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Fundada em 25 de janeiro de 1554, a cidade de São Paulo (SP) fez 465 anos como a babel mais cosmopolita e modernista do Brasil. Cidade-síntese dos diversos sotaques nacionais, São Paulo (SP) tem história musical construída ao longo desses 465 anos de vida.

Habitantes de São Paulo. Ilustração de Johann Moritz Rugendas, 1822. Imagem: Reprodução.Habitantes de São Paulo. Ilustração de Johann Moritz Rugendas, 1822. Imagem: Reprodução.

Lançado pelo Selo Sesc neste mês de janeiro de 2019, em edição em CD fabricada com libreto, o álbum São Paulo – Paisagens sonoras (1830 – 1880) oferece ótimo recorte dessa história, registrando cantigas, temas e ruídos que sonorizavam a cidade em um período que cobre 50 anos do século XIX, justamente quando São Paulo (SP) começava a se expandir, inclusive musicalmente.

Com capa que expõe ilustração de 1835, de autoria de Johann Moritz Rugendas, o disco é o registro de amplo e longo trabalho de pesquisa iniciado em 1996 por Ana Maria Kieffer, cantora e pesquisadora que assina a direção musical de São Paulo – Paisagens sonoras com a instrumentista Gisela Nogueira.

A partir do material coletado ao longo dos 22 anos de pesquisa, Kieffer registrou em estúdio – em gravação finalizada em março de 2018, há quase um ano – cantigas de rua, cantos de trabalho, pregões, temas de serenatas e o repertório composto e propagado por alunos do Curso Jurídico, nome que tinha, na época, a atual faculdade de direito da Universidade de São Paulo.

No século XIX, as paisagens sonoras da cidade de São Paulo (SP) contemplavam tanto a música ouvida nos saraus familiares e em reuniões estudantis da classe mais abastada como as vozes populares das quitandeiras e vendedores ambulantes que ecoavam no cotidano das ruas.

Anna Maria Kieffer com músicos do CD 'São Paulo – Paisagens sonoras (1830 - 1880)' — Foto: Alexandre Nonis / Divulgação.Anna Maria Kieffer com músicos do CD 'São Paulo – Paisagens sonoras (1830 - 1880)' — Foto: Alexandre Nonis / Divulgação.

O repertório colhido na pesquisa foi disposto no disco em seis partes. Na primeira, A cidade, são registrados temas tradicionais como Cantiga do Acu, No caminho de São Paulo e Zé Prequeté. Já a segunda parte, O curso jurídico, documenta o cancioneiro composto e/ou propagado por turma formada por alunos com amigos do círculo estudantil. Cabe mencionar poemas de Álvares de Azevedo (1831 – 1857) musicados por compositores de identidade desconhecida. É o caso de Vagabundo.

Na terceira parte, Vozes das ruas, Ana Maria Kieffer documenta sons produzidos por trabalhadores como o Canto de socar pilão e o Pregão do verdureiro, entre outros temas associados ao labor cotidiano da cidade na época. Na quarta parte, intitulada Saraus e serenatas, destaca-se a produção autoral do compositor Elias Álvares Lobo (1834 – 1901), criador de temas como Chá preto, sinhá.

As composições registradas nos módulos Abolicionistas e republicanose Os Levy (com o repertório dessa dinastia de músicos atualmente na cidade na segunda metade do século XIX) completam o álbum, montando painel expressivo das músicas e cantos que moldaram a massa sonora da quatrocentona cidade de São Paulo (SP) no século XIX.

“Ao escutar o CD que temos em mãos, somos transplantados para outro tempo, numa jornada de conhecimento e fruição. São de fato sonoras as paisagens! Entre composições musicais populares, eruditas, profanas ou sacras, temos também sugestões de ruídos urbanos ou não tão urbanos, de uma natureza que se fazia ouvir”, afirma Danilo Miranda, diretor regional do Selo Sesc São Paulo.

O álbum São Paulo – Paisagens sonoras tem alto valor documental e ajuda a entender a formação musical da cidade que completou no último dia 25, 465 anos de vida.

