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Na última segunda-feira (13) o chileno Alejandro Aravena, 48 anos, venceu o Pritzker Prize, considerado “Nobel da Arquitetura”. A premiação, que existe desde 1979, busca reconhecer os maiores arquitetos vivos. O prêmio é mantido pela família Pritzker e a Hyatt Foundation. O vencedor recebe US$ 100 mil e um medalhão de bronze.

Na cerimônia, Tom Pritzker reconheceu a importância do trabalho social de Aravena.

“O seu trabalho dá a oportunidade econômica para os menos privilegiados, mitiga os efeitos de desastres naturais, reduz o consumo de energia e provê um bem-vindo espaço público. Inovador e inspirador, ele mostra como a arquitetura pode melhorar a vida das pessoas.” Tom Pritzker. 

Alejandro Aravena, vencedor da edição de 2016 do Pritzker Prize. Foto: Cristobal Palma / Divulgação.


Empresário e filantropo

Aravena ganhou notoriedade principalmente na última década, com seu escritório Elemental, ao inovar em projetos de baixo custo de habitação social e participando ativamente de discussões sobre políticas públicas habitacionais. O arquiteto é conhecido por desenvolver trabalhos que conseguem unir escala a necessidades locais.

Exemplo disso aconteceu em 2004, quando ele deveria criar um projeto de habitação para 100 famílias realocadas. Sem verba o suficiente para a empreitada, o chileno construiu blocos de concreto, com cozinha, banheiro e um telhado, permitindo que as famílias completassem o resto a partir das suas próprias necessidades e identidades. Se não havia dinheiro para construir uma casa boa para todos, por que não construir meia casa boa para todos — e deixar que eles finalizassem por conta própria?”, disse o arquiteto ao jornal britânico “The Guardian”. A ideia deu tão certo que o valor das casas chegou a quintuplicar e ele se envolveu na construção de mais 2.500 moradias populares no Chile e no México.

O chileno ainda é o diretor da 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que acontecerá em 2016. Não por acaso escolheu como tema para o evento “Reportando do Front” e se propõe a investigar o papel dos arquitetos na  melhoraria das condições de vida no mundo. Veja o que ele diz na chamada da exposição:

“Nós gostaríamos de aprender com os arquitetos que, apesar da escassez de meios, intensificam o que está disponível em vez de reclamar sobre o que está faltando. Queremos entender quais ferramentas de design são necessárias para subverter as forças que privilegiam o ganho individual sobre o benefício coletivo, reduzindo o 'Nós' para apenas 'Eu'.” Alejandro Aravena

Arquiteto e vencedor do Prêmio Pritzker

É a terceira vez que um sul-americano vence um Pritzker. Os outros dois foram os brasileiros Oscar Niemeyer (em 1988) e Paulo Mendes da Rocha (em 2006), cujos trabalhos já levantavam discussões sobre o papel social da arquitetura.

A vitória de Aravena parece intensificar o debate sobre o papel social e transformador da arquitetura. O Nexo convidou arquitetos e urbanistas brasileiros a refletirem sobre o tema:

Qual o papel da arquitetura no mundo atual? Há um equilíbrio entre a dimensão estética e a sua função social?

“Infelizmente, nas últimas décadas, a arquitetura mainstream foi capturada pelo complexo imobiliário e financeiro servindo como âncora para grandes operações de expansão da fronteira do mercado mobiliário financeirizado. O que percebemos é uma espécie de declínio da utopia modernista da arquitetura como função social na direção da constituição de monumentos ao consumo e submissão da lógica da rentabilidade máxima do solo urbano. Ao menos, percebemos, cada vez mais, movimentos de contestação desse modelo e que estão estruturados em torno do direito à cidade, com participação de arquitetos e urbanistas”.

Raquel Rolnik é arquiteta. Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada e diretora de Planejamento da Cidade de São Paulo, coordenadora de Urbanismo do Instituto Pólis e secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades. Tem livre docência pela FAU-USP.

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“A função estética também tem uma função social. Cidades que têm melhor organização são consideradas cidades melhores para o cidadãos. Não existe uma dicotomia entre estética e valor social.

