasileira. Foto: Aurelio Becherini / PMSPAntigo Matadouro, atual Cinemateca Brasileira. Foto: Aurelio Becherini / PMSP

No início do século passado, a rua Domingos de Morais, uma das mais importantes do bairro, era ponto de encontro de escritores, políticos, membros da elite econômica e artistas. A Vila Mariana mantém parte dos casarões centenários que conservam essa memória, como um palacete eclético em estilo mourisco que abriga hoje um hostel, mostrando que o uso é um dos fatores que mais contribuem para a manutenção de imóveis históricos.

Com a chegada do século 20, o bairro foi tomando características arquitetônicas modernistas, rompendo com o eclético e os múltiplos estilos que representavam a elite cafeeira e seu anseio de se mostrar cosmopolita. As novas elites intelectuais urbanas começavam a ditar suas regras nos costumes da cidade e, justamente por ser frequentada pelos intelectuais da época, a Vila Mariana teve um papel pioneiro nessa transformação.

Vila Mariana e seu conjunto de imóveis modernos

Em 1928, Gregori Warchavchik construiu a Casa da Rua Santa Cruz, com uma abordagem tão vanguardista que teve dificuldade em obter aprovação na prefeitura: precisou de um projeto “falso”, com ornamentos, para receber permissão de construção. No ano seguinte, o arquiteto projetou a Vila Modernista da rua Berta. Em 1932, nessa mesma rua, Warchavchik projetou a residência de Lasar Segall, o pintor, escultor e gravurista lituano que integrou a vanguarda artística brasileira. Desde 1967, o imóvel é sede do museu dedicado ao artista.

Teatro João Caetano. Foto: Sylvia Masini.Teatro João Caetano. Foto: Sylvia Masini.

A Vila Mariana também foi escolhida para abrigar a sede do Instituto Biológico, um impressionante edifício art déco cuja construção começou em 1928 e terminou em 1945.  Foi projetado pelo engenheiro Mário Whately para ser um centro de pesquisas agrícolas sobre o café. No início da década de 1950, foi erguido no bairro o Teatro João Caetano, um edifício modernista construído como parte do Convênio Escolar, um grande programa de construção de edifícios educacionais da época. O nome do teatro foi dado em homenagem ao ator e encenador brasileiro que fundou a primeira companhia de atores nacionais.

A Vila Mariana manteve seu pioneirismo arquitetônico ao receber, em 1960, o Conjunto Jardim Ana Rosa. O projeto dos arquitetos Abelardo de Souza, Eduardo Kneese de Mello e Salvador Candia, composto por nove edificações que ocupam um quarteirão, propunha o adensamento residencial como parte da solução da crise habitacional gerada pela explosão demográfica paulistana. Foi uma das maiores concentrações residenciais planejadas em São Paulo na época, ensejando uma forma moderna de moradia, com um boa inserção na cidade e usando técnicas de construção inovadoras.

Instituto Biológico de São Paulo, Foto: Bel Rocha, 1994.Instituto Biológico de São Paulo, Foto: Bel Rocha, 1994.Também na região, no distrito de Moema, estão residências da expressiva arquitetura brutalista paulista, ou do que se convencionou chamar escola paulista, com estrutura em concreto armado e paredes de bloco de cimento, projeto de forte teor social: a casa Rosa Okubo, de 1964, e a Casa Paulo Bittencourt Filho, de 1972, ambas do arquiteto Ruy Ohtake e tombadas pelo Conpresp.

O modernismo arquitetônico não só teve na Vila Mariana seu início, com a Casa da Rua Santa Cruz (ela é hoje administrada pelo Museu da Cidade de São Paulo), mas também sua consolidação, com a criação do Parque do Ibirapuera e seu conjunto de edificações projetado por Oscar Niemeyer e equipe. O complexo foi construído para as comemorações do IV Centenário da cidade. Com seus 1,58 km² de extensão, erguido sobre um terreno alagadiço, foi inicialmente uma aldeia indígena, depois serviu de pasto para os animais do Matadouro da Vila Mariana. O parque possui vários equipamentos, tais como a Fundação Bienal, o Museu de Arte Moderna (MAM), o Museu Afro Brasil, a OCA, o Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Auditório Ibirapuera e o Planetário. Também parte do complexo, mas fora dos limites do parque, estão o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Monumento às Bandeiras, obra do escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret, e o conjunto do Obelisco e Mausoléu do Soldado Constitucionalista, onde estão os despojos dos ex-combatentes da Revolução de 1932.

