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Até o dia 5 de setembro, um prédio vizinho ao Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como Minhocão, deverá ganhar o primeiro jardim vertical permanente autorizado pela Prefeitura. A estrutura, que começou a ser montada no dia 4 de julho, teve seu projeto aprovado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente no mesmo mês. O jardim será instalado em uma empena cega [paredes lisas e externas a edifícios, sem abertura à iluminação, à ventilação e à insolação] de 302 metros quadrados do Condomínio Edifício Huds, localizado na Rua Helvétia, 965. A Prefeitura analisa o pedido de instalação em outros sete prédios da região.

A iniciativa agrega benefícios não só paisagísticos, mas principalmente ambientais, já que com as plantas, a poluição do entorno é também reduzida. Os jardins e os telhados verdes, como são conhecidas as coberturas de vegetação, servem ainda como isolantes térmicos. A medida faz parte do conjunto de ações da Prefeitura para revitalizar a região, como a extensão do seu horário de fechamento aos finais de semana e a ciclovia, inaugurada na última semana.

Publicado em março deste ano, o Decreto n° 55.994 permite a conversão da compensação ambiental em obras e serviços, jardins verticais e coberturas verdes. Os recursos para a implantação dos jardins virão da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, por meio dos Termos de Compensação Ambiental (TCA) com as incorporadoras.

De acordo com o preço público fixado pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o valor do metro quadrado é de R$ 891,03. Nesta primeira intervenção, o valor será de R$ 253.943,55, conforme a metragem do condomínio. A empresa responsável pela implantação do projeto é a W Torre, que fará a manutenção do local por seis meses e depois disso a Prefeitura assumirá o investimento.

O edital de chamamento público foi aberto em maio deste ano e, até o momento, a Prefeitura analisa tecnicamente o pedido de sete condomínios que mostraram interesse em participar. A escolha dos edifícios é feita pela Câmara Técnica de Compensação Ambiental (CTCA) e se dará a partir de alguns critérios, como o fato de a nova área verde proporcionar redução da poluição sonora e do calor no entorno.

Para se candidatar, os condomínios que possuam empenas cegas que estejam localizadas a uma quadra do viário deverão enviar uma carta de intenção na sede da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), localizada na Rua do Paraíso, 387/389 - térreo, das 9h às 16h. 

Benefícios dos Jardins Verticais

O Jardim Vertical é uma estrutura capaz de sustentar e manter vegetações sobre e paralelamente a superfícies verticais. Eles podem ser aplicados em qualquer superfície vertical, como muros, paredes e empenas cegas, pois se adaptam tanto em espaços internos como externos.

Além de melhorar a paisagem urbana, os jardins são capazes de contribuir na filtragem da poluição do ar e no conforto térmico, tanto do edifício onde está instalado, quanto do seu entorno. As plantas auxiliam também no controle da umidade, além de representarem uma significativa barreira acústica.

Não há riscos de infiltração para os locais onde o jardim está instalado. Ele também exige pouca manutenção, pois o sistema de irrigação é automatizado, e pode ser retirado posteriormente, sem que a superfície original seja danificada.

Serviço:

Cartas de intenção para o recebimento de jardins verticais no entorno do Elevado Pres. Costa e Silva
Local: Sede da Secretaria do Verde e Meio Ambiente
Endereço: Rua do Paraíso, 387/389 – térreo
Funcionamento: Segunda à sexta, das 9h às 16h.
Mais informações: 3266-5869

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.
 

 

Juntamente com voluntários, a carioca Clarice Rohde levantou uma casa de 24 metros quadrados em duas semanas. Erguida no Laboratório de Modelos 3D da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esta é primeira WikiHouse da América Latina – modelo construtivo que disponibiliza pela internet plantas arquitetônicas de código aberto (open source) concebidas para imóveis a serem montados por qualquer leigo, em um sistema de encaixe de placas de compensado de madeira.

“Vejo isso como uma reverberação do esforço de empoderamento das pessoas, do faça-você-mesmo”, diz o arquiteto Thiago José de Barros, do Estúdio Guanabara, escritório de arquitetura que estuda o barateamento da WikiHouse original (inglesa) para o Brasil. “Aqui, o preço do compensado encarece a proposta”, explica. Uma alternativa seria incorporar outros materiais formando um sistema híbrido. Além dos convencionais, como tijolo, poderiam ser prensados resíduos usados numa parceria com indústrias, tudo de pasta de dentre, por exemplo.

