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A gestão Fernando Haddad (PT) estuda desenvolver um sistema em que os aplicativos de transporte privado, como Uber, e de táxi (99táxis e o Easy Táxi, por exemplo) possam ter o Bilhete Único como forma de pagamento. Seria uma maneira de interligar esses meios de transporte individual com o sistema de transporte público coletivo da cidade. No caso do Uber, só é possível pagar com cartão de crédito. Já os aplicativos de táxi aceitam cartões de crédito e débito ou dinheiro.
 
A SPNegócios – empresa responsável por elaborar o modelo de regulamentação que será decretado pelo prefeito– diz que isso já vem sendo analisado. Segundo o diretor da empresa, Ciro Biderman, o bilhete seria viável especialmente para passageiros que usam o próprio carro apenas para chegar ao sistema de transporte público. 
 
Esse tipo de passageiro poderia usar, por exemplo, o Uber como uma espécie de integração com o ônibus. "Nada impede que o passageiro, no futuro, cadastre o Bilhete Único [no aplicativo] e tenha o desconto [da viagem] nele", disse Biderman. 
 
Para o presidente da SPNegócios, Rodrigo Pirajá, seria uma maneira de oferecer um meio de transporte barato que se interligue com todos os outros modais. Além de ser usado em ônibus e metrô, o Bilhete Único já é aceito para o aluguel de bicicletas na cidade. No decreto que Haddad deve publicar até o fim de junho, a regulamentação dos aplicativos será feita por meio da venda de créditos on-line. 
 
A dona do aplicativo compra esses créditos da Prefeitura para poder rodar na cidade com seus motoristas, como contrapartida pelo uso do viário urbano. Assim, a gestão teria informações detalhadas sobre as viagens, garantindo um limite de carros nas ruas. 
 
Haddad afirmou na quinta-feira (5) que cada crédito pode custar entre R$ 0,10 e R$ 0,14 por km. O valor desses créditos, porém, vai variar de acordo com a região da cidade e os horários. A ideia é levar motoristas que trabalham por aplicativo para a periferia, onde a quantidade de táxi e carros do Uber é bem menor.
 
"Esse sistema flexível de créditos por km permite que os modais se complementem. A gente sabe que, na periferia, muita gente pega o carro dele só para ir até o transporte público", disse Pirajá, que se reuniu nesta sexta-feira (6) com representantes de aplicativos de táxi e com um futuro concorrente do Uber, o Cabify, que já atua na Espanha e no México. A empresa aguarda a regulamentação para entrar no mercado. 
 
Segundo Pedro Somma, da 99táxis, a discussão sobre a integração é viável. "Hoje o Bilhete Único já passa no ônibus, já passa na bicicleta. São passos que a gente vai dando devagarinho, mas que no final, um dia você vai poder passar o bilhete em todo seu trajeto num cartão só", disse. 

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Giba Bergamin na Folha de S. Paulo.


Com apoio da Prefeitura, o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, assinou na tarde desta quinta-feira (5) a Portaria Declaratória de demarcação da Terra Indígena Tenondé Porã, no extremo sul da cidade.
 
A medida reconhece 15.969 hectares de área como integrantes constitucionais da Terra Indígena Tenondé Porã, beneficiando mais de 1.200 pessoas que vivem em seis aldeias das comunidades Guarani Mbya, sendo quatro da região de Parelheiros e duas no município de São Bernardo do Campo, no limite com a capital paulista. Em junho de 2015, foram demarcados 532 hectares na região do Jaraguá.

A assinatura aconteceu no Escritório da Presidência da República em São Paulo, na avenida Paulista, com a presença do prefeito Fernando Haddad. “Esse é um gesto que terá repercussão internacional. São poucas as metrópoles do mundo a fazer esse gesto de reconhecer o direito dos povos originários a essa altura, no século 21. E a cidade de São Paulo, passa a ter não uma, mas duas reservas indígenas”, afirmou o prefeito.


Prefeito Fernando Haddad e o ministro da Justiça Eugênio Aragão, na assinatura da Portaria Declaratória de demarcação da Terra Indígena Tenondé Porã.
Foto: Fernando Pereira / SECOM.
 
