Em concurso, projetos propõem abrigos individuais portáteis para moradores de rua - São Paulo São

O atual processo de urbanização das cidades está diretamente ligado com o termo "urbanização da pobreza", pelo fato de que a crescente proporção das classes mais necessitadas estão morando em áreas urbanas. Não somente em países em desenvolvimento é possível verificar a incapacidade mundial em resolver um problema crônico tratado como invisível: o aumento da população sem teto, ou desabrigada.

No cenário nacional, apesar do governo aumentar a capacidade de investimento do programa Minha Casa Minha Vida para aproximadamente 4,6 milhões de casas até 2018, o déficit habitacional urbano atualmente é de 6,2 milhões de moradias. Se forem incluídas neste cálculo as moradias inadequadas, sem infraestrutura básica, o número chega a aproximadas 13 milhões de habitações. Destas, 92% estão concentradas nas classes mais necessitadas.

O último censo de São Paulo apontou que houve um aumento de 10% na quantidade de pessoas desabrigadas entre os anos 2012 e 2015. Destes, 82% são homens, quase 98% não possuem emprego formal e 71% não recebem benefícios sociais, aposentadoria ou pensão.

Tendo em vista a dificuldade de sanar o problema do déficit habitacional, o fato de que a população mundial irá aumentar em 50% até 2050, e a gravidade da situação em que encontram os desabrigados, é necessário e relevante pensar em soluções emergenciais que ao menos diminuam o sofrimento e melhorem a condição básica de sua existência.

Prédio ocupado no Centro de São Paulo pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-teto. Foto: Narcelo Camargo / Agência Brasil.Prédio ocupado no Centro de São Paulo pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-teto. Foto: Narcelo Camargo / Agência Brasil.

Assim, o concurso 24 do Portal Projetar.org convidou os acadêmicos a projetar um abrigo individual portátil, ou seja, que possa ser levado junto com o desabrigado quando este estiver em deslocamento.

É fundamental ressaltar que o Portal Projetar entende que a prioridade deve ser sanar o problema da habitação para a população que hoje se encontra às margens da sociedade. No entanto, este concurso propos um exercício acadêmico em torno de uma solução imediata para melhorar as condições de vida dos desabrigados no contexto atual, que ainda está longe de ser o ideal.

Os resultados podem ser vistos a seguir

O desafio proposto aos acadêmicos era projetar um abrigo individual portátil destinado à desabrigados, e contou com 142 propostas entregues por equipes compostas de acadêmicos de diversos estados brasileiros e também de outros países. Tendo em vista a dificuldade de sanar o problema do déficit habitacional, o fato de que a população mundial irá aumentar em 50% até 2050, e a gravidade da situação em que encontram os desabrigados, é necessário e relevante pensar em soluções emergenciais que ao menos diminuam o sofrimento e melhorem a condição básica de sua existência.

Primeiro lugar

Autores: Igor Augusto Coimbra de Almeida, Caroline de Oliveira Tavares e Matheus Duarte Pardal. 
Instituição: Universidade Católica de Santos - UNISANTOS - Santos/SP.

Segundo lugar

Autores: Juliana Affonso Casal de Rey,  Stephanie Lis Ozzetti Dejean, Luis Fernando Asada, Victória Teixeira Herling e Alexandre Carneiro Sarayedine Testa.
Instituição: Fundação Armando Álvares Penteado - São Paulo/SP.

Terceiro lugar

Autores: Ester de Holleben, Bruna Cardoso Flores e Juliana Kerchner da Silveira.
Instituição: Universidade Luterana do Brasil - ULBRA - Canoas /RS.

Menções honrosas

Autor: Fernando Gomes.
Instituição: Centro Universitário Belas Artes de São Paulo - FEBASP - São Paulo/SP.

Autores: Camila de Sousa Esturilho, André Vilkas de Andrade, Patricia TiemiTsunoda Meira e Pedro Seiji Tokikawa
Instituições: Universidade Federal do Paraná – UFPR (Camila) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR (restante da equipe) – Curitiba/PR.

No portal Projetar.org estão disponíveis na íntegra as propostas de todas estas equipes. As inscrições para o Concurso de Arquitetura 25 já estão abertas. Para se inscrever basta acessar o link.

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Da redação, com informações do Portal Projetar.

 



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