Clássicos do diretor paulistano Roberto Santos são restaurados - São Paulo São


"O Grande Momento" (1957) e "A Hora e a Vez de Augusto Matraga" (1966), dois clássicos do cinema brasileiro dirigidos por Roberto Santos, ganharão novas cópias.
 
Os herdeiros do cineasta (1928-1987) contam que o processo de restauração de "O Grande Momento" foi concluído no começo do ano. Já o de "Augusto Matraga", uma adaptação do famoso conto de João Guimarães Rosa (1908-1967), está em fase de finalização.

A restauração foi realizada pela Cinemateca Brasileira em conjunto com parceiros externos. A família do diretor gostaria de lançar os dois filmes em DVD e na Netflix, mas alega esbarrar em um empecilho com relação a "Augusto Matraga".

As filhas de Guimarães Rosa, explica a viúva do cineasta, não autorizam a distribuição comercial da obra. "As filhas querem um comprovante do contrato de cessão dos direitos autorais do conto. Mas isso ocorreu nos anos 1960, naquela época não havia esse rigor todo na documentação", diz Marília Santos.

"Os direitos do conto foram comprados em 1963, por um produtor chamado Ferdinando Aguiar. Ele não conseguiu fazer o filme e passou os direitos para o Roberto depois. Não temos o contrato. Mas há vários registros da imprensa da época que mostram o Guimarães nas filmagens, na estreia do filme. Caso não tivesse cedido o conto, não teria ido, né?", argumenta Marília.

Procurada, a família de Guimarães Rosa não quis comentar o fato.

"O Grande Momento", filme de estreia de Santos, narra a trajetória de um jovem (Gianfrancesco Guarnieri) angustiado em busca de dinheiro para pagar sua festa de casamento.

Retrato realista dos impasses dos trabalhadores numa grande cidade (São Paulo), o filme foi um dos precursores do cinema novo, movimento que ganhou força nos anos 1960.

Em "A Hora e a Vez de Augusto Matraga", Leonardo Villar interpreta o personagem-título, um fazendeiro violento que revê seus atos após ser vítima de uma emboscada. O longa representou o Brasil na competição oficial do Festival de Cannes em 1966. "As cópias em película destes dois filmes estavam bem deterioradas.

Especialmente o "A Hora e a Vez", que tinha problemas graves no som e em alguns trechos. A restauração veio em ótima hora. Pena que ocorra esse problema com o 'Matraga'", diz Roberto Santos Filho.

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Redação da Ilustrada / Folha de S.Paulo.




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