Historicamente, apenas a área de duas aldeias em Parelheiros estavam demarcadas, na década de 1980, com cerca de 26 hectares cada, o que configurava uma densidade populacional crítica, de 26 pessoas por hectare, e impedia a preservação de costumes como a pesca, caça, danças, cantos e o contato com o meio ambiente.“Mais do que a terra, é a nossa cultura. Não podemos perder a nossa cultura e tradição, que é a língua, o canto, as danças, mas também o plantio tradicional, que se não tiver a terra, fica comprometido”, afirmou o cacique Elias Honório dos Santos ou Verá Mirim.
 
A reivindicação dos indígenas da região começou em 2002, com o pedido de um estudo para a correção dos limites demarcados no início da década de 1980. A demanda era para que fossem utilizados os parâmetros estabelecidos na Constituição de 1988, posterior à demarcação.
 
Em 19 de abril de 2012, a Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou os resultados dos estudos técnicos que reconheciam os 15.969 hectares como os limites constitucionais da Terra Indígena Tenondé Porã. “Agradeço a generosidade de vocês, de terem tido tanta paciência com tanta injustiça. Esse é o momento de desfazer só um pouco dessa injustiça. A gente sabe que uma completa reparação não poderemos dar e sim, Nhanderu [Deus]”, afirmou o ministro da Justiça.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Portal da Prefeitura.

 


Em tempos de tantos projetos parados por falta de verbas ou de apreensão com o futuro, a notícia é boa. Quatro grandes instituições brasileiras assinam hoje, às 11h, na Biblioteca Nacional, um acordo de cooperação para a construção de um portal, o Brasiliana Iconográfica, que vai reunir e disponibilizar ao público um rico acervo de pinturas, gravuras e desenhos retratando paisagens, gente e costumes brasileiros. Integram o projeto a própria Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Instituto Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles (IMS), numa reunião bem-sucedida de instituições públicas e privadas.
 
- Possuímos, juntos, um conjunto de coleções maravilhosas, mas as pessoas têm dificuldade de ter um contato com elas. Foi isto que nos inspirou: democratizar o acesso aos nossos acervos, e, à medida que fazemos isso, também ampliar a transparência sobre eles. Assim damos oportunidade aos pesquisadores e ao público de nos oferecerem subsídios para descrever melhor o material que temos - afirma Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.
 
Estreia em 2017
 
A previsão é de que o portal www.brasilianaiconografica.art.br entre no ar em março de 2017, com uma oferta inicial de 3 mil obras (1.200 da Biblioteca Nacional, 800 do Itaú Cultural, 500 do IMS e 500 da Pinacoteca). Mas a expectativa é chegar a 50 mil obras, um conteúdo realmente expressivo para pesquisadores e público em geral.
 
Num primeiro momento, cada instituição será responsável por subir a ficha técnica e um descritivo das obras, com seu histórico e circunstâncias de aquisição, num trabalho que implica na unificação dos termos usados nos textos, o chamado “vocabulário controlado”. É isto que vai permitir o cruzamento de dados e, mais tarde, o uso de hiperlinks para outros portais, como por exemplo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Para Julia Kovensky, coordenadora de iconografia do Instituto Moreira Salles, apesar de as Brasilianas terem um universo parecido, elas são, na verdade, complementares, cada uma preenchendo lacunas das outras.
 
- Ao reunir essas coleções, vamos disponibilizar ao público conjuntos de trabalhos mais completos. É um privilégio, o portal vai permitir uma compreensão maior da obra de um artista - diz ela. - É um projeto grande, mas que não se conclui com o lançamento. Vai estar em permanente expansão. Uma vez que esteja consolidado, funcionando, a ideia é que novos parceiros se unam a ele.
 
- Todos entram para somar - acrescenta Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. - O Brasiliana Iconográfica mostra que é possível ter cooperação entre instituições juridicamente diferentes. E que, se tivermos projetos culturais compatíveis, podemos fazer.
 
Gerenciamento com Instituições Privadas 
 
A iniciativa não é inédita para Lessa. Em abril de 2015, estreou o portal Brasiliana Fotográfica, parceria da Biblioteca Nacional com o IMS, com cerca de 2.400 fotos dos dois acervos. O modelo de curadorias implementado no Brasiliana Fotográfica será repetido no site de iconografia, cujos custo e gerenciamento ficarão a cargo das duas instituições privadas: IMS e Itaú Cultural. 
 
- Estamos presos a uma estrutura pesada do Estado, eles têm agilidade que nós não temos - explica Lessa. Hoje, o trabalho começa com as equipes de cada instituição. O grande investimento só será feito mais para a frente, quando for preciso armazenar os dados virtualmente, pagando o aluguel de uma grande nuvem. 
 
- O projeto é baratíssimo. O mais caro já está comprado: o acervo. O custo vai ser o milionésimo do valor que as instituições têm em seus acervos - diz o presidente da Biblioteca Nacional.

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Da redação de O Globo.
 
 
 
 
 


Recentemente  foi divulgada a lista do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos distritos do município de São Paulo. A lista, publicada pelojornal O Estado de S.Paulo, compreende os 20 distritos com os índices mais baixos e os 20 mais altos, abrangendo, assim, 40 dos 96 distritos da capital paulista.

O Índice de Desenvolvimento Humano  é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, expectativa de vida, natalidade e outros fatores. Trata-se, no entanto, de uma média, portanto, quando aplicado a países, pode não refletir com exatidão as realidades sociais e econômicas de determinadas regiões específicas. Deste modo, é interessante analisar uma lista como esta,  que trata especificamente dos distritos de um mesmo município, pois ficam evidentes o hiato social entre áreas geograficamente tão próximas.

Confira a seguir os 20 distritos com piores indicadores e, na sequência, os 20 melhores de São Paulo:

O Jardim Ângela, na zona sul, tem o 4º menor IDH entre os distritos de São Paulo: 0,750; no ranking geral, é o 93ºO Jardim Ângela, na zona sul, tem o 4º menor IDH entre os distritos de São Paulo: 0,750; no ranking geral, é o 93º

O Jardim Ângela, na zona sul, tem o 4º menor IDH entre os distritos de São Paulo: 0,750; no ranking geral, é o 93º. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.

 20 piores IDH de São Paulo

20 - Jaraguá (0,791).
19 - Sapopemba (0,786).
18 - Capão Redondo ( 0,782).
17 - Vila Jacuí (0,779).
16 - Pedreira (0,777).
 15 - Anhanguera (0,774).
 14 - Perus (0,772).
13 - Brasilândia (0,769).
12 -  Guaianases (0,768).
11 - São Rafael (0,767).
10 - Cidade Tiradentes (0,766).
9 - Vila Curuçá (0,765).
8 - Itaim Paulista (0,762).
7 - Grajaú (0,754).
6 - Jardim Helena (0,751).
5 - Iguatemi (0,751).
4 - Jardim Ângela (0,750).
3 - Lajeado (0,748).
2 - Parelheiros (0,747).
1 - Marsilac (0,701).
 
Com o mesmo IDH da Consolação (0,950), a Vila Mariana aparece na 7ª colocaçãoCom o mesmo IDH da Consolação (0,950), a Vila Mariana aparece na 7ª colocação

Com o mesmo IDH da Consolação (0,950), a Vila Mariana aparece na 7ª colocação. Foto. Ayrton Vignola / Estadão.
 

20 melhores IDH de São Paulo

20 - Campo Grande (0,921).
19 - Santana (0,925).
18 - Butantã (0,928).
17 - Santa Cecília (0,930).
16 - Campo Belo (0,935).
15 - Liberdade (0,936).
14 - Tatuapé (0,936).
13 - Morumbi (0,938).
12 - Bela Vista (0,940).
11 - Lapa (0,941).
10 - Saúde (0,942).
 9 - Santo Amaro (0,943).
8 - Consolação (0,950).
7 - Vila Mariana (0,950).
6 - Itaim Bibi (0,953).
5 - Alto de Pinheiros (0,955).
4 - Jardim Paulista (0,957).
3 - Perdizes (0,957).
2 - Pinheiros (0,960).
1 - Moema (0,961).
 
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Fonte: Arch Daily.


Um novo processo mecânico-químico possibilita atransformação do lixo e chorume (líquido resultante da decomposição) procedentes de residências em uma pasta que pode ser tratada de forma a servir para várias finalidades, a principal delas, água potável. Além da redução em 80% do volume bruto do lixo, outros resultantes são matéria-prima para construção civil, adubo natural e água reutilizável para jardins e limpeza de vias públicas, com pouco trabalho e sem alto custo. Também contempla triagem e desinfecção de recicláveis para comercialização ou retorno à indústria.

