Outros - São Paulo São

São Paulo São Outros


Em 2015, a Educação Infantil na Cidade de São Paulo comemora 80 anos de história. Para celebrar a trajetória, iniciada em 1935 com a criação dos Parques Infantis por Mario de Andrade, na época diretor do Departamento de Cultura da cidade, a Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com o Instituto Alana, realiza a partir de outubro uma série de ações por toda a cidade. Dentre elas, um Congresso Comemorativo, uma programação especial aberta ao público no Parque do Ibirapuera e atividades promovidas pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs).

Para iniciar a programação especial, a Prefeitura de São Paulo vai iluminar, a partir da noite desta segunda, 5 de outubro, cinco pontos da cidade com a cor laranja âmbar: o Viaduto do Chá, a Ponte das Bandeiras, a Biblioteca Mario de Andrade, a Estátua do Borba Gato e o Monumento às Bandeiras. A iluminação especial também poderá ser vista pelos paulistanos nos dias 6, 16 e 17 de outubro. O projeto conta com apoio da Secretaria de Serviços.

Também nesta segunda, 5 de outubro, entre 18h e 21h30, e no dia 6 de outubro, das 8h às 17h30, será realizado no Auditório do Anhembi o Congresso Comemorativo “80 anos da Educação Infantil Paulistana: participação, escuta e diálogos sobre as infâncias”. O evento, que contará com a participação de 4.500 professores, gestores e profissionais que atuam nas unidades de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino (RME), promoverá debates e divulgará boas práticas educativas realizadas nas escolas. 

No dia 17 de outubro acontecerá a celebração “80 anos da Educação Infantil Paulistana no Parque Ibirapuera”. Entre 9h e 13h30, educadores e educadoras que atuam nas unidades de Educação Infantil da RME e do Instituto Alana promoverão oficinas culturais e uma feira de trocas de brinquedos para cerca de 4 mil participantes, entre profissionais da RME, bebês e crianças e seus familiares e responsáveis. A programação será aberta e gratuita, o que possibilita aos moradores da cidade de São Paulo a oportunidade de conhecerem de perto projetos e ações que fazem parte da rotina dos alunos da RME.

Desde o começo deste ano, uma série de atividades já acontecem nas 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) para marcar a data. Clique aqui e conheça as ações que se estendem até o fim do ano.

Abaixo, a programação do Congresso Comemorativo:

5 de outubro – 18h às 21h3018h: Acolhimento

19h: Apresentação cultural
19:30h : Abertura solene com participação de autoridades.
20h: Conferência: A Educação Infantil Paulistana no contexto nacional, com a Prof. Ms. Célia Serrão (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
21h30: Encerramento

6 de outubro – 08h às 17h30

8h às 9h – Credenciamento
9h às 10h – Conferencias simultâneas.

Participantes:
Profª. Drª. Ana Lucia Goulart de Faria (Unicamp);
Profª. Drª. Marina Célia Moraes Dias (USP);
Profª. Drª. Márcia Gobbi (USP);
Prof.ª Ms. Maria Cristina de Campos Pires;
Profª. Drª. Mônica Pinazza (USP);
Profª. Ms. Renata Dias (SME/CEU Alvarenga);
Profº Rafael Ferreira Silva (SME/Núcleo Étnico Racial);
Prof.ª Ms. Sonia Larrubia Valverde (SME/DOT-EI).
10h às 12h30 – Mesas-redondas/oficinas

Mediadoras:
Profª. Ms. Ana Paula Ferreira da Silva (Universidade Presibiteriana Mackenzie) ;
Prof.ª Cinthia Bettoi Pais (SME/DRE IP);
Profª Rosangela Gurgel Rodrigues (SME/DOT-EI);
Prof.ª Shirley Maria de Oliveira (SME/CEI Suzana Campos Tauil);
Profª Vera Tomasulo Bruno (SME/DRE PJ);
Prof.ª Ms. Waldete Tristão (USP)
12h30 às 14h – Almoço

14h às 16h30 – Mesas-redondas/oficinas.
Mediadoras:
Prof.ª Ms. Bruna Ribeiro (Assessora SME/DOT-EI);
Prof.ª Ms. Fernanda Borsato (SME/Núcleo Étnico Racial);
Prof.ª Ms. Márcia Cordeiro;
Prof.ª Ms. Maria Cristina de Campos Pires;
Prof.ª Ms. Silvana Lapietra Jarra.

16h30 às 17h30 – Mesa de encerramento.
Profª Drª Maria Malta Machado Campos.
 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.


