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São Paulo São Outros


Se expressar através da arte é uma forma de manifestar a estética visual se baseando nas próprias emoções. As street arts (artes de rua), antes vistas como coisa de marginal, hojeganham espaço em vários lugares do mundo. São Paulo, considerada a maior metrópole do Brasil, conta com alguns locais onde os desenhos de rua são verdadeiras obras de arte e atrações turísticas.

Os grafites servem, muitas vezes, como forma de incentivar crianças e jovens a largarem o crime e as más influências para se dedicarem ao que a arte oferece, vendo nela uma possibilidade de colocar para fora seus sentimentos. Em outros casos, o trabalho dos grafiteiros ajuda a revitalizar bairros e cidades e, em uma situação mais atípica, os grafites podem estar presentes até mesmo na fachada de um castelo.

Confira, a seguir, lugares para ver street art na cidade de São Paulo:

Rua Augusta - Localizada na região central da cidade de São Paulo, a Rua Augusta é a verdadeira modernidade, abrigando bares, baladas e sendo frequentada por todos os tipos de pessoas. Parte deste cenário urbano é formado também por grafites que tomam conta dos muros e fachadas da localidade.

Túnel da Paulista - O túnel, situado no cruzamento das avenidas Rebouças e Paulista, tem vários desenhos em toda sua extensão grafitados em suas paredes. Os artistas utilizam o local, onde milhares de pessoas passam todos os dias, para divulgar sua arte. Ao passar de carro pelo túnel, é impossível não admirar os belos rabiscos feitos pelos grafiteiros, formando uma verdadeira galeria de arte no meio do movimento da cidade.

Museu Aberto de Arte Urbana - O MAAU-SP, situado em Santana, na Zona Norte de São Paulo, é formado por um conjunto de 66 painéis de grafite instalados nos pilares que sustentam o trecho elevado de uma das linhas de metrô da cidade. A região onde está o museu é vista como o berço do grafite paulistano desde os anos 80. A instituição foi construída depois da prisão de 11 grafiteiros no local. Eles não possuíam autorização legal do sistema ferroviário para estar ali. Após a aprovação do projeto, foi criada uma parceria entre o metrô, a Secretaria de Estado da Cultura, Paço das Artes e a Galeria Choque Cultural. A Secretaria do Estado da Cultura e o metrô contribuíram com tinta e spray e revitalizaram as estruturas, formando o que é hoje.

Beco do Batman - A travessa situada na Vila Madalena, um bairro boêmio da Zona Oeste de São Paulo, recebeu o nome de Beco do Batman por conta de um grande grafite do personagem de mesmo nome da DC Comics. O local se tornou um ponto turístico devido a dezenas de grafites pintados em seus muros. É um dos lugares mais admirados por amantes de arte de rua.

Beco do Aprendiz - Situada na Rua Belmiro Braga, na Vila Madalena, a pequena praça é só a entrada um percurso cheio de cores, formas e mensagens em forma de grafites belíssimos feitos por grafiteiros de várias regiões de São Paulo.

Liberdade - O bairro da Liberdade, mais especificamente nas mediações das ruas Galvão Bueno e Glória, exibe vários grafites ao ar livre espalhados entre muros e portas de estabelecimentos comerciais. É comum ver, principalmente, desenhos com a estética de mangás - quadrinhos japoneses, e também outros temas e traços de origem oriental.

Edifício Ragi, Praça Oswaldo Cruz - O edifício Ragi, situado na Praça Oswaldo Cruz, número 124, na região da Avenida Paulista, tem, em sua lateral, o rosto do arquiteto Oscar Niemeyer, morto em dezembro de 2012, grafitado. A obra é de autoria do artista Eduardo Kobra e chama a atenção de quem passa pelo local.

Cambuci - Considerado um dos bairros mais tradicionais de São Paulo quando o assunto é grafite, Cambuci tem muros, fachadas e portões decorados com as cores dos sprays dos grafiteiros da cidade. Foi lá, inclusive, que os famosos grafiteiros Otávio e Gustavo, conhecido como "Os Gêmeos", foram criados e deram início à carreira de artistas.

Viaduto Jaceguai - Os desenhos de grafite do Viaduto Jacaguai, situado próximo à Avenida Luís Antônio, apesar de serem antigos e estarem um pouco desgastados, valem uma visita. Observando por baixo, de carro, é difícil admirar as obras, devido ao intenso fluxo de carros. Mas, de cima ou por baixo, a pé, é possível ter uma vista privilegiada.

Floresta Urbana - A organização sem fins lucrativos foi criada em 2008 com o propósito de integrar a natureza nas grandes cidades. A cidade de São Paulo foi escolhida por ser uma megacidade com clima tropical, com uma grande quantidade de benefícios oferecidos pela vegetação urbana da cidade. O grafite faz parte de todo o projeto, pois através dele é possível expor essa interação na forma de belos desenhos. Na Floresta Urbana, arquitetos, biólogos, paisagistas, educadores ambientais, profissionais de marketing, psicólogos e artistas acreditam que a qualidade de vida nas grandes cidades deve ser pensada sob diversos ângulos, onde as áreas conversam e se complementam.


