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A inauguração do primeiro jardim vertical em um prédio vizinho ao Elevado Costa e Silva, o Minhocão, no último mês, despertou o interesse de novos empreendedores para apoiar o projeto. Nesta quarta-feira (14), o prefeito Fernando Haddad recebeu a visita de representantes da empresa Tishman Speyer, que se propuseram a converter R$ 12 milhões, oriundos de compensação ambiental, para a implantação de novos jardins verticais no corredor verde do Minhocão. A estimativa é que até 40 empenas cegas [paredes lisas e externas de edifícios, sem abertura a iluminação, ventilação e insolação] sejam beneficiadas com o projeto.
 
Jardim vertical em prédio vizinho ao Elevado Costa e Silva, o Minhocão. Foto Cesar Ogata / Secom.
 
O jardim vertical é uma estrutura capaz de sustentar e manter vegetações em superfícies verticais. Eles podem ser aplicados em muros, paredes e empenas cegas, pois se adaptam tanto em espaços internos como externos.

“O procedimento agora é obter a autorização dos condomínios para a instalação das empenas e a apresentação do projeto de cada empena para ser aprovado pelo Verde [secretaria]. Eles [condomínios interessados] têm que apresentar um projeto, os técnicos têm que avaliar o tipo de muda, as especificações de cada empena, tem uma série de questões técnicas, mas da parte da empresa a disposição é máxima em fazer ali o quanto antes”, afirmou o prefeito.

Além de melhorar a paisagem urbana, os jardins são capazes de contribuir na filtragem da poluição do ar, reduzindo em até 30%, e diminuem em até 7ºC a sensação térmica do edifício onde estão instalados, além de beneficiar também o seu entorno. As plantas auxiliam também no controle da umidade e representarem uma significativa barreira acústica. Não há riscos de infiltração para os locais onde o jardim está instalado.
 

Patrocínio para manutenção dos jardins

Para auxiliar os moradores dos condomínios beneficiados após o primeiro ano de implantação dos jardins verticais, o prefeito também afirmou na tarde desta quarta que pretende regulamentar nos próximos dias um termo de compromisso permitindo que outras empresas realizem a manutenção dessas estruturas em troca da assinatura do patrocínio institucional dos locais. Esse termo será semelhante ao que é utilizado para a preservação de praças, permitindo a exibição das marcas das empresas responsáveis pela conservação.“Ela [empresa] ganha um espaço institucional de assinatura para o período após o vencimento do Termo de Compensação Ambiental. Então essa questão da manutenção também estará resolvida. O condomínio terá mais segurança de que poderá contar com o auxílio da Prefeitura, porque nós já temos também empresas nos procurando para manter os jardins verticais mediante essa contrapartida”, afirmou Haddad.

Jardins Verticais

Publicado em março deste ano, o Decreto n° 55.994 permite a conversão da compensação ambiental em obras e serviços ambientais, jardins verticais e coberturas verdes. Os recursos para a implantação dos jardins virão da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), por meio dos Termos de Compensação Ambiental (TCA) com as incorporadoras. A medida fez parte do conjunto de ações da Prefeitura para revitalizar a região, como a extensão do horário de abertura do Minhocão para pedestres e ciclistas aos finais de semana e a inauguração de 4,1 km de ciclovia na avenida Amaral Gurgel. O primeiro condomínio beneficiado pelo projeto do jardim foi o Edifício Huds, localizado na rua Helvetia. 

A estrutura, que começou a ser montada no dia 4 de julho e foi concluída em setembro, conta com 302 m² de vegetação instalada na empega cega do edifício, a maioria do mural composta por espécies nativas da região.De acordo com o preço público fixado pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o valor do metro quadrado é de R$ 891,03. Nesta primeira intervenção, o valor será de R$ 253.943,55, conforme a metragem do condomínio. A empresa responsável pela implantação do projeto é a W Torre, que fará a manutenção do local por seis meses e depois disso a Prefeitura assumirá o investimento.

