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O Natal passou e, enquanto as famílias paulistanas já se preparam para tirar o pisca-pisca da janela e desmontar a árvore e o presépio, a Prefeitura de São Paulo planeja manter os ônibus noturnos com a tradicional iluminação de fim de ano. 

A ideia do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, é instalar luzes de LED nos cerca de 500 ônibus que circulam da 0h às 4h. A medida será implantada no primeiro semestre de 2016, assim que a SPTrans (empresa municipal de transporte) terminar os testes já iniciados com a nova iluminação. "Estamos numa fase de engenharia. Precisa ser feita uma canaleta interna para passar a iluminação porque ela ainda apresenta defeito quando vai lavar o ônibus", disse Tatto. 

A medida, segundo ele, será implementada porque a prefeitura percebeu uma boa aceitação e uma preferência do passageiro por embarcar à noite nos coletivos com a iluminação natalina. "Visualmente é melhor. [A iluminação] permite que o usuário possa enxergar o veículo se aproximar do ponto e também aumenta a sensação de segurança", afirmou. 

Custo
A implantação das luzes, segundo Tatto, será incluída no custo do sistema, e a prefeitura não terá de realizar novos investimentos.

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Felipe Souza na Folha de S.Paulo.



O serviço Noturno, rede de transporte que opera na faixa da 0h às 4h, cobrindo os principais trajetos da cidade, incluindo bairros mais distantes do centro e estações de metrô, fechará 2015 com um saldo de mais de 8 milhões de passageiros transportados. Os dados são do último levantamento realizado pela SPTrans, em 10 de dezembro, quando a marca foi alcançada.

A rede, que completou nove meses no final de novembro, foi criada para ser uma alternativa de transporte para quem trabalha ou sai em busca de diversão e cultura em um horário no qual já não havia mais transporte de massa disponível.

Desde 28 de fevereiro, quem trabalha não precisa mais esperar até as 4h da manhã, quando abrem as estações de trem e as linhas convencionais de ônibus começar a funcionar. Com o Noturno, é possível se deslocar para todas as regiões da cidade, diminuindo o tempo de espera e, principalmente, a melhorando a qualidade de vida dos passageiros, que podem chegar em casa mais cedo, no caso dos que trabalham, ou aproveitar melhor a noite da cidade.

A adesão do paulistano à novidade vem sendo demonstrada com a evolução do volume de passageiros transportados ao longo dos meses. Em março, as 151 linhas que compõem o Noturno transportaram um total de 712.765 passageiros, enquanto que, em novembro, foram transportados 944.591, o que representa um crescimento de 32,5%.

Entre as linhas que mais tiveram movimento estão a N701-11 Term. Sto. Amaro - Term. Pq. D. Pedro II, com 373.215 passageiros entre 28 de fevereiro e 10 de dezembro, a N703-11 Term. Jd. Ângela - Term. Sto. Amaro, com 297.105 e a N706-11 Terminal Campo Limpo - Term. Pinheiros com total de 223.502 passageiros.

Novo sistema

A implantação do Noturno faz parte de um programa maior, que prevê a operação de todo o sistema municipal de transportes em rede, dividido em cinco redes complementares. Cada uma foi planejada considerando a demanda e as necessidades específicas de cada região da cidade naquela faixa horária. Elas estão divididas da seguinte forma: Rede da Madrugada (já implantada e com operação controlada), Rede do Domingo, Rede dos Dias Úteis e do Sábado e também Linhas-Reforço da Rede dos Dias Úteis nos Horários de Pico.

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Fonte: Assessoria de Imprensa - SPTrans.


R$ 111 bilhões. Esse é o montante que as regiões metropolitanas do Brasil jogam pelo ralo, todos os anos, por conta do trânsito.

Estudo recente divulgado pela Firjan apontou que, muito além de tempo e paciência, os brasileiros estão perdendo dinheiro nos engarrafamentos das cidades – mais especificamente cerca de 2,8% do PIB do país. Uma quantia considerável para desperdiçarmos, ainda mais em tempos de crise, não?

O Rio de Janeiro é a capital que está em pior condição. Por lá, a população gasta, em média, 2h21 em seus deslocamentos diários, o que custa cerca de R$ 19 bilhões aos cofres públicos. A cidade, no entanto, não é a única que está em má situação quando o assunto é mobilidade urbana.

Confira, abaixo, as 10 capitais brasileiras que mais perdem tempo (e dinheiro) com o trânsito.

