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Quando somos crianças, não temos muito apego pela funcionalidade das coisas e seu papel no mundo. Elas são o que queremos ver nelas, fazemos com elas o que nos parece o certo, ou mesmo o que parece funcionar.

Uma caixa hoje em dia é só aquela coisa de papelão que usamos pra guardar coisas ou movê-las de um lado para o outro. Para uma criança, é um barco, um castelo, tanque de guerra, caverna, esconderijo, armadura, fantasia, chapéu, carro…

É bem interessante pensar que vamos “aprendendo” a colocar rótulos em tudo com que temos contato (“uma caixa”, “uma porta”, “uma colher”) e nos atemos somente a sua função básica. Isso é normal e o mais lógico a se fazer. Afinal, economiza-se energia e tempo com esses “atalhos de pensamento”.

Mas uma parte importante da nossa criatividade, a de pensar potencialidades e eventualidades, acaba sendo retraída. E reaprender a ver o mundo assim é uma das coisas mais difíceis que existem.

Já dizia Picasso “Com 15 anos já desenhava como Rafael, mas passei o resto da vida aprendendo a desenhar como criança”.

Essa reflexão é muito bem expressa pela nova campanha do Museu da Infância de Londres, assinada pela AMV BBDO, que convidou artistas a olharem de uma maneira diferente para diversos objetos do cenário das ruas londrinas.

Veja mais exemplos no UptadOrDie!http://goo.gl/ZRg9g9

 

O primeiro Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional da cidade acaba de ser inaugurado, aproveitando um grande edifício que era subutilizado como Banco de Alimentos na Vila Maria.

O prefeito Fernando Haddad e o ministro de Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias compareceram à cerimônia de inauguração, evento com lotação completa, uma vez que também tinha início nessa tarde a VI Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.

Ampliação

Segundo a Supervisão Geral de Abastecimento, coordenadora do programa, o objetivo do Centro é “assegurar o compromisso do governo municipal no combate à exclusão social e no estímulo aos hábitos alimentares saudáveis da população”.  Essa proposta está consignada na Meta 13 do Programa de Metas da atual gestão municipal.  A Supervisão Geral de Abastecimento é subordinada à Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo. “Esse espaço abriga o Banco de Alimentos, que existe desde 2002, e que recebia 100 toneladas/mês de alimentos.  Hoje amplia essa capacidade para 350 toneladas/mês, com mais de 300 entidades cadastradas”, afirmou o secretário Artur Henrique.

Direito

O Centro de Referência reformou todo o espaço de 12 mil m2, e além de receber e distribuir alimentos, através do Banco de Alimentos, pretende realizar ações de educação nutricional, promovendo hábitos alimentares saudáveis e facilitando o acesso regular aos alimentos de qualidade para a população em vulnerabilidade social.  O ministro Patrus Ananias lembrou que desde 1993 o direito à alimentação foi equiparado a outros direitos fundamentais da humanidade. Haddad e Ananias assinaram a adesão da prefeitura paulistana ao SISAN – Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, para a implantação de políticas de incentivo à produção e ao consumo de alimentos naturais e comida orgânica de qualidade.

Beneficiária

Vera Nascimento, Anna Adília e Beatriz Lopes, do Centro de Convivência Infanto-Juvenil Thomaz Gouveia Netto, relataram que a entidade, sediada na Cachoeirinha, recebe hortifrutis do Banco de Alimentos há muito tempo.  “A cada mês, a cada 40 dias, recebemos tomate, melancia, maracujá, laranja, mandioca, entre outros alimentos, além de material de higiene”, contou Vera.  O CCIJ, membro da Rede Social Zona Norte, atende 124 crianças de 6 a 14 anos, no horário de contra-turno escolar. 

Minudências

- A Meta 13 do Programa de Metas 2013-2016 da prefeitura se compromete a implementar quatro centros de referência em segurança alimentar e nutricional e desenvolver ações de apoio à agricultura urbana.
- Na área externa do prédio produtores rurais de cidades interioranas como Ribeirão Branco e Guapiara vendiam seus produtos direto da roça, sem intermediários.
- Após o e evento de inauguração teve início a VI Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutrição, com o tema “Comida de Verdade no Campo e na Cidade:  Por Direitos e Soberania Alimentar”.
- Nas sete pré-Conferências regionais na cidade foram escolhidos mais de 200 delegados para participar da Conferência Municipal. 
- A Conferência teve três eixos temáticos: 1 – Comida de Verdade: avanços e obstáculos para a conquista da alimentação adequada.  2 – Dinâmicas em curso e escolhas estratégicas para uma política de segurança alimentar.  3 – Participação social e intersetorialidade na construção do SISAN – Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Britto no Portal ZNnaLinha.


