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Investigar o futuro é o trabalho do designer Guto Requena ao longo dos últimos 15 anos. Dentro desta abrangente pesquisa, a faceta que mais tem chamado sua atenção recentemente é o urbanismo. “Estamos em um momento de reocupação da rua, do espaço público”, diz. É neste cenário vibrante que se passa a sua série de vídeos Design Hoje!, patrocinada pela Gafisa e lançada no Design Weekend, em cartaz nos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro até o fim do ano e disponível no canal de Guto no You Tube.

São cinco episódios, com diferentes temas e entrevistados. O novo design brasileiro, com Adélia Borges, colunista da Bamboo, fala das caraterísticas do design contemporâneo brasileiro e do design na dimensão urbana. Design e mobilidade apresenta as reflexões de André Moral sobre a importância das ciclovias e a pesquisa sobre o futuro da mobilidade urbana do alemão Max Schwitalla. Design pela natureza mostra Marko Brajovic discorrendo sobre o design inspirado pela natureza, as tecnologias digitais e a evolução nas relações entre pessoas e design. A casa do futuro traz o Nomads, Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da Universidade de São Paulo, que estuda o morar perante novas estruturas familiares e a fabricação digital.
 

Por fim, Cidade, arte e tecnologia, mostra o bate-papo entre Guto e Giselle Beilgueman, ambos especialistas na intersecção entre os temas. “Vejo um futuro em que os edifícios não são mais envelopes, mas sim em que a arquitetura é interativa. Luzes e computadores são tão importantes quando tijolos”, diz o arquiteto. Seu próximo projeto, uma fachada digital para o prédio do SESI-SP, que será inaugurada no fim de outubro, é mais um exemplo de arte digital na cidade. 

Temas tão profundos são abordados na série com leveza, em pílulas de três minutos. “Não é feito apenas para especialistas, é acessível a qualquer pessoa. Afinal, o futuro das cidades é uma preocupação de todos”, explica. Num formato em que o áudio é fator principal, podem ser assistidos por quem está de pé, andando, no taxi – em fim, são pensados para a vida urbana contemporânea. “Considero a cidade como o principal personagem da série”, resume Guto.

Maria Silvia Ferraz / Bamboo.


Em matéria desta quarta-feira do jornal americano Wall Street Journal, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi classificado como "visionário", por suas políticas sociais e reformas do sistema de mobilidade.


"Se o impopular prefeito de São Paulo fosse o chefe de São Francisco, Berlim ou alguma outra metrópole de característica inovadora, ele seria reconhecido como umvisionário em políticas urbanas", diz o jornal.

O texto ressalta a importância do projeto social Braços Abertos, que dá apoio a usuários de crack a se livrar da dependência química, e reconhece o esforço do prefeito em criar soluções de mobilidade para uma cidade superlotada, representadas pela implementação das ciclovias e corredores de ônibus.

Outro fator ressaltado pelo jornal é o fechamento de vias como a Avenida Paulista e o Minhocão para lazer dos paulistanos. "Em uma cidade tão carente de áreas verdes, a medida proporcionou o deleite de pedestres, ciclistas e skatistas, mas desagradou comerciantes e moradores do local."

Pelo fato de essas políticas desagradarem parcelas mais conservadoras da população, o jornal aposta que a oposição usará essas cartas para tentar impedir sua reeleição.

"Essas iniciativas lideram as críticas a sua administração, caracterizada como 'demagógica' e 'imprudente', como definiu o editorial do jornal O Estado de S. Paulo", diz o texto. "Outros críticos classificam as ciclovias como um luxo em uma cidade com índices crescentes de criminalidade, escolas desmoronando e hospitais falidos."

O jornal ressalta, no entanto, que as iniciativas vêm sendo bem aceitas por especialistas em transporte e pela população. O jornal cita a aprovação de 80% das ciclovias e de 91% das faixas de ônibus para justificar que Haddad aproveitou seu mandato para mudar o conceito centrado no automóvel que a cidade sempre teve.

