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Recentemente  foi divulgada a lista do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos distritos do município de São Paulo. A lista, publicada pelojornal O Estado de S.Paulo, compreende os 20 distritos com os índices mais baixos e os 20 mais altos, abrangendo, assim, 40 dos 96 distritos da capital paulista.

O Índice de Desenvolvimento Humano  é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, expectativa de vida, natalidade e outros fatores. Trata-se, no entanto, de uma média, portanto, quando aplicado a países, pode não refletir com exatidão as realidades sociais e econômicas de determinadas regiões específicas. Deste modo, é interessante analisar uma lista como esta,  que trata especificamente dos distritos de um mesmo município, pois ficam evidentes o hiato social entre áreas geograficamente tão próximas.

Confira a seguir os 20 distritos com piores indicadores e, na sequência, os 20 melhores de São Paulo:

O Jardim Ângela, na zona sul, tem o 4º menor IDH entre os distritos de São Paulo: 0,750; no ranking geral, é o 93ºO Jardim Ângela, na zona sul, tem o 4º menor IDH entre os distritos de São Paulo: 0,750; no ranking geral, é o 93º

O Jardim Ângela, na zona sul, tem o 4º menor IDH entre os distritos de São Paulo: 0,750; no ranking geral, é o 93º. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.

 20 piores IDH de São Paulo

20 - Jaraguá (0,791).
19 - Sapopemba (0,786).
18 - Capão Redondo ( 0,782).
17 - Vila Jacuí (0,779).
16 - Pedreira (0,777).
 15 - Anhanguera (0,774).
 14 - Perus (0,772).
13 - Brasilândia (0,769).
12 -  Guaianases (0,768).
11 - São Rafael (0,767).
10 - Cidade Tiradentes (0,766).
9 - Vila Curuçá (0,765).
8 - Itaim Paulista (0,762).
7 - Grajaú (0,754).
6 - Jardim Helena (0,751).
5 - Iguatemi (0,751).
4 - Jardim Ângela (0,750).
3 - Lajeado (0,748).
2 - Parelheiros (0,747).
1 - Marsilac (0,701).
 
Com o mesmo IDH da Consolação (0,950), a Vila Mariana aparece na 7ª colocaçãoCom o mesmo IDH da Consolação (0,950), a Vila Mariana aparece na 7ª colocação

Com o mesmo IDH da Consolação (0,950), a Vila Mariana aparece na 7ª colocação. Foto. Ayrton Vignola / Estadão.
 

20 melhores IDH de São Paulo

20 - Campo Grande (0,921).
19 - Santana (0,925).
18 - Butantã (0,928).
17 - Santa Cecília (0,930).
16 - Campo Belo (0,935).
15 - Liberdade (0,936).
14 - Tatuapé (0,936).
13 - Morumbi (0,938).
12 - Bela Vista (0,940).
11 - Lapa (0,941).
10 - Saúde (0,942).
 9 - Santo Amaro (0,943).
8 - Consolação (0,950).
7 - Vila Mariana (0,950).
6 - Itaim Bibi (0,953).
5 - Alto de Pinheiros (0,955).
4 - Jardim Paulista (0,957).
3 - Perdizes (0,957).
2 - Pinheiros (0,960).
1 - Moema (0,961).
 
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Fonte: Arch Daily.


Um novo processo mecânico-químico possibilita atransformação do lixo e chorume (líquido resultante da decomposição) procedentes de residências em uma pasta que pode ser tratada de forma a servir para várias finalidades, a principal delas, água potável. Além da redução em 80% do volume bruto do lixo, outros resultantes são matéria-prima para construção civil, adubo natural e água reutilizável para jardins e limpeza de vias públicas, com pouco trabalho e sem alto custo. Também contempla triagem e desinfecção de recicláveis para comercialização ou retorno à indústria.

