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O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil) lançou ontem (20/1) o relatório "Política de Mobilidade por Bicicletas e Rede Cicloviária de São Paulo: Análise e Recomendações". Elaborado ao final do ano passado, a publicação dependia da entrega do documento à Prefeitura de São Paulo, o que aconteceu este mês.

Como explica Thiago Benicchio, gerente de Transportes Ativos para São Paulo do ITDP Brasil, "o desenvolvimento de uma política de mobilidade que contemple a bicicleta não deve ser entendida apenas como a construção de infraestrutura para seu uso como veículo, já que ela tem um papel fundamental na mudança do comportamento de mobilidade das pessoas”. Devemos, portanto, começar a construir indicadores para que o uso das bicicletas como opção de transporte seja ampliado.

É neste contexto que o relatório se insere, possuindo três objetivos principais: consolidar o histórico da política de mobilidade por bicicletas em São Paulo, propor sugestões para alguns de seus componentes estratégicos e analisar a rede cicloviária implantada até o momento da pesquisa (novembro de 2015), o que inclui recomendações de melhoria da rede existente e da planejada.

A análise da rede cicloviária usa como base os guias Urban Bikeway Design Guide (NACTO, 2011) e Manual Ciclociudades (ITDP, 2011) e apresenta os resultados da avaliação feita presencialmente pela própria equipe do ITDP Brasil. Naquele momento, ela era composta por 328 km de infraestrutura exclusiva (ciclovias e ciclofaixas) e 31,9 km de vias compartilhadas com sinalização cicloviária (ciclorrotas).

O relatório completo do ITDP pode ser acessado na biblioteca da Ciclocidade ou no site do instituto.

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Fonte: Clicocidade.


Todos os taxistas da cidade deverão oferecer aos passageiros carregadores de celular e a possibilidade de pagamento por meio eletrônico, com cartões de crédito ou débito. As medidas estão em uma portaria da Secretaria Municipal de Transportes, que começou a vigorar nesta segunda-feira (18). A pedido da categoria, o prazo para implantação do pagamento eletrônico foi prorrogado até 4 de março. O texto também aponta quais são os trajes adequados para a prestação desse serviço de transporte à população e outras iniciativas para aumentar o conforto dos usuários. 

Os motoristas podem ainda optar por oferecer água potável, papel toalha e suporte para transporte de bicicletas. A portaria estabelece medidas de higiene do veículo, como a manutenção periódica dos filtros de ar condicionado, a limpeza interna e externa do veículo e dos acessórios disponibilizados aos passageiros. Os porta-malas também devem estar limpos e disponíveis para a utilização. 

Quanto à apresentação pessoal dos profissionais, os condutores do taxi comum poderão usar calças jeans escuras com camisa social de manga curta ou longa, sapatênis ou sapato. Também poderão optar pelo traje social, com camisa, gravata, calça, sapato e blazer (nos dias frios) ou tailleur para as mulheres. O uso de terno ou smoking só é obrigatório para os motoristas da categoria luxo, serviço prestado por veículos pretos de alto padrão, com tarifas 50% mais altas, que só atuam em pontos privativos próximos a hotéis e centros de eventos.

A portaria ainda traz algumas sugestões de atitudes para melhorar o atendimento, como colocar a mala do passageiro no bagageiro do veículo, oferecer informações sobre o trajeto ou sobre pontos turísticos, perguntar sobre o nível do ar condicionado ou sobre a possibilidade de escolher a programação do som ambiente do carro. É proibido recusar passageiro ou escolher corrida.

Também são proibidos ao taxista comentários ou atitudes que possam representar preconceito de raça, gênero, religiosa ou de identidade sexual. Durante as corridas, é recomendado que sejam evitadas polêmicas, como discussões em torno de paixões esportivas, convicções partidárias, fé e cultos religiosos.

A fiscalização das novas regras, divulgadas há um mês e publicadas no Diário Oficial do Município, começou nesta segunda-feira (18). Em caso de descumprimento das normas, a multa aplicada pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP) é de R$ 35,52. Além do cumprimento das novas regras, o fiscal avalia a segurança do veículo e o cumprimento de prazos estabelecidos para revisões e manutenção. São checados itens como pneus, freios ABS e Air Bag.