Casa Rosa Okubo. Foto: Of Houses.Casa Rosa Okubo. Foto: Of Houses.Saúde: bairro-jardim

A área que hoje compreende a Saúde também fazia parte da antiga Cruz das Almas e só foi elevada a distrito em 1925. O povoamento se formou em torno da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, de 1917, que deu origem a seu nome. Havia nele um bosque (na área hoje conhecida como Bosque da Saúde), com parque de diversões infantil, o que mobilizava os paulistanos nos finais de semana. Em 1930, a área foi loteada pela Companhia City. Porém, o crescimento da Saúde ganhou força mesmo foi com a chegada do metrô em 1974, o que facilitou o fluxo de pessoas para a região.

Parte do loteamento inicial teve o planejamento idealizado pelo engenheiro Jorge de Macedo Vieira com base no conceito de bairro-jardim (daí o nome Jardim da Saúde), com muitas áreas ajardinadas e arborizadas, visando atrair as classes mais altas. O conceito nasceu com o inglês Ebenezer Howard e buscava resolver a pobreza e a insalubridade das moradias populares da Inglaterra pós-revolução industrial, bem como mitigar a poluição causada pela industrialização. O Jardim da Saúde ficou dividido em quatro bolsões residenciais perpassados por corredores comerciais e de serviços. Essa característica singular tornou o lugar importante na urbanização da então periferia paulistana, o que levou ao seu tombamento como área de preservação urbanística e ambiental.

Capela Cristo Operário. Foto: Gabriel Zellaui / PMSP.Capela Cristo Operário. Foto: Gabriel Zellaui / PMSP.

Outro projeto da região surgiu a partir da iniciativa do frei dominicano João Batista Pereira dos Santos de criar uma cooperativa de produção de móveis chamada Unilabor, com autogestão operária e lucros partilhados entre os funcionários. O projeto se inspirou nos princípios do grupo católico Economia e Humanismo francês, dos anos 1940, que propunha o envolvimento da Igreja na criação de soluções efetivas para as desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista industrial. Integrava o projeto a Capela do Cristo Operário. Concluído em 1950, o pequeno templo apresenta uma arquitetura com elementos coloniais e a simplicidade das edificações rurais. Abriga um grande volume de obras de arte concebidas por artistas plásticos do modernismo brasileiro, tais como Alfredo Volpi, Geraldo de Barros, Roberto Burle-Marx entre outros.

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Fonte Blog do DPH / PMSP. 

Nem só de pombas, ratos, urubus e baratas é composta a fauna do munícipio de São Paulo, que abriga a maior cidade da América do Sul, com 11,5 milhões de habitantes. Em suas praças e parques e matas dos arredores da mancha urbana podem ser vistos animais que muita gente acredita que só são encontrados na Amazônia ou no cerrado - até mesmo onças.

Para ficar apenas entre os mamíferos, há ainda antas, porcos-do-mato, veados-catingueiros, preguiças-de-três-dedos, tamanduás-mirins, muriquis-do-sul (o maior primata da América do Sul), lontras, tatus-peba e cachorros-do-mato. No total, existem 1.113 espécies silvestres registradas no Inventário da Biodiversidade do Município de São Paulo - 2016, da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA).

A descoberta é resultado de um trabalho que começou em 1993, na Divisão de Fauna do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave) da secretaria. Na linha de frente do trabalho estava - e está até hoje - a bióloga Anelise Magalhães, formada um ano antes e contratada por concurso logo em seguida.

"Naquele ano, realizamos o trabalho em apenas três parques, Ibirapuera, do Carmo e Alfredo Volpi", lembra. "Para a lista atual, fizemos os registros em 138 localidades do município de São Paulo." Também entraram no inventário os animais feridos ou capturados pela população entregues ao departamento.

Na lista estão animais pertencentes a seis grupos de invertebrados e cinco de vertebrados.