De Raphael Martins / EXAME.com    

 


A 9ª Pesquisa sobre Mobilidade Urbana feita pelo Ibope para o Dia Mundial Sem Carro, nesta terça-feira, 22, indica que caiu 11 pontos porcentuais o número de motoristas que usam o automóvel todos os dias ou quase todos os dias na capital paulista. Em 2014, 56% dos paulistanos diziam usar o carrodiariamente, ante 45% neste ano.
 
A pesquisa foi encomendada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Foram entrevistados 700 moradores da capital, acima de 16 anos, entre os dias 28 de agosto e 5 de setembro. Os números foram apresentados na manhã desta terça-feira, 22, no Sesc Consolação.
 
Os moradores de São Paulo gastam, em média, oito minutos a menos nos deslocamentos em comparação com o ano anterior, indicou o estudo. Somente entre os que usam o carro todos os dias, o tempo médio de locomoção diária é de 2h48 - uma queda de cinco minutos em relação aos números de 2014. Por outro lado, os usuários do transporte público passaram a gastar dez minutos a mais nos deslocamentos. Quase a metade dos paulistanos (48%) gasta pelo menos duas horas por dia, considerando o total.
 
Segundo Maurício Broinizi, coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo, a tendência é de que mais paulistanos deixem o automóvel em casa porque o tempo de deslocamento entre quem se locomove de carro e de transporte público é quase igual. "O que está dando para perceber é que, talvez, o tempo de deslocamento dos ônibus tenha realmente melhorado em relação à locomoção de carro. O tempo que se gasta no trânsito está quase empatando."
 
Bicicleta
O levantamento apontou que, em 2007, 34% afirmavam que não usariam bicicleta na capital "de jeito nenhum". O número de pessoas que recusava a locomoção por bicicleta vem caindo ao longo dos anos: em 2014, eram 24% e, em 2015, 13%. Entre os que não usam bicicleta, 44% declararam que usariam caso houvesse mais segurança, outros 18% se tivesse mais sinalização nas ruas e 13%, mais ciclovias (em 2014, o número era 26%). Caso houvesse uma boa alternativa de transporte, 80% afirmaram que deixariam de usar o carro, contra 71% no ano passado.
 
Lotação
Em relação ao ano passado, cresceu a percepção de que a lotação é maior. A pesquisa mostrou que 59% disseram que a lotação aumentou no último ano, 30% afirmaram que está igual e 8% acreditam que diminuiu. Em 2014, 39% disseram que a lotação havia crescido, 54% declararam que estava igual e 7%, que reduziu.
 
Transporte público
A avaliação do transporte público é mais negativa entre os que declararam utilizar carro "todos os dias" ou "quase todos os dias" (4,1) em relação aos usuários do próprio serviço, que deram nota de 5,1. A diferença também é grande no item "tempo gasto para se deslocar": a nota média entre os que usam carro todos os dias ou quase é 3,3, e de 5,2 entre os que não usam.
 
Ônibus
As notas em relação ao serviço dos coletivos de São Paulo continuam abaixo da média (5,5). Mas, de acordo com a pesquisa, "houve significativa melhora" no porcentual de notas 9 e 10 nos itens como limpeza, conservação e manutenção dos terminais (passou de 5% para 13%), cordialidade e respeito por parte de motoristas e cobradores (de 5% para 10%), limpeza, conservação e manutenção dos ônibus (de 4% para 10%), tempo de duração da viagem (de 2% para 8%), entre outros. Entre os entrevistados, 90% são a favor da construção de faixas e corredores de ônibus. "É um dado significativo porque no começo teve muita reclamação e, agora, os usuários de carros estão respondendo favoravelmente", afirmou Broinizi.
 
Áreas problemáticas
As áreas mais citadas foram saúde (55%), segurança pública (37%), educação (33%), desemprego (33%), trânsito (29%), transporte coletivo (27%), abastecimento de água (21%) e poluição (17%). Os itens 'trânsito' e 'transporte público' vêm caindo ao longo dos anos. Hoje são, respectivamente, a 5ª e 6ª preocupações dos paulistanos. Em 2014, a preocupação do paulistano com desemprego era de 11%. Uma pergunta inédita na pesquisa apontou que 62% dos entrevistados - ou alguém que mora no mesmo domicílio - já tiveram problemas de saúde em função da poluição de São Paulo.