As normas de conduta e de traje foram produzidas com a participação dos Centros de Formação de Condutores credenciados junto ao Departamento dos Transportes Públicos (DTP), depois de diversas reuniões e debates sobre o conteúdo do Curso de Taxista. Todas as minutas foram apresentadas, debatidas, aprimoradas e aprovadas por unanimidade, por entidades da categoria, na Câmara Temática do Serviço de Táxi do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, até 4 de março os aplicativos de táxi deverão credenciar suas plataformas junto à secretaria, disponibilizando a avaliação dos passageiros do serviço dos taxistas. Essa avaliação dos usuários auxiliará na identificação dos profissionais que estão infringindo normas e irá gerar relatório sobre o perfil do serviço de cada motorista. Os que forem mal avaliados serão notificados a comparecer ao Setor de Disciplina e, após avaliação da conduta, poderão sofrer aplicação de penalidades legais e regulamentares. Também pode ser determinado que eles refaçam o Curso de Taxista. 

Os passageiros podem efetuar suas reclamações diretamente ao Departamento de Transportes Públicos (DTP) pelos telefones (11) 2692-3302, 2291-5416 e 2692-4094 e pelo WhatsApp, no número (11) 97205-7142.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.
 
 


O número de mortes decorrentes de acidentes com ônibus municipais na cidade de São Paulo caiu 25% (de 100 para 75) entre 2014 e 2015.

Esse índice foi puxado principalmente pela queda de 37% dos atropelamentos fatais de pedestres por coletivos. Entre um ano e outro, o número de pessoas mortas nesse tipo de acidente na capital paulista caiu de 56 para 35.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da SPTrans (empresa municipal de transporte) obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

Esses números não abrangem eventuais mortes provocadas por outros tipos de coletivos na capital paulista, como os intermunicipais e os fretados, por exemplo.

De acordo com as informações disponibilizadas pela gestão Fernando Haddad, 2015 registrou a menor quantidade de mortes em acidentes com ônibus desde 2011.

Os dados do ano passado ficaram abaixo dos registrados em 2013 (detentor do índice mais baixo no período até então), quando foram contabilizadas 81 mortes em toda a cidade.

Os atropelamentos fatais por ônibus também registraram em 2015 o seu menor índice em cinco anos. (Veja o detalhamento desses dados no infográfico abaixo.)

Mortes em acidentes com ônibus caem 25% em São PauloMortes em acidentes com ônibus caem 25% em São Paulo

 

Números mostram eficácia de redução de limite de velocidade, afirma prefeitura
 

A gestão do prefeito Fernando Haddad disse por meio de enviada por sua assessoria de imprensa que a queda nas mortes em acidentes com ônibus “consolida a eficiência de medidas de segurança no trânsito, como a redução do limite de velocidade”.

A prefeitura informou ainda que os números mostram que “as ruas ficaram mais seguras para pedestres, motoristas, ciclistas, passageiros e motoristas”. Segundo a administração municipal, o período de janeiro a outubro de 2015 apresentou uma queda de 22,8% nas mortes de pedestres e de 18,3% na de motociclistas, na comparação com mesmo período de 2014.

Na avaliação da Secretaria Municipal de Transportes, São Paulo poderá atingir a meta da ONU (Organização das Nações Unidas), que é de 6 mortes para cada 100 mil habitantes. Hoje, o índice na cidade é de 8,82; em 2012, era de 12, segundo a pasta.

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Fonte: Fique Sabendo.

 

O vereador Toninho Vespoli (PSOL), da Câmara de São Paulo, apresentou o projeto de lei 6/2016 que assegura às mulheres o direito de descer fora do ponto de ônibus após as 22 horas. Ele informou que a regra já funciona em outras cidades do próprio Estado de São Paulo, também no Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco, e que dados da Organização Mundial de Saúde e do IBGE colocam o Brasil na sétima posição do ranking mundial de assassinato de mulheres.

Toninho Vespoli destaca que sua proposta busca dar maior segurança às mulheres que trabalham ou estudam à noite e correm maior risco de sofrer com a violência de gênero.

"As usuárias poderão descer em qualquer lugar desde que o trajeto da linha de ônibus não seja alterado", anota o vereador de uma das cidades mais violentas do mundo. "Na impossibilidade de descer no local exato sugerido pela passageira, o motorista encontrará o local mais próximo do indicado em condições de efetuar o desembarque."

O Projeto de Lei 6/2016 também prevê que a Prefeitura promova uma campanha de divulgação nos meios de comunicação para apresentar amplamente este direito para as mulheres paulistanas. O Poder Executivo terá 90 dias para regulamentar a lei, se aprovada na Câmara.

