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A coleta seletiva contribui para a preservação do meio ambiente e nos dá a opção de adotar práticas cotidianas mais sustentáveis. Além disso, em casa, podemos criar alternativas eficazes para diminuir a geração de resíduos. Para ajudar nessa missão, fizemos uma lista com sete dicas simples para adotar no dia a dia. Topa experimentar?

1. Evite o desperdício de alimentos 

Antes das compras, é importante se planejar e saber exatamente do que se precisa. Já na hora de cozinhar, devemos levar à panela apenas o necessário. É importantíssimo ficar ligado no aproveitamento máximo das frutas, verduras e dos legumes. Cascas, folhas e talos são ricos em vitamina e não devem ser jogados fora, por exemplo.

Foto: Chico Castro.

2. Fique atento ao plástico

O plástico é hoje um problema mundial e boa parte dele acaba nos rios e oceanos. Por isso, fique muito atento ao descarte desse material. Evite as sacolas plásticas e tenha sacolas reutilizáveis para as compras. Jamais jogue garrafas e sacos no chão da rua nem descarte o plástico no lixo comum: destine-o à coleta seletiva ou aos PEVs (Pontos de entrega Voluntária de recicláveis) da cidade de São Paulo.

3. Crie novos usos para os utensílios 

Sabe a xícara quebrada? E a garrafa de vinho vazia? Esses são dois bons exemplos de objetos que você pode transformar em vasos criativos e exclusivos para deixar a sua casa mais bonita. Reutilizar quase sempre significa dedicar um novo olhar a tudo o que vamos descartar, afinal, há muita matéria-prima que, com um pouquinho de criatividade, ganha vida nova e não precisa ir para a lixeira. Tente.

4. Menos descartáveis e embalagens 

Em casa, esqueça de vez copos, pratos e talheres descartáveis e sempre dê preferência a itens com maior vida útil. Outra dica é estar sempre atento ao volume de embalagens que acompanha certos produtos: toda embalagem vira lixo muito rápido e deve ser evitada. Prefira comprar alimentos a granel, abasteça-se com frutas e verduras das feiras livres e adote materiais de limpeza e cosméticos que possam ser reabastecidos com refil.

Foto: Chico Castro.

5. Mantenha o guarda-roupa sustentável 

Abra o armário e seja extremamente crítico: quantas roupas e sapatos estão guardados ali há muito tempo sem que você os use? Chegou a hora de partir para uma mudança radical. Troque, venda, doe ou repasse tudo o que você não quer mais. Tudo mesmo! O que não serve para a gente, sempre serve para alguém. O inverso também vale: na hora de renovar o vestuário, uma alternativa descolada e econômica é comprar roupas usadas, à venda em brechós.

Foto: Chico Castro.

6. Vida lonha aos brinquedos 

Ensine os pequenos a conservar os brinquedos desde cedo, estimulando a valorização deles e explicando que têm vida longa e sempre podem servir para outras crianças. Quando o brinquedo já não agradar tanto assim, é hora de passar para alguém mais novo. Quebrou? Conserte. Ou até mesmo invente novos brinquedos reunindo as partes quebradas.

7. Composte os resíduos orgânicos

Que tal criar sua própria horta em casa? É saudável e sustentável. Aproveite e adote uma composteira (sistema para armazenar matéria orgânica como restos de frutas e verduras e cascas de ovos que, decompostos por bactérias e fungos, transformam-se em fertilizante)para aproveitar os resíduos orgânicos gerando adubo para nutrir a terra de vasinho e canteiros.

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Fontes: SP Cidade Gentil, Programa de Sustentabilidade do Sesc SP, Morada da Floresta e Associação de Agricultura Orgânica.

Ecoponto é um lugar para levar apenas material reciclável, não é? Não. Mas pergunte aos paulistanos e a resposta será semelhante a essa, sempre com uma interrogação no final. Para tirar as principais dúvidas fizemos um guiado que são, para que servem e onde estão localizados na cidade de São Paulo.

Avenida São João nas proximidades do Vale do Anhangabaú, São Paulo – década de 40. Foto: Acervo IMS.Avenida São João nas proximidades do Vale do Anhangabaú, São Paulo – década de 40. Foto: Acervo IMS.

Na década de 1940, em plena expansão populacional e industrial que transformaria a capital paulista numa metrópole, São Paulo foi documentada pela fotógrafa suíça Hildegard Rosenthal (1913-1990).