Confira o infográfico produzido pela Fecomércio:http://scup.it/a1sf
 
Juliana Diógenes / O Estado de S.Paulo.
 


Mais de 200 pessoas compareceram na manhã deste sábado (19), no Vão Livre do Masp - Museu de Arte de São Paulo para a audiência pública do programa Rua Aberta, que debateu a abertura da avenida Paulista para pedestres e ciclistas, exclusivamente aos domingos. Os participantes puderam utilizar o microfone para dar suas opiniões sobre o projeto, puderam esclarecer dúvidas com as secretarias municipais envolvidas na ação e fazer críticas a medida.

Em três horas de debates, além da proposta de horário da abertura da via para pedestres e ciclistas, que é das 9 às 17 horas, e o trecho de interdição proposto para o fluxo dos veículos motorizados, da praça Osvaldo Cruz a Rua da Consolação, também foi apresentado um plano para mitigar possíveis efeitos na região. Dentro das mais de 20 falas feitas após a apresentação, apenas cinco foram contrárias a medida, que visa ampliar e promover uma melhor ocupação de espaço público, garantindo novos locais de lazer.

As sugestões feitas na audiência serão avaliadas pela administração municipal, antes da decisão ou início da abertura para pedestres e ciclistas da Paulista. “Daqui para o final do ano, acredito que estará tudo resolvido e teremos um novo paradigma de lazer, sobretudo aos domingos”, disse o prefeito Fernando Haddad durante visita as obras do Hospital Municipal da Vila Brasilândia, na zona norte.

“Acredito que ninguém está contra a abertura da Paulista, ou peremptoriamente contra. As pessoas querem que se leve em conta a situação local, não só da Paulista, mas de qualquer outra via com a finalidade de não prejudicar os moradores ou quem vive nessas ruas”, disse o secretário da Coordenação das Subprefeituras, Luiz Antonio de Medeiros.

“Tivemos duas experiências com a Paulista aberta e fiquei satisfeito de ver, por exemplo, as redes nos postes ou as esteiras no chão, com as pessoas exercendo a cidadania e ocupando o espaço público, mas para isso, precisamos organizar melhor e para isso servem as audiências públicas”, afirmou o subprefeito da Sé, Alcides Amazonas.

Durante a audiência, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que para garantir o deslocamento, a ideia é permitir a travessia de veículos e ônibus no cruzamento da Paulista com a Brigadeiro Luís Antônio e estuda ainda adotar a mesma medida na Augusta. Em relação a alternativas de trajeto, foram apresentadas as ruas Cincinato Braga, São Carlos do Pinhal, Consolação e Alameda Santos, além da 9 de julho, 23 de maio e 13 de maio. Em relação aos hospitais e hotéis, em acordo com eles, serão feitas canalizações por cones autorizando a entrada de veículos. O mesmo será feito com os moradores de prédios que não tem entrada de garagem pelas paralelas, que serão cadastrados previamente pelo município.

“O compromisso que temos com o Ministério Público é fazer as audiências públicas, além de apresentar os estudos do ponto vista da circulação, para depois, tomar uma decisão de abrir em definitivo”, disse Tatto, que acredita que com entrega dos estudos, a via poderia ser aberta já no próximo domingo (27), como marco da Semana da Mobilidade.

“Se essa semana conseguirmos passar todo o material para o Ministério Público, é possível abrir no próximo domingo, até porque tem a Semana da Mobilidade, que poderia ser aproveitada como simbólica e uma marca da cidade. O mundo todo está discutindo o Dia Mundial Sem Carro”, afirmou o secretário.

Favoráveis
Entre os favoráveis a abertura da Paulista para pedestres e ciclistas aos domingos, maioria entre as falas e intervenções na audiência públicas, o argumento é que a medida, além de dar mais opções de lazer e reduzir a poluição, ampliando a saúde, não teria impacto no trânsito e até geraria mais movimento para comerciantes da região.