Araponga e macaco da espécie Callithrix fazem parte da lista. Fotos: Marcos Kawall e Daniel Perrella / SVMA.Araponga e macaco da espécie Callithrix fazem parte da lista. Fotos: Marcos Kawall e Daniel Perrella / SVMA.Dentre os primeiros são moluscos, crustáceos decápodes (caranguejos e camarões), quilópodes (lacraias), aracnídeos (carrapatos, aranhas e escorpiões) e insetos (borboletas, besouros, baratas, mosquitos, abelhas, percevejos, formigas, vespas, cupins, grilos e pulgas). A relação dos segundos contém peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Os levantamentos não pararam de ser ampliados e geraram sete listas até agora, que foram divulgadas em 1998, 1999, 2000, 2006, 2008 e 2010 e 2016, cada uma com um número de espécies maior do que a anterior. A de 2010, por exemplo, continha apenas 700.

Surpresas

Onça-parda fotografada em 2010 pela equipe da secretaria. Foto: SVMA.Onça-parda fotografada em 2010 pela equipe da secretaria. Foto: SVMA.

Além disso, cada inventário apresentou surpresas, animais que não se supunha que vivessem em São Paulo. "Nós nos surpreendemos com a biodiversidade que existe na maior cidade da América do Sul", diz Magalhães. "Não era esperado, porque o processo de urbanização acaba com o ambiente natural e afeta muito a fauna e a flora."

A novidade do inventário de 2010, ela diz, foi o registro do muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), também conhecido como mono-carvoeiro, uma espécie endêmica da Mata Atlântica. Com quase 1,60 m de comprimento, do nariz à ponta da cauda, e pesando até 15 kg, é o maior primata não humano das Américas.

Sua descoberta em São Paulo é importante para sua preservação, pois ele é considerado uma espécie em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), principalmente por causa da destruição e fragmentação de seu habitat natural e pela caça ilegal.

No levantamento de 2016, por sua vez, a grande surpresa foi o registro de uma onça-pintada (Panthera onca), cuja imagem foi captada, em janeiro, por uma armadilha fotográfica instalada no chamado Núcleo Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar, no extremo sul da capital paulista. A câmara havia sido colocada no local pelo Instituto Pró-Carnívoros, um parceiro do projeto.

Em anos anteriores, já havia sido detectada na mesma região a presença da onça parda ou puma (Puma concolor capricornensis). A presença desses grandes mamíferos e outros animais exigentes ecologicamente na área indica que ela está mais preservada do que se imaginava.

Além do cinturão verde

As pombas de asa-branca estão entre as espécies que se proliferaram na zona urbana da capital. Foto: SVMAAs pombas de asa-branca estão entre as espécies que se proliferaram na zona urbana da capital. Foto: SVMA

Mas não é só nas matas fechadas e áreas protegidas no chamado cinturão verde nos extremos da capital paulista que se encontram animais silvestres. As áreas verdes localizadas na mancha urbana também servem de refúgio e habitat para muitas espécies, principalmente de aves.

Pássaros típicos de vegetação mais densa, como a araponga (Procnias nudicollis) e o pavó (Pyroderus scutatus), parentes próximos, já foram registrados em parques como Aclimação, Buenos Aires, Burle Marx, Ibirapuera, da Independência e Villa-Lobos.

Em alguns desses locais também foi observado o tucano-toco (Ramphastos toco), conhecido como tucano-grande ou tucanuçu, que é característico do cerrado.

População de avoantes cresceu na capital nos últimos 20 anos. Foto: Anelise Magalhães / SVMAPopulação de avoantes cresceu na capital nos últimos 20 anos. Foto: Anelise Magalhães / SVMAPor ser um trabalho de longo prazo, o levantamento do Denave possibilitou descobertas que de outra forma não ocorreriam. Uma delas é a chegada à cidade e proliferação de algumas espécies, antes raras, e a diminuição da presença de outras.

No primeiro caso, estão as pombas asa-branca (Patagioenas picazuro) e avoante (Zenaida auriculata), comuns no cerrado e na caatinga, mas que se adaptaram muito bem na zona urbana da capital paulista.

No início dos levantamentos, em 1993, elas quase não eram vistas na cidades e hoje são comuns. "Em contrapartida, temos a impressão de que a população de rolinhas (Columbina talpacoti) está diminuindo", acrescenta Magalhães.