Rosenthal chegou ao Brasil em 1937, fugindo do nazismo. Em São Paulo, se tornaria uma das primeiras fotojornalistas da impressa nacional, realizando reportagens para veículos estrangeiros e nacionais, como os jornais O Estado de S. Paulo e Folha da Manhã.

Junto com os fotógrafos Militão Augusto de Azevedo (1837-1905), Guilherme Gaensly (1843-1928) e Aurelio Becherini (1879-1939), Hildegard Rosenthal construiu a memória fotográfica da São Paulo “antiga”. As imagens desta matéria fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles e estão no livro Metrópole (2010).

Edifício Barão de Iguape na praça do Patriarca – década de 40.


Viaduto do Chá e Edifício Mappin ao fundo – década de 40.

 

Rua do Seminário e o Edifício Martinelli ao fundo – década de 40. O Edifício Martinelli, inaugurado em 1929, foi o maior arranha-céu da América Latina e também um dos mais charmosos.

 

Avenida São João com a rua Líbero Badaró, São Paulo – década de 40.

 

Praça do Correio. O quarteirão à esquerda desapareceu com a abertura da avenida Prestes Maia – década de 40.

 

Rua 15 de Novembro e Largo da Sé ao fundo – década de 40.

 

Largo da Sé e a Catedral sendo construída – década de 40.

 

Mercado Municipal – década de 40.

 

Mercado Municipal, São Paulo – década de 40.


Mercado Municipal, São Paulo – década de 40.

 

Café na Estação da Luz – década de 40.

 

Ponto de ônibus no centro da cidade - década de 40.

 

Moradora lê jornal no Centro de São Paulo - década de 40.


Casal no bar - década de 40.


Leitor de jornal - 1939.

 

Confeitaria no bairro da Liberdade, São Paulo – década de 40.

 

Rua Direita com a rua 15 de Novembro, a partir do Largo da Sé, São Paulo – década de 40.

 

Bairro da Liberdade, São Paulo – década de 40.

 

Vendedor de frutas na esquina da ladeira Porto Geral com a rua 25 de Março – década de 40.

 

Criança, homem e vendedor na rua - década de 40.

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Alexandre Belém no blog Sobre Imagens.


Os professores e alunos da escola primária de Bridge Farm em Whitechurch, Bristol, tinham à sua espera uma enorme surpresa quando regressaram, esta segunda-feira, de um período de férias: numa das paredes da escola, Banksy, o célebre artista de rua, deixou-lhes um mural, pintando uma criança que brinca com um pneu em chamas junto a uma pequena casa.

Além do mural, uma mensagem dirigida aos alunos foi deixada no local e posteriormente entregue aos responsáveis da escola, que fica na região de onde o próprio Banksy é natural: "Cara escola primária de Bridge Farm, obrigada pela vossa carta e por darem o meu nome a um dos vossos pavilhões. Por favor, fiquem com esta imagem e, se não gostarem, sintam-se à vontade para acrescentar coisas. Estou certo de que os professores não se irão importar. Lembrem-se, é sempre mais fácil obter perdão do que autorização. Com amor, Banksy".

Segundo a BBC, Banksy decidiu presentear a escola depois de ter conhecimento que os alunos, considerando-o o herói local, tinham decidido dar o seu nome a um pavilhão do estabelecimento. A escola fez questão de enviar aos agentes do artista uma nota informando-o da escolha dos pequenos estudantes, à qual Banksy respondeu com um exemplo da sua arte.

A equipe que trabalha com o artista britânico já confirmou que o trabalho é autêntico e o diretor da escola garante que não vai vender o mural - as obras de Banksy têm sido comercializadas por muitos milhares de euros. "Tenho a certeza de que vai inspirar as crianças. Tivemos de fazer algumas chamadas esta manhã para ter a certeza de que ninguém vai limpar o mural", disse o diretor da escola primária, Geoff Mason, ao Bristol Post. "Julgo que terá sido feito durante o fim de semana e completo na noite passada, mas não temos a certeza", admitiu. Mais uma vez, Bansky conseguiu iludir a vigilância e deixar uma obra inesperada, num local inusitado. Este será o primeiro mural do artista numa escola primária.


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Da redação do Diário de Notícias.


O prefeito Fernando Haddad recebeu na tarde desta quinta-feira (2) 16 representantes da comunidade do samba paulistano para discutir uma política pública que consolide o reconhecimento dessa cultura centenária na cidade de São Paulo. Entre as propostas estão a criação de um roteiro cultural permanente e a promoção de eventos para comemorar os 100 anos da gravação do primeiro samba, que serão completados em dezembro.
 
Além disso, uma das sugestões é criar Clubes do Samba no programa Rua Aberta, que abre uma via por subprefeitura para as pessoas aos domingos. “O programa já é um espaço aberto ao samba. Outro dia eu fui para a Avenida Paulista e tinha uma roda de samba. Nunca tinha visto antes lá”, contou Haddad. O prefeito se comprometeu a analisar formas de viabilizar os dez pontos propostos pelo documento apresentado pelos sambistas. “O que estou vendo aqui não tem nenhum bicho de sete cabeças. Todas as dez agendas propostas são fatíveis. São ações baratas e de reconhecimento. São gestos, mais do que ações. Gestos concretos para mudar a cara da cidade”, disse o prefeito.
 
Para a sambista e deputada estadual Leci Brandão, a reunião representou um momento importante de aproximação da Prefeitura com as reivindicações das comunidades do samba.  “A cidade de São Paulo tem uma vida de samba ativa, legítima, viva, mas que infelizmente nem sempre é mostrada. Nos grandes eventos, o samba mais tradicional, feito de forma mais independente e mais sacrificada, nunca tem um protagonismo”, afirmou.
 
O samba paulistano criou raízes no bairro da Barra Funda, na segunda metade do século 19, com a mistura das manifestações culturais do interior do Estado com o samba carioca, que chegava pelas linhas férreas da região. Hoje, há rodas de samba e artistas em todo o território da cidade.
 
“Queremos ser reconhecidos como entidade cultural. Nós fazemos samba o ano inteiro e não só no Carnaval”, apontou Kaxitu Campos, presidente da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP). As artistas Duda Ribeiro e Tia Cida, ambas da Velha Guarda, engrossaram esse coro e defenderam a importância de dar mais espaço para o samba nas políticas públicas culturais da cidade. “Sou artista da comunidade. Não estou na Globo, mas estou na boca do povo há 40 anos. Tenho muita fé que este encontro de hoje será o marco para ações concretas”, disse Duda Ribeiro.
 
Além deles, participaram do encontro Moisés da Rocha, jornalista; Marquinhos Jaca, presidente da Associação de Sambistas, Terreiros e Comunidades do Samba de São Paulo – ASTECSP; Osmar Costa, empresário da área musical e vice-presidente do GRCES Rosas de Ouro; Alexandre Alves, diretor de carnaval da União das Escolas de Samba Paulistana – UESP;  Daniela Oliveira, representando a Comunidade do Samba da Laje; Reinan Rocha, representando a Comunidade do Samba do Maria Cursi; Julio Marcos, representando a Comunidade do Samba na Feira; Eloisa Dias, representando o Terreiro de Compositores; Fernanda de Paula, diretora cultural da Associação de Sambistas, Terreiros e Comunidades do Samba de São Paulo – ASTECSP; Yvisson Pessoa, cantor e compositor, representando o coletivo de sambistas independentes; e Paulo Henrique - PH, coordenador do Pagode Segunda sem Lei.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Portal da Prefeitura. 

 


Por três dias (23, 24 e 25 de maio), bares e restaurantes de sete cidades brasileiras – e em 12 outros países – se tornaram cenário de uma atividade pouco comum para esses ambientes: conversar sobre ciência. Sem deixar, claro, de comer e beber. Era o Pint of Science, um festival criado na Inglaterra em 2013 com a intenção de aproximar os pesquisadores de um público mais amplo além da universidade. Nada como o cenário descontraído de um bar à noite.

Realizado pela segunda vez no Brasil, este ano o festival se espalhou. A primeira edição ocorreu em 2015 e apenas São Carlos, no interior paulista, aderiu. Em São Paulo, aconteceram palestras em cinco endereços diferentes, sempre com temas de interesse geral e títulos chamativos e bem-humorados – uma estratégia para atrair o público de fora da universidade, segundo a coordenadora geral do evento no Brasil, a bióloga Natalia Pasternak Taschner. “Queríamos mostrar que a ciência está presente na vida de todos, trazendo o assunto para perto do cotidiano”, explicou. Um exemplo foi a palestra “Como a ciência explica os ups and downs na vida de Amy Winehouse”, ministrada pela farmacologista Rosana Camarini, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que originalmente se chamava “O mecanismo bioquímico e molecular das drogas”.