“Além de ser um espaço importante para que as pessoas interajam entre elas, também é um lugar de lazer. Nossa cidade é carente deste tipo de espaço e o impacto seria positivo, não só nos comércios de alimentos e bebidas, mas entre os hotéis, que estão mais vagos no fim de semana e podem diversificar sua clientela com turismo, além do visitante de negócios”, disse o integrante do Centro de Empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Ciclocidade, Renê Fernandes.

De acordo com um dos coordenadores do coletivo Minha Sampa, o advogado Guilherme Aranha Coelho, uma petição pela internet já reúne mais de 6.000 pessoas favoráveis a abertura da Paulista. Em pesquisa de seu grupo, mais de 40% dos comércios fecham aos domingos na avenida e entre os que abrem no dia, somente 25% são contrários. Segundo ele, os cerca de 15 edifícios residenciais da Paulista tem entrada de carros pelas laterais.

“É uma minoria defendendo um privilégio, então, temos que pensar em um bem coletivo maior”, afirmou, lembrando que Bogotá, na Colômbia, abre 150 km de vias contínuas para pedestres e ciclistas aos domingos.

Contrários

Entre os contrários, a principal crítica está nas dificuldades que os moradores teriam para acessar suas residências e em especial, para receber visitantes aos domingos, além do custo que a estrutura para organizar a abertura para pedestres e ciclistas poderia gerar ao município.

“Precisamos estar preparados para os problemas que o fechamento vai trazer. É preciso preparo para mediar mais um conflito na cidade. Além disso, o fechamento vai demandar equipe, estrutura, mais GCM, mais CET e banheiros. Isso gera custo para um orçamento que é tão comprometido”, afirmou o representante do Conseg Liberdade, Rafael Vitorino.

“A abertura é um ato egoísta, pois não podemos fazer do nosso momento de lazer, um incômodo para terceiros. Fechar a Paulista ou a Brás Leme vai significar empurrar incomodidade para os outros”, disse o morador da zona norte, Eduardo Brito.

Outras subprefeituras
Neste sábado (19) a Prefeitura de São Paulo iniciou uma série de 32 audiências públicas para discutir e debater com os cidadãos as ações do programa “Rua Aberta”. A iniciativa tem o objetivo de abrir para pedestres e ciclistas ruas e avenidas de grande relevância no perímetro de 1 a 3 quilômetros, aos domingos e feriados, das 10h às 17h. Com o impedimento do trânsito de veículos motorizados, a intenção é que as vias recebam atividades artísticas, esportivas, gastronômicas e culturais gratuitas.

Foram três audiências nas subprefeituras de Aricanduva (zona leste), Campo Limpo (zona sul) e Sé (centro), que aconteceu no Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), a partir das 10h, para debater a abertura da avenida Paulista. No domingo (20), serão mais duas audiências nas regiões da Cidade Ademar (zona sul) e Lapa (zona oeste).

“As audiências servem, sobretudo, para fazer mudanças e retificações. Aqui, por exemplo, tivemos muitas sugestões e é preciso tentar resolver essas questões colocadas. Isso não serve só para ouvir as pessoas e depois, não fazer nada. É ouvir as pessoas e realmente buscar soluções para as questões levantadas”, afirmou o secretário Medeiros.

“A cidade que queremos terá o transporte coletivo melhor do que temos hoje. Terá espaços públicos melhor do que temos hoje, mais planejados. Teremos 160 parques, que estão previstos. Terá melhores condições para habitação social. Mas só vamos chegar na cidade que queremos se tivermos políticas públicas que vão neste sentido”, disse o secretário municipal de Cultura, Nabil Bounduki.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


 
 

A Torre Eiffel faz parte dos monumentos projetados para a Exposição Universal – evento público mundial, também conhecido simplesmente como Expo, de proporções magnânimas – que se tornaram símbolos dos países que sediaram o evento. Entre eles estão o Atomium, em Bruxelas, construído para a Expo 58, e o Skyneedle, na Austrália, na Expo 88.
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