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Há dois anos, o grupo iniciou o estudo Territórios populares, que tem como objetivo deslocar o olhar sobre os espaços urbanos. Foto: PBH.Há dois anos, o grupo iniciou o estudo Territórios populares, que tem como objetivo deslocar o olhar sobre os espaços urbanos. Foto: PBH.

Resultado de pesquisa do grupo Praxis, da Escola de Arquitetura da UFMG, a plataforma Leitura do Lugar foi desenvolvida como ferramenta digital que possibilita a representação do espaço urbano sob a ótica dos moradores. A plataforma é parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Carolina Almeida, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG. O grupo Praxis já vinha buscando a possibilidade de desenvolver uma ferramenta digital que apoiasse as pesquisas no espaço urbano. 

Uma das exigências do levante de trabalhadores, durante a greve de 1917, foi a ampliação e a fiscalização dos preços das feiras livres, Foto: Domínio Público.Uma das exigências do levante de trabalhadores, durante a greve de 1917, foi a ampliação e a fiscalização dos preços das feiras livres, Foto: Domínio Público.

No dia 9 de julho de 1917, a polícia de São Paulo (SP) matou um grevista que protestava na porta de fábrica Mariangela, no Brás. Era José Martinez, espanhol anarquista que participava de diversos protestos contra a carestia e as condições de trabalho nas fábricas de cidade. Sua morte foi o estopim para uma das mais longas greves gerais de São Paulo, que durou todo o mês de julho e alguns dias de agosto daquele ano.

Edital de licitação que entrega à iniciativa privada observatório Martinelli será lançado após contribuições ao projeto feitas pela população até o dia 20. Foto: Shutterstock.Edital de licitação que entrega à iniciativa privada observatório Martinelli será lançado após contribuições ao projeto feitas pela população até o dia 20. Foto: Shutterstock.

A população tem até o dia 20 para contribuir com sugestões no projeto de implantação do Observatório Martinelli, no edifício histórico de mesmo nome, no centro de São Paulo. A expectativa da prefeitura é receber 160 mil visitas ao ano, um aumento de 483%, após o repasse da área à iniciativa privada.

O Parque Ecológico do Tietê possui duas divisões, chamadas de núcleos: o Engenheiro Goulart e o Vila Jacuí. Foto: Divulgação.O Parque Ecológico do Tietê possui duas divisões, chamadas de núcleos: o Engenheiro Goulart e o Vila Jacuí. Foto: Divulgação.

Apesar de ser um dos principais pontos turísticos de São Paulo, o Ibirapuera não é o maior parque da cidade. O título pertence ao Parque Ecológico do Tietê (PET), que possui uma área total de 14 milhões de m², o que equivale a aproximadamente oito parques do Ibirapuera, que tem cerca de 1,5 milhões de m².

História
Foto: Acervo Estadão.Foto: Acervo Estadão.

O parque foi criado através do Decreto Estadual 7.868 de 30 de abril de 1976. Foi entregue em 13 de março de 1982 após quatro anos de obras, iniciadas no governo de Paulo Egydio Martins. Durante 25 anos, a área foi um depósito de lixo da prefeitura. Com um milhão e 541 mil metros quadrados, o parque foi dividido em dois: um destinado ao esporte, com um parque aquático, pista de cooper e quadras e outro contemplativo, com um lago de 42 mil metros quadrados e várias ilhas ocupadas por macacos e um trenzinho que leva os visitantes por um passeio.

Número de Visitantes

O Parque abriga mais de 2.000 animais silvestres. Foto: Divulgação.O Parque abriga mais de 2.000 animais silvestres. Foto: Divulgação.

Entretanto, mesmo com o título de maior parque de São Paulo, o PET não figura entre os parques mais populares da cidade, recebendo apenas 330 mil visitantes por mês, enquanto o Ibirapuera recebe cerca de 1,2 milhões de visitas mensais.

Duas partes

A trilha do Parque usada para corridas e passeios. Foto: Gazeta do Tatuapé.A trilha do Parque usada para corridas e passeios. Foto: Gazeta do Tatuapé.

De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), responsável pela administração do local, o Parque Ecológico do Tietê possui duas divisões, chamadas de núcleos: o Engenheiro Goulart e o Vila Jacuí. Enquanto o primeiro possui 14 milhões de m² e já está finalizado, o segundo está em fase de construção. Quando finalizado, a área terá cerca de 107 km², tornando-se o maior parque do mundo e passando a atender as cidades de São Paulo, Guarulhos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis.

Como chegar?

O núcleo principal do parque fica localizado na Rua GuiráAcangatara, 70, no bairro de Engenheiro Goulart, na Zona Leste de São Paulo. O acesso pode ser feito de diversas maneiras. Para quem quiser utilizar o transporte público, a entrada do parque fica próxima da Estação Engenheiro Goulart , que faz parte das Linhas 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Também é possível acessar o parque através da Rodovia Ayrton Senna, no sentido São Paulo/Rio (acesso no KM 17).

O que fazer?

Quatis podem ser vistos na trilha do Parque. Foto: Kekanto.Quatis podem ser vistos na trilha do Parque. Foto: Kekanto.

Aberto todos os dias das 8h às 17h, o parque possui uma série de opções de lazer, como cinco quadras poliesportivas, 17 campos de futebol, quiosques com churrasqueiras e aluguel de pedalinhos.

Por ser uma área de proteção ambiental, o PET também possui o Centro de Recepção de Animais Silvestres, que abriga aproximadamente dois mil animais resgatados, apreendidos ou doados. Há ainda um Centro Cultural, uma biblioteca, o Centro de Educação Ambiental e o Museu do Tietê.

Privatização

Com os planos para privatizar pontos turísticos e áreas verdes da cidade, parques como o Ibirapuera deverão ser concedidos à iniciativa privada. Entretanto, o Parque Ecológico do Tietênão passará por isso, já que o espaço não figura na lista inicial de locais que os governos estudam privatizar nos próximos anos.

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Por Guilherme Strabelli no IG.

 

Alunos da Arquitetura da USP lançam guia que mostra as dificuldades urbanísticas e as marcas sociais e de resistência da maior metrópole do país e seu entorno. Imagem: Google Earth / Reprodução.Alunos da Arquitetura da USP lançam guia que mostra as dificuldades urbanísticas e as marcas sociais e de resistência da maior metrópole do país e seu entorno. Imagem: Google Earth / Reprodução.

Há mais de 20 milhões de anos, um meteoro de 200 metros se chocou contra a Terra, mais exatamente onde está situada hoje a cidade de São Paulo. O impacto resultou em uma cratera de mais de 3,6 quilômetros de diâmetro e cerca de 400 metros de profundidade, descoberta como fenômeno geológico somente anos 1960, por meio de imagens de satélite. O imenso buraco está localizado na região de Parelheiros, no extremo sul da cidade e é uma das seis crateras do tipo existentes no Brasil —no mundo são 183. A chamada Cratera de Colônia, hoje abriga o bairro de Vargem Grande Paulista, e é um dos 143 locais escolhidos para formar o Guia dos lugares difíceis de São Paulo (editora Annablume).