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Atualmente, todas as cores que podemos imaginar estão ao nosso alcance. Basta consultar a paleta da Pantone, por exemplo. Mas se voltarmos alguns séculos, podemos descobrir a história surpreendente que há por trás de muitos dos pigmentos que conhecemos hoje. A origem deles remonta a tempos pré-históricos, mas muito do que se sabe está relacionado com o mundo da arte e explicado pelo historiador e diretor do Museu de Arte Forbes, na Universidade de Harvard, Edward Waldo Forbes.

 

A Suécia tem uma missão: conseguir fazer que, até 2030, o setor de transporte não utilize mais combustíveis fósseis.

No mercado já existem soluções para diminuir as emissões de automóveis privados, como os carros elétricos e híbridos.

Mas uma dos desafios é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.

Por isso, o país está testando uma solução inovadora: autoestradas elétricas - as primeiras do mundo. Nelas, os veículos pesados podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de trem da Europa.

O projeto, conhecido como eHighway, acaba de ser inaugurado em um trajeto de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo.

Utiliza veículos híbridos que contam com um mecanismo instalado no topo da boleia do caminhão, chamado de "pantógrafo inteligente", que é acionado automaticamente quando entra neste trecho da via, se conectando às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista.


Emissões zero

Diferentemente dos ônibus elétricos tipo tróleibus, os caminhões podem se desconectar da rede quando precisam trocar de pista - para ultrapassar outro veículo, por exemplo. Nesse caso, o caminhão volta a usar diesel.

A velocidade máxima que o veículo faz quando conectado à rede elétrica é de 90 km/h.

"O eHighway é duas vezes mais eficiente que os motores convencionais de combustão interna", explica Roland Edel, engenheiro chefe do departamento de mobilidade da Siemens, a empresa alemã responsável pelo projeto. "(Nossa) inovação consiste em alimentar os caminhões com a energia que vem das linhas (elétricas)."

Durante o tempo em que estes veículos estão se movendo com eletricidade, eles não emitem dióxido de carbono e tem uma eficiência de 80%.

Com a tecnologia, "o consumo de energia se reduz à metade, e a contaminação ambiental local diminui", acrescenta Edel.

E a cada vez que o condutor freia, alimenta a rede elétrica com a energia cinética que é liberada.

' Complemento excelente '

"Grande parte dos produtos que são transportados na Suécia passam por estradas. As autoestradas elétricas oferecem a possibilidade de libertar os caminhões da dependência do combustível fóssil", destacou Anders Berndtsson, chefe de estratégia da Administração Sueca de Transporte.

Quando os caminhões saem da rede, ativam o motor diesel para seguir o trajeto.

Este ano, a empresa alemã fará um piloto parecido na Califórnia, nos Estados Unidos, em um trecho de três quilômetros da estrada que conecta o porto de Los Angeles a Long Beach.

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Da Redação da BBC Mundo.

 


A cidade de São Paulo está entre as 20 finalistas do 
Prêmio Mayors Challenge 2016 da Bloomberg Philanthropies. A premiação, que recebeu inscrição de 290 cidades, busca iniciativas municipais ousadas que promovam o desenvolvimento urbano sustentável. A capital paulista concorre com o projeto “Ligue os pontos”, uma plataforma digital que pretende potencializar as políticas públicas relacionadas à cadeia de valor da agricultura local, envolvendo produtores, distribuidores e consumidores.

A proposta conecta as diversas ações da Prefeitura voltadas à geração de trabalho e renda com ênfase na agricultura, especialmente nas regiões mais periféricas da cidade. “O projeto resultada da identificação, primeiro, do conjunto de ações desenvolvidas por diversas secretarias e relacionadas ao crescimento da agricultura familiar e orgânica na cidade. Percebemos que existiam alguns gargalos que dificultavam uma melhor integração de toda essa cadeia, em especial na estruturação logística. Então, o projeto que foi submetido ao Mayors Challenge é uma ferramenta tecnológica que visa melhorar a conexão entre produtores e consumidores. E, em um segundo momento, pensamos no desdobramento da ferramenta que, entre outras possibilidades, geraria um ambiente propício para a incubação de modelos de negócio de impacto social para os diversos setores dessa mesma cadeia”, explicou Fernando Mello de Franco, secretário de Desenvolvimento Urbano.

Um dos pontos importantes da política pública da cidade com relação a essa cadeia foi a aprovação do Plano Diretor Estratégico (PDE), em 2014, que recupera a Zona Rural no município. Essa zona tinha deixado de existir na edição anterior do PDE, de 2002. Nas áreas demarcadas como territórios rurais, o novo PDE incentiva o desenvolvimento de atividades econômicas capazes de conciliar proteção ambiental com geração de emprego e renda, reduzindo a vulnerabilidade e a exclusão socioambiental nesses distritos.

