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Nas três últimas semanas de dezembro de 2017, o ecólogo Márcio Port Carvalho, pesquisador do Instituto Florestal de São Paulo, recolheu 65 bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) mortos pelo vírus da febre amarela no Horto Florestal, parque estadual na zona norte da capital paulista, com outros biólogos e equipes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Ambiental. “Praticamente todos os bugios do Horto morreram. Conhecíamos todos os 17 grupos”, conta ele.

Para os seres humanos, o vírus da febre amarela pode ser fatal, mas pode ser detido pela vacinação. Para os macacos, para os quais não há vacinas, está sendo catastrófico. Os órgãos públicos de saúde registraram a morte de mais de 2 mil animais – principalmente bugios – durante o surto de 2008 e 2009 no Rio Grande do Sul, mas o efeito do vírus deve ter sido mais amplo. Biólogos e epidemiologistas estimam que o número de primatas silvestres mortos por causa da febre amarela registrados em áreas urbanas corresponda a apenas 10% do total exterminado pela doença. Os outros 90% morrem no interior das matas, deterioram-se e não são encontrados. Calcula-se que cerca de 1,3 mil macacos devam ter morrido no Espírito Santo e 5 mil no estado de São Paulo em 2017.

As mortes dos macacos indicam as áreas de maior risco de transmissão do vírus da febre amarela e orientam as campanhas de vacinação (ver quadro). “Sem os macacos, estamos desprotegidos para perceber a chegada e os deslocamentos do vírus”, alerta o biólogo Júlio César Bicca Marques, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). “Antes de começar o monitoramento das mortes de macacos, o mapeamento da febre amarela dependia somente das pessoas que adoeciam e morriam”, diz o biólogo Renato Pereira de Souza, diretor técnico do núcleo de doenças de transmissão viral do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. “Só apareciam os casos graves, porque as pessoas com os sintomas mais leves não iam até os hospitais para se tratar.” O Ministério da Saúde propôs em 1999 aos órgãos de saúde o acompanhamento das mortes de macacos como estratégia para identificar as novas áreas de transmissão do vírus e planejar as medidas de proteção dos moradores das cidades, principalmente das áreas próximas a matas.

Veterinárias da prefeitura de São Paulo iniciam necropsia de um bugio. Foto: Eduardo Cesar.Veterinárias da prefeitura de São Paulo iniciam necropsia de um bugio. Foto: Eduardo Cesar.A febre amarela silvestre é causada por um vírus transmitido a macacos pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, após se alimentarem do sangue de macacos infectados. Os insetos repassam o vírus para novos macacos e eventualmente para seres humanos que entram na floresta. Os macacos não transmitem o vírus diretamente às pessoas. “Doenças como a febre amarela podem causar a extinção local de espécies de primatas e devem chamar nossa atenção porque esse tipo de ameaça se adiciona a outras, como a perda de hábitat e a caça”, diz a bióloga Laurence Culot, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro. “Os primatas são vítimas duas vezes: da doença, à qual algumas espécies são muito sensíveis, e da perseguição das pessoas, que acham erradamente que são os primatas que causam a doença e os matam, pensando que assim iriam resolver o problema.”

Os primatas do gênero Alouatta (bugios e guaribas) são mais sensíveis ao vírus e morrem mais facilmente que os do gênero Sapajus (macacos-prego) – os dois grupos vivem na Amazônia e na Mata Atlântica. Os Callithrix (saguis e micos), exclusivos da Mata Atlântica, também se mostraram resistentes. Como o vírus circula em áreas de floresta, os animais continuam a morrer por causa da doença, embora uma parte próxima a 20% do total da população sobreviva por criar anticorpos contra o vírus. A área de recomendação permanente de vacinação para moradores e viajantes, antes limitada à Amazônia, cresceu e hoje abrange quase todo o país (ver Pesquisa FAPESP no 253).

O surto anterior de febre amarela, iniciado em dezembro de 2007, terminou em abril de 2008 com 40 casos humanos confirmados e 21 mortes. Em São Paulo, 28 pessoas foram diagnosticadas, das quais 11 morreram por causa da doença. No atual, considerado o maior dos últimos 14 anos, 779 pessoas foram diagnosticadas e 262 morreram com febre amarela em todo o país de dezembro de 2016 a agosto de 2017, de acordo com um boletim de dezembro de 2017 da Organização Mundial da Saúde. O boletim de 26 de dezembro de 2017 da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) relatava 53 pessoas infectadas pelo vírus no estado, das quais 16 tinham morrido, desde o início do ano passado. Houve mais quatro mortes na Grande Paulo até 9 de janeiro de 2018.

À espera do vírus

O vírus que causou o surto atual deve ter partido em 2014 da Amazônia e, por meio de corredores de florestas, atravessado a região Centro-Oeste, entrado em Minas Gerais e São Paulo e seguido em direção ao Espírito Santo, de acordo com um estudo recente da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e do Instituto Adolfo Lutz. Em São Paulo o atual surto emergiu em abril de 2016 na região de São José do Rio Preto e avançou para a de Campinas, criando a expectativa de que logo chegaria à capital (ver mapa).