Serviço

Selo Sesc lança São Paulo: paisagens sonoras (1830-1880).
Preço sugerido: R$20,00.
Disponível nas lojas da rede Sesc e livrarias parceiras de todo o Brasil.
Mais informações: sescsp.org.br/loja

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Com informações do SESC e Mauro Ferreira em seu blog no G1.

Lina Bo Bardi em sua Casa de Vidro em 1952. Foto © Instituto Lina Bo e P. M. Bardi.Lina Bo Bardi em sua Casa de Vidro em 1952. Foto © Instituto Lina Bo e P. M. Bardi.

Casa de Vidro, residência onde viveram Lina Bo Bardi e seu marido, Pietro Maria Bardi, por mais de 40 anos e atual sede do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, abrirá suas portas para uma visita especial gratuita em celebração ao aniversário de 465 anos de São Paulo. A programação tem início às 11h30 e contará com a participação do diretor-presidente do Instituto, Waldick Jatobá.

Museu de Arte Moderna. Projeto do arquiteto carioca Affonso Eduardo Reidy. Imagem cortesia de CAU/BR.Museu de Arte Moderna. Projeto do arquiteto carioca Affonso Eduardo Reidy. Imagem cortesia de CAU/BR.

O Rio é Capital Mundial da Arquitetura. O título foi concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na manhã desta sexta, 18 de janeiro, em cerimônia realizada na sede da entidade em Paris e é decorrente da realização do Congresso Mundial de Arquitetos no Rio em 2020. É a primeira vez que uma cidade recebe essa designação – criada no ano passado em parceria entre a UNESCO e a União Internacional dos Arquitetos (UIA).

A cerimônia reuniu o Subdiretor de Cultura da UNESCO, Ernesto Ottoni, a Secretária de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio, Verena Andreatta, o presidente da UIA Thomas Vonier, além do presidente do Comitê Executivo do Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020Rio, Sérgio Magalhães, e do presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Nivaldo Andrade.

Aterro do Flamengo. Foto: CAU/BR.Aterro do Flamengo. Foto: CAU/BR.

A conquista do título não aconteceu à toa. Cidade de grande diversidade urbanística, o Rio tem em seu território situações comuns tanto em grandes centros urbanos de países ricos como em desenvolvimento, o que a torna um caso quase único de interesse para os arquitetos do mundo todo.

"Capital Mundial da Arquitetura e Congresso Mundial de Arquitetos formam um binômio de extrema importância para a cidade do Rio e para a cultura arquitetônica brasileira. Especialmente porque proporciona um diálogo com a sociedade que deverá criar um novo tempo para o enfrentamento dos desafios das nossas cidades", afirma Sérgio Magalhães.

Além de um reconhecimento ao passado arquitetônico, histórico e cultural da cidade, o título é, acima de tudo, uma grande oportunidade de reflexão sobre o seu futuro urbanístico.

Palácio Gustavo Capanema: marco da arquitetura moderna. Foto: Leonardo Finotti.Palácio Gustavo Capanema: marco da arquitetura moderna. Foto: Leonardo Finotti.

O Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020Rio é promovido pela União Internacional dos Arquitetos (UIA) – entidade sediada em Paris – e organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). Pela primeira vez no país, o evento será realizado entre 19 e 26 de julho de 2020 no Rio com atividades em locais diversos da região central da cidade, entre elas o Palácio Gustavo Capanema que deverá receber exposições, palestras e workshops. A expectativa é de que 25 mil arquitetos e acadêmicos de arquitetura de todo o mundo visitem a cidade durante a realização do UIA2020Rio.

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Fonte: Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

Farol da Barra um dos principais pontos turísticos de Salvador e que abriga o Museu Náutico. Foto: Tiago Caldas/Ag HaackFarol da Barra um dos principais pontos turísticos de Salvador e que abriga o Museu Náutico. Foto: Tiago Caldas/Ag Haack

O que é que a Bahia tem? Para o jornal mais famoso do mundo, o americano The New York Times, o estado nordestino tem a única cidade do Brasil digna de ser incluída na lista dos 52 melhores lugares do planeta para se conhecer em 2019.