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Pense no quanto o mundo mudou nos últimos 20 anos. Parece impossível imaginar o quanto mudará nos próximos 20, certo? Não para a Singularity University, um think tank que oferece programas educacionais no Vale do Silício para inspirar negócios revolucionários.

Peter Diamandis da Singularity University. Foto: Divulgação.Peter Diamandis da Singularity University. Foto: Divulgação.

Recentemente, Peter Diamandis, cofundador e membro executivo da Singularity, e sua comunidade tentaram desenhar uma previsão de mudanças até 2038, quando “o dia a dia já não será mais reconhecível”.

Você pode estar lendo esse texto no seu computador, smartphone ou tablet. Mas provavelmente está em uma das 150 maiores regiões metropolitanas do mundo. Mais da metade dos seres humanos hoje vivem em cidades, e esse número deve aumentar para 70% até 2050. Em termos econômicos, os resultados da urbanização foram notáveis. As cidades representam 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Nos Estados Unidos, o corredor Boston-Nova York-Washington gera mais de 30% do PIB do país.

Amoreira, pitangueira, laranjeira, limoeiro, goiabeira, jaboticabeira, pés de mexerica e acerola dividem com uma horta de ervas e um jardim de flores 4,5 mil metros quadrados de área verde no bairro da Lapa, em São Paulo. O local testemunha uma iniciativa bem-sucedida de educação ecológica.

Lá funciona a Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Dona Leopoldina, uma referência na área, que fez parte do projeto "Dedo Verde na Escola ­ Cultivando a Alfabetização Eco­lógica na Educação Infantil", entre 2009 e 2012.

O projeto terminou, mas a escola incorporou a educação ecológica e as práticas com os alunos que permitem a manutenção das iniciativas de plantio, cultivo, estudos e de atividades ao ar livre. Além disso, a escola organiza a coleta seletiva de recicláveis, tem composteira, minhocário, um sistema de captação de água da chuva e nas salas de aula os alunos aprendem ciências com terrários, aquários e um borboletário. As crianças aprendem a cuidar na natureza como algo simples e cotidiano.

A experiência da implantação do projeto virou livro, escrito por Monica Pilz Borba, pedagoga e educadora ambiental, fundadora do Instituto 5 Elementos e criadora do programa. Monica coordena atualmente o projeto EcoAtivos, do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, que apoia a formação em educação para a sustentabilidade de 2.500 professores de 500 escolas nas cinco regiões brasileiras.

Antes do projeto, conta Monica, as escolas não aproveitavam grandes áreas livres de que dispunham para nenhuma atividade. Foto: Divulgação.Antes do projeto, conta Monica, as escolas não aproveitavam grandes áreas livres de que dispunham para nenhuma atividade. Foto: Divulgação.

"Dedo Verde na Escola - Cultivando a Alfabetização Ecológica na Educação Infantil", lançado no dia 8 de agosto, quinta, em São Paulo, relata o processo de transformação desta escola e também de outra escola municipal da Lapa, a Ricardo Gonçalves.

Em todo o mundo, aglomerados urbanos apresentam, em maior ou menor grau, diferenças sociais e econômicas. Refletidos no espaço, esses desequilíbrios de renda e acesso à educação, saúde, saneamento e infraestrutura geram rupturas mais ou menos visíveis - embora drasticamente sentidas.

Assentamento Kya Sands em Joanesburgo, África do Sul. Foto: © Johnny Miller / Unequal ScenesAssentamento Kya Sands em Joanesburgo, África do Sul. Foto: © Johnny Miller / Unequal Scenes