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Os desafios trazidos pelo processo de urbanização mundial levaram as cidades a desenvolver o pensamento de suas próprias capacidades, necessidades e soluções objetivas.

No entanto, esta lógica não deixa de lado que cada proposta pode ser replicada em diferentes cidades surgidas ou adaptadas de acordo com o ambiente urbano da nova cidade. Com base nesta abordagem, o Fórum Econômico Mundial (WEF, em Inglês) fez um relatório que reconhece dez práticas que se tornaram tendências urbanas de todo o mundo que refletem como cidades estão criando soluções inovadoras para seus problemas e que podem ser adaptadas ou replicadas.
 
As sugestões foram desenvolvidos com a ajuda de novas tecnologias ou metodologias locais, mas podem ser compartilhadas segundo quatro princípios: a capacidade de alavancar recursos subutilizados, gerir da melhor forma a alta demanda por serviços, infra-estrutura projetada em pequena escala e inovação centrada nas pessoas. 
 
© Foro Económico Mundial© Foro Económico Mundial
 
Folder com as tendências de inovação / Fórum Econômico Mundial.
 

1. Área reprogramável (digitalmente) 
 
As desvantagens da expansão urbana, como o aumento do tempo de transferência entre os lugares todos os dias e a perda de terras agricultáveis​​, entre outros, fez com que várias cidades optassem por promover adensamento e uso adequado do espaço. 
 
A este respeito, o Fórum Econômico Mundial destaca três cidades que levaram isso adiante: Glasgow, Nova York, e Melbourne. No caso da capital britânica, decidiu promover uma política urbana que promova o adensamento; a cidade dos EUA começou a promover a transformação de áreas não utilizadas em espaços públicos e Melbourne, transformou 86 hectares de estradas subutilizadas e outras áreas próximas a estações de trem e transporte público para a construção de casas durante os últimos 30 anos.
 
2. “Waternet”: Internet de tubos

Em 2030, a demanda por água doce poderá exceder a oferta em 40%, de acordo com o relatório do FEM. Diante disso, melhorar a gestão dos sistemas para esse recurso torna-se necessário, pois estima-se que só por conta de vazamentos se perde entre 25% e 30%. Por esta razão, a organização internacional reconhece dois casos como exemplos para a gestão eficiente da água. Um deles é TaKaDu, uma empresa sediada em Israel que trabalha na Austrália, América Latina, Europa e Oriente Médio que usa a Internet para monitorar oleodutos e pode ser capaz de detectar eventuais fugas, os níveis de aproveitamento de águas pluviais e evitar inundações.

Outra é Unitywater em Queensland, Austrália que implementou um sistema semelhante, permitiu identificar problemas de rede e reduzir a perda de 1.000 milhões de litros em um ano, o que significou uma economia de US$ 1,9 milhões.

3. Adotar uma árvore através das redes sociais

Ter áreas verdes nas cidades tornou-se uma prioridade para muitas cidades que vêem nesta opção uma forma de melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Neste sentido, vários planos de envergadura são dignos de menção, como a iniciativa Rede Verde de Hamburgo que pretende que 40% da área da cidade que corresponde à vegetação proporcione deslocamentos a pé ou de bicicleta, ou o projeto de Paris que pretende transformar até 2020, um quarto de su área urbana em praças e parques.
 
No mesmo sentido, o Ministério da Habitação e Urbanismo do Chile lançou o Plano de Área Verde Chile, que pretende construir 34 parques urbanos nos distritos das 15 regiões do país que tem déficit dessas áreas, até 2018. Já foram abertos dois: o Parque del Carbón en Lebu (Região do Biobío) e o Parque Comunal Alhué (Região Metropolitana). Este impulso para as áreas verdes é apoiado pelo Painel Internacional Sobre a Mudança Climática que afirma que as árvores são capazes de compensar em até 10 por cento os efeitos das mudanças climáticas. Por sua vez, o WEF reconhece que a Estratégia Florestal Urbana que consiste em fazer com que 70 mil árvores sejam patrocinadas e sejam divulgados seus benefícios nas redes sociais.
 
4. Nova geração de mobilidade urbana
 
O paradigma da mobilidade urbana nos anos 20 e 30, com foco nos setores automotivo e de construção de sua infra-estrutura, fez com que os espaços públicos e a mobilidade, seja a pé, de bicicleta ou de transporte público, não estivessem tão presentes nos últimos tempos. Sem dúvida, o novo paradigma aponta para um planejamento voltado para a escala humana e cidades sustentáveis, reavaliando estes elementos-chave para alcançá-los. 
 