Quando assistimos a discussão relacionada ao trecho norte do rodoanel, muitas vezes podemos pensar que os argumentos em torno da preservação da mata atlântica, do comprometimento do abastecimento hídrico e do terrível impacto no meio em ambiente em geral são exagerados.

Mas basta visitar a região do Tremembé e da Cantareira para ver a destruição ambiental que homem fez por ali nas últimas décadas.

O local que antes era uma mata virgem, repleto de animais selvagens e de águas cristalinas hoje está tomado de grandes construções e de grandes mansões de pessoas que muitas vezes sequer dão atenção ao meio ambiente que estão envolvidos.

A região compreendida entre a rua Maria Amália Lopes de Azevedo e a altura do número 6200 da avenida Nova Cantareira abriga três antigas fontes de água mineral e todas elas estão esquecidas, abandonadas e poluídas.

As fontes são Gioconda, São Pedro e Fontalis. Reservas de água mineral que muitos de nossos familiares (e até alguns de nós) chegaram a conhecer e consumir.

A Fontalis foi tão importante para a região que acabou por originar um bairro que homenageia a fonte, o Jardim Fontalis. Já as outras duas fontes não chegaram a virar nome de bairro, mas são igualmente históricas e até hoje estão na memória de pessoas que moram ou já moraram na região, em um época que a poluição e o desmatamento sem controle não havia ainda chegado ao extremo norte da capital paulista.

Das três fontes citadas, conseguimos entrar em duas delas. Em uma delas um supermercado da região protege a fonte como pode e na outra, depois de anos abandonada hoje está cercada e ocupada.

Fonte São Pedro

clique na foto para ampliarclique na foto para ampliarFoto: Douglas Nascimento.


A antiga Fonte São Pedro está localizada na rua Maria Amália Lopes Azevedo e embora ainda esteja bem cuidada e razoavelmente preservada, não é percebida por quem anda ou trafega na região. Para vê-la é preciso entrar no estacionamento do Supermercado Sonda, uma vez que a velha fonte fica junto da área do estabelecimento.

A fonte, deixou de ser um local para coleta de água mineral e hoje está fechada. O local, embora tenha sua entrada pelo estacionamento do Sonda não pertence ao supermercado. Aliás, até hoje saber quem é o proprietário atual da área parece ser um problema. Segundo Renata Tomasetti, assessora de imprensa do Sonda, a rede gostaria de comprar a área e recuperá-la mas o local parece sequer ter documentação.

O lindo pórtico que dá entrada à fonte ganhou um portão que agride o visual harmônico da estrutura e a mureta ganhou grades. A natureza, que ainda está por ali bastante poluída, virou prisioneira do homem.

Com autorização do Sonda entramos na velha fonte de água. O local ainda encanta, tal qual como deveria encantar décadas atrás as pessoas que iam até lá em busca de água. Por dentro há tanto capricho na arquitetura como por fora, com lindas colunas salomônicas, uma escadaria e uma bica (fotos a seguir). A umidade está maltratando um tanto mais o seu interior que, diferente do exterior, não recebe muitos cuidados. 

A Fonte São Pedro foi inaugurada em 1922 por Affonso Natacci e canalizada por A. Cownley Slater.

Fonte Gioconda

clique na foto para ampliarclique na foto para ampliarFoto: Douglas Nascimento.

“Tales Sunt Aquae Qualis Est Terra Per Quam Fluunt” ou “A água é tal qual a terra por onde ela corre”  é a frase do pensador romano Plínio, O Velho, que estava escrita no lindo mural de azulejos que dá entrada a fonte mais alta da região, a Fonte Gioconda.

Digo “estava escrita” porque inicialmente vários azulejos que faziam parte do mural já não estão mais lá. Caíram pela ação do tempo ou foram arrancados por vândalos. Já em 2014, 3 anos depois de visitarmos o local pela primeira vez descobrimos que as pessoas que invadiram a área da fonte para morar, decidiram passar um tinta sobre os azulejos, um crime contra nossa história.

Hoje o local mais lembra mesmo uma ruína romana, com partes de uma casa, escadarias arruínadas e tomadas pelo mato e pela vegetação. O que o homem construiu, parte já foi retomada pela natureza e hoje é quase impossível localizar o local por onde a água brota. Só é possível notar, no meio a densa vegetação, o fluxo da correnteza e chegar perto dela como fizemos é um ato perigoso. As escadarias estão quebradas e úmidas e as pedras estão repletas de limo.