A expectativa da Prefeitura é alcançar a meta de 30%, conforme previsto na Lei Federal 11.326 de 2006. Foto: UNICAFES

Outro exemplo foi a regulamentação da Lei 16.140, em abril deste ano, que torna obrigatória a inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar municipal. Na atual gestão, 22% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) são investidos na compra de produtos da agricultura familiar – até 2012, esse investimento era de apenas 1%. A expectativa da Prefeitura é alcançar a meta de 30%, conforme previsto na Lei Federal 11.326 de 2006. Hoje, o cardápio das escolas municipais inclui alimentos orgânicos ou de base agroecológica nas refeições dos alunos. Todas as unidades da rede municipal de ensino recebem, ao menos, um tipo de alimento da agricultura familiar e/ou orgânica. Entre os produtos que são comprados pela Prefeitura por meio de edital estão banana, laranja, tangerina, limão, arroz, feijão, farinha de mandioca, fubá, iogurte, carne suína, suco integral de uva, suco integral de laranja, óleo e soja.

Os alimentos in natura (como banana e laranja) são entregues pelos agricultores familiares, que terceirizam o serviço de logística, diretamente nas unidades educacionais. Os demais produtos são entregues em unidades centrais de abastecimento e posteriormente levados às escolas. Em ambos tipos de entrega, os alimentos são vistoriados com antecedência por técnicos da gestão municipal.O projeto apresentado para o Mayors Challenge, se aprovado, poderá contribuir para facilitar e ampliar a distribuição do alimento produzido pela agricultura familiar até a mesa das crianças nas escolas, por exemplo.

Segurança Alimentar

Por meio do departamento de Agricultura e Abastecimento da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan), a Prefeitura de São Paulo também tem desenvolvido programas para a capacitação e assistência técnica dos agricultores, além de auxiliar na venda e distribuição dos produtos, outro dos grandes desafios do produtor local.

Programa Agriculturas Paulistanas reúne ações para incentivar o desenvolvimento local, a preservação ambiental e a promoção da alimentação saudável. O objetivo é estabelecer um ciclo de desenvolvimento sustentável, com um processo de mapeamento e diagnóstico das propriedades rurais, cursos de formação e a priorização da produção local nas compras da Prefeitura.

Dentro do Programa Agriculturas Paulistanas também foram realizados outros dois projetos: a disponibilização da Patrulha Agrícola, que oferece aos produtores acesso comunitário a equipamentos como trator, carreta agrícola basculante, perfurador de solo e distribuidor de fertilizantes; e o Programa Hortas e Viveiros da Comunidade, que realiza a formação de agentes multiplicadores locais para atuarem junto às organizações comunitárias e aos coletivos sociais na implantação de projetos de agricultura urbana, com foco na geração de trabalho e renda.

Em 2015, a Prefeitura de São Paulo também abriu edital para ocupar espaços ociosos em feiras livres já existentes, garantindo a presença de mais feirantes nos bairros da cidade e ampliando o acesso da população a alimentos frescos. Também foram criadas, desde o ano passado, três novas feiras na cidade: duas ligadas à agricultura familiar e uma ligada à agricultura orgânica. Além disso, a Prefeitura já realizou três edições da Feira da Agricultura Familiar, que tem por objetivo aproximar o produtor rural familiar dos consumidores e garantir preços acessíveis.

Atualmente, a Cosan possui cerca de 405 produtores rurais cadastrados em seu banco de dados.

Compostagem

Em 2014, a Prefeitura de São Paulo lançou um projeto de inédito de compostagem doméstica, em que foram distribuídas, gratuitamente, duas mil composteiras para famílias cadastradas. O objetivo do programa é diminuir a quantidade de resíduos orgânicos que vão para os aterros da cidade.Já em dezembro de 2015, foi inaugurado a primeira central de compostagem da Prefeitura de São Paulo, como parte do Programa Feiras e Jardins Sustentáveis. O pátio, localizado na região da Lapa, foi criado para evitar que resíduos orgânicos (frutas, legumes e verduras) coletados nas feiras livres de São Paulo fossem descartados em aterros sanitários.

No local, são processadas 35 toneladas semanais de resíduos orgânicos, produto que é coletado em 26 feiras da região da Lapa, além dos resíduos de podas e jardinagem. O material produzido é utilizado pela subprefeitura na preservação de áreas verdes e em programas ambientais, além de ser distribuído para pequenos agricultores e hortelões urbanos e orgânicos ecológicos da cidade. Após o sucesso desta iniciativa piloto, a prefeitura prevê a instalação de outros pátios de compostagem distribuídos pela cidade. 

