Outros - São Paulo São

São Paulo São Outros


Uma das palestrantes do 1.o Congresso Internacional de Paisagem Urbana, realizado em São Paulo nos últimos dia 7 e 8, a arquiteta e paisagista Diana Wiesner é fundadora e diretora da Fundación Cerros de Bogotá. Diana integra o Conselho de Ordenamento Urbano da cidade colombiana. Ela foi entrevistada pelo blog.
 
Em sua opinião, quais são as principais semelhanças e diferenças entre São Paulo e Bogotá, considerando que ambas são grandes cidades latino-americanas?
 
Diana Wiesner: São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, com quase 22 milhões de habitantes vivendo em sua região metropolitana e mais de 11 milhões na própria cidade. Bogotá, com uma área urbana de 384 quilômetros quadrados e uma área rural de 1.298 quilômetros quadrados, com uma população de 7,3 milhões de habitantes e mais quase 2 milhões na região metropolitana.
 
Bogotá é uma das cidades mais densamente povoadas da América Latina. Tem grandes oportunidades de se converter em uma cidade muito agradável e humana se resolver as questões de mobilidade e oferta de transporte público e der prioridade a seu sistema geográfico e natural para melhorar a qualidade de vida.
 
As semelhanças entre as duas cidades são resultado de um processo histórico de desenvolvimento coincidente, em que se tem dado prioridade a um sistema econômico e funcional de infraestrutura, em vez de valorizar os sistemas geográficos – no caso de São Paulo, não se evidencia a presença de seus rios na imagem da cidade. Ainda que São Paulo conte com um enorme sistema de mobilidade pública, o impacto da infraestrutura urbana em sua legibilidade e na escala humana de suas áreas públicas fazem da cidade um local difícil para os visitantes.
 
Atrevo-me a mencionar que se percebe o contraste entre grandes parques predominantes e um sistema de parques locais acessíveis e integrados aos bairros. Se em Bogotá a falta de vegetação também é evidente, a percepção de uma cidade mais verde existe pela presença de suas colinas e, em alguns bairros, pela intensa arborização urbana.
 
Entre as semelhanças também destaco a negligência ao cuidado integral e ecológico aos rios e à negativa em utilizá-los como articuladores urbanos, espaços públicos e conectores regionais.

Quais são os principais desafios contemporâneos de Bogotá? O que se está fazendo para resolvê-los?

D.W.: São muitos. Entre os mais relevantes estão a mobilidade, a segurança, a desigualdade social e a própria visão de cidade. 
A mobilidade, tema central comum de muitas administrações, é algo que mais gera descontentamento da população – ao lado da segurança. Atualmente, está se discutindo a atualização do Plano Diretor e as visões preponderantes são de uma cidade compacta, em contraposição a de uma que abrange também os municípios vizinhos. Este tema está associado diretamente à visão ecológica da cidade, protegendo as reservas ambientais e bacias hidrográficas.

Em sua opinião, quais são os principais pontos já resolvidos por Bogotá? De que maneira São Paulo pode seguir o exemplo e adaptar por aqui soluções adotadas por Bogotá? 

D.W.: Uma cidade compacta como Bogotá, fazendo uso eficiente de sua infraestrutura, tem o potencial de ser um local focado na recuperação do espaço público e do sistema de vegetação. Programas de arborização urbana, implantação de ciclovias, cultura cívica e participativa são exemplos que tornaram Bogotá referência para outras cidades. Bogotá se destacou também por projetos de escolas, bibliotecas e melhorias de acesso ao espaço público. Na sequência, outras cidades colombianas começaram a implementar estratégias semelhantes, e Medellín deu um salto enorme para programas inclusivos dando prioridade às populações marginalizadas e recuperando espaços públicos. É evidente que quando há vontade política para dar prioridade às questões estruturais, as mudanças nas cidades se tornam evidentes. São Paulo poderia dar prioridade à recuperação dos rios como um componente estrutural do espaço público, integrando áreas isoladas e gerando uma nova vitalidade para a cidade, uma nova maneira de percebê-la – a pé ou de bicicleta.

***
Edison Veiga em seu blog no Estadão.
 
 


Um depósito no bairro do Canindé, região central de São Paulo, abriga pedaços esquecidos de São Paulo.
 
Lagostas de bronze fazem companhia a uma águia de granito, às patas do cavalo de Duque de Caxias e a um escoteiro de 370 quilos, o veterano local, afastado do convívio público desde 1936.

São 16 esculturas, ou seus fragmentos, que uma vez adornaram praças, fontes e belvederes da cidade, mas foram removidas de seus endereços uma ou duas vezes até, enfim, caírem no ostracismo. Essas peças tiveram suas trajetórias pesquisadas ao longo de um ano pelo projeto "Memória da Amnésia", concebido pela historiadora, artista e professora da FAUUSP Giselle Beiguelman.


Sala do Arquivo Público de São Paulo expõe monumentos e fragmentos que estavam no depósito. Foto: Ana Ottoni.


Em uma intervenção urbana inédita, elas foram limpas e transportadas ao Arquivo Público de SP - edifício do arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928) inaugurado em 1921 como Escola Politécnica-, onde serão objeto de mostra que integra as Jornadas do Patrimônio Histórico. 