O Prêmio Pritzker mostra um pouco que é necessário aprofundarmos o debate sobre como fazer com que as pessoas tenham mais acesso à arquitetura. No caso brasileiro reconhecemos na arquitetura seu valor cultural, entretanto os procedimentos para produzir a arquitetura dentro do ambiente público estão sendo cada vez mais inviabilizados. O edifício público sempre foi o que representava a arquitetura que discute a esfera pública. Hoje não é mais assim. Já não se exige mais projetos completos. É importante valorizar o edifício público, é ele que é aberto para todos conhecerem e, consequentemente, coloca as pessoas em contato com as discussões arquitetônicas. As cidades crescem exponencialmente e sem acesso à arquitetura.

É importante que arquitetos que assumem uma visibilidade global tenham o compromisso ético de mostra a importância da arquitetura. É curioso quando olhamos para a história da arquitetura e ver como no período do Modernismo os arquitetos se esforçavam para tomar papeis de líderes. E é isso: ele deve sair do plano individual para assumir sua função social. É muito mais um papel do indivíduo do que da área como um todo.”

Washington Fajardo. Arquiteto, é secretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, assessor especial do Prefeito Eduardo Paes para assuntos urbanos e curador do Pavilhão Brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza.

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“Desde a crise de 2008 há no mundo um frequente descrédito da arquitetura como prática relevante para a transformação das cidades, colando o estigma de "edifício icônico" a qualquer projeto que não reproduza a cidade genérica predominante. Nos anos pós-crise mundial a frequente associação de formas arquitetônicas não genéricas a processos de urbanização predadores comprometeu a legitimidade das disciplinas associadas a questões formais - ao desenho - na construção de melhores cidades.

Toda arquitetura é necessariamente política. Ao projetar qualquer objeto, e especialmente um edifício, há sempre implicada uma visão de mundo, que se reproduzirá através da sua existência concreta. É portanto através da formalização - que inclui sua dimensão estética - que esse edifício vai atuar no ambiente urbano. Essa atuação pode ser mais ou menos conservadora ou pode criar rupturas, com uma atuação transformadora dos processos de urbanização.

Hoje surgem novos arranjos produtivos, novos processos de decisão e legitimação das intervenções nas cidades, incorporando uma multiplicidade de atores. O papel e desafio da prática arquitetônica atualmente é o de se incorporar de modo produtivo em um debate mais amplo e recuperar a legitimidade e relevância do desenho - e de sua dimensão estética - nas transformações necessárias na produção do espaço urbano.”

Martin Corullon é arquiteto. Fundador do Metro Arquitetos Associados e organizador do livro “Arquitetura em Diálogo”. Desde 1994 tem colaborado frequentemente com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP.

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“Acredito que a arquitetura continua tendo o mesmo papel de organizar espaços, fazer as pessoas viverem bem. O que o prêmio mostra é que, cada vez mais, nos aproximamos de arquitetos com uma questão social. Antes o arquiteto era visto como alguém que atendia os mais ricos, com projetos do mercado e hoje há uma redução dessa tendência. A arquitetura passou a se dirigir às pessoas mais pobres da cidade.

A arquitetura está se voltando às necessidades urbanas da sociedade. Há pessoas sem acesso às condições mínimas de direitos, como saneamento básico, e a arquitetura busca resolver isso. Outra questão que se discute na arquitetura é a questão da imigração. Demanda-se respostas rápidas para alojamento e a expansão das cidades.

Fico feliz com o prêmio. Mas temos vários arquitetos brasileiros que também têm trabalhos grandes dentro dessa discussão relacionada a projetos para pessoas de baixa renda. Essa é uma característica pela qual os brasileiros se destacam na arquitetura mundial. Espero que possamos ganhar mais prêmios no futuro.

No contexto brasileiro, os arquitetos brasileiros tem que se mobilizar para que nossos projetos sejam cada vez maiores nos programas dirigidos aos de menor renda. Os profissionais, por exemplo, ter mais presença no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ discutindo como podemos ocupar espaços públicos. Essa função do arquiteto de pensar o coletivo é essencial.”

Elisabete França é arquiteta. Trabalhou durante 10 anos na Secretaria de Planejamento e de Habitação e Desenvolvimento da cidade de São Paulo e foi coordenadora do programa de recuperação urbana e saneamento da Bacia do Guarapiranga e da Bacia Billings. Foi superintendente de Habitação Social da Sehab entre 2006 e 2012. Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Kaluan Bernardo no NEXO.