Premiação Internacional

Para a próxima etapa do Mayors Challenge 2016, a Prefeitura de São Paulo, por meio de uma equipe interdisciplinar, irá aprimorar a proposta da plataforma, que deve ser reapresentada em setembro para a Bloomberg Philanthropies.O vencedor do Mayors Challenge 2016 recebe um aporte de US$ 5 milhões da Bloomberg Philanthropies para implementar o projeto. Os outros quatro melhores colocados também recebem prêmios no valor de US$ 1 milhão. Além disso, haverá apoio técnico e consultoria para a implementação de cada projeto selecionado.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Portal da Prefeitura.
 


Uma startup do Arizona (EUA), criou um ônibus que reúne tudo o que seria um veículo do futuro. Batizado de Olli, o ônibus é impresso em 3D, com direito a algumas partes recicláveis, é movido a energia elétrica e não precisa de motorista, com capacidades totalmente autônomas e que podem ser usadas em um modelo de corrida sob demanda, como o Uber. Quanta coisa, né? Já mencionei que uma parceria com o Watson, plataforma cognitiva da IBM, leva comandos de voz para o veículo?
 

Quem produziu tudo isso foi a Local Motors, empresa que cria conceitos fora da caixa que podem dar muito certo no mercado. O último lançamento deles foi o Strati, um carro que também foi impresso em 3D. No caso do Olli, o modelo é ainda mais interessante porque ele também é autônomo e pode ser usado para compartilhamento de corrida. O plano da empresa é abrir micro-fábricas nos Estados Unidos — e no mundo — para produzir o ônibus sob demanda.

Já que o projeto em 3D está pronto, é basicamente uma questão de conseguir os materiais necessários e esperar algum comprador. Em cerca de 11 horas — 10h para a produção e 1h para a montagem — o Olli sai da fábrica pronto para ser usado. E, por meio de parcerias, já pode sair pelas ruas. Em entrevista à AFP, John Rogers, cofundador e CEO da empresa, disse que é apenas uma questão das autoridades reguladoras permitirem o uso do Olli.

Interior do Olli. Foto: Divulgação.

Um dos maiores desafios para o Olli é o que Rogers chama de fielding, ou seja, adaptar o Olli às especificações locais de cada região e oferecer o serviço para governos locais e outros compradores. A comparação com o Uber é válida porque os passageiros podem chamar o veículo a partir de um aplicativo no celular. Ele carrega até 12 pessoas. Imagina que legal se essa ideia emplaca e podemos ir de ônibus impresso em 3D ao trabalho? O custo de produção do Olli não foi revelado, mas o Strati era vendido por US$ 5 mil.

A parceria com a IBM traz a inteligência do Watson para o miniônibus. Com comandos de voz que reconhecem linguagem natural, o passageiro pode falar “me leve ao trabalho” e também perguntar como o Olli funciona. Graças à aprendizagem de máquina, também será possível recomendar destinos aos passageiros. Como aponta o Recode, esse é o começo da transição de motoristas de ônibus humanos para ônibus autônomos.

Para testar a tecnologia, a Local Motors fará várias corridas no evento da empresa que acontecerá em National Harbor, a 16 km da capital dos Estados Unidos, Washington, DC. Visitantes poderão ver como funciona o processo de fabricação e futuramente até crianças poderão aprender como se dá a reciclagem de carros impressos (que conceito). Um porta-voz da Local Motors disse que é possível que haja centenas de Olli’s até o final do ano, com programas-piloto na Flórida e em Nevada.

Será que esse projeto vai dar certo?

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Por  no Tecnoblog.

 


A Coca-Cola, a PepsiCo e a Ambev (fabricante do Guaraná Antártica, Soda e Sukita) anunciaram nesta quarta-feira (22) que vão deixar de vender refrigerantes para escolas com alunos de até 12 anos de idade.

Segundo as três empresas, os refrigerantes devem parar de ser vendidos nas escolas a partir de agosto.

Em lugar da bebida, serão vendidos nas cantinas escolares apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.

A iniciativa, de acordo com as empresas, tem o objetivo de combater a obesidade infantil. As fabricantes justificam que, no momento do recreio, os alunos vão à cantina da escola sem orientação ou a companhia de responsáveis e podem acabar consumindo açúcares em excesso.

"Crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo", informaram em nota. 

A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. As empresas também pretendem fazer ações de sensibilização para que supermercados, atacados e outros estabelecimentos não vendam suas marcas de refrigerante para as escolas.

O comunicado das empresas

"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. O novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.

No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada.

A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa.

As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor."

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Do UOL, em São Paulo.

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