Um pouco da história do Terminal Rodoviário da Luz e fotos em cores do local - São Paulo São

Inaugurado em 25 de janeiro de 1961, o Terminal Rodoviário da Luz recebeu críticas desde sua abertura até ser desativado em 1988. As reclamações iam desde a o local inadequado para a construção, em pleno centro da cidade, ao seu polêmico estilo arquitetônico, tomado por pastilhas e repleto de painéis coloridos que hoje fariam lembrança ao estilo de Romero Britto.


Já houvera intenção, no início dos anos 1950, de se fazer uma estação rodoviária em São Paulo na região da Luz, mas em pleno Parque da Luz, ideia que acabaria rejeitada. O terminal de passageiros da Luz, com dezenove mil metros quadrados, foi inaugurado próximo às estações ferroviárias da Luz e Júlio Prestes, centralizando o transporte intermunicipal da cidade na mesma região. 

Anúncio da Rodoviária de 1961.Anúncio da Rodoviária de 1961.

A obra foi construída durante a gestão do governador Ademar de Barros, pela parceria dos empresários Carlos Caldeira Filho e Octávio Frias de Oliveira com a prefeitura de São Paulo. Destacavam-se em sua arquitetura o chafariz no hall central e as pastilhas coloridas nas paredes internas, que foram eliminados quando o local foi reformado para abrigar um shopping, anos mais tarde conhecido como Fashion Center Luz. Ele seguiria nesta atividade até 2007, quando o local foi demolido para dar lugar a um suposto centro cultural que jamais saiu do papel. 

Mesmo tanto tempo depois de desaparecido daquela região, até hoje muitos saudosos lembram-se da antiga rodoviária, que marcou a vida de muitos que entravam e saiam de ônibus de São Paulo até, pelo menos, duas décadas atrás. Os 2,5 mil ônibus que passavam diariamente pela rodoviária chegavam a levar até uma hora para percorrer um trecho que não chegava a ter duzentos metros.

Fizemos uma seleção de 16 imagens coloridas da antiga rodoviária, para matar a saudade de quem a frequentava e para saciar a curiosidade de quem nunca a viu de perto.

Na área externa, destaque para um ônibus de Guarulhos (o que está no meio da foto).Na área externa, destaque para um ônibus de Guarulhos (o que está no meio da foto).

Vista de um dos corredores da parte interna Rodoviária.Vista de um dos corredores da parte interna Rodoviária.

O relógio de orientação para partidas indicava 10h15.O relógio de orientação para partidas indicava 10h15.

Pastilhas fazima parte do cenário e estavam nas paredes e colunas.Pastilhas fazima parte do cenário e estavam nas paredes e colunas.

Uma manhã tranquila na rodoviária para os passageiros na espera.Uma manhã tranquila na rodoviária para os passageiros na espera.

O colorido da Rodoviária era algo que impressionava os passantes.O colorido da Rodoviária era algo que impressionava os passantes.

Floreiras bem cuidadas podiam ser vistas nas colunas.Floreiras bem cuidadas podiam ser vistas nas colunas.

Antes do embarque, o descanso nos bancos.Antes do embarque, o descanso nos bancos.

Os predinhos antigos à direita da foto, resistiram e estão lá até hoje.Os predinhos antigos à direita da foto, resistiram e estão lá até hoje.

O colorido dominava a rodoviária por todos os lados.O colorido dominava a rodoviária por todos os lados.

Em primeiro plano a imagem da Padroeira do Brasil e ao fundo, a antiga estação ferroviária.Em primeiro plano a imagem da Padroeira do Brasil e ao fundo, a antiga estação ferroviária.

Na perspectiva, uma visão colorida e futurista da Rodoviária.Na perspectiva, uma visão colorida e futurista da Rodoviária.

O fluxo tranquilo das pessoas pelos corredores de embarque.O fluxo tranquilo das pessoas pelos corredores de embarque.

Vista da área externa de embarque da Rodoviária.Vista da área externa de embarque da Rodoviária.
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Por Douglas Nascimento no São Paulo Antiga. Fotos: Acervo da Biblioteca da FAU/USP.