 


Das 5,5 mil cidades brasileiras, algumas destacam-se por seu elevado desempenho e desenvolvimento em infraestrutura no país.

Vinhedo, pequeno município do interior de São Paulo (e muito conhecido por sua tradicional festa da uva), é quem encabeça o primeiro lugar entre 100 cidades com 50 mil a 100 mil habitantes que proporcionam condições adequadas de moradia  para seus habitantes. 

O ranking, que faz parte da pesquisa “As melhores cidades do Brasil para fazer negócios”, foi elaborado com exclusividade pela consultoria Urban systems para a revista EXAME.

Para chegar neste resultado, o estudo levantou informações de 348 municípios com uma população entre 50.000 e 100.000 habitantes – estes, responsáveis por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O ranking leva em conta três indicadores, como o número de casas com internet fixa de alta velocidade, índice de perdas na distribuição de água e a quantidade de vezes em que ocorreram paralisações no sistema de distribuição de água.

Cada indicador recebeu um peso de acordo com sua relevância – totalizando 12 pontos. 

Na tabela abaixo, você vê as 100 cidades com as maiores pontuações. 

 

RankingCidadeEstadoPontuação
1 Vinhedo SP 3,273
2 São Gonçalo do Amarante RN 3,088
3 Lucas do Rio Verde MT 2,880
4 Pato Branco PR 2,816
5 Francisco Beltrão PR 2,749
6 Gurupi TO 2,748
7 Campo Mourão PR 2,720
8 Barra do Garças MT 2,667
9 João Monlevade MG 2,550
10 Itumbiara GO 2,543
11 Esteio RS 2,536
12 Jataí GO 2,531
13 Cianorte PR 2,523
14 Votuporanga SP 2,522
15 Frutal MG 2,503
16 Navegantes SC 2,497
17 Itajubá MG 2,494
18 Pará de Minas MG 2,490
19 Primavera do Leste MT 2,486
20 Penápolis SP 2,482
21 Manhuaçu MG 2,475
22 Guarabira PB 2,466
23 Mariana MG 2,465
24 Nova Lima MG 2,455
25 Leopoldina MG 2,453
26 Fernandópolis SP 2,447
27 Cosmópolis SP 2,446
28 Lavras MG 2,445
29 Lins SP 2,443
30 Delmiro Gouveia AL 2,442
31 Santa Isabel SP 2,442
32 Rolândia PR 2,440
33 Formiga MG 2,439
34 Batatais SP 2,436
35 Viçosa MG 2,432
36 São Sebastião do Paraíso MG 2,430
37 Santa Rosa RS 2,428
38 Guaxupé MG 2,428
39 Paracatu MG 2,426
40 Tianguá CE 2,425
41 Mococa SP 2,425
42 Catalão GO 2,425
43 Cataguases MG 2,423
44 Itaúna MG 2,421
45 Tupã SP 2,417
46 São João da Boa Vista SP 2,407
47 Três Pontas MG 2,401
48 Mairiporã SP 2,399
49 Avaré SP 2,398
50 Nova Serrana MG 2,398
51 Mirassol SP 2,397
52 Paulínia SP 2,397
53 Campo Bom RS 2,397
54 Marechal Cândido Rondon PR 2,395
55 Arujá SP 2,395
56 Taquaritinga SP 2,395
57 Pirassununga SP 2,393
58 Caieiras SP 2,390
59 Matão SP 2,388
60 Montenegro RS 2,387
61 Camocim CE 2,384
62 Tefé AM 2,381
63 Itapira SP 2,375
64 Telêmaco Borba PR 2,366
65 Olímpia SP 2,357
66 Congonhas MG 2,355
67 Porto Feliz SP 2,349
68 Ponte Nova MG 2,349
69 Três Corações MG 2,348
70 Inhumas GO 2,339
71 Bebedouro SP 2,338
72 Lençóis Paulista SP 2,336
73 Nova Odessa SP 2,333
74 Santo Ângelo RS 2,331
75 Jaguariúna SP 2,325
76 Itapeva SP 2,323
77 Jaboticabal SP 2,323
78 Cruz Alta RS 2,321
79 Carazinho RS 2,319
80 Belo Jardim PE 2,315
81 Porto Nacional TO 2,312
82 Registro SP 2,310
83 Ceará-Mirim RN 2,307
84 Brumado BA 2,306
85 Ijuí RS 2,302
86 Caetité BA 2,296
87 Patrocínio MG 2,296
88 Caratinga MG 2,286
89 Moji Mirim SP 2,286
90 Três Rios RJ 2,285
91 Senador Canedo GO 2,283
92 São José do Rio Pardo SP 2,282
93 Ibitinga SP 2,280
94 Ibiporã PR 2,268
95 Castro PR 2,266
96 Paranavaí PR 2,265
97 Leme SP 2,261
98 Porto Ferreira SP 2,260
99 Naviraí MS 2,247
100 Alfenas MG 2,243