Importância das praças

Aves como o pavó foram vistas nos parques da Aclimação, Buenos Aires, Ibirapuera e Villa-Lobos | Foto: Marcos Kawall/SVMAAves como o pavó foram vistas nos parques da Aclimação, Buenos Aires, Ibirapuera e Villa-Lobos | Foto: Marcos Kawall/SVMA

Além da descoberta de um grande número de animais silvestres vivendo em São Paulo, o trabalho coordenado pela bióloga serviu também para mostrar a importância que áreas verdes, como os parques e praças, têm para manter essa grande biodiversidade, principalmente das aves, boas indicadoras da saúde ecológica de um ambiente.

Formados por uma vegetação heterogênea, que reúne árvores nativas e exóticas, eles servem como viveiros naturais para espécies que necessitam de sombreamento e ponto de parada para alimentação e descanso durante os deslocamentos.

"Também servem como trampolins para as aves alcançarem áreas verdes maiores, mais afastadas da cidade", diz ela. "A malha de parques e praças urbana tem maior relevância ecológica do que se pensava."

O inventário não é apenas uma relação curiosa dos animais selvagens que habitam São Paulo. Ele fornece subsídios para que sejam criadas estratégias de conservação da biodiversidade na metrópole. Serve ainda de embasamento científico para políticas públicas de monitoramento e conservação ambiental.

"Com esses levantamentos, começamos a conhecer a fauna de São Paulo e saber onde ela se encontra", ressalta. "Essas listas servem para escolher áreas prioritárias para preservação e ajudam a mostrar as que têm importância. Esperamos também que os dados sejam utilizados em programas de educação ambiental e em pesquisas sobre ecologia urbana, por exemplo."

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Por Evanildo da Silveira de São Paulo para a BBC Brasil.

A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, é a melhor do país no quesito urbanismo, segundo o ranking Connected Smart Cities da Urban Systems.

Logo em seguida, aparecem Belo Horizonte (que saltou da 22ª para a segunda posição no ranking), Curitiba (que perdeu o primeiro lugar), Maringá (PR) e Jundiaí (SP).

Diferentemente de outros municípios do mesmo porte, Santos tem uma legislação desta década para reger o planejamento urbano, o que faz com que ela se destaque.

Além disso, segundo a Urban Systems, há investimento em inovação e tecnologia e em obras de infraestrutura. Nesse sentido, a cidade pretende implantar bilhete único entre o VLT e os ônibus municipais, além de empregar um sistema inteligente de estacionamento.

Ainda no quesito transporte, a cidade se destaca pela extensão das ciclovias e pelo tamanho da cobertura do VLT (15 quilômetros).

Mas o que foi realmente decisivo para garantir o primeiro lugar no ranking, segundo a Urban Systems, foram as ações de integração que devem tornar Santos uma cidade inteligente, especialmente a construção do Centro Integrado de Gestão do Atendimento e Monitoramento Urbano de Santos (COS).

O novo centro operacional vai funcionar nos setores de trânsito, serviços públicos e segurança, e deve modernizar e proporcionar uma resposta mais rápida às situações de crise e de grandes mobilizações.

Critérios

VLT de Santos foi um dos destaques para a cidade figurar em 1º lugar no ranking. Foto: Alexandre Carvalho / A2 imgVLT de Santos foi um dos destaques para a cidade figurar em 1º lugar no ranking. Foto: Alexandre Carvalho / A2 img

Centro Integrado de Gestão do Atendimento e Monitoramento Urbano de Santos (COS). Foto: Prefeitura de Santos.Centro Integrado de Gestão do Atendimento e Monitoramento Urbano de Santos (COS). Foto: Prefeitura de Santos.

São considerados 13 critérios para montar o ranking de urbanismo. Quatro deles têm a ver com transportes: proporção entre ônibus e automóveis; idade média da frota de transporte público; quantidade de ônibus por habitante; e presença de outros meios de transporte.

Seis critérios se referem ao planejamento urbano propriamente dito: lei de zoneamento; lei de operação urbana consorciada; plano diretor estratégico; emissão de certidão negativa e alvará on-line; vias pavimentadas e despesas municipais com urbanismo.

Por fim, o ranking ainda leva em conta o atendimento urbano de água, de esgoto e a arborização do município.