Os jardins verticais exigem pouca manutenção, pois o sistema de irrigação é automatizado, e pode ser retirado posteriormente, sem que a superfície original seja danificada.O edital de chamamento público foi aberto em maio deste ano e, até o momento, a Prefeitura analisa tecnicamente o pedido de dez condomínios que mostraram interesse em participar. A escolha dos edifícios é feita pela Câmara Técnica de Compensação Ambiental (CTCA) e se dará a partir de alguns critérios, como o fato de a nova área verde proporcionar redução da poluição sonora e do calor no entorno.

Para se candidatar, os condomínios que possuam empenas cegas que estejam localizadas a uma quadra do Minhocão deverão enviar uma carta de intenção na sede da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, localizada na Rua do Paraíso, 387/389 - térreo, das 9h às 16h.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


O site 500px acaba de divulgar o ranking de cidades mais fotografadas em seu banco de imagens. Das 25 cidades, São Paulo ficou em 18º lugar. Um vislumbre do que pode te esperar na próxima viagem nesta lista de cidades mais fotogênicas.

As informações foram conseguidas através dos dados de GPS das fotos na base de dados do site, que conta hoje com mais de 6 milhões de usuários. O portal não confirmou a data de início estipulada para o levantamento. Confira!

25. Florença, Itália.

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Foto: Guerel Sahin.


24. Montreal, Canadá.

Arman AyvaArman Ayva

Foto: Arman Ayva.

23. Barcelona, Espanha.

Armen GhArmen Gh

Foto: Armen Gh.
 
 
22. Taipé, Taiwan.

Hanson MaoHanson Mao

Foto: Hanson Mao.
 

21. Vancouver, Canadá.


 Jason Duncan Jason Duncan

Foto: Jason Duncan.


20. Viena, Áustria.

Alexander AignerAlexander Aigner

Foto: Alexander Aigner.


19. Lisboa, Portugal.

Jorge MaiaJorge Maia
Foto: Jorge Maia.
 
 
18. São Paulo, Brasil.

Robson OrtlibasRobson Ortlibas
Foto: Robson Ortilibas.
 
 
17. Kiev, Ucrânia.

Sergey PolyushkoSergey Polyushko
Foto: Sergey Polyushko.
 
 
16. Milão, Itália.

Francesco AlamiaFrancesco Alamia

Foto: Francesco Alamia.
 

15. Seattle, EUA.


Daniel CheongDaniel Cheong

Foto: Daniel Cheong.
 

14. Moscou, Rússia.

Max VysotaMax VysotaFoto: Max Vysota.          
 
 
13. Vestmannaeyjar, Islândia.

 

 Gürkan Gündoğdu Gürkan Gündoğdu

 Foto: Gürkan Gündoğdu.

 

12. Istambul, Turquia.

Samet GülerSamet Güler
Foto: Samet Güler.

 

11. Tóquio, Japão.

Pat CharlesPat Charles

Foto: Pat Charles.

 

10. Amsterdam, Holanda.

Miguel Angel Martín CamposMiguel Angel Martín Campos

Foto: Miguel Angel Martín Campos.
 
 

9. Veneza, Itália.

Aaron ChoiAaron Choi

Foto: Aaron Choi.

 

8. Chicago, EUA.

Stanley Chen XiStanley Chen Xi

Foto: Stanley Chen Xi.

 

7. Cidade do Vaticano, Vaticano.


Nicodemo QuagliaNicodemo Quaglia

Foto: Nicodemo Quaglia.


6. São Francisco, EUA.

Laurent MeisterLaurent Meister

Foto: Laurent Meister.

5. Singapura, Singapura.

 Jonathan Danker Jonathan Danker

Foto: Jonathan Danker.

 

4. Toronto, Canadá.

Tim GawecoTim Gaweco

Foto: Tim Gaweco.

 

3. Londres, Inglaterra.

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Foto: Kimerajam

 

2.  Paris, França.

Loïc LagardeLoïc Lagarde

Foto: Loïc Lagarde.
 

