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Na última sexta-feira (21), foi apresentado no Museu do Imigrante, em São Paulo, o novo Trains & Tours, que oferece uma volta ao mundo de 26 dias, passando por três continentes e 15 cidades em cinco trens diferentes. A volta ao mundo de trem foi elaborada pela empresa Lufthansa City Center, com o objetivo de realizar uma viagem épica sobre trilhos pela Europa, Ásia e América do Norte.

Pelo menos em São Paulo, não é difícil se deparar com carros abandonados nas ruas. Além da poluição visual, os veículos abandonados ocupam vagas que poderiam ser utilizadas por outras pessoas. Descubra o que fazer nestes casos:

Tem um veículo abandonado na minha rua, para quem eu ligo?

A denúncia deve ser feita para a prefeitura de sua cidade. Em São Paulo, é possível avisar pelo telefone 156. No Rio de Janeiro, a responsabilidade é da Polícia Civil, que pode ser contatada pelo telefone 190. Em Belo Horizonte (MG), a denúncia pode ser feita pelo número 156.

Qual órgão é responsável pelos carros abandonados da minha cidade?

Na maioria dos casos, a prefeitura municipal é a responsável. Na cidade de São Paulo, por exemplo, todas as denúncias são verificadas pelas subprefeituras, que removeram 986 veículos abandonados em vias públicas de janeiro a julho deste ano.

Depois da denúncia, o que acontece?

Inicialmente, é afixada uma notificação no veículo. Se o proprietário não tomar nenhuma atitude depois de cinco dias úteis da data do aviso, o carro é considerado abandonado e já pode ser encaminhado ao pátio da subprefeitura, que precisa verificar com a Polícia Militar, CET e DETRAN se o veículo não tem relação com crime, sinistro ou furto.

Levo multa se eu abandonar um carro na rua?

Sim, o valor varia de cidade para cidade. Em São Paulo, existe a Lei de Limpeza Urbana que fixa multa no valor aproximado de R$ 17 mil. Além disso, o responsável arca com os custos de remoção, do equipamento utilizado para o procedimento e do trabalho da equipe, além do custo diário da estadia, que é calculada conforme o tipo de veículo.

Como funciona

Após constatado o abandono, a SMSP aciona a Polícia Militar para verificar se o veículo não é roubado ou tem alguma restrição judicial. Os carros com essas características são levados para o Distrito Policial responsável pela área onde se encontram. “Geralmente os motivos do abandono são dificuldades financeiras para manter e consertar o veículo, dívidas e, por último, roubo ou furto”, afirma o capitão da Polícia Militar, Carlos Eduardo.

Caso não tenha irregularidades, o veículo é guinchado e levado para um dos pátios das subprefeituras, onde permanece por até 30 dias, e depois é leiloado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Detran). De acordo com a SMSP, quando é possível identificar o proprietário, ele é notificado e, para reaver o carro, deve pagar uma taxa para cada dia em que o automóvel ficar no depósito, além de multa por infringir a lei de limpeza urbana.

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Fonte: Auto Esporte.

Delegações presentes na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), realizada em Quito, no Equador, adotaram na quinta-feira, 20 de outubro, a Nova Agenda Urbana — documento que vai orientar a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos.

“Analisamos e discutimos os desafios que as cidades enfrentam e concordamos com um roteiro comum para as próximas duas décadas”, disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Joan Clos, no último dia da conferência, que reuniu cerca de 36 mil pessoas de 167 países na capital equatoriana nos últimos seis dias.

Ele afirmou que o documento final orientado para a ação — que está agora consagrado na Declaração de Quito Sobre Cidades Sustentáveis e Assentamentos Urbanos para Todos — deve ser visto como uma extensão da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Cidades limpas, verdes e inclusivas

Com o novo acordo, os líderes mundiais se comprometeram a aumentar o uso de energia renovável, proporcionar um sistema de transporte mais ecológico e gerir de forma sustentável os recursos naturais.

Entre as principais disposições do documento, estão a igualdade de oportunidades para todos; o fim da discriminação; a importância das cidades mais limpas; a redução das emissões de carbono; o respeito pleno aos direitos de refugiados e migrantes; a implementação de melhores iniciativas verdes e de conectividade, entre outras.

“A Nova Agenda Urbana é uma agenda ambiciosa que visa preparar o caminho para tornar as cidades e assentamentos urbanos mais inclusivos”, disse Clos, acrescentando que ela garantirá que todos possam se beneficiar da urbanização, especialmente aqueles que estão em situação mais vulnerável.

“Trata-se, acima de tudo, de um compromisso de que todos juntos vamos assumir a responsabilidade de um e de outro em direção ao desenvolvimento do nosso mundo urbanizado”, frisou Clos.

Visão compartilhada

A agenda não vincula os Estados-membros ou prefeituras a metas ou objetivos específicos, mas é uma “visão compartilhada” que estabelece normas para a transformação de áreas urbanas em regiões mais seguras, resistentes e mais sustentáveis, com base em um melhor planejamento e desenvolvimento.

Ao assinar a declaração, os Estados-membros da ONU se comprometem a agir conscientemente ao longo dos próximos 20 anos, a fim de melhorar todas as áreas da vida urbana através do Plano de Implementação de Quito, com apoio dos resultados da Habitat III e da Nova Agenda Urbana.

Clos observou que o trabalho duro de tornar a Nova Agenda Urbana uma realidade precisa começar imediatamente. “Se nós não a implementarmos, ela será inútil”, frisou.

“Peço que os governos nacionais e locais usem a Nova Agenda Urbana como um instrumento fundamental para as medidas políticas e para o planejamento do desenvolvimento da urbanização sustentável”, disse.

Presentes no encontro, prefeitos afirmaram que a conferência deste ano avançou com a participação das autoridades locais no esforço global para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Sabemos que sem a participação de cidades e governos locais, o mundo não será capaz de enfrentar os desafios globais de nossos tempos”, disse o prefeito de Montreal, no Canadá, Dennis Codere.

A Habitat III reuniu milhares de participantes de governos e da sociedade civil além de jovens e acadêmicos para refletir sobre o futuro de grandes centros urbanos e a qualidade de vida para os moradores de cidades.

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Fonte: ONU Brasil.