O biólogo Guilherme Moraes dos Santos é o idealizador do processo, denominado “Digestão Molecular de Resíduos Sólidos”. Após 12 anos de dedicação, ele conseguiu executá-lo na empresa Urbam, em São José dos Campos (São Paulo, Brasil) onde atua como gerente de projetos especiais. “Toda a estrutura física da matéria, inclusive do lixo, segue um padrão dentro do absoluto controle da luz solar”, afirma o biólogo, explicando que o processo cumpre as leis naturais de desintegração e renovação da matéria na Terra. Ele cita a frase do químico francês Antoine Laurent de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

O intenso mau cheiro do chorume desaparece em poucos minutos de tratamento. “Este processo é uma sinergia química, na qual a molécula de hidrogênio é condicionada em uma escala energética para desintegração e renovação da matéria”, conta o biólogo. Segundo ele, usando a reação de combinação com hidrogênio no chorume, por exemplo, este líquido voltará a ser cristalino e puro. “O hidrogênio, uma molécula muito atuante no planeta, transmuta tudo que não tem utilidade para renovação da vida ou sem funcionalidade ao equilíbrio biológico do solo. Os elementos químicos nocivos tornam-se benéficos”.

Etapas do processo – As etapas envolvidas no processamento envolvem alimentação do reator com resíduos sólidos orgânicos e adição de três componentes enzimáticos. Neste processo ocorre aumento da temperatura até aproximadamente 200º C. O material resultante do reator (motor do processo) é encaminhado para uma peneira de separação entre a parte sólida e parte líquida. É prevista reutilização dos líquidos separados no reator. O material sólido é encaminhado para secagem. Posteriormente pode ser utilizado como fertilizantes e disposto em aterro tendo em vista a redução de volume, entre outros destinos.

O biólogo ainda explica que além de eliminar totalmente o odor, o processo evita gastos milionários para manutenção de aterros sanitários com mantas de alta precisão para conter a contaminação do solo. “A pasta é inerte, o que já justifica a importância deste tratamento dos resíduos que reduz em 80% o volume bruto do lixo”.  Segundo ele, a pasta concentra elementos químicos orgânicos essenciais à cadeia de nutrição do solo, plantas e vida bacteriana da terra. “É vantagem fornecê-la como fertilizante à agricultura para um resultado mais eficiente, preservando fontes de recursos da natureza, em substituição a adubos artificiais altamente impactantes”.

De acordo com Guilherme Santos, esta pasta também pode servir à construção civil, principalmente na confecção de tijolos eficientes e ultraleves para constituir paredes, telhas e artefatos de fundação de edificações. “Isso porque a pasta é constituída por fibras resistentes. Misturada a pouco cimento favorece a produção de materiais resistentes. Este conceito pode permitir soluções práticas para a destinação correta dos resíduos sólidos”, ele acentua.

Conforme o biólogo, os materiais recicláveis que vierem misturados no lixo orgânico podem ser desinfetados para destinação a cooperativas de triagem e venda ou, ainda, serem devolvidos a indústrias na forma de substâncias (borracha, cromo, tinturas, etc). Tais medidas de ‘logística reversa’ estão previstas na Lei Federal 12.305/2010 que versa sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos no Brasil.

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Redação da Envolverde.

 


Mais uma pesquisa vem para comprovar o que se usa como argumento para diminuir os limites no trânsito: velocidades mais altas matam mais. 

Um estudo do Insurance Institute for Highway Safety, um órgão norte-americano que cuida da segurança no trânsito, chegou a conclusão que os aumentos de velocidade nos últimos 20 anos custaram, ao menos 33 mil vidas em acidentes.

De acordo com o estudo, a cada aumento de 8 km/h nos limites de velocidade máxima resultaram em um crescimento de 4% nas mortes. Quando se fala apenas de rodovias, o mesmo aumento de velocidade gera 8% mais acidentes fatais.

Nos Estados Unidos, o limite de velocidade é estabelecido por cada Estado. A única vez em que isso foi estabelecido de maneira nacional foi em 1973, durante a crise do petróleo em que a máxima era de 88 km/h. Hoje o Texas é o estado com velocidade permitida mais alta: 130 km/h.

Na cidade de São Paulo, onde as principais vias tiveram as velocidades reduzidas pela gestão do prefeito Fernando Haddad, o número de mortes caiu de 1.249 em 2014 para 992 em 2015.

Entre as medidas do prefeito estão a revitalização de faixas de pedestres, iluminação, ciclovias e ciclofaixas e a mais polêmica delas, a redução de velocidade, que diminuiu de 90 km/h e 70 km/h nas faixas expressa e centrais e locais das Marginais Tietê e Pinheiros, para 70 km/h, 60km/h e 50 km/h, respectivamente, além de baixar também o limite das principais avenidas para 50 km/h.

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Fonte: Jornal do Carro.


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) recebe até 31 de maio inscrições de projetos para a Chamada 2016 do Fundo Internacional para a Promoção da Cultura (IFPC).

As atividades elegíveis são produção de obras artísticas e culturais e organização de eventos culturais e artísticos de nível nacional, regional e/ou internacional, que contribuam para o fortalecimento da cultura e da criação artística.

Cartaz do programa da UNESCO / Reprodução.

Podem se inscrever artistas, criadores, organizações não governamentais, organismos privados sem fins lucrativos ou órgãos públicos. A prioridade será dada a artistas e criadores entre 18 e 30 anos.

A seleção final ocorrerá em fevereiro de 2017. Os candidatos escolhidos serão notificados até duas semanas antes da data de seleção.

Veja mais informações aqui.

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Fonte: UNESCO.


Celebrado no dia 19 de abril, o Dia Mundial da Bicicleta deve a celebração a um experimento científico. O químico Albert Hofmann (1906 – 2008) foi um cientista suíço mais conhecido por ter sido o primeiro a sintetizar, ingerir e entender os efeitos psicodélicos da dietilamida do ácido lisérgico, conhecido mundialmente como LSD.

Quando era pesquisador do Sandoz Laboratories (hoje Novartis), localizado na Basiléia, Hoffmann começou a estudar algumas plantas como parte de um programa para purificar e sintetizar princípios ativos para uso como produtos farmacêuticos. Enquanto pesquisava derivados do ácido lisérgico, Hofmann foi o primeiro a sintetizar o LSD-25, em 1938. A principal intenção da síntese foi obter um estimulante circulatório e respiratório, ou seja, um analéptico.

Essa pesquisa foi colocada de lado por cinco anos, até 16 de abril de 1943, quando Hofmann avaliou novamente o material. Enquanto trabalhava com o LSD, ele acidentalmente absorveu uma pequena quantidade através de seus dedos e, sem querer, descobriu seus efeitos poderosos.

Dia Mundial da Bicicleta

Três dias depois, em 19 de abril de 1943, o químico realizou um autoexperimento para determinar os verdadeiros efeitos do LSD e intencionalmente ingeriu 250 microgramas da substância, uma quantidade que ele previu ser uma dose limite (para efeito de comparação, hoje uma dose limite real é de 20 microgramas).

Menos de uma hora depois, Hofmann experimentou alterações súbitas e intensas na percepção. Com receio de que tivesse se envenenado, ele então pediu a seu assistente de laboratório que o acompanhasse até em casa. O uso de veículos estava proibido devido às restrições da 2ª Guerra Mundial e fizeram a viagem de bicicleta.

No trajeto, a condição do cientista se deteriorou rapidamente enquanto ele lutava com sentimentos de ansiedade, alternadamente acreditando que o vizinho do lado era uma bruxa malévola e que ele estava ficando louco. Pouco tempo depois de chegar em casa, Hofman recebeu a visita de um médico. Este não detectou nenhuma anomalia física no paciente, a não ser os olhos extremamente dilatados.

Desde então, 19 de abril é celebrado como Dia Mundial da Bicicleta. Hofmann morreu de causas naturais em 29 de abril de 2008, no vilarejo de Burg, em Leimental, perto de Basileia, na Suíça, com 102 anos de idade. Com mais de 100 artigos científicos publicados, o cientista contou em seu livro “LSD: My Problem Child” (LSD: meu filho problemático, em tradução livre) a experiência de pedalar sob efeitos de LSD.

Curta

Os italianos Lorenzo Veracini, Nandini Nambiar e Marco Avoletta produziram um curta chamado “A Bicyle Trip” como trabalho de conclusão do curso no Centro Sperimentale di Cinematografia em 2007. No filme, é possível acompanhar um pouco do que pode ter sido a viagem vivida por Hofman naquele dia. O Dia Mundial da Bicicleta.

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Enzo Bertolini no Vá de Bike.


O município de São Paulo vai adotar o programa Cultivando Água Boa (CAB) para a gestão de bacias hidrográficas em torno dos mananciais que abastecem a cidade. A parceria foi firmada na última terça-feira (12), na capital paulista. A metodologia empregada pela Itaipu Binacional e diversos parceiros na Bacia do Paraná 3 (na margem brasileira do reservatório da Itaipu) levou o prêmio Water for Life 2015, da ONU-Água, de melhor prática de gestão da água e vem sendo replicada em diversas outras regiões do Brasil e também por outros países.

O acordo de cooperação foi firmado durante o Seminário Água Boa em São Paulo: cenários, práticas e soluções, na Bienal do Parque do Ibirapuera. No local também foi montada uma exposição com fotos, depoimentos e conteúdo do CAB. A mostra segue a partir desta quinta-feira (14) para a Umapaz, no Parque Ibirapuera, onde permanecerá durante todo o ano de 2016.

Participaram do seminário o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich; a presidente do Instituto Ecoar, Miriam Dualibi; além de gestores públicos, parlamentares ligados à questão da água, integrantes dos Comitês de Bacias, ONGs, universidades, associações comunitárias e empresas.

O programa

O CAB contém 20 programas desdobrados em 65 projetos interconectados e estruturados de forma conjunta e participativa. Os principais são: Educação Ambiental ; Gestão por Bacias Hidrográficas; Gestão da Informação Territorial; Saneamento na Região; Desenvolvimento Rural Sustentável/Vida Orgânica; Plantas Medicinais; e os programas de inclusão social, produtiva e tecnológica de segmentos socialmente vulneráveis, como indígenas, catadores de materiais recicláveis e pescadores artesanais. 

Um dos aspectos principais do CAB está no fortalecimento das comunidades locais. O envolvimento comunitário fica evidente já nas etapas de implantação do programa em cada uma das microbacias hidrográficas em ações de sensibilização, diagnóstico e planejamento participativo das ações de recuperação dos passivos ambientais. O processo é concluído com o Pacto das Águas, quando todos os participantes firmam o compromisso de realizar as ações de recuperação. Atualmente, 217 microbacias estão sendo recuperadas em torno do reservatório da Itaipu).

“Um dos principais diferenciais da metodologia está nesse processo participativo, de democracia direta e de responsabilidade compartilhada. É isso que dá vitalidade ao programa”, afirma o diretor de Coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich, responsável pela coordenação geral do CAB.

Referência

Os bons resultados alcançados em 13 anos do Cultivando Água Boa tem repercutido nacional e internacionalmente, o que se traduz em diversas parcerias para a replicação da metodologia do programa em outras bacias hidrográficas. Com os governos do Paraguai e da Argentina, o CAB tem colaborado para a recuperação de microbacias na margem paraguaia da Itaipu e também na binacional Yacyretá, localizada no Rio Paraná, 400 quilômetros a jusante de Itaipu.
Em 2013, o CAB se tornou um instrumento de cooperação do governo brasileiro com países latino-americanos e com a Espanha. Hoje, projetos-piloto estão sendo implantados na Guatemala, República Dominica e no país ibérico (nas cercanias de Madri e Vitoria-Gastéiz). 

No Brasil, os governos de Minas Gerais e do Distrito Federal adotaram o programa como política pública em 2015. E, agora, o município de São Paulo se une a esses governos. A capital paulista enfrentou por quase dois anos uma das piores secas de sua história. A situação voltou a se normalizar no final de 2015.

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Da redação do Cultivando Água Boa.
 
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