"Segundo a ONU, sete em cada dez mulheres no mundo já foram ou serão violentadas em algum momento da vida. No Brasil, apenas em 2014, ao menos 47.646 estupros foram registrados, o que equivale a um caso a cada 11 minutos. A OMS e o IBGE colocam o Brasil na sétima posição do ranking mundial de assassinato de mulheres. São 4,4 homicídios a cada 100 mil mulheres. Os casos são ainda mais frequentes com jovens próximas dos 18 anos de idade, principal público que utiliza os ônibus após as 22 horas", ressalta o vereador.

Ele informou que está sendo divulgada a iniciativa do movimento de mulheres 'Vamos Juntas?', que propõe um abaixo-assinado para levar sua proposta para o âmbito federal.

Para Toninho Vespoli, dada a urgência do tema, 'um debate sobre a proposta em São Paulo pode fortalecer esta discussão em outras cidades e até a nível federal'.

"O machismo é um problema visível no Brasil e tem as consequências mais perversas, entre elas o maior nível de violência contra as mulheres. Debater essa medida aqui em São Paulo nos ajuda a levar este debate para quem não está familiarizado com ele e ainda não percebeu a sua urgência. É uma medida pequena, mas que pode garantir maior segurança para muitas mulheres que trabalham e estudam até tarde", declarou o vereador.

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Fonte: Estadão Conteúdo.

 
O Centre Georges Pompidou lançou na noite de quinta-feira, 14, em Paris a exposição "Oswald de Andrade : passeur anthropophage", dedicada ao escritor brasileiro.
 
A mostra faz parte do Museum Livre, uma iniciativa do Museu Nacional de Arte Moderna para revisitar a obra de grades autores de movimentos de vanguarda do século 20.
 
O escritor brasileiro estará assim em uma lista de homenageados que tem ainda nomes como André Breton, Gertrude Stein, Blaise Cendrars e Aimé Césaire. A exposição-documento sobre Oswald de Andrade foi organizada por Leonardo Tonus, professor de literatura brasileira da Sorbonne, em colaboração com as curadoras Julie Champion e Mathilde Bartier.
 
A mostra ficará em cartaz até maio, mas na noite desta quinta-feira haverá leitura de textos e debate sobre os autores com especialistas como Bernard Blistène, diretor do Museu Nacional de Arte Moderna, com os conservadores Angela Lampe, Aurélien Lemonier, Nicolas Luicci-Goutnikov, além do próprio Leonardo Tonus. Além do debate, o professor brasileiro fará a leitura de trechos do Manifesto Antropofágico, manifesto literário inaugural do movimento lançado por Oswald de Andrade, que foi o principal incentivador do Modernismo no Brasil.
 
 
 
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Andrei Neto em O Estado de S.Paulo.
 


Com 97,4% de sua dotação orçamentária (mais de R$ 5 bilhões) comprometida com as despesas da folha de pagamento, a Universidade de São Paulo (USP) não terá dinheiro para outra coisa este ano e ainda será obrigada a enfrentar um déficit calculado em R$ 543 milhões. Contra esse quadro desanimador, agravado pela atual crise econômica, as alternativas são poucas, mas a criação do programa Parceiros da USP, que busca a colaboração da sociedade civil por meio de doações, pode representar uma saída, especialmente para o seu Museu de Arte Contemporânea (MAC/USP).
 
Recentemente fechado na Cidade Universitária, o museu, agora restrito à sede no Ibirapuera, terá de recorrer à iniciativa privada para realizar suas exposições temporárias. Nada demais. Vale lembrar que o museu foi instituído em 1963 por vontade de um mecenas, Ciccillo Matarazzo, e doações internacionais (Fundação Nelson Rockefeller). Ele migrou para a universidade, mas não perdeu suas feições particulares.
 
Com a demissão do diretor do museu, Hugo Segawa, no fim do ano passado, assumiu seu posto a vice-diretora Kátia Canton, que pretende enfrentar esse período crítico justamente com a ajuda da iniciativa privada. Já no fim do mês, quando for inaugurada a exposição do futurista italiano Fortunato Depero (1892-1960), o patrocínio da Campari surgirá como uma dádiva num momento em que o MAC vai gastar R$ 400 mil só com a transferência de sua biblioteca e instalações administrativas para a nova sede no Ibirapuera.
 