Em face disso, o Fórum Econômico Mundial apoia o aumento da infra-estrutura para aumentar os deslocamentos de modos sustentáveis ​e leva em conta um relatório do governo do Reino Unido que levantou que pequenos investimentos podem incentivar o ciclismo, como o plantio de árvores ao lado de ciclovias como uma medida de segurança e a instalação de semáforos que modulam a velocidade média dos ciclistas que circulam nas proximidades dessas áreas.
 
5. Co-Co-Co: Co-geração, Co-aquecida, Co-resfriada
 
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), três quintos das emissões de dióxido de carbono (CO2) são produzidos pela indústria, para geração de calor e eletricidade.
 
Para mitigar os seus efeitos e incentivar os produtores a reduzí-las, o Fórum sugere a "trigeração", ou seja, a utilização do excesso de calor para fornecer o aquecimento ou arrefecimento de um edifício e melhorar a eficiência energética. E essa técnica não serviria apenas para edifícios trigeração, como também seria útil para a horticultura e para a indústria alimentar em grande escala .
 
Esta metodologia já está sendo utilizada em alguns países nórdicos, sul da Europa, Coréia do Sul e Japão.
 
6. Cidade compartilhada
 
Compartilhar viagens de carro e alugar um quarto por alguns dias numa casa são práticas que estão se tornando cada vez mais comum nas cidades. Isso reflete lentamente que a nível de cidadania, está se mudando de uma economia linear para uma circular, em que o modelo de "tirar, consumir e descartar" é substituído por uma economia circular, ou seja, a do compartilhar.

7. Mobilidade on-demand

A poluição do ar causa mais de um milhão de mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e os carros são reconhecidos como um dos fatores que provocam o alto nível do desencadeamento dessas emissões.
 
Por esta razão, o Fórum recomenda a utilização de modos sustentáveis ​​de mobilidade e aconselha implementar tecnologias de informação e comunicação digital para ajudar o controle do tráfego de veículos de forma mais eficiente e proporcionar maior segurança para os cidadãos que utilizam outros meios de transporte.
 
8. Infra-estrutura para a integração social
 
As medidas de regeneração urbana que Medellin começou a desenvolver no início de 2000 para reduzir a criminalidade e melhorar a qualidade de vida de seus habitantes tornaram-se um exemplo internacional.
 
Sobre isso, o Fórum destaca a abordagem com que tem sido desenvolvidos projetos para a criação de espaços públicos e de melhoria das condições de mobilidade, principalmente o teleférico, afirmando que "o uso de arquitetura e urbanismo como uma ferramenta para o desenvolvimento social pode trazer resultados surpreendentes sobre as mudanças físicas, funcionais e comportamentais ".
 
9. Recursos inteligentes: postes de rua e plataformas urbanas

A renovação das lâmpadas tradicionais para as de LED (light emitter diode) é uma medida que estima-se, nos próximos anos terá  4 bilhões destas novas luzes em espaços públicos nas cidades, porque oferecem melhor iluminação, tem vida útil mais longa e não consomem tanta energia. 

Sobre a mudança das luzes, o Fórum considera que poderia ser melhor explorada para incluir novas tecnologias para monitorar o seu desempenho. Assim, considera que os sensores poderiam ser instalados também para apresentar relatórios sobre as atividades sísmicas, a poluição do ar, clima e tráfego, seja de transporte como de fluxo de pedestres.

10. Agricultura urbana: vegetação horizontal

Um estudo realizado pela britânica Fundación Ellen McArthur, dedicada a promover a economia circular, identificou que cerca de 45% de verduras e legumes produzidos na Europa não são consumidos em função das falhas nas cadeias de distribuição.

Este problema é um tema que, segundo o Fórum deve ser solucionado o quanto antes pois as estimativas de crescimento da população da ONU sugerem que em 2050, haverá 9 bilhões de habitantes em todo mundo e que 70% das pessoas viverão em cidades. Para tanto, afirma que a produção de alimentos em pequena escala pode ser transferida para áreas urbanas, através da construção de jardins urbanos que permitiriam maiores limites máximos de uso, além de reduzir as ilhas de calor.