A bióloga Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da prefeitura de São Paulo, observou que começaram a chegar de cinco a seis macacosPesquisadora do Adolfo Lutz trabalha na detecção do vírus da febre amarela. Foto: Eduardo Cesar.Pesquisadora do Adolfo Lutz trabalha na detecção do vírus da febre amarela. Foto: Eduardo Cesar. mortos por dia, o triplo do habitual, ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), instalado no Parque Anhanguera, na zona norte da cidade, desde o primeiro domingo de dezembro, coincidindo com a intensificação das chuvas de verão e a consequente proliferação de mosquitos.

“Agora a febre amarela está entrando com força na zona norte da cidade. Antes estava apenas avisando que ia chegar”, ela comentou no início da tarde de 11 de dezembro. Naquele dia já tinham chegado cinco bugios e um sagui mortos; no final de semana seguinte, mais 12. “Sabíamos que o vírus ia chegar à capital, mas não conseguimos prever tudo”, diz Juliana. “No início não sabíamos o que fazer com os filhotes que chegavam vivos, com as mães mortas, desenvolviam a doença em poucos dias e morriam.” Os raros animais que chegam vivos permanecem em quarentena e, se não morrerem em uma semana, são transferidos para os abrigos do CeMaCAS.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da prefeitura e da Sucen tinham encontrado em 2015 os mosquitos Haemagogus leucocelaenus e Sabethes melanonymphe, as principais espécies transmissoras do vírus da febre amarela, no Parque Anhanguera e na Cantareira. “Os mosquitos se alimentam do sangue de macacos que vivem na copa das árvores, descendo à superfície apenas quando falta alimento ou o vento os empurra, picando ao acaso outros animais, incluindo as pessoas”, explica o biólogo Mauro Marrelli, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

A morte de saguis e macacos-prego no interior do estado e de bugios nos municípios próximos à capital intensificou o trabalho conjunto de especialistas de instituições de pesquisa e equipes das secretarias estaduais e municipais de saúde e do meio ambiente, a Polícia Florestal e a Guarda Civil Metropolitana. Em junho de 2017, a Coordenadoria de Vigilância Sanitária, por meio de um comunicado, definiu as atribuições e os procedimentos das equipes da Secretaria de Saúde do município. No final de julho, a médica Helena Keiko Sato, diretora de imunização da SES-SP, fez uma palestra para funcionários de órgãos públicos e de empresas que trabalham no Horto, contíguo a outra área de mata, a Cantareira, a maior floresta urbana do país, com 80 quilômetros (km) quadrados, que abarca os municípios de São Paulo, Mairiporã, Caieiras e Guarulhos (ver Pesquisa FAPESP nº 207). Ela falou do surto em São Paulo e da campanha de vacinação, realizada no final de agosto. Em seguida, Carvalho, do Instituto Florestal, informou sobre os procedimentos a serem tomados quando achassem macacos mortos no interior ou na vizinhança dos parques.

Resposta rápida

Por ter participado da palestra, um funcionário responsável pela limpeza das matas, Manoel Ferreira Costa, soube o que fazer na manhã do dia 9 de outubro, ao encontrar um bugio morto em meio a uma plantação de eucalipto, a meia hora de caminhada da entrada do arboreto Vila Amália, uma mata do Horto anexa a um bairro com cerca de 3 mil moradores – em muitos trechos não há muros e os quintais das casas se fundem com a mata. Avisados, Carvalho e um dos biólogos do parque, Paulo Roberto dos Santos, foram buscar o animal. Costa os acompanhou e viram que era um macho de menos Amostras armazenadas a -70 ºC. Foto: Eduardo Cesar.Amostras armazenadas a -70 ºC. Foto: Eduardo Cesar.de 1 ano de idade, sem sinais de que tivesse sido agredido por cães ou por outros macacos, eletrocutado nos fios dos postes ou atropelado, e que devia ter morrido pelo menos dois dias antes. Carvalho avisou Juliana, do CeMaCAS, que logo depois recebeu o animal e retirou amostras do fígado, enviadas no mesmo dia para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Souza, do Adolfo Lutz, recebe órgãos de bugios mortos no estado de São Paulo desde 2016, mas deu atenção especial àquele pedido de exame por ser o primeiro de uma cidade ainda sem sinais do vírus da febre amarela. Sua equipe extraiu o DNA, fez os exames e depois os refez para confirmar o resultado positivo para o vírus. Na manhã do dia 19 ele comunicou o resultado à biomédica Regiane Cardoso de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES-SP. De imediato ela levou o resultado para o infectologista Marcos Boulos, coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP e professor da Faculdade de Medicina da USP.