O local, que outrora foi uma das fontes de água da região da Cantareira, hoje serve como um quadro de como o homem não cuida da natureza. No lugar de água potável, água suja e contaminada. No lugar de pedras naturais da região, entulho. E entulho este que é descartado muitas vezes pelo nobre casario da região, como podemos constatar em pouco mais de uma hora que ficamos no local. 

Mas o lugar ainda desperta emoção. Impossível não entrar ali e não se emocionar com a imbecilidade do homem. Impossível não se lembrar que poucas décadas atrás era possível beber a água dali. Também é impossível não admirar o pouco que resta do mural e do estabelecimento que ali existia, hoje em ruínas.

No passado a fonte teria pertencido a Rigoletto Mattei, mas não conseguimos confirmar esta informação.

Fontalis

clique na foto para ampliarclique na foto para ampliarRara imagem da Fontalis em funcionamento (1936) do acervo de Otto Triebe.

Terceira fonte de água mineral da região, a Fontalis, que fica na mesma rua que a Fonte São Pedro. No entanto, é quase impossível vê-la ou fotografá-la pois está em uma propriedade com muros muito altos. Ela esteve ativa na região até alguns anos atrás, sendo a última a ser desativada. As duas fotografias abaixo, de 1936, são raras imagens da Fontalis em pleno funcionamento e foram enviadas pelo leitor Otto Triebe.

Infelizmente, há muito pouco material sobre as Fontes São Pedro, Gioconda e Fontalis disponível para pesquisa. Achar alguma informação é quase impossível. 

Que a frase de Plínio, o velho, que está na Fonte Gioconda, um dia possa ser melhor representada.

***
Por Douglas Nascimento no SP Antiga.

 

Nas pistas expressas, velocidade cairá de 90 km/h para 70 km/h. Para o secretário Jilmar Tatto, objetivo da redução é evitar morte de pedestres. 


A redução das velocidades das marginais Tietê e Pinheiros passará a valer no dia 20 de julho, segundo informou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, nesta quarta-feira (1). Os carros já poderão ser multados a partir do mesmo dia 20, uma segunda-feira.

As placas sinalizando os novos limites de velocidade serão instaladas até o dia 20. Anunciada para ser implantada até o fim de junho, a redução de velocidade acabou adiada para julho. A velocidade nas pistas expressas cairá de 90 km/h para 70 km/h. No caso dos caminhões, o limite será de 60 km/h.

Nas pistas locais e centrais, a redução será de 70 km/h para 60 km/h. Em alguns trechos como de curvas e onde há faixas de ônibus, a diminuição será de 60 km/h para 50 km/h.

Nesta terça, o secretário disse que a redução é para evitar morte de pedestres. “É uma questão de salvar vidas. E, para salvar vidas e trazer segurança das pessoas na cidade de São Paulo, não é uma questão de convencimento, é uma questão da dignidade da vida das pessoas."

Redução de velocidade

Ruas e avenidas da região da Consolação estão com a velocidade máxima menor desde segunda-feira (29). Entre as que tiveram redução para 40 km/h estão as ruas Augusta, Frei Caneca, Peixoto Gomide, Barata Ribeiro e Bela Cintra. Na Avenida Nove de Julho, entre a Praça da Bandeira e o final do Túnel Daher Elias Cutait, a velocidade máxima caiu para 50 km/h.

Já os trechos da Rua da Consolação, entre a Avenida Paulista e a Rua João Guimarães, e da Avenida Paulista, entre a Consolação e a Nove de Julho, não sofreram alterações e continuam com velocidade de 50 km/h, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Márcio Pinho, G1 São Paulo.

 


Nova York se juntou às cidades que declararam guerra contra as embalagens, pratos e copos de isopor, material que é tão atraente para os negócios quanto tóxico ao meio ambiente.

A partir desta quarta-feira, está proibido vender, oferecer ou possuir qualquer produto feito de isopor na metrópole americana. Empresas e comerciantes têm seis meses para se adaptar. Depois desse prazo, serão multadas.

"Produtos feitos de isopor causam um grande prejuízo ao meio ambiente e não há mais lugar para eles em Nova York", disse o prefeito da cidade, Bill de Blasio.

Mas por que o isopor está sob fogo cerrado? Aliás, de que exatamente é formado o material? Por que não é possível reciclá-lo? Confira alguns detalhes sobre um dos maiores inimigos dos ambientalistas.

O que é isopor?

Comercializado nos Estado Unidos com o nome de Styrofoam, o isopor foi inventado pelo cientista da empresa Dow Chemical Otis Ray McIntire em 1941.