Kátia Canton, nova diretora do MAC, pretende buscar parceria de empresas privadas para dinamizar o museu, que ganhou sua sede definitiva no Ibirapuera
 
Kátia Canton, nova diretora do MAC, pretende buscar parceria de empresas privadas para dinamizar o museu,
que ganhou sua sede definitiva no Ibirapuera. Foto: Márcio Fernandes / Estadão.
 
Reformado pela Secretaria de Cultura do Estado ao custo de R$ 76 milhões, o prédio tem alguns problemas, como todo edifício adaptado a novas funções. É naturalmente limitado para expor arte contemporânea, além de seu acervo com quase 10 mil obras, que integram a mais importante coleção de arte moderna da América Latina (Kandinsky, Modigliani, Matisse, Klee, Morandi, Picasso e outros). As limitações não param por aí. Sua reserva técnica, de dimensões espetaculares, não pode receber essa coleção. Não está adequadamente equipada para enfrentar a umidade do subsolo do anexo nem tem as condições técnicas que oferece a antiga, no câmpus da universidade, onde as obras devem ficar até segunda ordem. 

“Nossa prioridade, agora, é instalar a biblioteca, no piso térreo, e as salas da administração, no primeiro andar”, diz a diretora em exercício Kátia Canton, que deve permanecer no cargo após o reitor assinar a exoneração de Segawa. Ela tem planos para atrair novos visitantes ao museu, que terá três dos seus últimos andares reservados ao acervo permanente (com obras icônicas como o único autorretrato de Modigliani e a tela O Enigma de Um Dia, de De Chirico). Hoje, apenas 6% do acervo é mostrado ao público. “Nosso primeiro passo em direção à sociedade civil será para instalar o restaurante no último piso”, revela a nova diretora, que pretende ver funcionando esse e uma cafeteria no museu até o fim do ano. “Também estamos acertando com a Edusp a criação de uma livraria e a instalação de uma loja no museu.
 
São projetos viáveis. O problema maior é mesmo a reserva técnica. Hoje, 84% das obras estão na antiga sede da Cidade Universitária e 7% no terceiro andar do prédio da Bienal, emprestado ao MAC. A reserva técnica do antigo MAC tem um sistema de prevenção de incêndio que usa um gás especial parecido com o do Louvre. Na gestão do professor Teixeira Coelho foi criado o Gabinete de Papel, que tem obras preciosas no suporte e exigem, portanto, condições de temperatura e segurança semelhantes às existentes no câmpus. “Não vejo alternativa além de recorrer à iniciativa privada, até mesmo porque o MAC não é um museu da universidade para a universidade, mas para a sociedade”, comenta.

Ao fechar a sede do Museu de Arte Contemporânea no câmpus, a USP dificultou a própria dinâmica educacional, uma vez que os docentes usam a coleção e o local para suas aulas e pesquisas. Tudo fica mais difícil para eles. Quando foi inaugurada a nova sede, das 17 exposições, 15 eram do acervo, lembra o ex-diretor Tadeu Chiarelli. Nada indica que a mostras temporárias devam crescer. A notícia boa é que a Secretaria de Estado da Cultura vai ceder em caráter definitivo o prédio do Ibirapuera ao MAC, como revela o secretário Marcelo Araújo. “O processo de transferência para a USP já está em tramitação.
 
Parceria
 
A cessão do prédio onde funciona o MAC, no Ibirapuera, foi, segundo o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, “um grande ganho para a universidade”. Ainda que o déficit orçamentário previsto para 2016 seja de R$ 543 milhões, a USP não pretende suspender os planos para equipar o museu com um restaurante no topo do prédio e agilizar as obras de adequação da reserva técnica para receber as obras que ainda estão no antigo MAC. “Essa mudança não é tão rápida, mas o modelo de licitação do restaurante já está pronto”, diz. “Embora as dificuldades financeiras existam, a USP não está parada e vejo com bons olhos a participação da iniciativa privada, regulamentada pelo programa Parceiros da USP.”  
 
Segundo o programa, ela pode vir por meio de doações de bens móveis e imóveis ou doações para reformas ou construções. “Todos os museus têm apoio externo, não só para realizar exposições ou aumentar o acervo.” Com a transferência do MAC, os professores passarão o dia todo no Ibirapuera. “Somos um museu universitário e temos de pensar no conforto dos pesquisadores e do público”, conclui Agopyan.

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Antonio Gonçalves Filho em O Estado de São Paulo.
 
 
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