Já no primeiro dia, a organização do evento foi surpreendida pelo público numeroso na Cervejaria Nacional, no bairro de Pinheiros. Eram principalmente jovens, interessados nas palestras sobre fotoneuromodulação (tecnologia que usa a luz para combater a dor) e história evolutiva de dinossauros. “Inicialmente, abrimos 40 lugares para reserva, mas lotou rápido. Ocupamos cerca de 80 e, por questão de segurança, algumas pessoas ficaram fora”, contou o biólogo Luiz Gustavo de Almeida, organizador do Pint of Science em São Paulo. Os dinossauros ficaram a cargo do zoólogo Paulo Miranda do Nascimento, que atraiu boa parte do público por meio de seu canal no YouTube, o “canal do Pirula”, seguido por quase 450 mil pessoas. Entre seus fãs presentes na cervejaria estavam três estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que mantêm um canal de ciência na internet, o SciBreak, e vieram de carro no mesmo dia trazendo camisetas com temas científicos para distribuir entre os participantes.

Na pizzaria D. Firmina, a bióloga Marie-Anne Van Sluys falou sobre como bactérias estão em toda parte. Foto: Maria Guimarães.

Outro restaurante que acolheu o evento foi a pizzaria D. Firmina, no bairro de Moema, que no dia 24 recebeu o casal de professores biólogos Marie-Anne Van Sluys, do Instituto de Biociências da USP, e Carlos Menck, do ICB-USP. Falando, respectivamente, sobre como bactérias estão em toda parte, inclusive dentro de cada célula de uma pessoa (na forma de mitocôndrias, as usinas celulares de energia), e sobre as relações entre DNA, envelhecimento e câncer, a dupla conduziu uma conversa informal com cerca de 30 pessoas comendo pizza. “Foi um desafio, não estou acostumada a falar com esse tipo de público”, contou Marie-Anne, satisfeita com a experiência. Embora parte das pessoas parecesse ter alguma formação em biologia, em sua maioria não eram conhecidos dos palestrantes.

Para o biólogo Henrique Neves, esse tipo de evento supre uma lacuna na comunicação da ciência no Brasil. Responsável pela organização das palestras na Laundry Deluxe, no bairro dos Jardins, ele falou sobre mutações genéticas para um público jovem, de formação diversificada e bastante animado. “Estamos acostumados a falar com os nossos pares na universidade”, disse. “Temos que nos aproximar da sociedade para que ela entenda a importância da ciência, no Brasil financiada principalmente com dinheiro público.”

Além de coordenar o evento no país, a bióloga Natalia Taschner falou sobre o método científico para uma plateia numerosa que no dia 25 compareceu ao Tartar & Co, em Pinheiros.  Ela cita o exemplo de uma noite no mesmo restaurante em que a interação entre o público e a ciência claramente se cristalizou. “Durante a palestra sobre zika os garçons serviram normalmente, mas quando a bioquímica Alicia Kowaltowski, da USP, começou a falar de metabolismo, eles pararam para ouvir e implicar uns com os outros sobre os motivos de um deles ser gordo”, contou. “Foi muito divertido ver a ciência chegando no público leigo dessa forma. Era exatamente o que queríamos.” Ela comemora o balanço final: “Conseguimos lotar 22 bares em sete cidades”.

Encontrar estabelecimentos para receber as palestras foi um dos desafios, de acordo com a organização. “Principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde os bares não costumam abrir nas noites de segunda-feira”, conta Luiz Gustavo de Almeida.  Como regra, todas as cidades que realizam o Pint of Science devem seguir o calendário de Londres, onde é comum que os pubs funcionem nessas noites. Com o sucesso da edição, ele espera que a negociação se torne mais fácil no ano que vem e pretende expandir o festival. “A intenção é realizar palestras em locais mais acessíveis tanto geográfica como economicamente”, explica.  E não só em São Paulo: já estão inscritas 26 cidades para 2017. Se tudo correr bem, a ciência será muito brindada.

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Renata Oliveira do Prado e Maria Guimarães na na Edição Online da Revista da FAPESP.