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Fonte: Pure Viagem.


O Natal passou e, enquanto as famílias paulistanas já se preparam para tirar o pisca-pisca da janela e desmontar a árvore e o presépio, a Prefeitura de São Paulo planeja manter os ônibus noturnos com a tradicional iluminação de fim de ano. 

A ideia do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, é instalar luzes de LED nos cerca de 500 ônibus que circulam da 0h às 4h. A medida será implantada no primeiro semestre de 2016, assim que a SPTrans (empresa municipal de transporte) terminar os testes já iniciados com a nova iluminação. "Estamos numa fase de engenharia. Precisa ser feita uma canaleta interna para passar a iluminação porque ela ainda apresenta defeito quando vai lavar o ônibus", disse Tatto. 

A medida, segundo ele, será implementada porque a prefeitura percebeu uma boa aceitação e uma preferência do passageiro por embarcar à noite nos coletivos com a iluminação natalina. "Visualmente é melhor. [A iluminação] permite que o usuário possa enxergar o veículo se aproximar do ponto e também aumenta a sensação de segurança", afirmou. 

Custo
A implantação das luzes, segundo Tatto, será incluída no custo do sistema, e a prefeitura não terá de realizar novos investimentos.

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Felipe Souza na Folha de S.Paulo.



O serviço Noturno, rede de transporte que opera na faixa da 0h às 4h, cobrindo os principais trajetos da cidade, incluindo bairros mais distantes do centro e estações de metrô, fechará 2015 com um saldo de mais de 8 milhões de passageiros transportados. Os dados são do último levantamento realizado pela SPTrans, em 10 de dezembro, quando a marca foi alcançada.

A rede, que completou nove meses no final de novembro, foi criada para ser uma alternativa de transporte para quem trabalha ou sai em busca de diversão e cultura em um horário no qual já não havia mais transporte de massa disponível.

Desde 28 de fevereiro, quem trabalha não precisa mais esperar até as 4h da manhã, quando abrem as estações de trem e as linhas convencionais de ônibus começar a funcionar. Com o Noturno, é possível se deslocar para todas as regiões da cidade, diminuindo o tempo de espera e, principalmente, a melhorando a qualidade de vida dos passageiros, que podem chegar em casa mais cedo, no caso dos que trabalham, ou aproveitar melhor a noite da cidade.

A adesão do paulistano à novidade vem sendo demonstrada com a evolução do volume de passageiros transportados ao longo dos meses. Em março, as 151 linhas que compõem o Noturno transportaram um total de 712.765 passageiros, enquanto que, em novembro, foram transportados 944.591, o que representa um crescimento de 32,5%.

Entre as linhas que mais tiveram movimento estão a N701-11 Term. Sto. Amaro - Term. Pq. D. Pedro II, com 373.215 passageiros entre 28 de fevereiro e 10 de dezembro, a N703-11 Term. Jd. Ângela - Term. Sto. Amaro, com 297.105 e a N706-11 Terminal Campo Limpo - Term. Pinheiros com total de 223.502 passageiros.

Novo sistema

A implantação do Noturno faz parte de um programa maior, que prevê a operação de todo o sistema municipal de transportes em rede, dividido em cinco redes complementares. Cada uma foi planejada considerando a demanda e as necessidades específicas de cada região da cidade naquela faixa horária. Elas estão divididas da seguinte forma: Rede da Madrugada (já implantada e com operação controlada), Rede do Domingo, Rede dos Dias Úteis e do Sábado e também Linhas-Reforço da Rede dos Dias Úteis nos Horários de Pico.

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Fonte: Assessoria de Imprensa - SPTrans.


R$ 111 bilhões. Esse é o montante que as regiões metropolitanas do Brasil jogam pelo ralo, todos os anos, por conta do trânsito.

Estudo recente divulgado pela Firjan apontou que, muito além de tempo e paciência, os brasileiros estão perdendo dinheiro nos engarrafamentos das cidades – mais especificamente cerca de 2,8% do PIB do país. Uma quantia considerável para desperdiçarmos, ainda mais em tempos de crise, não?

O Rio de Janeiro é a capital que está em pior condição. Por lá, a população gasta, em média, 2h21 em seus deslocamentos diários, o que custa cerca de R$ 19 bilhões aos cofres públicos. A cidade, no entanto, não é a única que está em má situação quando o assunto é mobilidade urbana.

Confira, abaixo, as 10 capitais brasileiras que mais perdem tempo (e dinheiro) com o trânsito.