1. Nova York, EUA.

Anthony FieldsAnthony Fields

Foto:Anthony Fields
 
 
Ruca Souza é jornalista do iPhoto Channel. Atua como fotógrafa na área de still e fotojornalismo. Ruca também tem uma banda de rock: www.rucasouza.com

 


Eram 2h30, mas Gustavo Gomes ainda estava acordado. É que o garoto leva a sério o desafio de escrever: "Mudei os textos umas cinco vezes e ainda achei que não ficaram bons." 
 
Aos 11 anos, o menino se esforçava na madrugada para terminar as quatro colunas que deveria escrever para serem publicadas na "Folhinha". Ele estreia como novo colunista do caderno neste sábado (10), falando sobre diversidade e igualdade. 
 
"No meu colégio tem bastante gente negra, mas acaba tendo preconceito", diz o garoto, que é negro e estuda em uma escola municipal no Itaim Paulista (zona leste de São Paulo). "Uma menina tinha nojo de mim na primeira série, falava que não era para eu tocar nas coisas dela." Ele afirma ainda já ter sido hostilizado pelos colegas por não gostar de futebol e por ser muito estudioso. 
 
O estudante conta que a mãe trabalha como ajudante-geral em uma fábrica, e o pai, que não mora com eles, é mecânico. Na coluna "Ideias....", Gustavo vai falar também de outros assuntos do dia a dia na escola, como a tensão da semana de provas. "O professor tem que dar mais chance para os alunos darem sua opinião na aula, e não ficar falando sem parar", critica. 
 
O garoto chamou a atenção na internet ao discutir sobre racismo em um vídeo que teve quase 395 mil visualizações. Em entrevista à Folha, conta qual foi o melhor dia de sua vida e quais são seus sonhos, entre eles o de escrever um livro que faça mais sucesso que "Harry Potter". Leia abaixo a conversa. 
 
Você já sofreu preconceito?
Já sofri muito preconceito, por ser negro, por ser esperto e por não gostar de futebol. Quando tinha 9 anos, falavam que eu não era homem, que não era macho porque não gostava de jogar bola. O pessoal também ficava me chamando de "nerd", falando que eu deveria usar óculos. Mas acho que não combina com o meu rosto, fica um negócio muito grande. Se bem que acho que vou precisar mais para frente, porque leio muito e fico muito no computador. 
 
O que houve para você achar que estava sendo vítima de preconceito?
As pessoas me xingavam muito de negrinho, de negrinho pastoreiro. Na minha escola tem bastante gente negra, mas acaba tendo preconceito. Já sofri preconceito até de pessoas negras e de pessoas que têm amigos negros. Uma menina tinha nojo de mim na primeira série, falava que não era para eu tocar nas coisas dela. Dizia: "Eu tenho nojo de gente negra". E eu respondia: "Também sou humano, também sou gente, tenho que ser tratado igual". Mas você pode usar o melhor argumento do mundo, e a pessoa não vai ouvir, porque você é negro e ela já está com isso na cabeça. É só uma desculpa para dizer que não gosta de você. 
 
O que você mais gosta de fazer?
Gosto de ler, de conversar e de ficar na internet. Fico procurando curiosidades, principalmente no Fatos Desconhecidos e no Mega Curioso. São os dois melhores sites da internet. Eu fico nisso o tempo inteiro, umas cinco horas por dia. Eles falam sobre coisas que ninguém sabe, tipo que sal também serve para limpar a panela. Se a comida ficar grudada e você jogar sal, ela sai mais rápido. 
 
Qual é sua matéria preferida na escola?
Varia com o professor. No ano passado, eu não tinha matéria preferida, porque só uma professora ensinava todas as matérias e eu não gostava dela. Nesse ano, eu estou gostando mais de português, porque a professora é bem legal. 
 
O que faz um professor ser bom?
O jeito que ele aborda a aula. Tem que bater papo, conversar, perguntar a opinião. Tem que dar mais chance para os alunos falarem na aula, e não ficar falando sem parar. 
 