 

Quem entra na casa do jornalista Alex Branco, 60 anos, logo percebe que ali mora alguém com um estilo de vidaque destoa do urbano tradicional. No quintal, ele mantém um tanque com três carpas e mais de 40 pequenos peixes da espécie kinguio. Uma pequena ponte que atravessa o tanque leva a um banco de madeira que, à sombra de umaárvore da rua, cria o cenário perfeito para uma leitura ou uma esticada nas pernas no fim da tarde.

Mas o tanque é só o cartão de visitas da casa de Branco, um pedacinho rural no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Desde os 25 anos de idade, o jornalista é um hortelão urbano.

Hoje, cultiva mais de 100 espécies vegetais, espalhadas por vários cantos, corredores e paredes de sua casa. A filosofia dele é simples e é aplicada com afinco: “O objetivo é aproveitar todo o espaço e tudo que puder ser plantado ou usado”, diz, apontando um cogumelo espontâneo que nasceu junto a um pé de alface.

 

plantação-morango-horta-urbana-casa-são-paulo-alex-blanco-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)plantação-morango-horta-urbana-casa-são-paulo-alex-blanco-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)

Nos vasos, nascem moranguinhos cultivados sem agrotóxicos, prontos para o consumo (Foto: Lucas Alencar/ Ed. Globo).
 

A horta de Branco é diversa e extensa: uvas, limões, mexericas, caquis, cebolinhas, cerejas, beterrabas, morangos, salsinhas, salsão, rúcula, cenoura, orégano, tomilho, tomatinho, repolho, escarolaalface, capuchinho, taioba, mostarda, lavanda, alcachofra, mamão, pimenta, chuchu, berinjela, espinafre, alho porró, almeirão e couve são apenas alguns dos vegetais cultivados por ele. “Dá para fazer salada todos os dias”, conta, sorrindo.

O jornalista não consegue calcular quanto economiza por mês com o cultivo caseiro, mas garante que suas verduras são “as mais caras do planeta, mas as mais felizes”. “Não produzo em escala, para vender, então a produção é cara. É preciso capinar, cuidar, irrigar. Também não uso veneno para acabar com pragas, tento tirá-las na unha.  Dá trabalho, mas o prazer de comer as coisas que eu mesmo produzo não tem preço”, explica Branco.

 

irrigação-gotejamento-horta-urbana-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)irrigação-gotejamento-horta-urbana-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)

A irrigação é feita com água de chuva armazenada, distribuída em mangueiras. Tudo foi feito por ele mesmo (Foto: Lucas Alencar / Ed. Globo).

Em tempos de pouca chuva, para conseguir irrigar as inúmeras hortas espalhadas pelo quintal, ele instalou um avançado sistema de irrigação, que capta água da chuva – armazenada em uma caixa d’água – ou retira água de um poço artesiano, também construído por ele mesmo. A água é distribuída por mangueiras, como em um sistema de gotejamento.

Branco calcula que já tenha investido cerca de R$ 2 mil com a compra das bombas, encanamentos e caixa d’águapara o sistema.

Nem ele mesmo sabe de onde veio essa vontade de cultivar e a relação com a terra, mas consegue expressar a importância que o contato natural tem em sua vida: “Plantar, cuidar, ver crescer e colher é um ciclo prazeroso. Já faz parte da minha rotina e, se eu não fizer isso, não vou me sentir completo. Além de terapêutico, essa atividade é essencial para a minha saúde mental”, contou o jornalista, que gasta cerca de oito horas semanais com sua horta.

Animais na casa

galinhas-aves-alex-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)galinhas-aves-alex-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)

Filomena e Petrolina são duas das galinhas (um grupo de quatro), que produzem ovos diariamente na casa (Foto: Lucas Alencar / Ed. Globo).

O pedacinho rural no meio da cidade que Alex Branco criou não é composto apenas por espécies vegetais. Nove gatos convivem pacificamente, em harmonia e preguiça com as mudas. Além dos felinos, ele ainda cria sete galinhas, de quatro raças diferentes.

Em um galinheiro suspenso, localizado acima das hortas, também construído por ele, as aves – todas com nomes, de Filomena a Petrolina – produzem uma média de quatro ovos por dia.

Todo o chão do espaço é coberto por palha de arroz, usada por Branco para envolver os excrementos das aves, que depois são depositados junto a restos de comida em um minhocário divido em três andares, que produz húmus e biofertilizante líquido natural, despejados pelo hortelão no solo onde crescem as mudas, reiniciando todo o ciclo. “Nada se perde, nem nada se cria. Tudo se transforma”.