O interessante, ressalta o arquiteto André Daemon, também do Estúdio Guanabara, é que na escolha do material se aproveite o que tem disponível na região. Para baratear os custos e incentivar o uso do sistema pela comunidade, moradores poderiam comprar coletivamente a máquina CNC (que faz o corte das placas) para uso compartilhado.

Clarice, que acaba de se formar, também abrasileirou sua Wiki. Após estudar as plantas disponíveis no site da WikiHouse Foundation, ela desenvolveu a sua versão, acrescentando varanda (pensando em pendurar redes), beiral (proteger da chuva), telhado inclinado, além de aspectos sustentáveis de climatização (janelas estrategicamente posicionadas para refrescar o ambiente). Ou seja, o modelo não limita as possibilidades dos arquitetos.

 

WikiHouse Foundation / Divulgação.

 

Outros caminhos  

Esta e outras propostas indicam um repensar das moradias tradicionais, em termos de materiais, tamanho, modelo de negócio: casas minúsculas, contêineres modulares, edifícios com escritórios compartilhados, materiais ecológicos.  

Além das novas tecnologias, para o bioarquiteto Francisco Lima, esse repensar tem muito a ver com a questão do consumo exacerbado. “As pessoas vão adquirindo mais consciência do todo e se perguntam: eu realmente preciso disso tudo? Qual é minha real necessidade para ser feliz?”

Do ponto de vista ambiental, o questionamento é positivo, considerando o alto impacto da construção civil para o planeta. Moradias menores, menos impactos. Recorrer a materiais naturais também ajuda.

Segundo Lima, a procura por bambu, madeira e pedra aumentou nos últimos anos, bem como a propagação da bioarquitetura (calcada na saúde do morador e na sustentabilidade), mas sua aplicação ainda é ínfima comparada aos métodos convencionais.

Na internet pipocam fotos de estrangeiros que moram em contêineres marítimos reaproveitados. O tamanho mínimo indicado para residências é de 30 metros quadrados, entretanto é possível criar espaços maiores e incluir outros recursos, como o vidro. No Brasil, estados como Paraná e Rio de Janeiro têm hotéis do gênero, mas poucas moradias. Uma das razões é a falta de financiamento imobiliário, na avaliação de Tatiana Bookman, da Delta Conteiners, empresa paranaense que vende a estrutura. É que os bancos não consideram contêiner como habitação, embora ela acredite que isso deva mudar com o aumento dos interessados.

A vantagem maior é a praticidade. Adaptar um espaço de 200 metros quadrados leva quatro meses, com possibilidade mínima de atraso, já que a execução envolve pouquíssimos profissionais e não é paralisada por chuvas. Se a família crescer, dá para acoplar outro módulo na vertical; se mudar de endereço, encaixota-se tudo para transportar num caminhão.

Para Barros, a capacitação de mão-de-obra não acompanha o ritmo de evolução da construção civil, restringindo-se aos métodos tradicionais. “Aí ficamos refém do concreto, de materiais sujos, molhados e de grande desperdício”, lamenta.

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Fonte: Página22 / FGV.

 

 

Uma produção de 1952, da Jean Manzon Films, mostrando a situação do transporte público em São Paulo na época. A cidade estava com 2.5 milhões de habitantes (aproximadamente 6 vezes menos do que hoje) e já mostrava aquilo que seria sua característica a partir de então: correr atrás do atraso. Essas imagens, captadas há 63 anos mostram que faz tempo que esse desafio de equilibrar crescimento urbano com qualidade de vida sempre foi complicado na maior cidade do Brasil.

Assista o curta 'A Luta Pelo Transporte em São Paulo': https://youtu.be/SMlnCezDiDU

Hoje

A frota da capital paulista em 2015 chega a 8 milhões de veículos, segundo projeção feita com base no número de novos emplacamentos diários feitos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que é de 723. O último dado oficial do departamento é o balanço de abril, quando a frota fechou em 7,98 milhões de veículos, brigando por um espacinho nos 17.000 Km de vias na cidade.

Dica do Wagner Brenner do Update or Die. 
 