Qual foi a coisa mais legal que você já fez?
A coisa mais divertida que eu já fiz foi uma viagem para Santos. Nunca tinha ido para a praia, foi maravilhoso! A melhor coisa foi dar uma cambalhota completa junto com a onda. Eu tinha uns seis anos, não lembro de nada antes disso, minha vida começou na primeira série. Por ter aquele valor sentimental de ser a primeira vez, foi um divisor de águas na minha vida. É como se fosse antes e depois da cambalhota: a.C. e d.C. 
 
Qual é o seu maior sonho? Meu maior sonho?
Nossa, eu sou muito sonhador. Na verdade muito iludido mesmo. Sei lá, conhecer o Barack Obama... Quero escrever um livro que faça mais sucesso que 'Harry Potter', que consiga ter tanto fã quanto ele. Já está no meu planejamento de vida. Mas ainda não sei sobre o que vai ser. 
 
O que quer ser quando crescer? 
Estou superindeciso entre ser escritor, psicólogo e arquiteto. Faz um ano que estou nessa indecisão. 
 
Qual é a parte mais legal de ser o novo colunista da "Folhinha"? 
É uma coisa bem alucinante, porque, um ano atrás, se alguém falasse que eu ia escrever uma coluna na Folha, eu ia falar: "Aham, senta lá". E nesse tempo virei colunista e escrevi um livro de poemas. Vou lançar no dia 17 de outubro, aqui na biblioteca da escola. São poemas sobre tudo, desde café até planetas. 
 
Tem alguma coisa sobre a qual você queria escrever, mas não escreveu? 
Sobre música. Sempre quis dar a minha opinião, mas eu definitivamente não consigo escrever sobre música. Já tentei, mas saiu tão ruim que nem levei para as crianças e para a professora lerem. Não mostrei para ninguém. Até rasguei. Fico triste, porque eu gosto muito de ouvir e de cantar. 
 
Acha que toda criança pode escrever um bom texto? 
Acho que sim, só precisa de esforço. Não pode falar "eu não consigo". Se você quer alguma coisa, tem que se esforçar. Acho que falta compromisso, não só entre as crianças, mas entre as pessoas. Elas acham que aquilo ali é só uma tentativa, se distraem com qualquer coisa. Tem que terminar. Você tem que se empenhar naquilo e colocar como projeto principal, e não deixar em segundo plano. 
 
O que recomendaria para quem quer ser um colunista como você? 
Recomendo que se esforce, que não deixe para escrever no último minuto. Coloque o melhor de si, revise o máximo que puder e veja se outros acham bom, além de você. Não é só escrever e mandar.
 
Se você quer ser um colunista como Gustavo, é só mandar um texto de mil caracteres para [email protected], com nome, idade e "Ideias" na linha de assunto. O autor muda a cada mês e deve ter até 12 anos. O conteúdo é livre, você pode falar sobre brincadeiras, games e outros temas.
 
Júlia Barbon na Folhinha da Folha de S.Paulo.
 


Em 2015, a Educação Infantil na Cidade de São Paulo comemora 80 anos de história. Para celebrar a trajetória, iniciada em 1935 com a criação dos Parques Infantis por Mario de Andrade, na época diretor do Departamento de Cultura da cidade, a Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com o Instituto Alana, realiza a partir de outubro uma série de ações por toda a cidade. Dentre elas, um Congresso Comemorativo, uma programação especial aberta ao público no Parque do Ibirapuera e atividades promovidas pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs).

Para iniciar a programação especial, a Prefeitura de São Paulo vai iluminar, a partir da noite desta segunda, 5 de outubro, cinco pontos da cidade com a cor laranja âmbar: o Viaduto do Chá, a Ponte das Bandeiras, a Biblioteca Mario de Andrade, a Estátua do Borba Gato e o Monumento às Bandeiras. A iluminação especial também poderá ser vista pelos paulistanos nos dias 6, 16 e 17 de outubro. O projeto conta com apoio da Secretaria de Serviços.