 

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Valéria Bretas em Exame.com

 


O prefeito Fernando Haddad encaminhou na última quarta-feira (6) à Câmara Municipal projeto de lei que propõe alterar a forma de escolha dos subprefeitos das 32 administrações regionais da cidade de São Paulo. A proposta, que precisa ser apreciada em duas votações pelos vereadores antes de voltar para a sanção de Haddad, prevê a eleição direta dos subprefeitos, por voto facultativo.

O objetivo é criar um modelo de governança que amplie a participação popular e a representatividade dos cidadãos no comando das subprefeituras, além de descentralizar as ações municipais.

“Uma das vantagens desse modelo é a presença de uma liderança forte e conhecida das pessoas nos territórios. Entendemos que toda descentralização administrativa não é robusta o suficiente se não vier acompanhada de um processo de empoderamento local”, afirmou o prefeito.

A cidade tem mais de 11 milhões de habitantes e 96 distritos. As subprefeituras concentram, em média, 375 mil habitantes, o que justifica a necessidade de um representante escolhido pela população de cada região. Haddad observa que são poucas as cidades brasileiras que têm essa densidade e considera que a eleição de subprefeito traz benefícios para a comunidade.

“O candidato a subprefeito vai ter que fazer um plano de governo para sua região, com base no seu orçamento. Isso vai mudar a qualidade do projeto apresentado para os bairros”, disse.  

A nova proposta também foi feita com base em experiências internacionais e diferentes modelos de governança local. Alguns dos exemplos bem-sucedidos são as cidades de Buenos Aires (Argentina), Cidade do México (México), Paris (França) e Portland (EUA).

A Lei nº 13.399, de 1º de agosto de 2002, que criou as subprefeituras e vigora atualmente, prevê que a escolha dos subprefeitos é de livre nomeação por parte do Executivo – ou seja, o prefeito opta pelos nomes que ocuparão os cargos. Desde o início da atual gestão, o município tem aprimorado a gestão das subprefeituras, priorizando a escolha de quadros técnicos formados por servidores públicos concursados, em especial os que já atuam nas regiões. Em outras gestões, os cargos foram ocupados, majoritariamente, por militares da reserva e ex-prefeitos de cidades do interior.

O que é preciso para ser candidato
O projeto determina que, para concorrer à eleição, o cidadão precisará ter idade mínima de 18 anos e apresentar comprovantes de alistamento eleitoral, do pleno exercício dos direitos políticos e de residência na subprefeitura que deseja comandar, além de não poder ocupar cargo em comissão no Poder Público Municipal. Assim como determina a legislação brasileira para os pleitos organizados pela Justiça Eleitoral, o candidato deverá ter filiação partidária para concorrer. 

Cada partido político poderá indicar, no máximo, um concorrente em cada subprefeitura. Não haverá inscrição de candidatos avulsos. A comunicação das listas dos candidatos e candidaturas será feita pelos próprios partidos políticos à Prefeitura. O prazo para a indicação será regulamentada em decreto que será publicado no Diário Oficial da Cidade (DOC), se a proposta for aprovada no Legislativo. 

Caso ocupe algum cargo em comissão, o candidato não poderá estar ocupando o posto na data em que o seu partido comunicar à Prefeitura sua candidatura. Ele também não poderá concorrer, no mesmo pleito, aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, e não poderá incorrer nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei Complementar Federal nº 64, de 18 de maio de 1990. 

O que será preciso para votar
O projeto de lei prevê que o voto para o cargo de subprefeito seja facultativo para o eleitor, mas secreto e direto. Cada eleitor poderá votar em apenas um candidato na subprefeitura onde reside. Para votar será necessário ter idade superior a 16 anos, possuir título de eleitor e estar com a situação eleitoral regularizada.