Para fazê-lo, pequenas quantidades do polímero poliestireno são misturadas com produtos químicos para se expandiram 50 vezes do seu tamanho original.

Após o resfriamento, essa massa é então colocada em moldes – seja de um copo ou de uma embalagem – e passa por um novo processo para expandi-la ainda mais, até que o molde seja totalmente preenchido e as contas se fundirem.

O produto final é leve, barato – 95% de sua composição é ar. Suas propriedades isolantes e seu custo barato tornaram o isopor uma escolha atraente nos negócios.

Por que ele é tão prejudicial ao meio ambiente?
Há uma estimativa de que apenas nos Estados Unidos 25 bilhões de copos de café de isopor são jogados no lixo em um ano – para efeito de comparação, 100 bilhões de sacolas plásticas são descartadas anualmente.

Em 2006, por exemplo, 135 toneladas de produtos de isopor foram despejadas em lixões em Hong Kong – menos de 5% de todo o lixo plástico descartado no país.

Mas mesmo o isopor representando uma parcela pequena do lixo, ambientalistas afirmam que o problema ganha outras dimensões quando ele chega no mar.

Segundo Douglas McCauley, professor de biologia marinha da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, há dois problemas causados pelo isopor para os animais marinhos, um químico e o outro, mecânico.

"O mecânico é bem fácil de se ver. Encontramos espuma de isopor no intestino de animais – e isso pode ser letal", diz.

Já o aspecto químico tem a ver com a propriedade absorvente do material. "O isopor age como uma pequena esponja poluente, capturando todos os compostos que mais contaminam o oceano. E então um animal engole isso, pensando ser uma água-viva"

E isso não é perigoso apenas para os animais marinhos para o oceano como um todo. Pode também ser prejudicial para os humanos.

"É preocupante que um peixe que ingeriu tudo isso acabe nas nossas mesas", afirma.

Por que não é possível reciclá-lo?
A dificuldade em reciclar o material é uma das principais razões para Nova York banir o material.


Kathryn Garcia, responsável pelo sistema sanitário da cidade, afirmou: "Ninguém conseguiu até agora provar que seja possível reciclá-lo em larga escala, e tampouco há mercado para isso."

Devido ao processo químico usado em sua confecção, é quase impossível transformar, por exemplo, um prato de isopor em uma embalagem feita do mesmo material.

Há, no entanto, alguns métodos sendo testados, como reciclagem térmica. Mas sua viabilidade em termos de custo e logística de transporte ainda é um problema.

Quais as alternativas?
O McDonalds começou a deixar de usar embalagens de isopor nos anos 90 – e em 2013 abandonou totalmente o material, o substituindo por alternativas feitas com papel.

Já o Dunkin'Donuts agora faz seus copos com um composto mais fácil de ser reciclado, o polipropileno – um tipo de plástico bastante usado para embalagens para levar comida para casa. No entanto, o produto é mais caro que o isopor.

Astrid Portillo, dona do restaurante Mi Pequeno El Salvador, no bairro nova-iorquinho de Queens, disse ao jornal New York Daily: "Eu vou ter de aumentar os preços no meu cardápio com essa nova lei."

O prefeito de Blasio, no entanto, acredita que há meios para evitar aumentos como esse.

"Se mais cidades no país seguirem nosso exemplo e criarem vetos semelhantes, isso pode aumentar a demanda por esse produtos alternativos e baratear seus custo."

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Fonte: BBC Brasil.

 

Instrumento fundamental para o planejamento urbano e prevenção de risco, a Carta Geotécnica está disponível na página de dados abertos da SMDU. 

Cumprindo mais uma etapa do novo Plano Diretor Estratégico, sancionado em 30 de junho de 2014, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) acaba de divulgar em formato aberto a Carta Geotécnica do Município de São Paulo – medida prevista no artigo 299 do novo PDE.

O documento oferece dados a respeito dos tipos de solos, morfologia do relevo, drenagem, dentre outras informações, que possibilitam orientar a ocupação urbana de forma adequada e segura.

A carta Geotécnica ainda prevê diretrizes para que os novos loteamentos sejam construídos de forma equilibrada com as condições de suporte do meio físico. Tal interpretação permite avaliar potencialidades e limitações ao uso e ocupação do solo, consolidando assim mais uma ferramenta de apoio à política de desenvolvimento urbano para estabelecer padrões de ocupação mais adequados às diferentes regiões da cidade.

Para conferir a Carta geotécnica, acesse: http://goo.gl/oj7bNb

Fonte: Gestão Urbana.

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