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Constanza Martínez Gaete no Plataforma Urbana.
*Tradução São Paulo São.

 


O prefeito Fernando Haddad inaugurou nesta sexta-feira (18/12) a primeira Unidade de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde (UTRSS) da cidade, localizada em Itaquera, zona leste. A obra é realização da Secretaria de Serviços, por meio da Autoridade Municipal Limpeza Urbana (Amlurb), em parceria com a EcoUrbis, responsável pela coleta de lixo das zonas sul e sudeste. Com o novo equipamento, a Prefeitura reduzirá em 50% os custos com tratamento dos materiais perigosos descartados por hospitais e clínicas médicas.

“Essa é a maior central de resíduos de serviços da saúde da América Latina, com projeto realizado em prazo recorde”, afirmou Haddad. Ele explica que, como o município não contava com uma UTRSS, todo o lixo da saúde era levado para ser tratado na cidade de Mauá, com custo de R$ 1,40 por quilo. “Agora vamos pagar R$ 0,70 por quilo, o que vai permitir baixar a taxa de resíduos para os profissionais de saúde”, anunciou o prefeito.

Durante a inauguração da UTRSS, Haddad informou que já encaminhou Projeto de Lei para a Câmara Municipal, solicitando a redução dos impostos para coleta de resíduos em consultórios médicos e hospitais.
 

Vista geral externa da central de reciclagem. Foto: Fábio Arantes / Secom.
 
Instalada em uma área de 2.811,36 metros quadrados, a primeira UTRSS de São Paulo foi construída pela EcoUrbis, com investimento de R$ 39.725 milhões. O local tem capacidade para tratar por dia cerca de 40 toneladas de resíduos.

“Aqui esses resíduos serão descontaminados e triturados em equipamentos nacionais, mas com uma das tecnologias mais modernas do mundo”, destacou Simão Pedro, Secretário Municipal de Serviços.

A UTRSS está equipada com cinco autoclaves e máquinas para dar vazão aos subsistemas de exaustão e tratamento das missões atmosféricas. Todo o processo de esterilização do lixo da saúde será controlado por sistema informatizado, com registro de todas as etapas do trabalho. O volume de resíduos deverá cair cerca de 70%, o que contribuirá para reduzir o descarte em aterros sanitários.
 

Embalagens para o material reciclado. Foto: Fábio Arantes / Secom.
 
Outros projetos sustentáveis

Ao entregar a UTRSS de Itaquera, o prefeito destacou outras iniciativas da Prefeitura para preservar o meio ambiente, com o descarte correto do lixo coletado na cidade. Uma delas é a instalação da primeira central de compostagem, inaugurada esta semana na Lapa para reciclar resíduos orgânicos recolhidos em feiras livres e transforma-los em adubo.

Parte desse adubo será utilizada na agricultura familiar de áreas rurais de São Paulo, como o bairro de Parelheiros. “Fechamos o ciclo: ao invés de os resíduos orgânicos das feiras livres serem jogados no lixo e contaminarem o solo e os rios, serão transformados em adubo para produzir alimentos para merenda escolar”, disse Haddad.

Outra iniciativa da Prefeitura é a universalização da reciclagem do lixo doméstico. “Em 2016, o caminhão da coleta seletiva passará por todas as ruas da cidade”, disse o prefeito.

Haddad lembra que EcoUrbis e Loga instalaram duas Centrais Mecanizadas, uma em Santo Amaro e outra na Ponte Pequena, com tecnologia de ponta para fazer a separação do lixo reciclável. “O resultado é que multiplicamos por quatro a nossa capacidade de fazer a coleta seletiva. Agora temos que conseguir adesão da sociedade e por isso precisamos ter caminhões passando de porta em porta para alcançarmos meta de 10%”, falou Haddad. A Prefeitura já está em 85 distritos com esse projeto. Porém somente 40 possuem coleta universal em todas as ruas. 

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.
 
 

 
Produto da colaboração entre os escritórios Lateral Office  e CS Design, juntamente com o EGP Group, Mitchell Akiyama, Maotik e Iregular, "Impulse" é uma instalação de inverno realizada na cidade de Montreal, Canadá. Trinta grandes gangorras e uma série de projeções de vídeo nas fachadas dos edifícios adjacentes, sincronizadas com a música, transformam a Place des Festivals em um "playground iluminado". O projeto foi selecionado como vencedor de um concurso aberto realizado na metade do ano na ocasião do evento Luminothérapie. 
 
Projeções de vídeo em Montreal. Imagem © Martine DoyonProjeções de vídeo em Montreal. Imagem © Martine Doyon
 
Uma série de grandes gangorras instaladas na Place des Festivals permite que cada usuário se torne "o músico de um instrumento inovador". Embora sejam usadas como qualquer outra gangorra, seu movimento faz ativar luzes e auto-falantes embutidos e as trinta gangorras trabalham em concerto para produzir uma composição efêmera em constante mudança. 
 
Simultaneamente, nove projeções de vídeo são exibidas em várias fachadas adjacentes à Place des Festivals. Cada vídeo conta com uma trilha sonora única, com a experiência auditiva e visual ilustrado noções de equilíbrio, simetria e harmonia, bem como seus opostos: desequilíbrio, assimetria e tensão.
 
Projeções de vídeo em Montreal. Imagem © Martine DoyonProjeções de vídeo em Montreal. Imagem © Martine Doyon
 

"Todos os anos ficamos ansiosos em dar a Montreal uma nova e criativa experiência no inverno. As instalações públicas da Luminothérapie transformam nossa relação com a cidade, a embelezam e proporcionam um toque amistoso.

A instalação permanecerá aberta ao público até dia 31 de janeiro de 2016.

Saiba mais aqui.

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 no Arch Daily.

 


O prefeito Fernando Haddad inaugurou nesta terça-feira (15) a primeira central de compostagem do programa Feiras e Jardins Sustentáveis. O pátio piloto foi criado para evitar que resíduos orgânicos (frutas, legumes e verduras) coletados nas feiras livres de São Paulo sejam descartados em aterros sanitários. Pelo projeto, o material será reciclado e transformado em adubo ecológico. O equipamento servirá de referência para outros pátios e quatro centrais de compostagem que serão implantados na cidade em 2016.

“Esse equipamento é o primeiro da cidade de São Paulo. Para uma metrópole, é muito importante recolher os resíduos das feiras e descartar de forma correta, economizando o aterro sanitário. Temos estudos que mostram que podemos reduzir em 10%, 15% e 20% o volume do que é destinado hoje para os aterros”, disse o prefeito, destacando que ações como essa contribuem para diminuir os investimentos necessários para aumentar a vida útil dos aterros.

A iniciativa é uma realização da Secretaria de Serviços, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), em parceria com a Subprefeitura da Lapa e a empresa Inova, responsável pelos serviços de limpeza nas regiões norte, oeste e central do município. Localizado em uma área de três mil metros quadrados na Subprefeitura da Lapa, o pátio piloto vem recebendo, desde setembro, cerca de 35 toneladas semanais de resíduos orgânicos, coletados em 26 feiras da região.“

As pessoas não se dão conta do conjunto de ações voltados para a sustentabilidade de uma cidade que tem 12 milhões de habitantes, mas que pertence a uma região metropolitana que tem 22 milhões de pessoas. O que estamos fazendo aqui é paradigma para o mundo, não só para a América Latina”, disse Haddad.O secretário municipal de Serviços, Simão Pedro Chiovetti, disse que é preciso rever o modelo atual, de recolher os resíduos e transportá-los por longas distâncias até o aterro sanitário. “Temos que pensar como reter os resíduos no meio do caminho e como convencer a população a fazer reciclagem desde casa. Precisamos nos adequar às novas leis globais para preservar o meio ambiente”, afirmou. 

Processo de compostagem

Páteo descentralizado de Compostagem de Resíduos de Feiras Livres, Serviços de Poda e Roçagem de Áreas Ajardinadas. Foto: Cesar Ogata / Secom.

 

O pátio piloto do programa Feiras e Jardins Sustentáveis da Lapa adota um sistema de compostagem de resíduos orgânicos baseado em método criado pela Universidade Federal de Santa Catarina e o Cepagro (Centro de Promoção e Estudos da Agricultura de Grupo). Os resíduos orgânicos são coletados pela Inova nas feiras livres. Esse material é separado e depositado em leiras (canteiros preparados para o recebimento desses resíduos). Em seguida, os resíduos são cobertos por camadas de palha de grama, propiciando o surgimento de bactérias e fungos que degradam a matéria orgânica de forma controlada, sem exalar mau cheiro ou atrair insetos.