Onde, quando e como votar
Caso o projeto de lei seja aprovado pelos vereadores, a data da eleição, os locais de votação e a definição se o pleito será por meio eletrônico ou não dependerão de regulamentação do prefeito Fernando Haddad, em decreto a ser publicado no Diário Oficial. 

O Executivo defende que a eleição para subprefeito aconteça no mesmo dia das eleições municipais, com os mesmos pontos de votação utilizados pela Justiça Eleitoral e com os mesmos mecanismos, mas a definição cabe ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). 

O que será preciso para ser eleito subprefeito
A proposta prevê que, para ser considerado eleito, o candidato precisa obter a maioria absoluta de votos válidos (não computados os votos em branco e os nulos). Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira votação, o projeto de lei prevê a realização de segundo turno com os dois candidatos mais votados. Será eleito quem obtiver a maioria dos votos válidos nessa segunda rodada, como acontece atualmente nas eleições majoritárias.

Posse e mandato
A posse do subprefeito eleito ocorrerá em até 90 dias após a data do pleito. O mandato proposto para o cargo é de quatro anos, permitida a reeleição para um único período consecutivo.

Hipóteses para a perda do cargo
A proposta prevê que, após ter sido eleito, o subprefeito só poderá perder seu cargo e ter o mandato cassado em quatro hipóteses. Não haverá possibilidade de o prefeito, em ato administrativo, solicitar a troca ou exoneração do gestor. O eleito só poderá perder o cargo em caso de renúncia; se infringir qualquer das vedações previstas no artigo 59 da Lei Orgânica do Município de São Paulo; condenação judicial transitada em julgado; e processo administrativo disciplinar.

Caso haja a perda do mandato e o comando da subprefeitura fique vago, o prefeito poderá, por livre nomeação, indicar alguém para completar o período restante do antecessor até que sejam realizadas novas eleições.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


O Parlamento de Portugal se mostrou disposto a colaborar, "nas medidas das capacidades", para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, que teve suas instalações destruídas por um incêndio no dia 21 de dezembro.

Por meio da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o Parlamento emitiu uma deliberação, aprovada por unanimidade, em que afirma que, desde a sua inauguração, em 20 de março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa transformou-se "numa referência fundamental" na lusofonia. Os deputados acreditam que a medida exalta a "a união em torno da expressão em língua portuguesa no mundo". O documento será enviado, por via diplomática, às autoridades brasileiras.
 
Segundo a posição dos parlamentares, o papel que o espaço exercia há quase dez anos era essencial para a valorização, promoção e difusão da língua portuguesa. Para eles, o museu foi bem-sucedido ao "inovar no plano da divulgação de conteúdos baseadas na utilização das novas tecnologias de informação, com recursos interativos que em muito contribuíram para a assinalável e permanente adesão de milhões de visitantes interessados no conhecimento do universo da língua e das culturas que se exprimem em português."
 
Incêndio de grandes proporções consumiu o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz em dezembro. Foto: Andre Ricardo Modesto.Incêndio de grandes proporções consumiu o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz em dezembro. Foto: Andre Ricardo Modesto.

Após o incêndio, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, garantiu que o espaço será reconstruído e que o acervo, por ser digital, foi preservado e tem cópias das obras guardadas. O museu está localizado no prédio histórico da Estação da Luz, na área central da cidade de São Paulo, e tem por objetivo valorizar e difundir a língua portuguesa. Por isso, é também conhecido por Estação Luz da Nossa Língua.

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Se expressar através da arte é uma forma de manifestar a estética visual se baseando nas próprias emoções. As street arts (artes de rua), antes vistas como coisa de marginal, hojeganham espaço em vários lugares do mundo. São Paulo, considerada a maior metrópole do Brasil, conta com alguns locais onde os desenhos de rua são verdadeiras obras de arte e atrações turísticas.

Os grafites servem, muitas vezes, como forma de incentivar crianças e jovens a largarem o crime e as más influências para se dedicarem ao que a arte oferece, vendo nela uma possibilidade de colocar para fora seus sentimentos. Em outros casos, o trabalho dos grafiteiros ajuda a revitalizar bairros e cidades e, em uma situação mais atípica, os grafites podem estar presentes até mesmo na fachada de um castelo.