Lucas Alencar e Viviane Taguchi no blog Cidades Verdes.

 


A relação entre a exposição que esteve na Bienal de São Paulo e a que agora se mostra em Serralves, naquela que é a primeira itinerância europeia da bienal brasileira, “é como a de um vinho e uma aguardente: têm sabores diferentes, mas percebe-se a ligação”, diz o escocês Charles Esche, um dos curadores de Como (…) coisas que não existem, que esta sexta-feira se inaugura no Museu de Serralves, onde permanecerá até 17 de Janeiro do próximo ano.

Apresentando 28 artistas e colectivos, dos 75 que puderam ser vistos em São Paulo entre Setembro e Dezembro de 2014, a montagem da exposição em Serralves implicou mostrar cerca de um terço das obras num espaço dez vezes mais pequeno. Uma restrição que se revelou positiva: “Acho que o sabor aqui é mais intenso”, assegura ao Público, Charles Esche, um dos três curadores — os outros são Galit Eilat e Oren Sagiv — responsáveis pela selecção de obras agora mostrada no Porto.

Com uma fortíssima dimensão social e um óbvio desejo de denunciar os efeitos mais negativos da globalização ao mesmo tempo que imagina e pensa outros possíveis, a exposição “conta sensivelmente a mesma história no Brasil e em Portugal”, diz ainda Esche, mas observando que a necessidade de adequar as peças à arquitectura de Siza Vieira gerou diálogos entre determinadas obras que não existiam em São Paulo.

O curador confessa ainda não ter ficado “totalmente satisfeito” com as obras que resultaram de algumas das encomendas feitas para a bienal paulista, e nota que os curadores tiveram agora a possibilidade de escolher a partir de peças que já conheciam.

O texto que Esche e Eilat escreveram para o livro que Serralves editou para acompanhar a exposição — e que se afasta um tanto do catálogo convencional, incluindo não apenas textos críticos, mas contribuições heterogéneas de vários dos artistas representados —, enuncia com invulgar clareza a convicção de que a arte pode mesmo ajudar a mudar o mundo.

Vendo neste início do século XXI “uma época de decepção”, os curadores observam que “os movimentos de oposição estão a ganhar força colectiva, mas terão ainda de apresentar uma narrativa alternativa convincente”, e que, por agora, “a indecisão e o medo dominam tudo e todos”. Mas admitem haver motivos para esperar que “uma grande transformação” venha a “ocorrer mais cedo ou mais tarde”, o que tornaria “urgente” existir, argumentam, “capacidade da imaginação para preparar o terreno”, algo que “a arte no seu melhor pode realizar”.

"Como (...) Coisas Que Não Existem" - Uma Exposição a Partir da 31.ª Bienal de São Paulo.

 

Petição ao Papa

Uma das mais sedutoras obras presentes nesta exposição, com a sua mistura de crítica e humor, é Errar de Deus, uma instalação do colectivo argentino Etcétera que parte da obra de León Ferrari e utiliza algumas das peças deste artista iconoclasta desaparecido em 2013. Ferrari foi censurado na Argentina pelo então arcebispo Jorge Bergoglio, o actual Papa.

Numa sala rodeada por imagens alusivas à devastação dos recursos naturais na América latina, uma bancada vermelha com telefones permite aos visitantes ouvir as conversas de deus com o Papa, Angela Merkel e vários outros interlocutores. Uma ideia inspirada num livro de Ferrari em que este colava trechos bíblicos a notícias de jornais e outros textos, criando diálogos inesperados.

Uma vitrine expõe os divertidos objectos criados por Ferrari, que associam uma estética de brinquedos de bazar a mensagens por vezes bastante violentas, de um Jesus guiando um tanque a Hitler apanhado numa dessas ratoeiras clássicas que aparecem nos desenhos animados de Tom e Jerry ou Speedy Gonzales.

Numa parede, recolhem-se assinaturas para uma petição, a ser entregue ao papa Francisco, pedindo a abolição definitiva do Inferno. Novamente, trata-se de recuperar uma iniciativa original de Ferrari, que escreveu duas vezes a João Paulo II a solicitar-lhe que extinguisse esse local de eternos suplícios. Federico Zukerfeld, um dos elementos do colectivo Etcetera, argumenta que num mundo onde a tortura está ainda hoje tão presente, o Papa deveria decidir se a religião é “um aparelho de guerra e tortura ou uma fonte de libertação”.