A história da capital armênia, Erivan, remonta à fortaleza Erebuni, construída durante o Reino de Urartu, em 782 a.C. – o que a torna uma das cidades mais antigas do mundo. Sua arquitetura é predominantemente marcada pelos anos em que foi república soviética, entre 1920 e 1991. O plano geral e alguns dos principais símbolos da cidade datam de 1924 e levam a assinatura do arquiteto Alexander Tamanyan, nascido na Rússia. Sua obra mais importante é o edifício da ópera, cujo projeto foi premiado no Gran Prix em Paris, em 1937. O local é um dos mais procurados pelos turistas.
 
O estilo neoclássico de Tamanyan garantiu a Erivan ares de uma capital moderna, que conquista o visitante pela organização, limpeza, belas praças e inúmeras fontes de água potável espalhadas pelas ruas. De quase toda cidade avistam-se as montanhas do Ararat e o Aragats – pico mais alto da Armênia, popular entre alpinistas.
 
No coração da capital está a Praça da República, cercada por um complexo de cinco prédios parecidos, divididos entre sedes do governo, escritórios e hotéis, como o Marriot, tradicional por hospedar grandes nomes da era soviética. O lugar chegou a ser chamado Praça de Lenin – uma estátua do líder soviético foi erguida em 1940, mas acabou removida com a dissolução da União Soviética.
 
O Museu de História da Armênia, com riquíssimo acervo arqueológico, e a Galeria Nacional ficam na praça. No chafariz em frente, moradores e visitantes assistem todas as noites ao show das águas dançantes, ao som de trilha sonora que vai da música clássica à pop.
 
Outra obra do arquiteto Tamanyan em Erivan é a Grande Cascata, cujo projeto só saiu do papel após sua morte, em 1936. Trata-se de um sistema de espaços escalonados com fontes, monumentos e esculturas em cada lance. É possível subir a cascata pelas escadas exteriores, em meio a canteiros de flores, ou pelas escadas rolantes interiores, onde fica exposta uma coleção de arte contemporânea do colecionador particular Gerard Cafesjyan. Ela conecta o centro ao bairro localizado nas colinas de Kanaker, onde um famoso representante da diáspora armênia na França, Charles Aznavour, tem uma imponente mansão.
 
Erivan reserva ainda um cantinho especial para os brasileiros: a Praça Brasil, construída em 2000 e formada de canteiros da flor-símbolo do país, a miosótis. A praça foi uma resposta à renomeação, em São Paulo, da estação Ponte Pequena do Metrô, que virou Armênia em 1985. E pelo fato de o Brasil ter sido um dos primeiros países a reconhecer a Armênia como um Estado independente em 1991, após o fim da União Soviética.

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Renata Tranches para o Estadão.
 

 

A ideia nasceu na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou e esculpiu o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai. 

Nos Estados Unidos, a garota Sonora Smart resolveu criar o Dia dos Pais em 1909, motivada pela admiração que sentia por seu pai, o veterano da Guerra Civil William Jackson Smart. A data escolhida para a comemoração foi a do aniversário de William: 19 de junho. Outras famílias começaram a festejar o dia especial no estado de Washington, e aos poucos a data se tornou uma festa nacional. Em 1972, o presidente norte-americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais. Nos EUA, ele é comemorado no terceiro domingo de junho. 

Aqui no Brasil, a festa chegou em 1953. O jornal O Globo difundiu a data visando atrair anunciantes do comércio. Dois anos depois, os jornais da empresa Folha da Manhã se uniram com a TV Record, a Rádio Panamericana (hoje Jovem Pan) e a Rádio São Paulo para comemorar o Dia dos Pais pela primeira vez em São Paulo. Para isso, organizaram um concurso para eleger o pai mais jovem, o mais idoso e o que tinha maior número de filhos. Dos mil inscritos, ganharam o prêmio um rapaz de 16 anos, um senhor de 98 e um homem com 31 crianças. 

A princípio, a celebração ocorria no dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Depois foi transferida para o segundo domingo de agosto. Alguns países festejam o Dia dos Pais no dia 1º de maio. Na Itália, a data é comemorada no dia 19 de março, dia de São José, considerado pai por excelência na tradição católica.

Fonte: Guia dos Curiosos.