"A exposição não é uma ode a esses monumentos. Trata de política de memória: quem decide o que deve ser esquecido?", diz Beiguelman. Até 1975, quando foi criado o Departamento do Patrimônio Histórico, eram vereadores que encomendavam peças e determinavam onde seriam instaladas. A artista conta que queria investigar a invisibilidade dessas obras e os motivos que levaram a seu desterro.
 
O monumento ao poeta espanhol Federico García Lorca (1898-1936), morto na Guerra Civil Espanhola, sofreu atentado a bomba em 1969 e teve seus destroços retirados. Anos depois, restaurada pelo autor, Flávio de Carvalho, foi levada à Bienal, onde provocou reclame do embaixador da Espanha. Sequestrada por estudantes da ECA-USP em 1979, foi levada ao Masp para depois retornar à praça das Guianas.
 
"O Fauno", de Victor Brecheret (1894-1955), hoje no parque Trianon, fora originalmente instalado no terreno do antigo Palácio Episcopal na praça Dom José Gaspar e retirado por causa do suposto descontentamento do arcebispo. 
 
"O Beijo", que integrava um grande monumento em homenagem ao poeta Olavo Bilac (1865-1918), foi desmembrado e levado a um depósito em 1936. Instalado no Cambuci em 1956, foi banido após protestos de moradores por ser "indecoroso". Em 1966, ornou o túnel da avenida Nove de Julho, sofreu nova ameaça e foi sequestrado por estudantes da Faculdade de Direito. Está até hoje no largo São Francisco. 
 

Sala do Arquivo Público de São Paulo expõe monumentos e fragmentos que estavam no depósito. Foto: Ana Ottoni.
 
"A invisibilidade dessas peças vem da falta de apropriação delas pelos paulistanos. São obras com histórias interessantes que precisam ser significadas e conhecidas", diz Mariana Falqueiro, chefe da Seção de Monumentos e Obras da prefeitura. 
 
Ao longo do projeto, Beiguelman construiu um mapa dos deslocamentos de 60 monumentos nômades na capital paulista.
 
"É uma situação de nomadismo intenso -algo muito particular de São Paulo. Aqui, os nômades são, politicamente, órfãos. E vice-versa."
 
A saga das estátuas - Categorias criadas pela pesquisa da mostra 
Banidos: Monumentos considerados como atentado ideológico ou ao pudor retirados das ruas. 
Clonados: Cópias de outras estátuas expostas como originais Ex: Leão do Ibirapuera.
Engradados: Cercados por grades. 
Invisíveis: Escondidos atrás de árvores ou de moitas ENCLAUSURADOS: Uma vez públicos, ocupam hoje espaços privados.

Serviço
'Memória da amnésia'.
Quando: de 12/12 a 25/2, de seg. a sáb., das 10h às 17h (abertura 12/12 às 11h). 
Onde: Arquivo Histórico (pça. Cel Fernando Prestes, 152, Luz) Quanto: gratuito.

***
Fernanda Mena na Folha de S.Paulo.
 
 


Pincelar as paredes cinzas dos centros urbanos com um pouco de natureza é o trabalho do botânico Patrick Blanc, que viaja o mundo construindo jardins verticais em ambientes externos e internos das cidades.

A intenção do francês é reconectar os habitantes de áreas urbanas com o verde – segundo ele, cerca de 3,5 bilhões de pessoas vivem atualmente nas cidades sem contato com a natureza – e trazer ar mais limpo, clima mais ameno, aumento da umidade do ar e redução do barulho (as plantas são ótimas isolantes acústicas) para os municípios

O botânico coleciona jardins verticais ao redor do mundo (veja todos os projetos de Patrick Blanc), mas em toda a América do Sul apenas a cidade de São Paulo teve a sorte de receber uma visita do francês, que deixou sua marca na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Blanc até tinha um projeto para o Rio de Janeiro, mas a ideia não saiu do papel.

Conhecido como o "Pai dos Jardins Verticais", o botânico também pode ser considerado um artista, já que encara as paredes em que trabalha como telas de pintura gigantes, onde faz composições harmônicas de diferentes espécies de plantas – cuidadosamente escolhidas com base nas condições locais.

A manutenção dos jardins verticais também é uma preocupação para Blanc, para que seu trabalho não vire um fardo para os moradores da cidade, quando for embora. As plantas são fixadas em um feltro especial, que é irrigado regularmente com fertilizantes, garantindo que as espécies tenham os nutrientes que necessitam e que as raízes não cresçam demais, à procura de água.

***
Débora Spitzcovsky no Planeta Sustentável Brasil.


Uma boa opção para curtir as férias perto de São Paulo é fazer um passeio de trem até Jundiaí ou Paranapiacaba feita pelo Expresso Turístico da CPTM. A locomotiva fabricada nos anos 1960 foi restaurada e tem poltronas almofadadas, como nas antigas viagens de trem de longo percurso no estado. 

O Expresso vai para Jundiaí aos sábados, partindo da Estação da Luz às 8h30, e retorna às 16h30 (horário de saída do local). Aos domingos, o destino é Paranapiacaba, também no mesmo horário. Os dois locais oferecem atrações turísticas para aproveitar o dia.

O preço unitário da passagem é de R$ 39,50, exceto para os embarques na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa), com destino a Paranapiacaba, que sai por R$ 36,00. O bilhete é vendido das 6h às 18h30, todos os dias, na bilheteria da Estação da Luz e na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André. Há descontos de até 50% na compra de três passagens para acompanhantes.

Atrações Turísticas

Jundiaí: a cidade conta com diversas atrações turísticas, como, por exemplo, o Museu da Companhia Paulista, que apresenta a história das ferrovias da região de Jundiaí. Lá também é possível aproveitar realizar trilhas e caminhadas na Serra do Japi, que tem 354 quilômetros quadrados de área e é uma das poucas regiões remanescentes da Mata Atlântica. Há também o chamado “circuito das frutas”, roteiro que proporciona uma imersão pelas fazendas da região produtoras de uva, caqui, morango, entre outras frutas. 

Paranapiacaba: uma vila histórica, que mostra detalhes sobre o desenvolvimento da ferrovia no Brasil. Há passeios de Maria Fumaça pelo circuito cultural (Vila Inglesa ou Nos Trilhos da SPR), além de roteiros histórico/ambiental (Expresso Paranapiacaba) e ecológico, nas trilhas da Serra do Mar ou Nascentes do Rio Grande.

Serviço
Expresso Turístico da CPTM.
Quando: dezembro e janeiro, aos sábados e domingos.
Onde: de São Paulo para Jundiaí e Paranapiacaba.
Quanto: R$ 39,50, exceto para os embarques na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa), com destino a Paranapiacaba, que sai por R$ 36,00.
Clique aqui para mais informações.

***
Isabela Leite no G1.


Você fica estressado no trânsito? O desafio de se manter calmo com certeza é ainda maior considerando oshábitos que observamos nos motoristas brasileiros. Mas, no mundo todo, é comum observarmos vídeos de brigas, discussões e outros conflitos normalmente chamados de “road rage”. Mas agora é bem provável que você guarde, da época da infância, uma lembrança de um célebre desenho da Disney que mostrava o Pateta ficando com muita raiva no trânsito.

Essa animação memorável, chamada de "Motor Mania", foi lançada em 1950 e certamente continua bastante atual. A história mostra como o Pateta, na condição de pedestre e chamado de Sr. Walker, é uma figura pacata, educada e tranquila. Mas ao assumir o volante, ele se transforma brutalmente no Sr. Wheeler, com um comportamento agressivo, furioso e absolutamente descontrolado, tanto em relação aos outros motoristas quanto aos demais pedestres.

O contraste entre o cidadão calmo e o motorista explosivo traz uma série de lições quanto ao comportamento das pessoas no trânsito. Ilustrativamente, em cerca de 6 minutos, são mostradas situações que realmente permanecem comum até hoje. O carro dirigido pelo personagem é um Lincoln Zephyr (que sofreu bastante)!

Wikipedia

Motor Mania é um cartoon em inglês produzido pela Walt Disney Productions e lançado em 30 de junho de 1950 nos Estados Unidos. Nesta animação, o Pateta se transforma com uma personalidade do tipo de Mr. Hyde e passa a fornecer lições de como não se deve dirigir.

A animação mostra "Mr. Walker", que é simpático e atencioso, se transformando em "Mr. Wheeler", que é um indivíduo grosso, e desrespeita diversas normas de trânsito.

Foi o primeiro cartoon a ter o Pateta redesenhado, com as orelhas e os dentes modificados. Este cartoon foi utilizado como base para propaganda de alistamento para o exército americano em 1955.

Agora é hora de assistir ao desenho 'Senhor Volante' para ver ou rever esse clássico! Divirta-se!

***
Fontes: Auto Vídeos e Wikipedia.


A Prefeitura poderá firmar termos de cooperação com a iniciativa privada para o patrocínio da instalação e manutenção de jardins verticais. As regras para as parcerias foram divulgadas no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (20).

De acordo com o decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad, a área mínima do espaço onde será instalado o jardim deve ser de 100 metros quadrados e o revestimento de vegetação deve recobrir no mínimo 80% da superfície. As mudas podem ser plantadas em na face externa de edificações ou muros de vedação de lotes por meio de vasos, molduras, quadros e painéis, com sistema de irrigação automática. As regras determinam que muros e fachadas cobertos com trepadeiras não são considerados jardins verticais.

Como contrapartida, os patrocinadores poderão instalar placas de até dois metros quadrados com seu nome ou marca. A estrutura que compõe o jardim vertical, ou ainda o desenho formado por ele ou pela disposição da vegetação, não poderão fazer alusão a marcas comerciais ou publicidade.

As propostas de termo de cooperação poderão ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas, junto à Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, ou pela própria administração municipal, por meio de edital. As parcerias terão o prazo máximo de validade de três anos, contados da data de sua assinatura.

Os detalhes do procedimento de requerimento de cooperação estão disponíveis no decreto.

***
Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.