Também nesta segunda, 5 de outubro, entre 18h e 21h30, e no dia 6 de outubro, das 8h às 17h30, será realizado no Auditório do Anhembi o Congresso Comemorativo “80 anos da Educação Infantil Paulistana: participação, escuta e diálogos sobre as infâncias”. O evento, que contará com a participação de 4.500 professores, gestores e profissionais que atuam nas unidades de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino (RME), promoverá debates e divulgará boas práticas educativas realizadas nas escolas. 

No dia 17 de outubro acontecerá a celebração “80 anos da Educação Infantil Paulistana no Parque Ibirapuera”. Entre 9h e 13h30, educadores e educadoras que atuam nas unidades de Educação Infantil da RME e do Instituto Alana promoverão oficinas culturais e uma feira de trocas de brinquedos para cerca de 4 mil participantes, entre profissionais da RME, bebês e crianças e seus familiares e responsáveis. A programação será aberta e gratuita, o que possibilita aos moradores da cidade de São Paulo a oportunidade de conhecerem de perto projetos e ações que fazem parte da rotina dos alunos da RME.

Desde o começo deste ano, uma série de atividades já acontecem nas 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) para marcar a data. Clique aqui e conheça as ações que se estendem até o fim do ano.

Abaixo, a programação do Congresso Comemorativo:

5 de outubro – 18h às 21h3018h: Acolhimento

19h: Apresentação cultural
19:30h : Abertura solene com participação de autoridades.
20h: Conferência: A Educação Infantil Paulistana no contexto nacional, com a Prof. Ms. Célia Serrão (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
21h30: Encerramento

6 de outubro – 08h às 17h30

8h às 9h – Credenciamento
9h às 10h – Conferencias simultâneas.

Participantes:
Profª. Drª. Ana Lucia Goulart de Faria (Unicamp);
Profª. Drª. Marina Célia Moraes Dias (USP);
Profª. Drª. Márcia Gobbi (USP);
Prof.ª Ms. Maria Cristina de Campos Pires;
Profª. Drª. Mônica Pinazza (USP);
Profª. Ms. Renata Dias (SME/CEU Alvarenga);
Profº Rafael Ferreira Silva (SME/Núcleo Étnico Racial);
Prof.ª Ms. Sonia Larrubia Valverde (SME/DOT-EI).
10h às 12h30 – Mesas-redondas/oficinas

Mediadoras:
Profª. Ms. Ana Paula Ferreira da Silva (Universidade Presibiteriana Mackenzie) ;
Prof.ª Cinthia Bettoi Pais (SME/DRE IP);
Profª Rosangela Gurgel Rodrigues (SME/DOT-EI);
Prof.ª Shirley Maria de Oliveira (SME/CEI Suzana Campos Tauil);
Profª Vera Tomasulo Bruno (SME/DRE PJ);
Prof.ª Ms. Waldete Tristão (USP)
12h30 às 14h – Almoço

14h às 16h30 – Mesas-redondas/oficinas.
Mediadoras:
Prof.ª Ms. Bruna Ribeiro (Assessora SME/DOT-EI);
Prof.ª Ms. Fernanda Borsato (SME/Núcleo Étnico Racial);
Prof.ª Ms. Márcia Cordeiro;
Prof.ª Ms. Maria Cristina de Campos Pires;
Prof.ª Ms. Silvana Lapietra Jarra.

16h30 às 17h30 – Mesa de encerramento.
Profª Drª Maria Malta Machado Campos.
 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.


 

Quem entra na casa do jornalista Alex Branco, 60 anos, logo percebe que ali mora alguém com um estilo de vidaque destoa do urbano tradicional. No quintal, ele mantém um tanque com três carpas e mais de 40 pequenos peixes da espécie kinguio. Uma pequena ponte que atravessa o tanque leva a um banco de madeira que, à sombra de umaárvore da rua, cria o cenário perfeito para uma leitura ou uma esticada nas pernas no fim da tarde.

Mas o tanque é só o cartão de visitas da casa de Branco, um pedacinho rural no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Desde os 25 anos de idade, o jornalista é um hortelão urbano.