O dia de reuniões com as equipes de saúde e do meio ambiente terminou com duas decisões: começar imediatamente a vacinação dos moradores das áreas próximas à mata onde o bugio tinha sido encontrado e fechar o Horto e a Cantareira para evitar o contato das pessoas com os mosquitos transmissores do vírus. No dia 20 de outubro, logo após o fechamento dos parques, as equipes do Instituto Florestal, da SES-SP e da Polícia Ambiental voltaram ao arboreto e encontraram mais três carcaças de bugios; dois dias depois, mais duas, indicando que todo o bando tinha sido eliminado. Na última semana de dezembro, depois de 10 macacos terem sido encontrados mortos no município de Itapecerica da Serra, ao sul da Grande São Paulo, outros 10 parques foram fechados, totalizando 26.

Repovoamento

As mortes de macacos devem continuar até maio, quando as chuvas acalmarem, dificultando a proliferação dos mosquitos transmissores do vírus. “A próxima batalha será o repovoamento das áreas antes ocupadas pelos bugios”, diz Juliana. Os 22 animais mantidos em compartimentos de 18 metros quadrados do CeMaCAS possivelmente serão estratégicos para repovoar as matas. Bácaro é o mais velho e o mais antigo da turma. Chegou adulto, em 2009, e formou uma família, composta por uma fêmea, um macho jovem e um filhote, que poderia ser solta nas áreas despovoadas. Os outros, como Abrolhos, de 6 anos, e Benjamin, de 5, chegaram filhotes e teriam de ser treinados para sobreviver na mata.

O surto de febre amarela em 2008 e 2009 causou uma perda de 80% dos grupos de bugios-pretos e ruivos no Rio Grande do Sul, de acordo com um levantamento da PUC-RS e da Universidade Federal de Santa Maria em 82 fragmentos florestais dos municípios de Bossoroca e Santa Maria. “Não encontramos indivíduos solitários, indicando que todo o grupo tinha morrido”, relatou Marques. Em 2009, para evitar a agressão das pessoas que pensavam que os macacos transmitiam a doença, Marques lançou uma campanha de proteção dos bugios, descrita em 2010 na Tropical Conservation Science.

Se não houver outra epidemia como essa, a população de bugios do Rio Grande do Sul talvez chegue em 100 anos à metade do que era antes de 2008, estimou a equipe de Santa Maria. Trata-se de um problema mundial. De acordo com um estudo de 2017 na Science Advances, das 504 espécies de primatas do mundo – concentradas no Brasil, Congo, Madagascar e Indonésia –, 75% apresentam declínio populacional e 60% estão em risco de extinção, em consequência de desmatamento, caça e doenças.

Com base nas datas e localização das mortes dos macacos, o veterinário e epidemiologista Adriano Pinter, pesquisador da Sucen, construiu um modelo epidemiológico que descreve o sentido, a velocidade de deslocamento e os prováveis caminhos – os corredores ecológicos funcionais – do vírus causador da febre amarela. Seus mapas embasaram a decisão da Secretaria de Saúde de deixar de lado a estratégia recomendada por organismos internacionais – vacinar todos os moradores em um raio de 30 quilômetros (km) do ponto em que o animal morto foi encontrado – e vacinar somente os moradores das áreas de risco, até mesmo antes de aparecerem os macacos mortos que indicam a chegada do vírus.

“Essa estratégia tem se mostrado bastante adequada”, diz a médica Helena Keiko Sato, diretora técnica da divisão de imunização da SES-SP. “Em abril de 2017, não tínhamos como vacinar 3,5 milhões de pessoas na região de Campinas, a maioria delas fora das áreas de risco. Com base nos corredores ecológicos, vacinamos apenas 1,4 milhão, nas áreas de risco de Campinas e dos municípios vizinhos.” Além de permitir a otimização do uso dos estoques de vacinas, esse método poderia reduzir as potenciais reações adversas severas à vacina em pessoas com doenças autoimunes ou alérgicas a ovo; o risco de reações adversas severas é de uma pessoa para cada grupo de 400 mil vacinadas, quatro vezes menor que o índice aceitável para as vacinas.

Até janeiro de 2018, o vírus moveu-se no sentido norte-sul a velocidade de 2,7 km por dia nos meses mais quentes e de 0,5 km por dia nos mais frios. Com base nessas informações, os especialistas da Secretaria de Saúde definem as áreas de maior risco e iniciam a vacinação, em colaboração com os órgãos municipais de saúde, antes de aparecerem os macacos mortos. “Em Jundiaí, a vacinação começou no início de maio e o primeiro macaco morto foi encontrado em 30 de julho. Em Mogi das Cruzes, ainda não temos sinal do vírus, mas começamos a vacinação em dezembro”, diz a biomédica Regiane Cardoso de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES-SP. “Podemos agir por antecipação, sabendo onde e quando o vírus vai chegar.”

O modelo epidemiológico previa a chegada do vírus à capital em outubro ou novembro. “Tivemos sorte de encontrar um bugio morto no meio de uma mata na cidade de São Paulo”, comentou Pinter. Segundo ele, os primeiros animais infectados pelo vírus morrem no interior das matas e passam despercebidos. O vírus só é notado cerca de dois meses após sua chegada, quando muitos animais começam a morrer nas bordas das matas e são vistos pelos moradores dos bairros periféricos. O fato de um animal ter sido encontrado em outubro no Horto Florestal antecipou as medidas preventivas contra o vírus.

