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Florestas distantes também têm profundos impactos sobre a vida nas cidades. Foto: CIAT / Flickr.Florestas distantes também têm profundos impactos sobre a vida nas cidades. Foto: CIAT / Flickr.

Em geral, as pessoas não costumam associar cidades e árvores, mas a verdade é que as áreas urbanas dependem de florestas saudáveis para sobreviver. Esse entendimento levou 45 cidades de todo o mundo a se unirem à iniciativa Cities4Forests, lançada no último dia 12, comprometendo-se a proteger, gerenciar e restaurar florestas em três escalas: florestas internas, próximas e distantes.

"Para atrair novos leitores e facilitar o acesso às obras literárias e acadêmicas, bibliotecas do mundo inteiro têm buscado digitalizar seus acervos. Imagem: Reprodução."Para atrair novos leitores e facilitar o acesso às obras literárias e acadêmicas, bibliotecas do mundo inteiro têm buscado digitalizar seus acervos. Imagem: Reprodução.

Ter acesso ao conhecimento nunca foi tão fácil: com poucos cliques, qualquer pessoa com um computador ou smartphone conectado à internet pode ter em mãos toda a obra de Machado de Assis ou o acervo pessoal completo do poeta Fernando Pessoa. Isso sem contar milhares de ensaios acadêmicos, livros técnicos ou documentos históricos.

A maioria das pessoas vivem hoje em cidades, que estão crescendo rapidamente. Estamos vivendo na era da urbanização, uma era que começou no início do século 19, quando grandes massas de pessoas decidiram estar mais perto umas das outras em vez de perto da terra.

Não existe dúvida de que mais cedo ou mais tarde a grande maioria de nós, humanos, estaremos vivendo em cidades. Ainda assim, podem haver exageros sobre até que ponto já chegamos nesse caminho e isso tem implicações importantes.

Manchetes recentes, citando novos números lançados pela Comissão Europeia, informaram que "tudo que você ouviu sobre urbanização global estava errado". Os pesquisadores, ao usar imagens de satélites mais avançadas e dados populacionais globais, afirmaram que 84% da população mundial mora em áreas urbanas, em vez dos 55% estimados pela Divisão de População das Nações Unidas em 2018.

Em um novo estudo para o Instituto de Gestão Urbana da Universidade de Nova York nós apresentamos argumentos amparados por amplas evidências, afirmando que os números da Comissão Europeia não são plausíveis se quisermos que a palavra "urbano" mantenha qualquer significado já conhecido.

O argumento divide-se em três pontos principais:

Primeiro, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, 27% da força de trabalho global foi empregada na agricultura em 2015. Isso, somado à estimativa de acréscimo no emprego em vilas não-agrícolas (30%) e com o tamanho das famílias nas áreas rurais sendo 15% maior do que nas áreas urbanas, sugere que não mais do que 60% da população mundial vivia em cidades em 2015.

Um grande paralelepípedo de concreto desperta a atenção de quem passa, é a casa Butantã, uma construção cinquentenária, projetada por Paulo Mendes da Rocha para sua própria residência. Nascido em 1928, o arquiteto ocupa posição de destaque no cenário da arquitetura brasileira e, em 2007, foi o ganhador do prêmio Pritzker, considerado o Oscar da categoria.

Muito do que Mendes da Rocha aplica em seus projetos está na casa construída entre 1964 e 1967, em São Paulo. Nela, o arquiteto incorporou (quase) todos os princípios que fundamentavam o ideário moderno e transformou-a em um verdadeiro laboratório, onde a franqueza no emprego do concreto armado, deixado sem revestimento, expressa seus atributos de rudeza, austeridade e força.

Mas na Butantã o arquiteto foi além: utilizou o concreto não apenas como estrutura, mas na totalidade da construção das vedações externas ao mobiliário e seu “brutalismo” se manteve intacto. Atualmente em processo de tombamento, a casa encontra-se em perfeito estado de conservação e é moradia de seu filho, o fotógrafo Lito Mendes da Rocha.

Forma por forma

Alegres, cheias de vida e divertidas, algumas cidades ao redor do mundo são conhecidas pelas suas cores, não apenas das suas paisagens, mas também das suas construções, desde pequenas casinhas até exuberantes edifícios. Por isso, o blog de viagens "Secret Escapes" fez uma lista com 10 das cidades mais coloridas do planeta.