1. Rio de Janeiro.
Tempo de deslocamento: 141 minutos.
Perda financeira: R$ 19 milhões.
5,9% do PIB.

2. São Paulo.
Tempo de deslocamento: 132 minutos.
Perda financeira: R$ 44,8 milhões.
5,7% do PIB.

3. Salvador.
Tempo de deslocamento: 128 minutos.
Perda financeira: R$ 3,4 milhões.
4,6% do PIB.

4. Recife.
Tempo de deslocamento: 122 minutos.
Perda financeira: R$ 3,4 milhões.
4,3% do PIB.

5. Brasília.
Tempo de deslocamento: 118 minutos
Perda financeira: R$ 7,1 milhões
4,2% do PIB

6. Manaus.
Tempo de deslocamento: 118 minutos.
Perda financeira: R$ 1,1 milhão.
4,2% do PIB.

7. São Luís.
Tempo de deslocamento: 120 minutos.
Perda financeira: R$ 2,2 milhões.
4,2% do PIB.

8. Belo Horizonte.
Tempo de deslocamento: 125 minutos.
Perda financeira: R$ 5,5 milhões.
4% do PIB.

9. Vitória.
Tempo de deslocamento: 119 minutos.
Perda financeira: R$ 2,3 milhões.
3,7% do PIB.

10. Maceió.
Tempo de deslocamento: 118 minutos.
Perda financeira: R$ 583 mil.
3,4% do PIB.

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Fonte: Redação The Greenest Post.

 

O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, foi consumido por um incêndio de grandes proporções na tarde desta segunda-feira (21). Segundo os bombeiros, o segundo e o terceiro andares foram destruídos. Por ser uma segunda-feira, o prédio estava fechado para o público. Houve uma vítima: um funcionário da brigada de incêndio que tentava conter o incêndio e morreu.

O museu, inaugurado em 2006, fica no prédio histórico da Estação da Luz, que foi construído entre 1862 e 1867 no centro da capital paulista. A iniciativa de criar ali um museu surgiu de uma parceria da Secretaria Estadual da Cultura com a Fundação Roberto Marinho. Ao todo, foram investidos R$ 37 milhões no edifício, que tem três andares e mais de 4,3 mil metros quadrados. Já visitaram exposições no espaço 2,9 milhões de pessoas.

Ainda não se sabe exatamente o que foi perdido. Mas existe a possibilidade de que parte do acervo temporário e fixo do museu tenha sofrido graves danos.

Veja quais eram as exposições e atividades que estavam sendo exibidas no museu:

O tempo e Eu (e Vc)
 
Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.
 
Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.Luís Câmara Cascudo. Foto: Mônica Martinez / Arquivo pessoal.Exposição dedicada ao historiador Luís Câmara Cascudo, um dos maiores pesquisadores do folclore e cultura popular brasileira. A mostra conta com obras interativas em áudio, vídeos e instalações sobre a obra do etnógrafo, que escreveu 150 livros. Em nota, o Instituto Cascudo lamentou a tragédia e ressaltou que o material que estava no museu era apenas cenográfico. Os originais estão em Natal (RN).
 
Esta Sala é uma Piada

A exposição faz parte do calendário anual do museu. Em 2015, ela reunia mais de 200 obras entre charges, caricaturas e histórias em quadrinhos — todas selecionadas no Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Além dos trabalhos brasileiros, há obras de artistas do mundo todo: México, Cuba, Romênia, Irã, Montenegro e Indonésia estão representados na exposição.

O Natal pelo mundo

A atividade especial de natal aconteceu no domingo (20), um dia antes do incêndio. Não era uma exposição, mas contou com objetos e fotografias para explicar como o natal é comemorado ao redor do planeta.

Além das exposições, o museu conta com uma série de instalações fixas. Boa parte do acervo é composto por equipamentos eletrônicos e interativos.

Museu da Língua Portuguesa, localizado no histórico Edifício Estação da Luz, antes do incêndio. Foto: Divulgação.Museu da Língua Portuguesa, localizado no histórico Edifício Estação da Luz, antes do incêndio. Foto: Divulgação.O prédio é dividido da seguinte maneira:

Primeiro andar

A ala leste é destinada às exposições temporárias. A oeste abriga a administração e o setor educativo do museu, com uma sala de aula para 50 pessoas.

Segundo andar

No segundo andar, há uma tela com 106 metros de extensão, onde são projetados filmes que mostram a história da Língua Portuguesa; totens digitais que exibem informações sobre a formação do Português; dispositivo que apresenta a linha do tempo, com recursos interativos, da Língua; sala com jogos interativos, onde o visitante conhece a origem de algumas palavras; painéis que apresentam a história do edifício da Estação da Luz; e um mapa interativo no qual o visitante pode ver e ouvir depoimentos de diversas pessoas de diferentes regiões do Brasil.

Terceiro Andar

Auditório onde é projetado filme sobre as origens da Língua Portuguesa. Também há uma “Praça da Língua”, uma espécie de “planetário da Língua”, com projeções de imagens e áudios que apresentam o Português.

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Por Kaluan Bernardo no NEXO Jornal.


Os desafios trazidos pelo processo de urbanização mundial levaram as cidades a desenvolver o pensamento de suas próprias capacidades, necessidades e soluções objetivas.

No entanto, esta lógica não deixa de lado que cada proposta pode ser replicada em diferentes cidades surgidas ou adaptadas de acordo com o ambiente urbano da nova cidade. Com base nesta abordagem, o Fórum Econômico Mundial (WEF, em Inglês) fez um relatório que reconhece dez práticas que se tornaram tendências urbanas de todo o mundo que refletem como cidades estão criando soluções inovadoras para seus problemas e que podem ser adaptadas ou replicadas.
 
As sugestões foram desenvolvidos com a ajuda de novas tecnologias ou metodologias locais, mas podem ser compartilhadas segundo quatro princípios: a capacidade de alavancar recursos subutilizados, gerir da melhor forma a alta demanda por serviços, infra-estrutura projetada em pequena escala e inovação centrada nas pessoas. 
 
© Foro Económico Mundial© Foro Económico Mundial
 
Folder com as tendências de inovação / Fórum Econômico Mundial.
 

1. Área reprogramável (digitalmente) 
 
As desvantagens da expansão urbana, como o aumento do tempo de transferência entre os lugares todos os dias e a perda de terras agricultáveis​​, entre outros, fez com que várias cidades optassem por promover adensamento e uso adequado do espaço. 
 
A este respeito, o Fórum Econômico Mundial destaca três cidades que levaram isso adiante: Glasgow, Nova York, e Melbourne. No caso da capital britânica, decidiu promover uma política urbana que promova o adensamento; a cidade dos EUA começou a promover a transformação de áreas não utilizadas em espaços públicos e Melbourne, transformou 86 hectares de estradas subutilizadas e outras áreas próximas a estações de trem e transporte público para a construção de casas durante os últimos 30 anos.
 
2. “Waternet”: Internet de tubos

Em 2030, a demanda por água doce poderá exceder a oferta em 40%, de acordo com o relatório do FEM. Diante disso, melhorar a gestão dos sistemas para esse recurso torna-se necessário, pois estima-se que só por conta de vazamentos se perde entre 25% e 30%. Por esta razão, a organização internacional reconhece dois casos como exemplos para a gestão eficiente da água. Um deles é TaKaDu, uma empresa sediada em Israel que trabalha na Austrália, América Latina, Europa e Oriente Médio que usa a Internet para monitorar oleodutos e pode ser capaz de detectar eventuais fugas, os níveis de aproveitamento de águas pluviais e evitar inundações.

Outra é Unitywater em Queensland, Austrália que implementou um sistema semelhante, permitiu identificar problemas de rede e reduzir a perda de 1.000 milhões de litros em um ano, o que significou uma economia de US$ 1,9 milhões.

3. Adotar uma árvore através das redes sociais

Ter áreas verdes nas cidades tornou-se uma prioridade para muitas cidades que vêem nesta opção uma forma de melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Neste sentido, vários planos de envergadura são dignos de menção, como a iniciativa Rede Verde de Hamburgo que pretende que 40% da área da cidade que corresponde à vegetação proporcione deslocamentos a pé ou de bicicleta, ou o projeto de Paris que pretende transformar até 2020, um quarto de su área urbana em praças e parques.
 
No mesmo sentido, o Ministério da Habitação e Urbanismo do Chile lançou o Plano de Área Verde Chile, que pretende construir 34 parques urbanos nos distritos das 15 regiões do país que tem déficit dessas áreas, até 2018. Já foram abertos dois: o Parque del Carbón en Lebu (Região do Biobío) e o Parque Comunal Alhué (Região Metropolitana). Este impulso para as áreas verdes é apoiado pelo Painel Internacional Sobre a Mudança Climática que afirma que as árvores são capazes de compensar em até 10 por cento os efeitos das mudanças climáticas. Por sua vez, o WEF reconhece que a Estratégia Florestal Urbana que consiste em fazer com que 70 mil árvores sejam patrocinadas e sejam divulgados seus benefícios nas redes sociais.
 
