Nos 466 anos de São Paulo, passeio 'Caminhos do Mar' vai ajudar a contar a história da metrópole - São Paulo São

A rota chamada de Caminho do Mar, ou Estrada do Mar, foi usada pela primeira vez por automóveis em 1908, no que ficou conhecido como o primeiro “Raid automobilístico São Paulo- Santos”. Foto: Folhapress.A rota chamada de Caminho do Mar, ou Estrada do Mar, foi usada pela primeira vez por automóveis em 1908, no que ficou conhecido como o primeiro “Raid automobilístico São Paulo- Santos”. Foto: Folhapress.

No dia em que São Paulo completa 466 anos de fundação, o Caminhos do Mar da Fundação Florestal vai ajudar a contar a história da metrópole. Em 25 de janeiro, os visitantes do Parque Estadual Serra do Mar poderão fazer atividades de recreação, educação ambiental e ecoturismo no trecho de serra que compõe a Estrada Velha de Santos.

A primeira trilha que os jesuítas abriram para ligar a então Vila de Piratininga ao litoral data de 1560. O caminho era usado para o transporte do ouro até o porto de Santos. Ele foi o embrião da Calçada do Lorena, pavimentada 1792 para dinamizar o comércio e escoar a produção.

Vista parcial da descida da Serra do Mar pela Estrada Velha de Santos, também conhecida como Caminho do Mar, em 02/06/1971. Foto: Acervo Estadão.Vista parcial da descida da Serra do Mar pela Estrada Velha de Santos, também conhecida como Caminho do Mar, em 02/06/1971. Foto: Acervo Estadão.

Em 1922, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, foi construído um conjunto de oito monumentos históricos. As obras foram tombadas pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) na década de 1970 e, graças à grande riqueza natural e histórica, a área foi declarada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Portanto, a Unidade de Conservação, além das riquezas ambientais, preserva em seu espaço um pouco da história da maior metrópole brasileira.

O passeio dura em média cinco horas, incluindo tempo para a contemplação. O nível de dificuldade é médio. Os visitantes devem levar na mochila: água, lanche, repelente, protetor solar, toalha, máquina fotográfica, binóculo e outros materiais pessoais estritamente necessários. É importante vestir-se adequadamente com calça e camiseta, usar tênis ou bota antiderrapante, além de óculos e boné.

Passeio autoguiado

Calçada do Lorena, nome foi dado em homenagem ao governador da capitania: Bernardo José Maria de Lorena. Foto: Fundação Florestal.Calçada do Lorena, nome foi dado em homenagem ao governador da capitania: Bernardo José Maria de Lorena. Foto: Fundação Florestal.

A Fundação Florestal tem duas novidades para os interessados em fazer o passeio no Caminhos do Mar. A partir de 2 de fevereiro, as visitas aos sábados, domingos e feriados serão autoguiadas e contarão com o apoio de monitores ambientais nos oito monumentos históricos. De quarta a sexta, o passeio continua com o acompanhamento de monitores. A outra novidade é que, a partir de agora, o agendamento só poderá ser feito pela internet, no link

Confira as atrações

O passeio dura, em média, cinco horas, ao custo de R$ 32,00 por pessoa, com acompanhamento de guia. Foto: Fundação Florestal.O passeio dura, em média, cinco horas, ao custo de R$ 32,00 por pessoa, com acompanhamento de guia. Foto: Fundação Florestal.

Calçada do Lorena: Construída por rochas escolhidas e trabalhadas à mão, no final do século 18, foi a primeira ligação pavimentada entre São Paulo e o litoral paulista. Era utilizada principalmente para o transporte de produtos, mas também fez parte da história de todo o país.  Em setembro de 1822, Dom Pedro 1º subiu a calçada do Lorena sentido São Paulo, Planalto, para proclamar a independência do Brasil.

Rancho da maioridade: Ponto de descanso e reabastecimento durante a viagem entre São Paulo e Santos, seu nome é alusivo à Estrada da Maioridade, construída entre 1841 e 1846. Um painel de azulejos ilustra a subida da Serra por figuras políticas ilustres do século 19, como Dom Pedro 2º.

Pouso Paranapiacaba: Em tupi, Paranapiacaba significa “local de onde se vê o mar”.
Construção em alvenaria feita de rochas escolhidas, tijolos e elementos de granito lavrado, o local avarandado integra-se completamente à paisagem.  Era um antigo ponto de parada de carros durante a viagem entre Santos e São Paulo e como homenagem à era automobilística, possui painel de azulejos pintados retratando o mapa do Estado de São Paulo e as estradas existentes à época.

Casa de Visitas do Alto da Serra: Construída em 1926, era usada para hospedar visitantes que vinham conhecer as obras do Alto da Serra e da Usina de Cubatão. Atualmente, a casa é um centro de apoio ao visitante e abriga exposição permanente sobre a Usina Henry Borden.

Serviço

O Estado de S. Paulo - 15/12/2002.O Estado de S. Paulo - 15/12/2002.
PESM – Caminhos do mar.
Município: São Bernardo do Campo.
Rodovia SP-148 – Caminhos do Mar, km 42.
Bairro: Riacho Grande.
Fone: (11) 2997-5000 RAMAL: 356.
E-mail: [email protected]
Horário: de quinta a domingo, das 8h às 17h.
Ingresso: R$ 32,00.
O agendamento prévio deve ser feito pela internet neste link.

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Com informações da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.



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