Os resíduos de poda triturada garantem que o ar continue circulando, o que é fundamental para o êxito do processo. O adubo será utilizado em ações de jardinagem nas praças. Para estimular a participação da comunidade, a Inova investiu em ações de conscientização ambiental e promoverá visitas a escolas.

Páteo descentralizado de Compostagem de Resíduos de Feiras Livres, Serviços de Poda e Roçagem de Áreas Ajardinadas. Foto: Cesar Ogata / Secom.

Até agosto de 2016, o pátio da Lapa servirá como referência para outros pátios e quatro centrais de compostagem – cada uma com capacidade para processar, diariamente, 50 toneladas de resíduos – que a Prefeitura pretende implantar no município no próximo ano, descentralizando o processo e diminuindo os custos com transporte dos materiais. “A partir deste projeto, esperamos agilizar a implantação dos demais, para espalharmos essa experiência por toda a cidade”, explicou o coordenador de resíduos orgânicos da Amlurb, Antonio Oswaldo Storel Junior.

Storel destacou que o programa Feiras e Jardins Sustentáveis será fundamental para o cumprimento da Meta 92 da atual gestão, que estabelece a compostagem dos resíduos orgânicos das 900 feiras livres de São Paulo e dos serviços de poda da cidade.O prefeito Haddad lembrou que a Prefeitura vem investindo em outros projetos que reduzem o impacto ambiental na cidade de São Paulo. Ele exemplificou a instalação de iluminação com lâmpadas de LED no bairro de Heliopolis, que reduzem em 50% o consumo de energia, e também ações no transporte público, como a criação das faixas exclusivas de ônibus. “Estamos reduzindo o monóxido de carbono porque os ônibus não ficam em engarrafamentos. Fazer o ônibus andar tem um impacto importante para o trabalhador e [impacto] ambiental”, disse o prefeito.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


A Avenida Paulista ganhou nesta terça-feira,15, a última obra pública da artista plástica Tomie Ohtake, morta em fevereiro, aos 101 anos. A instalação da escultura de 7 toneladas e 8,5 metros de altura realiza o sonho da artista de ter uma peça sua exposta na principal avenida de São Paulo.
 
Resultado de um projeto desenvolvido por Tomie em parceria com a Associação Paulista Viva, a obra teve patrocínio do Banco Citi, que comemora 100 anos no País - suas formas poderão ser vistas na frente do número 1.111 da via, sede do banco.
 
Presidente do Instituto Tomie Ohtake e um dos filhos da artista, Ricardo Ohtake afirma que a mãe certamente diria que a escultura é uma homenagem à cidade. “A Tomie gostava muito de fazer obras públicas. Ela considerava que essa era uma maneira de as pessoas tomarem gosto pela arte sem precisar visitar um museu ou ir a uma exposição”, conta. Ao longo da carreira, Tomie fez aproximadamente 50 intervenções urbanas em cidades do Brasil e do exterior.
 
Na capital, as obras mais conhecidas são o Monumento aos 80 anos da Imigração Japonesa, na Avenida 23 de Maio, os painéis da Estação Consolação do metrô, a cobertura do Auditório do Ibirapuera e a tapeçaria do Auditório do Memorial da América Latina, destruída em um incêndio e atualmente em processo de restauração. “A escultura da Paulista tem a cara, os traços da obra da minha mãe. Quem olhar certamente vai reconhecer seu trabalho”, acredita Ricardo, que classifica a peça como uma “obra reversa”, sem forma definida.
 
Tomie costumava dizer que a “linha reta não é da natureza humana”, ao justificar seu apreço pelas curvas, traduzidas em peças que dão a sensação de movimento.
 
A obra inaugurada é mais um exemplo desse portfólio inovador e colorido. Produzida em aço, a partir de um modelo de 40 centímetros desenhado por Tomie, a escultura foi pintada com tinta contra pichação nas cores vermelha, na face externa, e prata, na face interna. Sua instalação, segundo a Paulista Viva, leva arte e cultura de qualidade à avenida.

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Adriana Ferraz em O Estado de S.Paulo.

 


O prefeito Fernando Haddad apresentou na manhã desta segunda-feira (14) ao pleno do Conselho da Cidade três projetos de lei que visam o reequilíbrio urbano da capital paulista. A propostas tratam da criação da Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, da revisão da operação Urbana Água Espraiada e do alinhamento viário do Arco Tietê. As leis, que serão encaminhadas à Câmara Municipal, compõem as diretrizes da criação da Macroárea de Estruturação Metropolitana, prevista no novo Plano Diretor Estratégico (PDE).