Hoje, cultiva mais de 100 espécies vegetais, espalhadas por vários cantos, corredores e paredes de sua casa. A filosofia dele é simples e é aplicada com afinco: “O objetivo é aproveitar todo o espaço e tudo que puder ser plantado ou usado”, diz, apontando um cogumelo espontâneo que nasceu junto a um pé de alface.

 

plantação-morango-horta-urbana-casa-são-paulo-alex-blanco-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)plantação-morango-horta-urbana-casa-são-paulo-alex-blanco-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)

Nos vasos, nascem moranguinhos cultivados sem agrotóxicos, prontos para o consumo (Foto: Lucas Alencar/ Ed. Globo).
 

A horta de Branco é diversa e extensa: uvas, limões, mexericas, caquis, cebolinhas, cerejas, beterrabas, morangos, salsinhas, salsão, rúcula, cenoura, orégano, tomilho, tomatinho, repolho, escarolaalface, capuchinho, taioba, mostarda, lavanda, alcachofra, mamão, pimenta, chuchu, berinjela, espinafre, alho porró, almeirão e couve são apenas alguns dos vegetais cultivados por ele. “Dá para fazer salada todos os dias”, conta, sorrindo.

O jornalista não consegue calcular quanto economiza por mês com o cultivo caseiro, mas garante que suas verduras são “as mais caras do planeta, mas as mais felizes”. “Não produzo em escala, para vender, então a produção é cara. É preciso capinar, cuidar, irrigar. Também não uso veneno para acabar com pragas, tento tirá-las na unha.  Dá trabalho, mas o prazer de comer as coisas que eu mesmo produzo não tem preço”, explica Branco.

 

irrigação-gotejamento-horta-urbana-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)irrigação-gotejamento-horta-urbana-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)

A irrigação é feita com água de chuva armazenada, distribuída em mangueiras. Tudo foi feito por ele mesmo (Foto: Lucas Alencar / Ed. Globo).

Em tempos de pouca chuva, para conseguir irrigar as inúmeras hortas espalhadas pelo quintal, ele instalou um avançado sistema de irrigação, que capta água da chuva – armazenada em uma caixa d’água – ou retira água de um poço artesiano, também construído por ele mesmo. A água é distribuída por mangueiras, como em um sistema de gotejamento.

Branco calcula que já tenha investido cerca de R$ 2 mil com a compra das bombas, encanamentos e caixa d’águapara o sistema.

Nem ele mesmo sabe de onde veio essa vontade de cultivar e a relação com a terra, mas consegue expressar a importância que o contato natural tem em sua vida: “Plantar, cuidar, ver crescer e colher é um ciclo prazeroso. Já faz parte da minha rotina e, se eu não fizer isso, não vou me sentir completo. Além de terapêutico, essa atividade é essencial para a minha saúde mental”, contou o jornalista, que gasta cerca de oito horas semanais com sua horta.

Animais na casa

galinhas-aves-alex-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)galinhas-aves-alex-sao-paulo-cidades-verdes (Foto: Lucas Alencar/Ed. Globo)

Filomena e Petrolina são duas das galinhas (um grupo de quatro), que produzem ovos diariamente na casa (Foto: Lucas Alencar / Ed. Globo).

O pedacinho rural no meio da cidade que Alex Branco criou não é composto apenas por espécies vegetais. Nove gatos convivem pacificamente, em harmonia e preguiça com as mudas. Além dos felinos, ele ainda cria sete galinhas, de quatro raças diferentes.

Em um galinheiro suspenso, localizado acima das hortas, também construído por ele, as aves – todas com nomes, de Filomena a Petrolina – produzem uma média de quatro ovos por dia.

Todo o chão do espaço é coberto por palha de arroz, usada por Branco para envolver os excrementos das aves, que depois são depositados junto a restos de comida em um minhocário divido em três andares, que produz húmus e biofertilizante líquido natural, despejados pelo hortelão no solo onde crescem as mudas, reiniciando todo o ciclo. “Nada se perde, nem nada se cria. Tudo se transforma”.


Lucas Alencar e Viviane Taguchi no blog Cidades Verdes.

 

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