Confira as dez primeiras cidades do ranking:

1º Santos
2º Belo Horizonte
3º Curitiba
4º Maringá
5º Jundiaí
6º São Paulo
7º Patos de Minas
8º Ribeirão Preto
9º Cascavel
10º Campinas

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Fonte: Exame.

A pesquisa foi feita em mais de 80 países com cerca de 2.500 pessoas LGBT. Os entrevistados davam até cinco estrelas para os critérios analisados, que incluíam: relacionamento amoroso com outras pessoas LGBT, vida noturna e se os cidadãos eram abertos a pessoas LGBT. Nestes itens, São Paulo se destacou e teve quase nota máxima, com 4.57, 4.75 e 4.36, respectivamente.

Outro item analisado pelos pesquisadores foi a questão da segurança. Para isso, foram usados dados públicos fornecidos pelos departamentos de polícia de cada uma das 100 cidades sobre o número oficial de crimes de ódio per capita relatados em 2016. A cidade com o menor número de crimes relatados recebeu uma pontuação de segurança máxima de cinco estrelas, enquanto a cidade com o maior número de crimes recebeu uma pontuação mínima de uma estrela.

Os direitos LGBT também não foram esquecidos. Uma nota máxima de cinco estrelas foi concedida aos países que permitem o casamento e adoção por casais do mesmo sexo, além de o direito de os cidadãos LGBT servirem nas forças armadas e de mudarem sua identidade de gênero legalmente.

A pesquisa

A pesquisa levou em conta três fatores, votados por moradores de cada local: a facilidade de se relacionar com outros LGBTs, a cena noturna e a abertura da população à homossexualidade. Também considerou indicadores de segurança pública e direitos à população LGBT, como adoção, casamento igualitário, criminalização da homofobia e a presença de delegacias especializadas.

São Paulo chegou perto da nota máxima nos três primeiros quesitos (relacionamento, vida noturna e abertura), mas foi reprovado no fator segurança: ficou com 1,12, de 5 pontos.

A campeã geral do ranking – que está disponível no site da Nestpick – foi a capital espanhola, Madri. Confira as dez primeiras da lista:

1. Madri (Espanha)
2. Amsterdam (Alemanha)
3. Toronto (Canadá)
4. Tel-Aviv (Israel)
5. Londres (Reino Unido)
6. Berlim (Alemanha)
7. Brighton (Reino Unido)
8. Barcelona (Espanha)
9. Nova York (Estados Unidos)
10. São Francisco (Estados Unidos)

Apesar de ter recebido uma boa nota nos três fatores de estilo de vida (relacionamento amoroso, vida noturna e abertura dos cidadão), São Paulo caiu na lista por causa de sua nota na questão de segurança, em que ficou com 1,12, de 5 pontos.

Fonte: iGay - iG.

Após anos de restauro, a Ponte Hercílio Luz, ícone do patrimônio da Ilha de Santa Catarina, poderá, enfim, ser reaberta ao público para pedestres e ciclistas. Com conclusão prevista para dezembro de 2018, a estrutura servirá também de passagem para modais de transporte coletivo, afirma o diretor da região metropolitana do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Michel Mittmann.

“Fomos acostumados a reservar espaços para os carros em detrimento das pessoas. Agora, a intenção é dar prioridade ao transporte público e, gradativamente, inserir os automóveis. Veículos de emergência, táxis, carros compartilhados com três pessoas ou mais também podem ser inseridos no projeto”, explicou Mittmann. A proposta foi apresentada ontem, 5 de outubro, durante um evento do programa Oficinas Criativas, da Associação FloripAmanhã.

Mittmann também espera abrir espaço para as bicicletas criando mais ciclovias e ciclo faixas para o acesso à ponte Hercílio Luz. Tanto que uma das poucas intervenções do Parque da Luz deve ser a criação de uma ciclovia cortando a área de lazer.

A proposta prevê a criação de ciclovias e ciclo-faixas conectando a ponte, oferecendo ao público a possibilidade de um transporte mais rápido e agradável entre a ilha e o continente.

Além disso, com o objetivo de desafogar o tráfego nas duas pontes que atualmente fazem essa conexão, o projeto prevê deslocar 16 linhas de ônibus para a antiga ponte pênsil, o que, em números, corresponde a 38.178 passageiros, afirmou o diretor do Ipuf.

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Fonte: Notícias do Dia.