“Temos que transformar a cidade com as devidas cautelas, para não gentrificar, para não excluir. Temos várias iniciativas que vão na direção de fazer o desenvolvimento urbano dobrar a esquina entre os rios Pinheiros e Tietê. Isso é importantíssimo para a volta ao Centro”, afirmou Haddad.

Os projetos de incentivo ao desenvolvimento urbano se somam à Revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, que está em debate na Câmara, e a revisões de operações urbanas, como a Água BrancaFaria Lima, já aprovadas pelos vereadores. 

A criação da Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí (OUCBT) visa requalificar as regiões do Cambuci, Mooca, Ipiranga, vilas Carioca e Prudente, no limite das zonas leste e sul. O objetivo equilibrar a oferta de empregos e de moradias na região, promovendo o adensamento populacional, construtivo e incentivando a chegada de mais diversidade de serviços e do comércio local. A licença ambiental prévia para a operação foi obtida em setembro de 2013. 

A previsão é incentivar 6 milhões de metros quadrados de novas construções, com a venda 6,5 milhões de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos comercializados com construtoras para permitir coeficientes de aproveitamento maiores. A expectativa é que rendam cerca de R$ 5,5 milhões em 20 anos. Os recursos arrecadados serão utilizados para o financiamento de obras e melhorias nas regiões de abrangência da operação urbana.

Reunião do Pleno do Conselho da Cidade. Foto: Fabio Arantes / Secom.

Entre as intervenções previstas na operação, estão a construção de duas novas avenidas, ligando Heliópolis à Estação Tamanduateí do Metrô, além da recuperação da avenida do Estado. Na via, o objetivo é recuperar vegetação do rio que leva o nome da Operação Urbana e retirar parte da cobertura de sua extensão. O projeto também prevê a utilização de 25% dos recursos levantados para a criação de 20 mil novas unidades habitacionais de interesse social em toda a área. Cerca de 15% dos recursos serão empregados na instalação de equipamentos públicos.

Está prevista ainda a criação de 11 parques no limite dos cinco bairros, incluindo áreas das regiões do Brás, Sacomã e o Belém. Uma das áreas verdes será implantada na extensão da avenida Tereza Cristina, onde se localiza a Foz do Córrego Ipiranga. As intervenções previstas na operação também pretendem aumentar a drenagem do alto dos montes formados pelos bairros da Mooca e do Ipiranga, aliviando as margens do Tamanduateí e do Moinho Velho. O objetivo do município é criar uma Área de Proteção Permanente (APP) ao redor dos rios, integrada aos parques, com sete novos canais de drenagem. 

Três setores receberão incentivos urbanísticos distintos: a região da Mooca receberá ações de promoção da economia criativa, inclusive com a possibilidade de aquisição de imóveis históricos, o entorno da avenida Henry Ford terá o estímulo a atividades industriais e a Vila Carioca comporá uma plataforma de logística de bens. Para a construção do projeto, foi realizado um amplo processo participativo com diálogos regionais, reunião com movimentos de moradia, associação comercial, CADES e associações de moradores, além de audiências públicas. 

Veja a apresentação da Operação Urbana Bairros do Tamanduateí


Arco Tietê

O segundo projeto de lei apresentado aos conselheiros trata do plano de melhoramento viário doperímetro do Arco Tietê. A proposta prevê conexões entre bairros através de bulevares que priorizam o transporte público, deslocamentos a pé e de bicicleta.  Ruas existentes de menor capacidade serão redesenhadas para que novos modais sejam incorporados à rede. Estão previstas a abertura de 34.373 metros de vias e a ampliação de 40.676 metros com desapropriações e 3.740 metros sem desapropriações.

As estratégias adotadas para o desenvolvimento territorial do perímetro do Arco Tietê baseiam-se nas diretrizes do PDE somadas aos elementos obtidos no processo participativo da elaboração do projeto de revisão da lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, que está em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo, e nos estudos técnicos realizados para a transformação urbana.“É uma região a cidade com uma baixíssima densidade populacional, 63 habitantes por hectare e nós de fato queremos adensar de forma significativa em um local já bastante privilegiado do ponto de vista de empregos”, explicou o secretário Fernando Mello Franco (Desenvolvimento Urbano).