As equipes dos órgãos de saúde esperam evitar outras mortes de pessoas com as campanhas de vacinação nas prováveis áreas de expansão do vírus em 2018 (ver mapa). Se as previsões estiverem corretas, o vírus deve chegar em fevereiro à zona sul da capital, à região de Sorocaba e ao Vale do Paraíba. A SES-SP comunicou em janeiro que deverá fracionar a vacina, sem prejudicar seu efeito protetor, para atingir o maior número possível de pessoas, como foi feito na África. Quem mora ou circula em regiões com matas deve tomar a vacina, que ativa a produção de anticorpos contra o vírus somente sete a 10 dias depois de aplicada.

Projeto
1. Biodiversidade de mosquitos (Diptera: Culicidae) no Parque Estadual da Cantareira e na área de proteção ambiental Capivari – Monos, estado de São Paulo (nº 14/50444-5); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador responsável Mauro Tadeu Marrelli (USP); Investimento R$ 272.905,54.

Artigos científicos
BICCA-MARQUES, J. C.; FREITAS, D. S. The role of monkeys, mosquitoes, and humans in the occurrence of a yellow fever outbreak in a fragmented landscape in south Brazil: Protecting howler monkeys is a matter of public health. Tropical Conservation Science. v. 3 (1), p. 78-89. 2010.
ESTRADA, A. et al. Impending extinction crisis of the world’s primates: Why primates matter Alejandro Estrada. Science Advances. v. 3 (1), e1600946. 2017.
MUCCI, L. F. et al. Haemagogus leucocelaenus and other mosquitoes potentially associated with sylvatic yellow fever in Cantareira State Park in the São Paulo Metropolitan Area, Brazil. Journal of the American Mosquito Control Association. v. 32 (4), p. 329-32. 2016.

Ps. Confira os postos e unidades de saúde para se vacinar contra a febre amarela.


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Por Carlos Fioravanti. Artigo publicado originalmente na Edição 263 da Revista da Fapesp.

Na cidade de São Paulo, não importa o local, ninguém está a mais de 300 metros de distância de um curso d'água, afirma o geógrafo Luiz de Campos Junior. A frase pode soar estranha em uma metrópole acostumada com a selva de asfalto e concreto que deixa pouco espaço para seus rios, córregos e riachos correrem a céu aberto. Mas eles estão lá, no subterrâneo, correndo em galerias após serem tamponados.

A Prefeitura de São Paulo tem, mapeados e nomeados, 280 cursos d'água. Esse número, porém, é muito maior, diz Campos, um dos fundadores da iniciativa Rios e Ruas, que desde 2010 mapeia os rios e córregos subterrâneos da capital paulista. O grupo trabalha com uma estimativa de 300 a 500 cursos d'água escondidos sob ruas e avenidas. Juntos, eles somariam cerca de 3.000 quilômetros de extensão, outro número que também pode ser maior que a estimativa.  

Dedo do Homem

Margem direita do rio Tamanduateí no fim do século XIX. Foto: Guilherme Gaensly.Margem direita do rio Tamanduateí no fim do século XIX. Foto: Guilherme Gaensly.
Intervenções humanas na natureza dos rios da capital existem desde pelo menos o século XIX, quando já se poluía o rio Tamanduateí, que nasce na serra do Mar e percorre a zona leste de São Paulo. Em 1894, teve início a discussão do projeto de retificação do curso do rio, cuja obra seria concluída em 1916. Foi o primeiro dos grandes rios da capital paulista a ser canalizado para escoar o esgoto dos bairros localizados próximos a ele. A partir dos anos 1920, ganham força os projetos de canalização e retificação dos rios paulistanos.

Vista da Marginal Tietê e do Rio, a partir da ponte da Casa Verde. Foto: Marcos Estrella.Vista da Marginal Tietê e do Rio, a partir da ponte da Casa Verde. Foto: Marcos Estrella.

As obras no rio Pinheiros têm início em 1928, seguindo até meados dos anos 1950. Dez anos mais tarde, é a vez do rio Tietê, que só na década de 1970 ganharia a "cara" que tem hoje. O momento coincide com a popularização do automóvel como meio de transporte da classe média paulistana, que precisava de vias para melhorar o acesso às partes mais remotas da cidade. A capital paulista estava em franca expansão e "engolia" municípios vizinhos, como Santo Amaro. 

Tratamento

Mapa hidrográfico revela os rios da cidade de São Paulo. Imagem: Rios e Ruas.Mapa hidrográfico revela os rios da cidade de São Paulo. Imagem: Rios e Ruas.