4. Nova geração de mobilidade urbana
 
O paradigma da mobilidade urbana nos anos 20 e 30, com foco nos setores automotivo e de construção de sua infra-estrutura, fez com que os espaços públicos e a mobilidade, seja a pé, de bicicleta ou de transporte público, não estivessem tão presentes nos últimos tempos. Sem dúvida, o novo paradigma aponta para um planejamento voltado para a escala humana e cidades sustentáveis, reavaliando estes elementos-chave para alcançá-los. 
 
Em face disso, o Fórum Econômico Mundial apoia o aumento da infra-estrutura para aumentar os deslocamentos de modos sustentáveis ​e leva em conta um relatório do governo do Reino Unido que levantou que pequenos investimentos podem incentivar o ciclismo, como o plantio de árvores ao lado de ciclovias como uma medida de segurança e a instalação de semáforos que modulam a velocidade média dos ciclistas que circulam nas proximidades dessas áreas.
 
5. Co-Co-Co: Co-geração, Co-aquecida, Co-resfriada
 
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), três quintos das emissões de dióxido de carbono (CO2) são produzidos pela indústria, para geração de calor e eletricidade.
 
Para mitigar os seus efeitos e incentivar os produtores a reduzí-las, o Fórum sugere a "trigeração", ou seja, a utilização do excesso de calor para fornecer o aquecimento ou arrefecimento de um edifício e melhorar a eficiência energética. E essa técnica não serviria apenas para edifícios trigeração, como também seria útil para a horticultura e para a indústria alimentar em grande escala .
 
Esta metodologia já está sendo utilizada em alguns países nórdicos, sul da Europa, Coréia do Sul e Japão.
 
6. Cidade compartilhada
 
Compartilhar viagens de carro e alugar um quarto por alguns dias numa casa são práticas que estão se tornando cada vez mais comum nas cidades. Isso reflete lentamente que a nível de cidadania, está se mudando de uma economia linear para uma circular, em que o modelo de "tirar, consumir e descartar" é substituído por uma economia circular, ou seja, a do compartilhar.

7. Mobilidade on-demand

A poluição do ar causa mais de um milhão de mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e os carros são reconhecidos como um dos fatores que provocam o alto nível do desencadeamento dessas emissões.
 
Por esta razão, o Fórum recomenda a utilização de modos sustentáveis ​​de mobilidade e aconselha implementar tecnologias de informação e comunicação digital para ajudar o controle do tráfego de veículos de forma mais eficiente e proporcionar maior segurança para os cidadãos que utilizam outros meios de transporte.
 
8. Infra-estrutura para a integração social
 
As medidas de regeneração urbana que Medellin começou a desenvolver no início de 2000 para reduzir a criminalidade e melhorar a qualidade de vida de seus habitantes tornaram-se um exemplo internacional.
 
Sobre isso, o Fórum destaca a abordagem com que tem sido desenvolvidos projetos para a criação de espaços públicos e de melhoria das condições de mobilidade, principalmente o teleférico, afirmando que "o uso de arquitetura e urbanismo como uma ferramenta para o desenvolvimento social pode trazer resultados surpreendentes sobre as mudanças físicas, funcionais e comportamentais ".
 
9. Recursos inteligentes: postes de rua e plataformas urbanas

A renovação das lâmpadas tradicionais para as de LED (light emitter diode) é uma medida que estima-se, nos próximos anos terá  4 bilhões destas novas luzes em espaços públicos nas cidades, porque oferecem melhor iluminação, tem vida útil mais longa e não consomem tanta energia. 

Sobre a mudança das luzes, o Fórum considera que poderia ser melhor explorada para incluir novas tecnologias para monitorar o seu desempenho. Assim, considera que os sensores poderiam ser instalados também para apresentar relatórios sobre as atividades sísmicas, a poluição do ar, clima e tráfego, seja de transporte como de fluxo de pedestres.

10. Agricultura urbana: vegetação horizontal

Um estudo realizado pela britânica Fundación Ellen McArthur, dedicada a promover a economia circular, identificou que cerca de 45% de verduras e legumes produzidos na Europa não são consumidos em função das falhas nas cadeias de distribuição.