O biólogo Guilherme Moraes dos Santos é o idealizador do processo, denominado “Digestão Molecular de Resíduos Sólidos”. Após 12 anos de dedicação, ele conseguiu executá-lo na empresa Urbam, em São José dos Campos (São Paulo, Brasil) onde atua como gerente de projetos especiais. “Toda a estrutura física da matéria, inclusive do lixo, segue um padrão dentro do absoluto controle da luz solar”, afirma o biólogo, explicando que o processo cumpre as leis naturais de desintegração e renovação da matéria na Terra. Ele cita a frase do químico francês Antoine Laurent de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

O intenso mau cheiro do chorume desaparece em poucos minutos de tratamento. “Este processo é uma sinergia química, na qual a molécula de hidrogênio é condicionada em uma escala energética para desintegração e renovação da matéria”, conta o biólogo. Segundo ele, usando a reação de combinação com hidrogênio no chorume, por exemplo, este líquido voltará a ser cristalino e puro. “O hidrogênio, uma molécula muito atuante no planeta, transmuta tudo que não tem utilidade para renovação da vida ou sem funcionalidade ao equilíbrio biológico do solo. Os elementos químicos nocivos tornam-se benéficos”.

Etapas do processo – As etapas envolvidas no processamento envolvem alimentação do reator com resíduos sólidos orgânicos e adição de três componentes enzimáticos. Neste processo ocorre aumento da temperatura até aproximadamente 200º C. O material resultante do reator (motor do processo) é encaminhado para uma peneira de separação entre a parte sólida e parte líquida. É prevista reutilização dos líquidos separados no reator. O material sólido é encaminhado para secagem. Posteriormente pode ser utilizado como fertilizantes e disposto em aterro tendo em vista a redução de volume, entre outros destinos.

O biólogo ainda explica que além de eliminar totalmente o odor, o processo evita gastos milionários para manutenção de aterros sanitários com mantas de alta precisão para conter a contaminação do solo. “A pasta é inerte, o que já justifica a importância deste tratamento dos resíduos que reduz em 80% o volume bruto do lixo”.  Segundo ele, a pasta concentra elementos químicos orgânicos essenciais à cadeia de nutrição do solo, plantas e vida bacteriana da terra. “É vantagem fornecê-la como fertilizante à agricultura para um resultado mais eficiente, preservando fontes de recursos da natureza, em substituição a adubos artificiais altamente impactantes”.

De acordo com Guilherme Santos, esta pasta também pode servir à construção civil, principalmente na confecção de tijolos eficientes e ultraleves para constituir paredes, telhas e artefatos de fundação de edificações. “Isso porque a pasta é constituída por fibras resistentes. Misturada a pouco cimento favorece a produção de materiais resistentes. Este conceito pode permitir soluções práticas para a destinação correta dos resíduos sólidos”, ele acentua.

Conforme o biólogo, os materiais recicláveis que vierem misturados no lixo orgânico podem ser desinfetados para destinação a cooperativas de triagem e venda ou, ainda, serem devolvidos a indústrias na forma de substâncias (borracha, cromo, tinturas, etc). Tais medidas de ‘logística reversa’ estão previstas na Lei Federal 12.305/2010 que versa sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos no Brasil.

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Redação da Envolverde.

 


Mais uma pesquisa vem para comprovar o que se usa como argumento para diminuir os limites no trânsito: velocidades mais altas matam mais. 

Um estudo do Insurance Institute for Highway Safety, um órgão norte-americano que cuida da segurança no trânsito, chegou a conclusão que os aumentos de velocidade nos últimos 20 anos custaram, ao menos 33 mil vidas em acidentes.

De acordo com o estudo, a cada aumento de 8 km/h nos limites de velocidade máxima resultaram em um crescimento de 4% nas mortes. Quando se fala apenas de rodovias, o mesmo aumento de velocidade gera 8% mais acidentes fatais.

Nos Estados Unidos, o limite de velocidade é estabelecido por cada Estado. A única vez em que isso foi estabelecido de maneira nacional foi em 1973, durante a crise do petróleo em que a máxima era de 88 km/h. Hoje o Texas é o estado com velocidade permitida mais alta: 130 km/h.

Na cidade de São Paulo, onde as principais vias tiveram as velocidades reduzidas pela gestão do prefeito Fernando Haddad, o número de mortes caiu de 1.249 em 2014 para 992 em 2015.

Entre as medidas do prefeito estão a revitalização de faixas de pedestres, iluminação, ciclovias e ciclofaixas e a mais polêmica delas, a redução de velocidade, que diminuiu de 90 km/h e 70 km/h nas faixas expressa e centrais e locais das Marginais Tietê e Pinheiros, para 70 km/h, 60km/h e 50 km/h, respectivamente, além de baixar também o limite das principais avenidas para 50 km/h.

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Fonte: Jornal do Carro.

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