A ideia de criar coisas que (ainda) não existem, está bem representada logo na primeira sala do percurso expositivo, onde uma obra da chinesa Qiu Zhijen — enormes mapas que não cartografam apenas lugares, mas também ideias e emoções — convive com uma instalação resultante do trabalho conjunto de crianças e adultos envolvidos num projecto com refugiados palestinianos e moradores de uma favela brasileira.

Noutra sala, uma floresta suspensa de acrílicos figurando um arquivo de documentos da CIA sobre a ditadura brasileira, concebida pela chilena Voluspa Jarpa, dá o tom a várias obras relacionadas com o passado colonial e a heranças das ditaduras latino-americanas.

Com uma forte representação brasileira, mas incluindo também artistas das mais diversas proveniências — da Argentina ao Chile e à Colômbia, de Portugal e Espanha à Itália ou Polónia, de Israel e da Palestina à Turquia ou à China, esta é uma exposição que lida abertamente com os conflitos do presente, da destruição de património no Médio Oriente às tensões russo-ucranianas. Mas Charles Esche prefere falar da sua dimensão “social”, e “não tanto política”, pelo menos em sentido mais estrito, até porque, recorda, o historial de violência na América Latina não é apanágio exclusivo da direita.

Sintomaticamente, o percurso acaba no Inferno, título de um filme de Yael Bartena que mostra a inauguração de uma réplica do templo de Salomão em São Paulo, construída pela Igreja Universal do Reino de Deus com pedras vindas de Israel.

Luís Miguel Queirós no Público.

 


O filme 'Era o Hotel Cambridge', com direção de Eliane Caffé e produção da Aurora filmes, resultado de um coletivo formado pelos Movimento dos sem teto, um grupo de refugiados e 21 alunos da Escola da Cidade, ganhou no último dia 23 de setembro o prêmio ‘Cinema em construção’, no 63º Festival de San Sebastián, na Espanha, destinado a impulsionar projetos em fase de pós-produção.

“Era o Hotel Cambridge” superou o chileno ‘Aquí no ha pasado nada‘, de Alejandro Fernández Almendres; ‘La emboscada‘, coprodução argentino-uruguaia, de Daniel Hendler, e ‘Princesita‘, de Marialy Rivas, produzido por Chile, Argentina e Espanha. Também disputavam o prêmio o chileno-argentino ‘Rara‘, de Pepa San Martín, e ‘Sobrevivientes‘, dirigido por Rober Calzadilla e produzido por Venezuela e Colômbia.

Cinema com Arquitetura

O longa-metragem é uma ficção cujo tema é a convivência entre os moradores sem teto e os refugiados em uma ocupação num abandonado hotel no centro da cidade de São Paulo. O filme foi rodado em dezembro de 2014 e está em fase de finalização.

A diretora Eliane Caffé optou por processos colaborativos de criação entre a direção do filme, o movimento de luta por moradia FLM / MSTC, os refugiados e a Escola da Cidade. Um delicado exercício entre as fronteiras da arquitetura e do cinema, tanto na execução do filme como na trama do roteiro. A diretora de arte Carla Caffé convidou 21 alunos da Escola da Cidade e o professor Luís Felipe Abbud para desenvolver a arte do filme. 

Durante seis meses os alunos conviveram intensamente na ocupação e após entenderem o movimento, o edifício e suas particularidades, desenharam os cenários que foram executados de modo a também equipar as áreas comuns da ocupação.
 
Clique aqui para assistir primeiras imagens do filme.

Fonte: Escola da Cidade.
 
 


Apesar de nunca ter usado placa oficial, o prefeito Fernando Haddad decidiu ampliar a prática para toda a administração municipal. Haddad assinou nesta quarta-feira (30) um decreto para abolir o uso de placas autolacradas (as chamadas placas pretas, identificadas com nomes de órgãos públicos e um número) em automóveis oficiais da Prefeitura de São Paulo.

O texto altera um dos artigos do Decreto nº 29.431, de dezembro de 1990, que regulamenta a gestão de veículos do serviço público municipal. A partir da próxima segunda-feira (05/10), quando entrará em vigor, fica proibida a utilização de placas autolacradas em automóveis oficiais da Administração Direta e Indireta do município.

O decreto de 1990 permitia a utilização dessas placas nos carros destinados ao prefeito e aos secretários.

Desde o início de seu mandato, no entanto, o prefeito Fernando Haddad já dispensou o uso das placas oficiais em seus deslocamentos e só utiliza veículos com chapa comum.

O objetivo da medida é colocar fim à distinção entre veículos oficiais e comuns e reforçar mensagem de que todos os carros são iguais e devem cumprir as leis de trânsito.
 
Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação