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O movimento Trip Transformadores (apoiado pelo São Paulo São) levará ao anfiteatro do Parque Villa-Lobos o Pause Festival – evento aberto e gratuito, com atrações variadas e um único objetivo: desacelerar.

Anote na agenda: 28 de outubro a partir das 14h.

Programação:

- Aula aberta de ioga com Aline Fernandes,
- Cinema ao ar livre,
- Conversa inspiradora com o mestre budista Lama Michel,
- Show em homenagem a Bob Marley. Guizado convida Tássia Reis, Rico Dalasam, Tulipa Ruiz, Dada Yute, Jorge Du Peixe e Pitty.

O dia ainda contará com a participação do mestre budista tibetano Lama Michel Rinpoche, que vai conduzir uma meditação e proporcionar uma conversa inspiradora com o público.

No cinema ao ar livre, será exibida a animação Sob o véu da vida oceânica, do diretor Quico Meirelles, que discute nossa relação com o tempo. Produzidos pela O2 Filmes em parceria com o Google Earth, os curtas-metragens do projeto Eu Sou Amazônia também serão exibidos para incentivar a reflexão sobre nossa conexão com o planeta. 

Além disso, acontecerá uma doação de mantas tricotadas uma a uma por mulheres de São Paulo para as crianças do projeto IADA África, que acolhe mulheres refugiadas da África no Brasil. A iniciativa foi criada por Nádia Ferreira, do no sul de Guiné-Bissau, que já foi refugiada em seu próprio país. Nádia, junto à coordenadoria de imigrantes, conseguiu bolsas de economia solidária para as integrantes da organização e elas frequentam cursos de capacitação em São Paulo.

O propósito do movimento Trip Transformadores 2017 é refletir sobre o Brasil que queremos ser e passar uma mensagem de calma em um momento tão exaustivo, estressante e desesperançoso; e esse é o primeiro passo para qualquer transformação social. 

O trompetista Guizado é responsável pelo time de músicos que vão subir ao palco no Pause Festival para cantar Bob Marley. Foto: Divulgação.O trompetista Guizado é responsável pelo time de músicos que vão subir ao palco no Pause Festival para cantar Bob Marley. Foto: Divulgação.Serviço

Pause Festival
Onde: Anfiteatro do parque Villa-Lobos.
Quando: 28 de outubro, a partir das 14h.
Quanto: Gratuito. 

Vai lá: bit.ly/pause-festival

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Com informações da TRIP

Desde 2015, o MASP planeja um programa dedicado às questões de sexualidade e gênero, cujas exposições e atividades têm acontecido ao longo de todo o ano de 2017.

O ciclo teve início em abril, com a exposição Quem tem medo de Teresinha Soares?; seguida por Wanda Pimentel: envolvimentos, aberta em maio; Toulouse-Lautrec em vermelho, Miguel Rio Branco: nada levarei quando morrer e Tracey Moffatt: montagens, em junho; Pedro Correia de Araújo: erótica, em agosto, e Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017, em setembro. Juntamente com Tunga: o corpo em obras, prevista para dezembro, essas exposições monográficas de artistas brasileiros e internacionais reúnem trabalhos que suscitam questionamentos sobre corporalidade, desejo, erotismo, feminismo, questões de gênero, entre outros temas que se congregam, a partir de 20 de outubro, na mostra coletiva Histórias da sexualidade.

Nicolas Poussin. Masp / Divulgação.Nicolas Poussin. Masp / Divulgação.Histórias da sexualidade pretende discutir as temáticas acima a partir de uma noção ampla do termo “histórias”, cujos sentidos, múltiplos e diversos, abrangem relatos coletivos e pessoais, ficcionais e não-ficcionais. A mostra, assim, compreende representações de diferentes períodos, territórios e suportes, colocando-as em fricção e diálogo, e desenvolvendo uma abordagem que desafia as fronteiras e hierarquias entre os objetos, suas origens, categorias e tipologias. Devido a algumas obras apresentarem conteúdo contendo violência, sexo explícito e linguagem imprópria, a exposição terá classificação indicativa de 18 anos, seguindo a orientação do manual do Ministério da Justiça.

Victor Meirelles. Masp / Divulgação.Victor Meirelles. Masp / Divulgação.Histórias da sexualidade apresenta mais de 300 obras e cerca de 130 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos e fotografias, além de documentos e publicações, de arte pré-colombiana, asiática, africana, europeia, latino-americana, entre outras. A mostra divide-se em nove núcleos temáticos e ocupa três espaços expositivos do Museu: o primeiro andar, onde se concentra o maior número de obras, distribuídas pela sala em oito desses núcleos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos; a galeria do primeiro subsolo, com o núcleo Políticas do corpo e ativismos; e a sala de vídeo, que compõe também o núcleo Voyeurismos.

Entre eles, destacam-se Adriana Varejão, Alice Neel, Ana Mendieta, Anita Malfatti, Anna Bella Geiger, Cláudia Andujar, Cícero Dias, Edgard Degas, Édouard Manet, Erika Verzutti, Flávio de Carvalho, Francis Bacon, Jac Leirner, Jean Renoir, José Antônio da Silva, José Leonilson, León Ferrari, Louise Bourgeois, Maria Auxiliadora da Silva, Nicolas Poussin, Pablo Picasso, Paul Gauguin, Pietro Perugino, Rivane Neuenschwander, Robert Mapplethorpe, Suzanne Valadon, Valie Export, Victor Meirelles

Egon Schiele. Masp / Divulgação.Egon Schiele. Masp / Divulgação.



Núcleos 1º andar

Corpos nus --  esse é o núcleo que abre a exposição no primeiro andar. Aqui, as obras evidenciam um dos objetos de estudo e representação mais comuns na história da arte: o corpo humano. Estão expostos representações de corpos femininos, feminilizados, corpos masculinos e masculinizados, corpos trans, corpos não-binários, de múltiplas formas.  

Edgar Degas. Masp / Divulgação.Edgar Degas. Masp / Divulgação.

Jogos sexuais -- faz parte das muitas histórias da sexualidade a existência de práticas coletivas ou intimistas, que cruzam tempos, materialidades e espaços. A referência nesse quinto núcleo são as brincadeiras, os toques, os objetos e os jogos que integram a arqueologia do prazer e do desejo e se apresentam de muitas formas, sob vários desenhos.

Maria Auxiliadora. Masp / Divulgação.Maria Auxiliadora. Masp / Divulgação.Mercados sexuais – nesse núcleo, a noção de mercado de sexo não é a que aprisiona as práticas sociais, sobretudo femininas, à condenação moral, à passividade e à ausência de desejo. É, sim, uma ideia ampliada, de mercados voltados à sexualidade, que incluem da prostituição aos espetáculos noturnos, bem como a repressão e violência a essas práticas. 

Eisen. Masp / Divulgação.Eisen. Masp / Divulgação.Religiosidades – nesse núcleo, parte-se da ideia de que imagens religiosas são também socialmente negociadas como objetos de cortejo sexual: diversas incitam o desejo e, ao mesmo tempo, procuram conter e silenciar qualquer excitação. O exemplo mais conhecido talvez seja o corpo nu de São Sebastião, que aparece como mártir, e que foi apropriado pela iconografia homoerótica.

Jean Auguste Dominique Ingres. Masp / Divulgação.Jean Auguste Dominique Ingres. Masp / Divulgação.Voyeurismos – por fim, no último núcleo do 1º andar, artistas, curadores e público tornam-se voyeurs: observam, com seus olhares particulares, atos de outros corpos, localizados tanto em locais privados quanto públicos. 

Núcleo 1º subsolo

Políticas do corpo e ativismos – esse núcleo apresenta um conjunto de obras sobre manifestações sociais e artísticas pela luta de direitos humanos e pela não discriminação das minorias sexuais e de gênero. Além das obras, fazem parte textos, documentação de performances, camisetas e publicações.  

Flavio de Carvalho. Masp / Divulgação.Flavio de Carvalho. Masp / Divulgação.Histórias da sexualidade se insere no projeto do MASP de colocar em diálogos diferentes acervos – de arte europeia, brasileira, latino-americana, popular, etc –,  desafiando hierarquias e territórios entre eles, para além das narrativas tradicionais. Há um entendimento de que as histórias que podemos contar não são apenas aquelas das classes dominantes, ou da cultura europeia e suas convenções visuais, mas são também histórias descolonizadoras, com um sentido político, que incluem grupos, vozes e imagens historicamente reprimidas ou marginalizadas. Iniciado em 2015, com Histórias da loucura e Histórias feministas, o programa, alinhado à missão do MASP de ser um museu inclusivo, diverso e plural, inclui as Histórias da infância, exibida em 2016 e as Histórias afro-atlânticas, prevista para 2018. 

Histórias da sexualidade tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP; Camila Bechelany, curadora assistente do MASP; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias do MASP; e Pablo León de la Barra, curador-adjunto de arte latino-americana do MASP. A expografia é do Metro Arquitetos Associados. 

Serviço

Histórias da Sexualidade

Data: 20 de outubro de 2017 a 14 de fevereiro de 2018.
Local: 1º andar, 1º subsolo e sala de vídeo.
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP.
Telefone: (11) 3149-5959.
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.
A exposição terá classificação etária de 18 anos.

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Da Redação com informações do MASP.

No próximo dia 21 de outubro acontece nas ruas do bairro da Vila Madalena, a abertura da 8ª Mostra SP de Fotografia que, como sempre acontece, terá duração de um mês. Com o tema Fronteiras, o evento vai expor o trabalho de trinta e oito fotógrafos. Para esta edição, os organizadores Mônica Maia e Fernando Costa Netto, da DOC Galeria, convidaram um grupo de catorze profissionais entre curadores, editores, jornalistas e fotógrafos que indicaram os artistas que ocupam com imagens os muros do bairro, as paredes de galerias, espaços culturais, lojas, bares e restaurantes.

Da guerra ao gênero
 ‘Farida, um Conto Sírio‘. Foto: Mauricio Lima / Divulgação DOC Galeria. ‘Farida, um Conto Sírio‘. Foto: Mauricio Lima / Divulgação DOC Galeria.

A 8ª edição da Mostra SP de Fotografia pretende mostrar os mais diversos aspectos acerca de uma fronteira. Sejam os conflitos sociais e as guerras diárias que se travam nas periferias do país ou no Oriente Médio, dentro de casa, quando uma criança se enxerga em outro corpo ao se encarar diante do espelho. Ou, ainda, a não fronteira, quando nada mais parece existir além do muro do seu próprio quintal.

Fotografia ‘Beach Games‘ de David Alan Harvey será exibida na Rua Harmonia. DOC Galeria / Divulgação.Fotografia ‘Beach Games‘ de David Alan Harvey será exibida na Rua Harmonia. DOC Galeria / Divulgação.

Entre os destaques estão os trabalhos da pernambucana Bárbara Cunha, que acompanha uma menina trans desde a primeira infância; a gaúcha Tuane Eggers e sua fotografia analógica que documenta o jardim de sua casa, sempre inserida nesse universo; a curitibana Isabella Lanave com o premiado “Fátima”, onde a fotografia virou a motivação para criar novas maneiras de se relacionar com a mãe bipolar; a visita sistemática de Marcos Freire a casas que vão à leilão para documentar moradias o que está além das fronteiras invisíveis entre a periferia e a cidade; Simone Marinho e suas Senhoras de Biquíni; Christian Braga e a fotografia ativista pela demarcação de terras indígenas; Lalo de Almeida e Avener Prado com o ensaio documento “Mundo de Muros”; Marcel Fernandes, aficionado por astronomia que desenvolveu uma pesquisa sobre novas civilizações, descobertas arqueológicas e mito no ensaio Kepler-186f, primeiro planeta com tamanho semelhante a Terra; a Tubo, Danilo Arenas usa a arma como simbologia da vida de mulheres guerreiras; Irmina Walczak e Sávio Freire com o manifesto visual por uma infância livre; Tiago Coelho apresenta “Balneário Alegria”, Letícia Lampert “Estudos sobre a Paisagem” e Peter Bauza aparece com o ensaio “Copacabana Palace”, premiado no World Press Photo 2017, em que aborda a questão de moradia e falta de infra-estrutura, num empreendimento onde moram cerca de 300 famílias, no Rio de Janeiro.

‘Fátima‘, de Isabella Lanave ocupando as ruas da Vila Madalena. Foto: Mônica Maia / Doc Galeria.‘Fátima‘, de Isabella Lanave ocupando as ruas da Vila Madalena. Foto: Mônica Maia / Doc Galeria.

Ainda participam desta 8ª Mostra, Ivan Padovani, Ana Carolina Fernandes, Luiz Baltar, Tuane Fernandes, Mauricio Lima, Gabriel Chaim, Rafael Jacinto, João Khel e como parte das comemorações dos 70 anos da Magnum, os trabalhos da espanhola Cristina De Middle, em parceria com o carioca Bruno Morais, o americano David Alan Harvey e a iraniana Newsha Tavakolian também podem ser vistos pelo bairro da Vila Madalena.

Trabalho de Roberto Wagner em exposição na Rua Harmonia. Foto: Mônica Maia /DOC Galeria.Trabalho de Roberto Wagner em exposição na Rua Harmonia. Foto: Mônica Maia /DOC Galeria.Os fotógrafos Cássio Vasconcellos, Renato Gaiofato, Ivana Debértolis, Roberto Wagner e Toni Pires foram os convidados para clicarem com o novo aparelho Motorola que será lançado durante a 8ª Mostra SP de Fotografia. Talks, oficinas, visitas guiadas e saídas fotográficas são algumas das atividades que fazem parte da agenda paralela do evento.

Cássio Vasconcelos poderá ser visto na Rua Fidalga. Foto: DOC Galeria / Divulgação.Cássio Vasconcelos poderá ser visto na Rua Fidalga. Foto: DOC Galeria / Divulgação.Alexandre Belém, Carla Romero, Cristina Veit, Didiana Prata, Eder Chiodetto, Eugênio Sávio, Felipe Abreu, Fernando Costa Netto, Juan Esteves, Marcia Mello, Mônica Maia, Roberta Tavares, Rogério Assis e Simonetta Persichetti fazem parte da curadoria.

Serviço
Cristina De Middel / Magnum Photos e Bruno Morais Exuegguá. Imagem: Divulgação / DOC Galeria.Cristina De Middel / Magnum Photos e Bruno Morais Exuegguá. Imagem: Divulgação / DOC Galeria.8ª Mostra SP de Fotografia - Fronteiras
Abertura - 21/10.
14h - DOC Galeria - R. Aspicuelta, 145 - 11 2592-7922.
18h - Bar do Beco, Rua Aspicuelta, 17 - Vila Madalena.
Período expositivo até 18 de novembro pelas ruas da Vila Madalena.

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Da Redação com informações NAMIDIA Comunicação.

Mãos sem Corpos (Hands without Bodies) obra do artista Ai Weiwei, ilustra e conduz o fluxo da 41ª Mostra Internacional de Cinema. A mão estendida está presente também no seu filme que inaugura a programação, Human Flow - Não Existe Lar se Não Há para Onde Ir, sobre uma das questões mais pungentes do nosso tempo, o deslocamento forçado de mais de 45 milhões de pessoas. O evento termina no dia 1º de novembro, com a exibição de "L'atelier", de Laurent Cantet, com a presença do diretor francês.

Ai Weiwei assina arte do cartaz da 41ª Mostra de São Paulo. Imagem: Divulgação.Ai Weiwei assina arte do cartaz da 41ª Mostra de São Paulo. Imagem: Divulgação.

Este ano, serão exibidos 394 títulos, dos quais 98 são dirigidos por mulheres. Entre os destaques, estão "Esplendor", de Naomi Kawase; "Zama", de Lucrecia Martel; "Mulheres divinas", de Petra Volpe e mais 18 longas dirigidos por cineastas brasileiras.

A homenageada do ano é a documentarista francesa Agnès Varda, que vai receber o Prêmio Humanidade. Foto: Divulgação.A homenageada do ano é a documentarista francesa Agnès Varda, que vai receber o Prêmio Humanidade. Foto: Divulgação.