Este problema é um tema que, segundo o Fórum deve ser solucionado o quanto antes pois as estimativas de crescimento da população da ONU sugerem que em 2050, haverá 9 bilhões de habitantes em todo mundo e que 70% das pessoas viverão em cidades. Para tanto, afirma que a produção de alimentos em pequena escala pode ser transferida para áreas urbanas, através da construção de jardins urbanos que permitiriam maiores limites máximos de uso, além de reduzir as ilhas de calor.

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Constanza Martínez Gaete no Plataforma Urbana.
*Tradução São Paulo São.

 


O prefeito Fernando Haddad inaugurou nesta sexta-feira (18/12) a primeira Unidade de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde (UTRSS) da cidade, localizada em Itaquera, zona leste. A obra é realização da Secretaria de Serviços, por meio da Autoridade Municipal Limpeza Urbana (Amlurb), em parceria com a EcoUrbis, responsável pela coleta de lixo das zonas sul e sudeste. Com o novo equipamento, a Prefeitura reduzirá em 50% os custos com tratamento dos materiais perigosos descartados por hospitais e clínicas médicas.

“Essa é a maior central de resíduos de serviços da saúde da América Latina, com projeto realizado em prazo recorde”, afirmou Haddad. Ele explica que, como o município não contava com uma UTRSS, todo o lixo da saúde era levado para ser tratado na cidade de Mauá, com custo de R$ 1,40 por quilo. “Agora vamos pagar R$ 0,70 por quilo, o que vai permitir baixar a taxa de resíduos para os profissionais de saúde”, anunciou o prefeito.

Durante a inauguração da UTRSS, Haddad informou que já encaminhou Projeto de Lei para a Câmara Municipal, solicitando a redução dos impostos para coleta de resíduos em consultórios médicos e hospitais.
 

Vista geral externa da central de reciclagem. Foto: Fábio Arantes / Secom.
 
Instalada em uma área de 2.811,36 metros quadrados, a primeira UTRSS de São Paulo foi construída pela EcoUrbis, com investimento de R$ 39.725 milhões. O local tem capacidade para tratar por dia cerca de 40 toneladas de resíduos.

“Aqui esses resíduos serão descontaminados e triturados em equipamentos nacionais, mas com uma das tecnologias mais modernas do mundo”, destacou Simão Pedro, Secretário Municipal de Serviços.

A UTRSS está equipada com cinco autoclaves e máquinas para dar vazão aos subsistemas de exaustão e tratamento das missões atmosféricas. Todo o processo de esterilização do lixo da saúde será controlado por sistema informatizado, com registro de todas as etapas do trabalho. O volume de resíduos deverá cair cerca de 70%, o que contribuirá para reduzir o descarte em aterros sanitários.
 

Embalagens para o material reciclado. Foto: Fábio Arantes / Secom.
 
Outros projetos sustentáveis

Ao entregar a UTRSS de Itaquera, o prefeito destacou outras iniciativas da Prefeitura para preservar o meio ambiente, com o descarte correto do lixo coletado na cidade. Uma delas é a instalação da primeira central de compostagem, inaugurada esta semana na Lapa para reciclar resíduos orgânicos recolhidos em feiras livres e transforma-los em adubo.

Parte desse adubo será utilizada na agricultura familiar de áreas rurais de São Paulo, como o bairro de Parelheiros. “Fechamos o ciclo: ao invés de os resíduos orgânicos das feiras livres serem jogados no lixo e contaminarem o solo e os rios, serão transformados em adubo para produzir alimentos para merenda escolar”, disse Haddad.

Outra iniciativa da Prefeitura é a universalização da reciclagem do lixo doméstico. “Em 2016, o caminhão da coleta seletiva passará por todas as ruas da cidade”, disse o prefeito.

Haddad lembra que EcoUrbis e Loga instalaram duas Centrais Mecanizadas, uma em Santo Amaro e outra na Ponte Pequena, com tecnologia de ponta para fazer a separação do lixo reciclável. “O resultado é que multiplicamos por quatro a nossa capacidade de fazer a coleta seletiva. Agora temos que conseguir adesão da sociedade e por isso precisamos ter caminhões passando de porta em porta para alcançarmos meta de 10%”, falou Haddad. A Prefeitura já está em 85 distritos com esse projeto. Porém somente 40 possuem coleta universal em todas as ruas. 

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.