1. Rio de Janeiro.
Tempo de deslocamento: 141 minutos.
Perda financeira: R$ 19 milhões.
5,9% do PIB.

2. São Paulo.
Tempo de deslocamento: 132 minutos.
Perda financeira: R$ 44,8 milhões.
5,7% do PIB.

3. Salvador.
Tempo de deslocamento: 128 minutos.
Perda financeira: R$ 3,4 milhões.
4,6% do PIB.

4. Recife.
Tempo de deslocamento: 122 minutos.
Perda financeira: R$ 3,4 milhões.
4,3% do PIB.

5. Brasília.
Tempo de deslocamento: 118 minutos
Perda financeira: R$ 7,1 milhões
4,2% do PIB

6. Manaus.
Tempo de deslocamento: 118 minutos.
Perda financeira: R$ 1,1 milhão.
4,2% do PIB.

7. São Luís.
Tempo de deslocamento: 120 minutos.
Perda financeira: R$ 2,2 milhões.
4,2% do PIB.

8. Belo Horizonte.
Tempo de deslocamento: 125 minutos.
Perda financeira: R$ 5,5 milhões.
4% do PIB.

9. Vitória.
Tempo de deslocamento: 119 minutos.
Perda financeira: R$ 2,3 milhões.
3,7% do PIB.

10. Maceió.
Tempo de deslocamento: 118 minutos.
Perda financeira: R$ 583 mil.
3,4% do PIB.

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Fonte: Redação The Greenest Post.

 

O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, foi consumido por um incêndio de grandes proporções na tarde desta segunda-feira (21). Segundo os bombeiros, o segundo e o terceiro andares foram destruídos. Por ser uma segunda-feira, o prédio estava fechado para o público. Houve uma vítima: um funcionário da brigada de incêndio que tentava conter o incêndio e morreu.

O museu, inaugurado em 2006, fica no prédio histórico da Estação da Luz, que foi construído entre 1862 e 1867 no centro da capital paulista. A iniciativa de criar ali um museu surgiu de uma parceria da Secretaria Estadual da Cultura com a Fundação Roberto Marinho. Ao todo, foram investidos R$ 37 milhões no edifício, que tem três andares e mais de 4,3 mil metros quadrados. Já visitaram exposições no espaço 2,9 milhões de pessoas.

Ainda não se sabe exatamente o que foi perdido. Mas existe a possibilidade de que parte do acervo temporário e fixo do museu tenha sofrido graves danos.

Veja quais eram as exposições e atividades que estavam sendo exibidas no museu:

O tempo e Eu (e Vc)
 
Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.
 
Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.Exposição dedicada ao historiador Luís Câmara Cascudo, um dos maiores pesquisadores do folclore e cultura popular brasileira. A mostra conta com obras interativas em áudio, vídeos e instalações sobre a obra do etnógrafo, que escreveu 150 livros. Em nota, o Instituto Cascudo lamentou a tragédia e ressaltou que o material que estava no museu era apenas cenográfico. Os originais estão em Natal (RN).
 
Esta Sala é uma Piada

A exposição faz parte do calendário anual do museu. Em 2015, ela reunia mais de 200 obras entre charges, caricaturas e histórias em quadrinhos — todas selecionadas no Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Além dos trabalhos brasileiros, há obras de artistas do mundo todo: México, Cuba, Romênia, Irã, Montenegro e Indonésia estão representados na exposição.

O Natal pelo mundo

A atividade especial de natal aconteceu no domingo (20), um dia antes do incêndio. Não era uma exposição, mas contou com objetos e fotografias para explicar como o natal é comemorado ao redor do planeta.

Além das exposições, o museu conta com uma série de instalações fixas. Boa parte do acervo é composto por equipamentos eletrônicos e interativos.

Museu da Língua Portuguesa, localizado no histórico Edifício Estação da Luz, antes do incêndio. Foto: Divulgação.Museu da Língua Portuguesa, localizado no histórico Edifício Estação da Luz, antes do incêndio. Foto: Divulgação.O prédio é dividido da seguinte maneira:

Primeiro andar

A ala leste é destinada às exposições temporárias. A oeste abriga a administração e o setor educativo do museu, com uma sala de aula para 50 pessoas.

Segundo andar

No segundo andar, há uma tela com 106 metros de extensão, onde são projetados filmes que mostram a história da Língua Portuguesa; totens digitais que exibem informações sobre a formação do Português; dispositivo que apresenta a linha do tempo, com recursos interativos, da Língua; sala com jogos interativos, onde o visitante conhece a origem de algumas palavras; painéis que apresentam a história do edifício da Estação da Luz; e um mapa interativo no qual o visitante pode ver e ouvir depoimentos de diversas pessoas de diferentes regiões do Brasil.

Terceiro Andar

Auditório onde é projetado filme sobre as origens da Língua Portuguesa. Também há uma “Praça da Língua”, uma espécie de “planetário da Língua”, com projeções de imagens e áudios que apresentam o Português.

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Por Kaluan Bernardo no NEXO Jornal.

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