A proposta tem por finalidade viabilizar a implantação de uma rede de mobilidade urbana, interligando de forma abrangente as regiões norte e sul, leste e oeste do Arco Tietê. Essa rede será capaz de integrar o sistema viário local dos distritos e conectar os terminais de transporte público. Leis de alinhamento viário são importantes instrumentos de planejamento que objetivam reservar espaços da cidade para a implantação das novas infraestruturas. A motivação é o atendimento das diretrizes do PDE na busca da melhoria da qualidade de vida, promoção de adensamento populacional em região com grande número de oferta de empregos e aumento das atividades econômicas e sociais da região. A previsão é que em 2016 seja encaminhado à Câmara o projeto de criação da Operação Urbana Consorciada Arco Tietê.

Veja a apresentação do plano de melhoramento viário do Arco Tietê


Revisão da Operação Urbana Água Espraiada

O terceiro projeto foi a lei para atendimento à licença ambiental da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada. A proposta apresenta o Plano Chucri Zaidan, que propõe trazer incremento na oferta de espaços públicos na região. A intervenção inclui a criação de espaços verdes e de novas vias, permitindo maior mobilidade e qualidade do adensamento populacional e na implantação aos novos empreendimentos nessa área.

Em associação a esse plano, e em consonância com o programa de investimentos da operação urbana, novos estudos econômicos e consultas aos órgãos reguladores foram elaborados para permitir a comercialização de novos títulos de Cepac, garantindo o avanço das obras, principalmente de habitação de interesse social. Estão previstas 8 mil unidades, destinadas a população em situação de vulnerabilidade que já reside na região. “A operações urbanas foram criadas para resolver problemas de habitação social, além de requalificação das áreas. Durante muito tempo, várias operações urbanas esqueceram delas”, lembrou a conselheira Ermínia Maricato, urbanista e professora da Universidade de São Paulo.

Por meio da operação, estão em construção as pontes Laguna e Itapaiúna, que facilitarão o acesso à Marginal Pinheiros da população vinda de bairros da zona sul, aliviando a ponte João Dias. A obras devem ser concluídas no primeiro semestre de 2016.

Saiba mais sobre a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada aqui

Macroárea de Estruturação Metropolitana

A Macroárea de Estruturação Metropolitana, contida no Plano Diretor, reconhece urbanisticamente que São Paulo como parte de uma região metropolitana que se articula a partir de importantes eixos viários, ferroviários, rodoviários e das planícies fluviais dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí. O território ao longo dessas infraestruturas possui grande potencial de transformação urbana, econômica e ambiental.

Para adequar as transformações aos territórios específicos, a Macroárea de Estruturação Metropolitana é dividida em três setores: o Setor da Orla Ferroviária e Fluvial, o Setor dos Eixos de Desenvolvimento e o Setor Central. Cada um possui características e objetivos particulares. No Setor da Orla Ferroviária e Fluvial, há grande concentração de emprego e pouco uso residencial. Por isso, é um território estratégico para promover a ampliação da oferta de moradia. O Arco Pinheiros, o Arco Tietê e o Arco Tamanduateí fazem parte desse setor.

Por outro lado, no Setor dos Eixos de Desenvolvimento há muitos moradores, mas com pouca oferta de emprego. Assim, é importante fomentar a dinamização econômica desses eixos. Esse setor inclui, por exemplo, a região do entorno das avenidas Jacu-Pêssego e Cupecê, onde foram demarcados perímetros de incentivo de desenvolvimento econômico.

As renovações previstas na Macroárea de Estruturação Metropolitana visam otimizar e reequilibrar o uso e a ocupação do solo, permitindo um melhor aproveitamento das infraestruturas existentes, além de promover melhorias urbanísticas na cidade. Dentre os instrumentos elencados pelo PDE, destacam-se a Área de Intervenção Urbana (AIU) e a Operação Urbana Consorciada (OUC).

A reunião discutiu ainda o plano de obras gerenciado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, apresentado pelo secretário Roberto Garibe, e as novas regras para projetos de intervenção urbana, apresentado pelo Procurador Geral do Município, Antonio Carlos do Amaral Filho. Também participaram da reunião os secretários municipais Jilmar Tatto (Transportes) e José Américo (Relações Governamentais).

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.

 

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