13 projetos que celebram o espaço da democracia - São Paulo São

O Movimento Ocupe Estelita, contrário ao Projeto Novo Recife. Foto: Divulgação.O Movimento Ocupe Estelita, contrário ao Projeto Novo Recife. Foto: Divulgação.

Nos últimos anos, vários movimentos Brasil afora e em diversos países fizeram grande serviço à sociedade reiterando a necessidade de ocupar os espaços públicos das cidades de forma a reivindicar qualidade e liberdade de uso para os bens coletivos. Como exemplo, temos no Brasil o Movimento Ocupe Estelita  no Recife que, por meio de uma luta frente à crescente especulação imobiliária na região, confrontou as intenções mercadológicas do desenho urbano agressivo nas margens do Capibaribe. Foi a partir de alguns casos como esse que, em entrevista à organização Fora, o professor, crítico e curador Guilherme Wisnik tratou da questão do espaço público enquanto espaço de conflito.

"Dobra do corpo", performance do Fora. Foto: Reprodução / Facebook."Dobra do corpo", performance do Fora. Foto: Reprodução / Facebook.

Em uma leitura que coloca o conflito como virtude ao demonstrar a diversidade e pluralidade em tentativa de convivência na cidade, Wisnik aponta a disputa de espaços públicos como sintoma da relevância desse debate na esfera do planejamento. Para ele, deve-se pensar a dimensão desse tipo de espaço enquanto "teatro da mediação das diferenças". 

Frente a um cenário em que se evidenciaram discursos extremos e às dificuldades em encontrar pontos de debate possíveis, a ideia de mediar diferenças torna-se inexorável à reafirmação da democracia enquanto sistema que garante a pluralidade e representatividade no âmbito político e civil. Dessa forma, transcender o limite político do sentido desse sistema, significa estender seus valores às práticas cotidianas e à forma de pensar e propor a cidade, os discursos, as posturas e a vida em sociedade.

No âmbito da prática arquitetônica e do planejamento urbano, muitos foram os momentos em que as pautas democráticas foram materializadas em projetos que, entendendo sua responsabilidade ética, celebram a convivência com a alteridade. A seguir, uma seleção de edifícios e espaços que representam um esforço em cultivar tolerância, igualdade e liberdade.

Sesc 24 de Maio: MMBB + Paulo Mendes da Rocha.

Sesc 24 de maio. Foto: Flavio Florido / Folhapress.Sesc 24 de maio. Foto: Flavio Florido / Folhapress.


Sesc Pompéia: Lina Bo Bardi.

Sesc Pompeia. Foto: Julian Weyer.Sesc Pompeia. Foto: Julian Weyer.


Cozinha Comunitária das Terras da Costa: ateliermob + Colectivo Warehouse.

Cozinha Comunitária das Terras da Costa. Foto: Fernando Guerra / FG+SG. Cozinha Comunitária das Terras da Costa. Foto: Fernando Guerra / FG+SG.


FAU USP: Vilanova Artigas + Carlos Cascaldi.

FAU / USP.  Foto: Fernando Stankuns / Flickr.FAU / USP. Foto: Fernando Stankuns / Flickr.
CCSP: Eurico Prado Lopes + Luiz Telles.

Centro Cultural São Paulo (Vergueiro). Foto: Paulisson Miura.
Centro Cultural São Paulo (Vergueiro). Foto: Paulisson Miura.
MAM Rio de Janeiro: Affonso Eduardo Reidy.

Museu de Arte Moderna. Foto: Alexandre Macieira / Riotur.
Museu de Arte Moderna. Foto: Alexandre Macieira / Riotur.
MASP: Lina Bo Bardi.

MASP. Foto: Romullo Fontenelle / Flagrante.
MASP. Foto: Romullo Fontenelle / Flagrante.
Remodelação da Praça do Patriarca: Paulo Mendes da Rocha.

Praça do Patriarca.Foto: Pedro Kok.
Praça do Patriarca.Foto: Pedro Kok.
Solar do Unhão: Lina Bo Bardi.

Solar do Unhão, Museu de Arte Moderna da Bahia. Foto: divulgação.Solar do Unhão, Museu de Arte Moderna da Bahia. Foto: divulgação.


Conjunto Paulo Freire: Usina.

Vista do Mutirão Paulo Freire. Foto: USINA CTAH.Vista do Mutirão Paulo Freire. Foto: USINA CTAH.


Praça das Artes: Brasil Arquitetura.

Praça das Artes. Foto: Nelson Kon.Praça das Artes. Foto: Nelson Kon.
Minhocão aberto.
Minhocão. Foto: Ricardo Freire / Viagem na Viagem.
Minhocão. Foto: Ricardo Freire / Viagem na Viagem.
Avenida Paulista aberta.

Paulista Aberta. Foto: Renato Lobo.Paulista Aberta. Foto: Renato Lobo.

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Por Julia Brant no Arch Daily.