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Instrumento fundamental para o planejamento urbano e prevenção de risco, a Carta Geotécnica está disponível na página de dados abertos da SMDU. 

Cumprindo mais uma etapa do novo Plano Diretor Estratégico, sancionado em 30 de junho de 2014, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) acaba de divulgar em formato aberto a Carta Geotécnica do Município de São Paulo – medida prevista no artigo 299 do novo PDE.

O documento oferece dados a respeito dos tipos de solos, morfologia do relevo, drenagem, dentre outras informações, que possibilitam orientar a ocupação urbana de forma adequada e segura.

A carta Geotécnica ainda prevê diretrizes para que os novos loteamentos sejam construídos de forma equilibrada com as condições de suporte do meio físico. Tal interpretação permite avaliar potencialidades e limitações ao uso e ocupação do solo, consolidando assim mais uma ferramenta de apoio à política de desenvolvimento urbano para estabelecer padrões de ocupação mais adequados às diferentes regiões da cidade.

Para conferir a Carta geotécnica, acesse: http://goo.gl/oj7bNb

Fonte: Gestão Urbana.

Alguns estão nesta estrada há mais de 20 anos, eu cheguei há pouco menos de 5, e tem alguns que foram ontem comigo para a avenida Paulista que estão a apenas 15km (distância do Peri até lá) na estrada, ou seja, acabaram de desembarcar numa viagem mágica, e certamente suas vidas não serão as mesmas a partir de hoje, 29 de junho de 2015.

Temos provavelmente dois pontos de vista para a importância da inauguração da ciclovia da Paulista, o dos que pedalam e o dos demais. Para nós que pedalamos, sempre o mais importante é o caminho, as dores e amores pra chegar a um determinado ponto, o poder desfrutar da conquista como se fosse a primeira. Para os demais, a bicicleta gerou a discussão de tirar espaço ou não do automóvel, reduzir velocidade, proteger vidas, incluir todos num espaço mais democrático.

O movimento cicloativista ganha repercussão muito lentamente por nascer mais próximo das necessidades humanas e não de uma necessidade produzida por diversas indústrias, desde a imobiliária ou a automobilística, que fabricam necessidades e destroem as relações humanas.

Costumo dizer que as conquistas dos movimentos da bicicleta são sempre a cereja no bolo: são simbólicas e apenas um item do bolo.

Tem muito trabalho para fazer um bolo simples ou mais gourmet, mas quem vai na casa da avó saborear sabe depois de alguns anos a importância das conversas, dos puxões de orelha e do gosto doce que era ficar ali ouvindo sua doce fala.

Ontem na Paulista, apesar da rebeldia do nosso movimento #CicloviaNaPeriferia, queríamos também estar ali, pertencer a algo que por natureza tinha que nos manter calados, porque pra muitos de nós éramos inconvenientes. Vimos a cara do secretário municipal de transportes, Gilmar Tatto, ao ver nossa faixa. Vimos aqueles que já nas redes sociais mantiveram distância em repassar nossa ação. Vimos aqueles que, apesar de pensar que são da periferia, já negam as suas origens.

O pior homem não é o que não tem solidariedade com o outro, o pior homem é o que não tem solidariedade com o próprio passado!

Já vi, no meio dos ciclistas ativistas, muitas propostas de ações que poderiam atrasar o processo de ocupação, o processo de levar cidadania e discussão para áreas carentes e isoladas.

Falar de ciclovia na periferia jamais atrasaria qualquer implantação da política pública.

Ciclovia na periferia é uma luta por cidadania, por direito à cidade, e muitos ativistas não entenderam o que isso significa. É um grito por tudo que representa o silêncio de quem não tem tempo para militar, nem pela calçada inexistente na porta de casa (já que seu quarto é a porta de entrada), a discussão da mobilidade por transporte público que nos finais de semana é demorado ou simplesmente não existe (por exemplo, em Perus, o trem sempre parado aos domingos), ou o “fitness” na praça descuidada, que não é de alumínio com suas peças enferrujadas, e cadê o parquinho das crianças?

Foi um tapa na cara a gente querer somar, mas seria um estupro coletivo se nós nos isentássemos de ali estar.

Fiz, sim, silêncio nas redes sociais enquanto eu estava lá, pra mim é sempre difícil ir à avenida Paulista, por algum motivo não me encaixo ali. Fui e levei alguns guerreiros silenciosos que romperam a inércia do momento que era pra ser alegre, mas que tinha cara melancólica.

“Aê, não me engana, a zona norte vai além de Santana” — “Já perdi o trem, eu quero ciclovia no Jaçanã também”- “Já quase morri, pedalo todo dia no Jardim Peri”:  alguns gritos de guerra que ecoamos solitários na multidão que frequentou ontem a Paulista.

A periferia tá muito ocupada em sobreviver e não se enxerga parte das políticas públicas que surgem a partir do centro, por melhores que elas sejam. Estamos acostumados a ser moeda de troca, a aceitar projetinhos prontos que cabem aqui e que não negamos e usamos, veja os CEUs e Centro Culturais.

Fui fazer um corpo a corpo pra chamar o povo das quebradas pra subir com a gente pra Paulista, aí no sábado véspera subi o morro, sou playba, uso sapatênis, tenho alforge e chamo garrafinha pra água de caramanhola, tenho tempo pra ir nas reuniões durante o dia, inauguração de ciclovia na ZL e ser xingado junto com o Fernando Haddad e a Renata Falzoni de vagabundos, estar em almoço de família e ser vítima daquele olhar “virou um hippie”.

Mas fico quebrado quando ouço no morro coisas assim:

“Mas dá pra chegar até a Paulista de bicicleta, parça?”

“Voltamos no mesmo dia, e como volta?”

“Posso atravessar as pontes sem capacete?”

“Ah… mano nossa bike não guenta ir pra lá, não.”

“Noooossssa, aquela faixa vermelha chegando aqui seria chic.”

“Mãe, mas se tiver aqui a gente pode brincar nelas?” (duas crianças no final da avenida Inajar de Souza)

“Aí, mano, nem vou fazer a foto, isso é ilusão.”

“12 milhões, aqui só vão pintar com tinta que desbota” (dono da bicicletaria Vista Alegre).

Eu percorri na véspera da inauguração do Jardim Flamingo, ao lado do Horto Florestal, até o Parque do Canivete, no Jardim Damasceno, na Brasilândia.

Aqui na zona norte as duas últimas contagens de ciclistas pela Ciclocidade, na avenida Inajar de Souza, mostraram que o número de pessoas usando a bicicleta na avenida supera os 1.400 diariamente, o que seria mais do que necessário para ter uma estrutura.

Não nego minhas origens e não nego que tem surgido muitas ciclovias em várias periferias e que o processo ainda está em andamento. O que tememos é que nossas pontes e vias de fundo de vale fiquem fora da implantação. Planejamento tem, e pronto pra ser executado. Falta coragem política de que, assim como foi enfrentado em Higienópolis e na Paulista, sejam priorizadas avenidas nas periferias. E diga de passagem que não seriam ciclovias para induzir demanda, seria para proteger os já existentes.

Obrigado, vó, pelos bolos feito de pão adormecido com cravo.

Obrigado, avenida Paulista, por mais essa conquista.

Roberson Miguel, 35 anos, é técnico em informática do Jardim Peri, zona norte paulistana. Desde 2012 utiliza a bicicleta como transporte pra atender seus clientes. É integrante do coletivo CicloZN, membro pela zona norte da Câmara Temática de Bicicleta no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT). 

Fonte: Farofafá.

Em maio de 2010, numa conversa com o geógrafo Luiz de Campos Jr, fui tocado por uma realidade que me impressionou demais. Luiz me mostrou um desenho feito a mão pelo renomado professor Aziz Ab"Saber nos anos 50 que ilustrava os rios da cidade de São Paulo em sua condição original, ou seja, antes do surpreendente desenvolvimento nos últimos cem anos que redesenhou esse lugar desprezando a sua natureza original e cobriu a presença de centenas de riachos com suas ruas e avenidas entre construções.

Tudo não passaria de uma conversa interessante e sem maiores consequências se não tivesse ouvido uma frase que nunca mais esqueci: rios não morrem. Como? Sim, essa quantidade enorme de pequenos riachos está soterrada, poluída em sua maioria, ignorada pela população, mas estão vivos.

Fomos educados a acreditar que nossos rios não existem mais e os poucos que sobraram estão mortos, pois não é possível a presença da vida em rios que se tornaram esgotos a céu aberto. Mas eles estão vivos sob a cidade e a duzentos metros de qualquer lugar que estivermos podemos cruzar com um curso d"agua enterrado.

A essa altura fui tomado por uma profunda inquietação e proporcional curiosidade. Quero ver isso. Soou uma história inacreditável, bizarra e um tanto exagerada. Podemos fazer uma experiência? Pela minha natureza sensorial, queria checar essa informação de perto, caminhar pela cidade e procurar por essas águas esquecidas.

Combinamos um passeio e partimos do endereço onde moro no Butantã para explorar o entorno como piratas em busca de um tesouro perdido. Para a minha surpresa, numa primeira exploração encontramos indícios da presença de águas a poucos metros de casa.

Rios silenciosos

Uma região da minha vizinhança, na Vila Indiana, por onde circulava há muitos anos, nos chamou atenção pela vegetação mais intensa,  uma região um pouco mais fresca, uma encosta próxima aos muros da Universidade de São Paulo, mas para mim apenas uma área degradada onde o que mais se via eram despejos de entulhos e abandono.

Nos aproximamos desse terreno que estava repleto de taiobas e logo pisamos num solo encharcado. Aqui tem água e muita. Nesse dia, me dei conta que era vizinho das nascentes de um rio que logo o batizamos de Iquiririm , em tupi guarani "rio silencioso".

Naquele mesmo dia, Luiz e eu seguimos as águas do rio Iquiririm, canalizado logo após seu nascedouro, pelas ruas do Butantã até atingir sua foz no rio Pirajussara. Acompanhando o seu percurso, compreendemos a condição real da história da maioria dos rios urbanos da cidade que sofrem as mesmas condições.

Essa pequena e poderosa experiência vivencial foi o marco zero da iniciativa "Rios e Ruas", que criamos para expandir essa nova percepção sobre a cidade a partir do envolvimento dos cidadãos com os rios esquecidos pela cidade.

Desde então, por meio de palestras, debates, entrevistas, publicações, oficinas e principalmente expedições vivenciais pelos rios e riachos de São Paulo, milhares de pessoas estão compreendendo melhor sobre o lugar que vivemos a partir do entendimento das nossas águas.

Descobrir para ver

Queremos descobrir os rios de São Paulo e sabemos que isso é uma longa jornada. Nossa tarefa nesse momento é ajudar a desenterrá-los na consciência das pessoas. Descobrir para ver; ver para querer esses rios limpos e livres, pois sabemos que é impossível querer e cuidar de algo que não vemos. É assim que os grandes movimentos começam e se tornam realidade.

Convidamos todos a enxergar também um novo futuro para São Paulo. Nossa intenção é encontrar formas de conectar as pessoas, os rios e a cidade. E nada melhor que descobrir os rios de São Paulo caminhando pela cidade.

Semanas atrás, a partir de um processo cocriativo chamado Mesa e Cadeira, um grupo de vinte pessoas reuniu seus melhores talentos em comunicação, design, arte e programação para juntos criar um site que permitisse a qualquer pessoa encontrar o rio próximo a sua casa ou trabalho.

O fruto desse encontro de talentos é a plataforma "Cidade azul", que inclui um áudio-guia inédito para qualquer pessoa fazer o percurso de um trecho do Rio Verde a partir de uma de suas nascentes, na estação Vila Madalena. Para isso, basta ter um celular e uma conexão 3G.

Todos os paulistanos são benvindos a fazer parte dessa rede de cidadãos que acreditam no poder transformador de pessoas comuns quando elas se aproximam para agir por uma causa comum. Esse é o nosso jeito de expressar o queremos para São Paulo.

José Bueno, especial para o UOL.

E aqui, assista "Entre Rios", documentário sobre a urbanização de nossa cidade, com enfoque geográfico-histórico, permeando também questões sobre meio ambiente e política: https://youtu.be/Fwh-cZfWNIc

 

Córrego que corta o Parque Linear Feitiço da Vila foi inserido no Programa Córrego Limpo e receberá ações para proteção de sua nascente. Prefeito Fernando Haddad inaugurou o equipamento hoje (27), durante visita à Ação Integrada Prefeitura no Bairro.

Na manhã deste sábado (27), a cidade de São Paulo ganhou um novo parque municipal. Trata-se do Parque Linear Feitiço da Vila,instalado na Rua Feitiço da Vila, no Capão Redondo, zona sul da capital. A área integra a Subprefeitura do Campo Limpo e é cortada pelo córrego da Moenda Velha, um dos 40 inseridos no Programa Córrego Limpo, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP). Com isso, cabe à empresa fiscalizar o descarte irregular de esgoto e executar ações de educação ambiental voltadas à população do entorno. A nascente do córrego está protegida em um espaço de preservação com acesso restrito, onde serão realizadas apenas atividades monitoradas, como trilhas e observação de aves.

Em visita à região para acompanhar a Ação Integrada Prefeitura no Bairro, que intensificou trabalhos de zeladoria e de prestação de serviços na comunidade, o prefeito Fernando Haddad participou da cerimônia de inauguração do parque e ressaltou outras iniciativas que vêm sendo desenvolvidas na área. “A gente já entregou sete equipamentos de educação aqui. Teremos mais oito no segundo semestre. Então, são 15 equipamentos e 35 convênios de creche, porque aqui a fila de creche é muito grande”, afirmou.

O secretário Tadeu Candelária (Verde e Meio Ambiente) destacou que o novo parque poderá ser uma ferramenta para o aprimoramento das estratégias de ensino adotadas na comunidade. “Não podemos esquecer da importância de termos um CEU [Centro Educacional Unificado] como nosso vizinho [CEU Feitiço da Vila]. Já fizemos contato com a gestão do centro educacional e colocamos o parque à disposição de suas necessidades e projetos pedagógicos. Por que não estudar ciências ou biologia ao ar livre?”, declarou.

A estrutura para a execução de atividades pedagógicas já existe. Com uma área 39 mil m2 e cerca de 500 metros de extensão, o Parque Linear Feitiço da Vila possui um “viveiro-escola” com auditório, sanitários e bancadas para trabalhos práticos, estrutura pensada para a execução de ações voltadas à educação ambiental. Além disso, os usuários do novo equipamento poderão usufruir de aparelhos para ginástica, playgrounds e uma pista de caminhada.

Prefeitura no Bairro

Após inaugurar o equipamento, o prefeito Fernando Haddad visitou a Rua Árvore da Vida, onde até o próximo dia 3 de julho ficarão instalados os postos de atendimento da 12ª edição da Ação Integrada Prefeitura no Bairro. A iniciativa, iniciada no último dia 22, beneficiará aproximadamente oito mil famílias por meio da intensificação dos trabalhos de zeladoria e da prestação de serviços oferecidos pelos postos móveis de órgãos municipais.

A ação abrange as áreas do Jardim Comercial, da Cohab Adventista, do Jardim São Bento, do Parque Independência e do bairro Feitiço da Vila, que vêm recebendo serviços como Operação Cata-Bagulho, mutirão da limpeza, manutenção de vias públicas, mutirão nas escolas municipais e CET no seu Bairro, além de atividades de cultura, esporte e lazer, distribuição de mudas e plantio de árvores.

“Essa é uma iniciativa que traz para uma comunidade carente como a nossa a oportunidade de ter todo tipo de assistência da Prefeitura durante 15 dias”, destacou o subprefeito Antonio Carlos Ganem (Campo Limpo). “Todas as secretarias estão mobilizadas para receber críticas e sugestões. Às vezes, pequenas intervenções salvam uma vida. Uma lombada, um semáforo para pedestre, uma faixa de pedestres na frente de uma escola. E isso [a solicitação de implantação], às vezes, demora para chegar [ao gabinete]. Com a Prefeitura no Bairro, muita coisa é feita na mesma semana. Quando é uma coisa mais complicada, a gente leva para a área técnica fazer o projeto para, depois, interferir”, ressaltou Haddad.  

O posto da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recebeu 73 solicitações, sendo que 23 já foram atendidas, 26 estão em fase de projeto para implantação e outras 24 foram encaminhadas a outros departamentos competentes. O posto do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), por sua vez, realizou 195 atendimentos, com 87 encaminhamentos para oportunidades de emprego, além de ter emitido 30 Carteiras de Trabalho.

Para as iniciativas de zeladoria, 100 trabalhadores estão mobilizados, apoiados por 27 veículos. No total, aproximadamente 100 ruas contam com poda de árvores, limpeza e melhorias na iluminação pública. A intensificação das ações de limpeza resultou no recolhimento de 51,5 toneladas de materiais e a operação Cata-Bagulho, sozinha, contabiliza 23 toneladas recolhidas. Trabalhos de desratização também têm sido executados ao longo do córrego da Moenda Velha e de 98 bocas de lobo, localizadas em 27 ruas adjacentes à Árvore da Vida.

As ações na área de saúde também foram intensas. Houve a distribuição de mais de 700 preservativos e a vistoria de mais de 500 residências com verificação e eliminação de criadouros do mosquito da dengue. Além disso, 126 doses de vacina contra o vírus Influenza foram aplicadas nos moradores. Os cães e gatos da comunidade também não ficaram de fora: receberam 181 doses da vacina antirrábica.  

Até o final desta edição da Prefeitura no Bairro, a população terá ainda a oportunidade de conhecer os novos modelos de ônibus que circularão pelos corredores da capital. Os veículos oferecem ar condicionado, internet gratuita por wifi e tomadas para carregar celulares.

A inauguração do Parque Linear Feitiço da Vila e a visita à 12ª edição da Ação Integrada Prefeitura no Bairro foram acompanhadas pela vice-prefeita Nádia Campeão, que também coordena o Comitê Integrado de Subprefeituras (CIS), e pelos secretários municipais Eduardo Suplicy (Direitos Humanos e Cidadania), Luiz Antonio de Medeiros (Coordenação das Subprefeituras), Celso Jatene (Esportes, Lazer e Recreação), Maurício Pestana (Promoção da Igualdade Racial), Nunzio Briguglio (Comunicação), José de Filippi Junior (Saúde), Simão Pedro (Serviços) e Denise Dau (Políticas para Mulheres).

Edições anteriores

A última edição do Prefeitura no Bairro aconteceu na Vila Medeiros, zona norte. Edições anteriores do programa foram realizadas em Pedreira, zona sul, na Parada de Taipas, zona norte, no Conjunto José Bonifácio, em Itaquera, zona leste; no Jardim Ângela, em M’Boi Mirim, zona sul; no Jardim Elisa Maria, Brasilândia, zona norte; no Iguatemi, em São Mateus, zona leste; no distrito Raposo Tavares, no Butantã, zona oeste; no Jardim das Oliveiras e Jardim Miliunas, no Itaim Paulista, zona leste; no Parque São Miguel, no Grajaú, zona sul; e na Vila Brasilina, no Ipiranga, zona sul. O critério para a escolha dos bairros é baseado em indicadores de vulnerabilidade e demanda por serviços públicos.

Fonte: Portal da Prefeitura.

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou nesta quinta-feira, 25, a lei que proíbe a produção e comercialização de foie gras - fígado de ganso ou pato superalimentado - na cidade de São Paulo. A norma, que foi proposta pelo vereador Laércio Benko (PHS) e aprovada por unanimidade na Câmara, também veta o comércio de artigos nacionais ou importados feitos com pele de animais criados exclusivamente para a extração do couro.

O tema foi alvo de debate e protestos na capital paulista. Segundo a Prefeitura, a administração municipal optou por tratar do assunto no âmbito da legislação ambiental. Um parecer da Procuradoria-Geral do Município havia apontado que a intenção do município de legislar sobre a regulação do comércio era inconstitucional.

De acordo com a Prefeitura, foram analisados precedentes internacionais de proteção das aves do sofrimento no processo de alimentação forçada para a obtenção do foie gras. Nesta quarta-feira, 24, grupos de defesa dos animais fizeram um protesto em frente à Prefeitura para pressionar Haddad a aprovar a lei.

Com cartazes e máscaras representando animais, os manifestantes fizeram um ato silencioso e pediram uma reunião com o prefeito para entregar um abaixo-assinado com quase 100 mil assinaturas solicitando a sanção.

A lei entra em vigor em 45 dias e não afeta o consumo ou uso de produtos já adquiridos ou que venham a ser adquiridos fora da cidade. No caso dos itens em couro, a norma não influencia a venda de vestuário, acessório ou calçados fabricados com base na pecuária em geral.

Como informações Estadão Conteúdo.

Uma avenida São João pré-Minhocão é projetada em um telão no MoMa, no qual aparece novinho e faceiro o belo edifício Porchat, de Rino Levi. Imagens depois, vemos os edifícios Planalto e Viadutos, do autodidata Artacho Jurado, em cenas dos anos 50.

A São Paulo que se verticalizava e esbanjava otimismo aparece em "América Latina em Construção: Arquitetura 1955-1980", a maior retrospectiva que, em 60 anos, o MoMa dedica à arquitetura latino-americana. O primeiro salão da exposição, na área mais nobre do Museu de Arte Moderna de Nova York, mostra lado a lado projeções de sete grandes cidades latino- americanas e demonstra diversas semelhanças entre as grandes obras dessas cidades no período –ainda que o diálogo entre elas fosse mínimo (melhorou um pouquinho apenas décadas depois).

Além de apresentar um "quem é quem" da arquitetura latino-americana ao público dos EUA, certamente vai apresentar vários nomes e obras aos próprios latinoamericanos que visitarem o museu. Quantos brasileiros conhecem o estupendo campus da Universidade Central da Venezuela, de Carlos Raúl Villanueva, a poucos quilômetros de um parque desenhado por Burle Marx, em Caracas?

Ou os edifícios residenciais do colombiano Rogelio Salmona, de tijolos aparentes que revestem de fachadas a calçadas em Bogotá? E quantos dos nossos vizinhos conhecem Paulo Mendes da Rocha?

Nos mesmos anos em que Oscar Niemeyer (1907-2012) criava a identidade visual da nova capital do Brasil, um grupo de mexicanos, liderado por Pedro Ramírez Vázquez (1919-2013), fazia seu monumentalismo modernista, no Museu Nacional de Antropologia e no estádio Azteca, que viraram a assinatura do PRI (Partido Revolucionário Institucional).

Apesar de ser uma das pioneiras do modernismo, a região foi esquecida por muito tempo no circuito arquitetônico.

Livros em inglês sobre os grandes nomes da região, com exceção de Niemeyer e do mexicano Luis Barragán, são escassos.

"Tenho três diplomas universitários em arquitetura e não aprendi nada sobre a América Latina em aula", confidenciou Barry Bergdoll, um dos curadores da mostra e diretor do Departamento de Arquitetura do MoMA.

A exposição, aberta até 19 de julho, faz justiça e destaca nomes como Lina Bo Bardi, o porto-riquenho Henry Klumb e o mexicano Juan Sordo Madaleno, além do grande projeto habitacional peruano Previ, a uma nova e numerosa audiência – o MoMa recebe por mês quase 300 mil visitantes, mais do que os dez museus mais visitados de São Paulo juntos.

Iniciados em beisebol.

Apesar da beleza e da relevância do patrimônio construído em exibição, a mostra não se livra dos cacoetes de exposições de arquitetura pelo mundo, apesar do apelo "de massas" do museu. Há quase um monopólio de obras públicas em detrimento da arquitetura feita para o "mercado" (um ícone como o Conjunto Nacional, de São Paulo, aparece apenas no catálogo).

Há espaço um tanto exagerado para o argentino Amancio Williams, que construiu uma única famosa casa em Mar del Plata, mas que foi o mentor do brilhante arquiteto Emilio Ambasz, principal doador da exposição.

O que decepciona, porém, é a dificuldade em dialogar com os leigos. "Aquelas plantas dos prédios são um pouco como papo de iniciado em beisebol, só os arquitetos entendem", disse o próprio presidente do MoMA, Glenn Lowry, em entrevista coletiva.

Fotos recentes dos prédios (do brasileiro Leonardo Finotti) são poucas, e os vídeos históricos não mostram como eles sobreviveram ao uso. Nem um mísero Google Earth ou Street View à mão. A exposição é convencional para uma arte tão 3D como a arquitetura, especialmente para um museu que tem um orçamento 12 vezes maior que o do Masp (parece até mais).

Há três anos, o museu Metropolitan, também em Nova York, dedicou uma exposição ao grande escultor italiano Bernini (1598-1680). Painéis gigantes permitiam comparar as obras reais aos moldes de argila dos estudos preliminares em exposição, e ferramentas digitais demonstravam o trabalho do artista. Renascimento acessível. Mas mostras de arquitetura ainda estão longe desse esforço didático e de sedução do público.

Raul Juste Lores é correspondente da Folha de S.Paulo em Washington.

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