"Tem que pensar em como não sujar a água. A gente teve uma política que enterrou completamente os rios. Em vez de cuidar, enterrou tudo para o povo não poder usar", afirma o geógrafo Campos Júnior. "Mesmo com os visíveis as pessoas não têm contato, não chegam perto." O ideal, segundo ele, seria um tratamento que preserve o curso d'água a céu aberto e que mantenha alguma sinuosidade do rio. "A pior maneira de canalizar um rio é o tamponamento." Esse processo cria uma galeria ou tubulação enterrada que recebe, junto com a água da chuva, toda a sujeita das ruas e até ligações de esgoto. "Tudo isso ocorre sem que possamos ver ou ter contato com a condição do rio", diz Campos.

Iniciativa Rios e Ruas

Rios e Ruas, criado pelo Instituto Harmonia, nasceu em 2010, fruto da parceria do arquiteto e urbanista José Bueno com o educador Luiz de Campos Jr. O projeto oferece o reconhecimento das principais bacias hidrográficas de São Paulo e a exploração in loco dos rios e riachos da cidade, soterrados ou não, por meio de oficinas prático-teóricas e vivências em expedições da nascente à foz dos cursos d’água.

Tem como foco de trabalho promover o reconhecimento e a exploração das áreas intensamente urbanizadas, redescobrindo a natureza de rios soterrados por ruas e construções, com o objetivo de contribuir para despertar em jovens e adultos uma compreensão sobre o uso do espaço urbano e a criação de vínculos afetivos e de pertencimento com o espaço de vivência.

O processo de construção da ideia e da metodologia de trabalho vem sendo desenvolvida por Luiz de Campos Jr. desde 1995, em atividades no ensino regular de 1º e 2º grau, em programas de formação e atualização de educadores e, a partir do final da década de 90, junto ao público em geral.

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Da Redação.

No dia 18 de dezembro, foram anunciados os projetos vencedores do concurso nacional de arquitetura para o restauro e a modernização do edifício-monumento do Museu Paulista (MP), localizado no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O concurso foi lançado no último 7 de setembro, dentro das comemorações do Museu do Ipiranga em Festa. De um total de 13 trabalhos inscritos, nove foram habilitados para a participação. Como critérios de avaliação, foram considerados aspectos como racionalidade, funcionalidade e exequibilidade técnica; respeito às características materiais, estruturais, composição e documentais do edifício; criatividade, solução estética e inovação do projeto; atendimento às especificidades do uso e das soluções de circulação e acessibilidade; e adoção de critérios e soluções de projeto para a sustentabilidade ambiental.

Imagem: Cortesia / H+F Arquitetos.Imagem: Cortesia / H+F Arquitetos.O projeto vencedor foi escolhido por uma comissão julgadora composta de 11 membros indicados pela promotora do concurso, incluindo representantes dos órgãos de tombamento federal, estaduais e municipais, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e por parceiros institucionais, como Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo.

O júri foi presidido pelo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, Marcelo de Andrade Roméro, e formado pela diretora do Museu, Solange Ferraz de Lima; pela professora do MP, Maria Aparecida de Menezes Borrego; pela museóloga Vera Lúcia Bottrel Tostes; pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Angelo Bucci; pelo presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araújo; pelo engenheiro João Appleton; e pelos arquitetos Marcos José Carrilho (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan), Walter Luiz Fragoni (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – Condephaat), Mariana de Souza Rolim (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp) e Sabrina Studart Fontenele Costa (IAB). O grupo recebeu, ainda, o auxílio de uma comissão técnica composta de especialistas renomados das áreas e coordenada pelo professor Paulo Garcez Marins.

Veja, abaixo, os projetos premiados:

Primeiro lugar - H+F Arquitetos

Imagem: Cortesia H+F Arquitetos.Imagem: Cortesia H+F Arquitetos.

Imagem: Cortesia H+F Arquitetos.Imagem: Cortesia H+F Arquitetos.

Equipe Arquitetura e Restauro: Eduardo Ferroni, Pablo Hereñú; Amanda Domingues, Anna Beatriz Ayroza Galvão, Camila Paim, Carolina Klocker, Griselda Kluppel, João Pedro Sommacal De Mello, Joséphine Poirot-Delpech, Levy Vitorino, Michele Meneses de Amorim, Olympio Augusto Ribeiro.

Segundo lugar - Pires Giovanetti e Guardia + Metropole Arquitetos

Imagem: Cortesia de Pires Giovanetti e Guardia + Metropole Arquitetos.Imagem: Cortesia de Pires Giovanetti e Guardia + Metropole Arquitetos.

Imagem: Cortesia de Pires Giovanetti e Guardia + Metropole Arquitetos.Imagem: Cortesia de Pires Giovanetti e Guardia + Metropole Arquitetos.

Arquiteto Responsável: Anna Helena Villela, Juca Pires e Silvio Oksman.
Equipe: Vito Macchione, Ariel Somekh, Maria Beatriz Aves de Souza, Bruna Lima Caracciolo.

Terceiro lugar - Vigliecca & Associados

Imagem:Cortesia de Vigliecca & Associados.Imagem:Cortesia de Vigliecca & Associados.

Imagem:Cortesia de Vigliecca & Associados.Imagem:Cortesia de Vigliecca & Associados.

Autores: Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner Fiedler, Neli Yumi Shimizu.
Arquitetos responsáveis: Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner Fiedler, Neli Yumi Shimizu.
Equipe: Fernanda Gomes Trotti, Pedro Ichimaru Bedendo, Carolina Passos, Kelly Cristina Coquetto Bozzato.

Museu do Ipiranga foi fechado à visitação pública foi fechado à visitação pública em 2013 e, desde então, o prédio vem passando por uma série de intervenções estruturais. Paralelamente, o museu começou a tratar da transferência de seus acervos para viabilizar a execução das obras, tendo sido concluídas e reabertas ao público a Biblioteca e a área de Documentação Histórica e Iconografia.

O vencedor terá o prazo de 12 meses, a contar da assinatura do contrato, para a elaboração do projeto executivo, com um custo de R$ 5,6 milhões. Com o projeto finalizado, a USP poderá efetuar a licitação das obras, que deverão ter início em 2019. A previsão é que o museu seja reaberto em 2022, nas celebrações do Bicentenário da Independência. O edifício passará a ser dedicado exclusivamente à visitação pública, com exposições e espaços de fruição visual de sua arquitetura monumental. 

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Por Eduardo Souza no Arch Daily.

Classificar cidades pode ser uma tarefa bastante arriscada. Como podemos ser objetivos e justos quando este planeta de 7,6 bilhões de habitantes nunca chegou nem perto de um consenso? Entretanto, a empresa de consultoria Resonance Consultancy assumiu este desafio com base nas opiniões que realmente importam: "moradores e turistas".

Pesquisas foram feitas com moradores locais e turistas à respeito de 23 diferentes fatores (agrupados em seis categorias - lugar, produto, programação, pessoas, prosperidade e promoção). A metodologia pretende ser de fácil compreensão para a classificação das qualidades da cidade e sua reputação. Na categoria "pessoas", por exemplo, os pesquisadores analisaram a taxa de imigração e a diversidade humana de uma cidade, incluindo o número de residentes estrangeiros. Também foi levado em consideração quantas vezes uma cidade é mencionada nas plataformas digitais como o Facebook, o Google e até o TripAdvisor. Além disso, as cidades também foram classificadas quanto à qualidade de seus bairros, marcos históricos e parques.

Categorizamos estes seis fatores de avaliação: lugar, produto, programação, pessoas, prosperidade e promoção. Em suma, o desempenho obtido nestas seis categorias reflete a "equidade relativa de um lugar" e fornece dados para compará-las umas com as outras.

Aqui estão as 10 melhores cidades de acordo com o relatório "World's Best Cities Report" de 2018.

#10 Chicago, EUA

Foto: Pedro Lastra.Foto: Pedro Lastra.

“Ao longo de seus dois séculos de existência, a cidade de Chicago se tornou uma das mais importantes cidades do país. Possui algumas das melhores infra-estruturas urbanas do mundo - o que chamamos de "hardware urbano" que compõe nossa categoria "produtos" (na qual Chicago alcançou a sétima posição globalmente) e uma das mais difíceis de classificar. Museus, aeroportos e sistemas de transporte público levam anos para serem construídos e são caros de manter, mas são vitais para seus habitantes e também para que seus visitantes possam explorar livremente seu território“.

#9 San Francisco, EUA

Foto: Patrik Gothe.Foto: Patrik Gothe.

“No coração da Califórnia, a história se repete. Jovens sonhadores e ambiciosos são atraídos por esta cidade e todas as oportunidades que ela pode oferecer: primeiramente vieram em busca do ouro, e depois eles vieram para mudar o mundo (2017 foi o 50º aniversário do Verão do Amor ). Atualmente, as pessoas vem à San Francisco para reinventar a si mesmos. Vanguarda da contracultura por anos e anos, San Francisco agora é o berço das principais novidades tecnológicas - muitas vezes as inovações produzidas no Vale do Silício, 45 minutos ao sul, são testadas primeiramente em suas ruas.“

#8 Barcelona, Espanha

Foto: Erwan Hesry.Foto: Erwan Hesry.

“A efervescente capital catalã é uma mistura de praia, arquitetura e cultura. Um desenho urbano impressionante e edifícios muitas vezes surreais proporcionam à Barcelona uma atmosfera única. Bairros repletos de cores pulsam ao ritmo alternativo entre modernidade e sofisticação. As longas faixas de areia à beira mar e seus parques estão em uma simbiose perfeita com o clima idílico durante todo o ano, onde é possível jantar ao ar livre em qualquer um dos seus inúmeros cafés aconchegantes“.

#7 Dubai, EAU

Foto: David Rodrigo.Foto: David Rodrigo.

“A relação de Dubai com o design, a arquitetura e a cultura de consumo nunca poderia ser descrita como discreta e restrita, muito pelo contrário. O prédio mais alto do mundo, a corrida de cavalos mais lucrativa do planeta. As fontes dançantes mais impressionantes já construídas. A única propriedade sete estrelas do mundo. E, porque superlativos jamais bastam para esta cidade, o shopping mais visitado do planeta. Sim, tudo é impressionante na cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos.“

#6 Cingapura

Foto: Mike Enerio.Foto: Mike Enerio.

“Poucas cidades se desenvolveram tanto e tão rapidamente como a cidade-estado de Cingapura ao longo dos últimos 50 anos. A transformação meteórica desta antiga colônia, politicamente instável e pobre em recursos, em um dos maiores centros de distribuição (o mais movimentado do mundo) e, posteriormente, em uma das mais importantes cidades da Ásia, tem em sua engenharia sua marca mais ambiciosa.“

#5 Tóquio, Japão

Foto: Andre Benz.Foto: Andre Benz.

“A dinâmica cidade de Tóquio, suas inovações e alta eficiência hipnotizam todos os seus visitantes. Mas somente quando analisamos os motivos para o desenvolvimento desta magnifica engenharia e a qualidade de seu design que nos damos conta de outro importante elemento: a resiliência - quando a população deste país precisa lidar com a radiação nuclear, terremotos e tsunamis ou ainda, como foi visto nos últimos sete anos, todo os três simultaneamente.“

#4 Moscou, Rússia

Foto: Astemir Almov.Foto: Astemir Almov.

“Intrigante e cada vez mais chamativa, a capital da Rússia é uma mina de ouro e cultura desde tempos imemoriais. Qualquer pessoa que visite a Rússia irá dizer que se sente profundamente influenciado por sua cultura - pelo menos aqueles que visitam a capital do país - é algo que não se pode fugir: você vai ser enfeitiçado por Moscou no momento em que pisar nesta cidade infinitamente fascinante e dinâmica“.

#3 Paris, França

Foto: Thomas Birke.Foto: Thomas Birke.

“O compromisso com a alta qualidade em tudo que se produz nesta cidade faz com que Paris fique no coração de cada visitante, ansiosos por um breve retorno e fazendo com que muitos antecipam uma primeira visita. Apesar dos contínuos ataques terroristas nos últimos anos, os parisienses se recusam a desistir de sua alegria de viver e do seu orgulho incomparável por sua cidade - orgulho que foi cultivado, defendido, dilacerado e resgatado ao longo das margens do Sena e de suas avenidas por mais de mil anos“.

#2 Nova York, EUA

Foto: Jake Rajs.Foto: Jake Rajs.

“A cidade americana com melhor classificação neste Ranking não poderá nunca ser definida, muito menos apresentada em tão poucas linhas. Rótulos como "a cidade que nunca dorme" foram forjados à muito tempo em referência a esse reino noturno das atividades humanas. Hoje, representa a ambição sem limites por superar os limites do que é possível em um contexto urbano, enquanto procura um futuro mais sustentável para sua cidade“.

#1 Londres, Inglaterra

Foto: Modern Architecture London.Foto: Modern Architecture London.

“Londres, atualmente, pode ser representada por um Diagrama de Venn bem conciso e multi-cultural com centros comerciais luxuosos, universidades e faculdades cobiçadas (a cidade conta com mais de 40 instituições de ensino superior) e, por fim, restaurantes para satisfazer o paladar de um número cada vez maior de visitantes curiosos. Ela reina soberana no topo do ranking das melhores cidades do mundo porque é a única cidade do planeta que alcançou o Top 10 em todas as seis categorias.“

Saiba mais sobre as cidades no link https://www.bestcities.org/

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Fonte: AD Editorial Team.

De Nova York a Roma, de Londres à Cidade do Cabo, cidades que misturam suas distintas arquiteturas criando uma série de destinos fantásticos. A Expedia lançou recentemente uma série inspiradora para qualquer viajante, apresentando diferentes destinos através de perspectivas e ângulos jamais vistos. Foram utilizadas 14 cidades, combinando suas características arquitetônicas específicas e gerando sete novas cidades híbridas e exclusivas.

1. Rio Londoneiro

Rio de Janeiro + Londres.Rio de Janeiro + Londres.

Que tal se jogar na rede e relaxar, experimentar uma nova cultura e ainda visitar os mais importantes museus do mundo? Nós combinamos as melhores características  de Londres e do Rio de Janeiro de modo a criar uma cidade híbrida onde você pode fazer tudo o que quiser. No Rio Londoneiro, você poderá passar um dia inteiro tomando sol na Praia de Copacabana sob o olhar atento de Cristo Redentor. Depois de pegar uma cor, escolha uma das muitas atrações turísticas típicas da capital britânica. Quem sabe um passeio no London Eye e suas vistas espectaculares das praias, montanhas e edifícios famosos desta cidade sem igual.

2. Bang York

Bangkok + New York.Bangkok + New York.

Bang York, Bang York - a cidade é tão legal que o seu nome foi escrito duas vezes. O que esperar de uma cidade criada da mistura entre Bangkok e Nova Iorque? Esta é a cidade que nunca dorme, mas felizmente, não faltam cafés e lugares para comer. Comece sua manhã de forma "zen" visitando um dos 400 templos budistas da cidade. Em seguida, dirija-se ao Central Park, onde você pode encontrar de tudo, desde passeios de barco e trilhas até o zoológico além de lugares perfeitos para fazer um piquenique. A noite nada é diferente. Entre os espetáculo da Broadway e os arranha-céus icônicos da cidade, aproveite as vistas incomparáveis desta cidade.

3. Cape Roma

Roma + Cape Town.Roma + Cape Town.

Se você é uma pessoa romântica, recomendamos uma passada na cidade de Cape Roma. A cidade perfeita, metade Cidade do Cabo e metade Roma. Passeie com seu parceiro pelos sítios arqueológicos da Roma antiga, seus palácios renascentistas e suas fontes barrocas. À noite, escolha seu prato predileto - você pode encontrar de tudo nesta cidade histórica. Coma sua refeição à beira mar na sombra da Table Mountain antes de assistir ao por do sol na praia. As vistas e os sabores desta magnífica cidade fazem de Cabo Roma uma das cidades mais românticas do mundo.

4. Sydnakech

Sydney + Marrakech.Sydney + Marrakech.

Sydney com Marrakech é igual a Sydnakech; a cidade híbrida que faz você viajar no tempo através de sua combinação única de arquitetura histórica e moderna. Nenhum visitante pode deixar de passar sobre a Harbour Bridge no caminho para a icônica Opera House. Depois disso, é hora de fazer compras. Sydnakech é o lar de algumas das melhores e mais autênticas lojas do mundo. Não há fim para a elegância desta cidade; As telhas de barro, as fontes e os motivos florais das fachadas fazem deste lugar uma cidade incrivelmente surpreendente a cada esquina.

5. Dubaris

Dubai + Paris.Dubai + Paris.

Se você é apaixonado por arquitetura, Dubaris é a próxima cidade que você deve visitar. Esta cidade criada a partir da conexão entre Dubai e Paris apresenta desde exemplos de arquitetura da Idade Média até os mais modernos edifícios. Para começar, você não pode deixar de ir à icônica Torre Eiffel. Pegue o elevador até o topo e veja a cidade a partir das nuvens. Dubaris está cheio de edifícios icônicos; mesquitas majestosas, mercados modernos ... e não esqueçamos do edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa.

6. Moscanbul

Moscou + Istambul.Moscou + Istambul.Moscanbul é colírio para os olhos, nenhuma surpresa para uma cidade feita da mistura entre Moscou e Istambul. Entrando na Praça Vermelha, esfregamos os olhos para ver se aquilo tudo é verdade. É muito real: as chamas multicoloridas que se elevam no céu são na verdade, as torres da Catedral de São Basílio. Esta é uma cidade dinâmica com muitas coisas para se ver e fazer. São incontáveis mesquitas, sinagogas, palácios, castelos, torres e mercados para visitar, então procure planejar o seu tempo.

7. Seoulhi

Seul + Nova Déli.Seul + Nova Déli.

Seul e Nova Déli se encontram em Seoulhi, uma cidade que evolui rapidamente mas com um pé no passado. Por um lado, a cidade apresenta uma série de edifícios futuristas. Visitar esta cidade faz com que você se sinta um personagem do novo Blade Runner. Mas quando você quiser algo diferente, volte para a cidade velha, onde você pode tomar um chá e explorar a impressionante arquitetura de outros tempos.

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Imagens e descrições das cidades via Expedia Viewfinder & NeoMam Studios.

Os deputados estaduais de São Paulo aprovaram na quarta-feira (27) um projeto de lei que estabelece a "Segunda sem Carne" em todos o estado. A proposta pretende restringir a venda de pratos com carne em restaurantes, bares e refeitórios públicos às segundas-feiras. 

De autoria do deputado Feliciano Filho (PSC), que é ligado à causa animal, o texto proíbe “o fornecimento de carnes e seus derivados às segundas-feiras, ainda que gratuitamente, nas escolas da rede pública de ensino e nos estabelecimentos que ofereçam refeição no âmbito dos órgãos públicos”.

A redação não deixa claro se a medida vale apenas carne vermelha ou se abrange também aves e peixes. Hospitais e unidades de saúde pública ficam isentas desta proibição.

O projeto também obriga restaurantes, lanchonetes e bares a fixar em local visível ao consumidor um “cardápio alternativo sem carne e seus derivados”. O texto prevê multa de 300 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps) em caso de descumprimento (o que equivale, atualmente, a R$ 7.521).

“O reino vegetal é plenamente capaz de suprir as necessidades de uma população. Isso porque uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Não se pode esquecer que, assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie”, argumenta o parlamentar.

Campanha internacional

Imagem: Meat Free Mondays.Imagem: Meat Free Mondays.A Campanha Meat Free Mondays (Segunda Sem Carne) é encabeçada por Paul McCartney no Reino Unido e alcança outros 44 países. O objetivo da mobilização é conscientizar as pessoas para uma alimentação com menor sofrimento animal e impactos negativos no planeta. 

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Da Redação.