Confira, a seguir, lugares para ver street art na cidade de São Paulo:

Rua Augusta - Localizada na região central da cidade de São Paulo, a Rua Augusta é a verdadeira modernidade, abrigando bares, baladas e sendo frequentada por todos os tipos de pessoas. Parte deste cenário urbano é formado também por grafites que tomam conta dos muros e fachadas da localidade.

Túnel da Paulista - O túnel, situado no cruzamento das avenidas Rebouças e Paulista, tem vários desenhos em toda sua extensão grafitados em suas paredes. Os artistas utilizam o local, onde milhares de pessoas passam todos os dias, para divulgar sua arte. Ao passar de carro pelo túnel, é impossível não admirar os belos rabiscos feitos pelos grafiteiros, formando uma verdadeira galeria de arte no meio do movimento da cidade.

Museu Aberto de Arte Urbana - O MAAU-SP, situado em Santana, na Zona Norte de São Paulo, é formado por um conjunto de 66 painéis de grafite instalados nos pilares que sustentam o trecho elevado de uma das linhas de metrô da cidade. A região onde está o museu é vista como o berço do grafite paulistano desde os anos 80. A instituição foi construída depois da prisão de 11 grafiteiros no local. Eles não possuíam autorização legal do sistema ferroviário para estar ali. Após a aprovação do projeto, foi criada uma parceria entre o metrô, a Secretaria de Estado da Cultura, Paço das Artes e a Galeria Choque Cultural. A Secretaria do Estado da Cultura e o metrô contribuíram com tinta e spray e revitalizaram as estruturas, formando o que é hoje.

Beco do Batman - A travessa situada na Vila Madalena, um bairro boêmio da Zona Oeste de São Paulo, recebeu o nome de Beco do Batman por conta de um grande grafite do personagem de mesmo nome da DC Comics. O local se tornou um ponto turístico devido a dezenas de grafites pintados em seus muros. É um dos lugares mais admirados por amantes de arte de rua.

Beco do Aprendiz - Situada na Rua Belmiro Braga, na Vila Madalena, a pequena praça é só a entrada um percurso cheio de cores, formas e mensagens em forma de grafites belíssimos feitos por grafiteiros de várias regiões de São Paulo.

Liberdade - O bairro da Liberdade, mais especificamente nas mediações das ruas Galvão Bueno e Glória, exibe vários grafites ao ar livre espalhados entre muros e portas de estabelecimentos comerciais. É comum ver, principalmente, desenhos com a estética de mangás - quadrinhos japoneses, e também outros temas e traços de origem oriental.

Edifício Ragi, Praça Oswaldo Cruz - O edifício Ragi, situado na Praça Oswaldo Cruz, número 124, na região da Avenida Paulista, tem, em sua lateral, o rosto do arquiteto Oscar Niemeyer, morto em dezembro de 2012, grafitado. A obra é de autoria do artista Eduardo Kobra e chama a atenção de quem passa pelo local.

Cambuci - Considerado um dos bairros mais tradicionais de São Paulo quando o assunto é grafite, Cambuci tem muros, fachadas e portões decorados com as cores dos sprays dos grafiteiros da cidade. Foi lá, inclusive, que os famosos grafiteiros Otávio e Gustavo, conhecido como "Os Gêmeos", foram criados e deram início à carreira de artistas.

Viaduto Jaceguai - Os desenhos de grafite do Viaduto Jacaguai, situado próximo à Avenida Luís Antônio, apesar de serem antigos e estarem um pouco desgastados, valem uma visita. Observando por baixo, de carro, é difícil admirar as obras, devido ao intenso fluxo de carros. Mas, de cima ou por baixo, a pé, é possível ter uma vista privilegiada.

Floresta Urbana - A organização sem fins lucrativos foi criada em 2008 com o propósito de integrar a natureza nas grandes cidades. A cidade de São Paulo foi escolhida por ser uma megacidade com clima tropical, com uma grande quantidade de benefícios oferecidos pela vegetação urbana da cidade. O grafite faz parte de todo o projeto, pois através dele é possível expor essa interação na forma de belos desenhos. Na Floresta Urbana, arquitetos, biólogos, paisagistas, educadores ambientais, profissionais de marketing, psicólogos e artistas acreditam que a qualidade de vida nas grandes cidades deve ser pensada sob diversos ângulos, onde as áreas conversam e se complementam.


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Fonte: Pure Viagem.

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