A seleção oficial traz os principais destaques dos festivais internacionais: "The square", de Ruben Östlund, Palma de Ouro no Festival de Cannes; "O outro lado da esperança", de Aki Kaurismaki, prêmio de melhor direção em Berlim; "Loveless", de Andrey Zvyagintsev, Prêmio do Júri em Cannes; "Félicité", de Alain Gomis, Grande Prêmio do Júri em Berlim; "Nico, 1988", de Susanna Nicchiarelli, melhor filme da seção Horizontes de Veneza.

The Square, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Foto: Divulgação.The Square, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Foto: Divulgação.A homenageada do ano é a documentarista francesa Agnès Varda, que vai receber o Prêmio Humanidade e ganhará uma retrospectiva de onze longas, incluindo o recente "Faces places", realizado em codireção com o fotógrafo e muralista JR. Outro homenageado é o diretor italiano Paul Vecchiali, que também ganha retrospectiva e vem ao festival para receber o Prêmio Leon Cakoff. O ator Paulo José, que será homenageado com documentários sobre sua trajetória também receberá o troféu que leva o nome do criador da mostra.

A programação de brasileiros também inclui os filmes que serão exibidos no vão-livre do MASP, que neste ano comemora seu 70º aniversário. Foto: Divulgação.A programação de brasileiros também inclui os filmes que serão exibidos no vão-livre do MASP, que neste ano comemora seu 70º aniversário. Foto: Divulgação.Ainda recente, a utilização da tecnologia de realidade virtual vem ganhando corpo ano após ano, abrindo novas possibilidades de linguagem e narrativa, criando uma alternativa e, não, uma substituição ao cinema. Narrados por meio de uma proximidade imersiva até então impossível aos filmes, os títulos que serão apresentados trabalham temas que vão desde conflitos desconhecidos na África e tragédias ambientais no Brasil até revelações pessoais e realidades prisionais e sociais.

A 41ª Mostra traz um panorama da produção recente em VR (do inglês virtual reality), com 19 filmes. Imagem: Divulgação.A 41ª Mostra traz um panorama da produção recente em VR (do inglês virtual reality), com 19 filmes. Imagem: Divulgação.A produção suíça ganha destaque na mostra deste ano, com o Foco Suíça, que inclui a exibição de sete títulos do diretor Alain Tanner, além de um filme inédito de Jean-Luc Godard feito para a TV e de curtas de animação do suíço Georges Schwizgebel. A comédia "O homem mosca" (1923), de Fred C. Newmeyer e Sam Taylor, será projetada na área externa do Auditório Ibirapuera, com acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica.

41ª Mostra apresenta Alain Tanner e Georges Schwizgebel no Foco Suíça. Foto: Divulgação.41ª Mostra apresenta Alain Tanner e Georges Schwizgebel no Foco Suíça. Foto: Divulgação.

Há mais de duas décadas, a Mostra realiza a Competição Novos Diretores e abre espaço para cineastas em seus primeiros ou segundos longas-metragens apresentarem seus trabalhos. Os filmes em competição mais votados pelo público na primeira semana da Mostra são exibidos para o Júri Internacional, que escolhe o vencedor do Troféu Bandeira Paulista.

A competição Novos Diretores revela talentos. Imagem: Divulgação.A competição Novos Diretores revela talentos. Imagem: Divulgação.O Júri da 41ª Mostra é formado pelos cineastas Diego Lerman, Eran Riklis, Henk Handloegten e Marina Person e pelo produtor Luís Urbano. Os filmes de diretores brasileiros que compõem a Mostra Brasil e a Competição concorrem, ainda, ao Prêmio Petrobras.

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Da Redação com informações da 41ª Mostra.

Como parte da parceria TIM e Universal Music, o festival TIM Music Urbanamente  – com o apoio da GTS, braço de shows e gestão de carreiras da Universal – levará para os palcos um time de artistas de várias partes do Brasil – e que representa algumas das principais vertentes da nova Urban Music.


O primeiro evento vai acontecer na Fundição Progresso, um dos principais redutos da cultura urbana do Rio de Janeiro, na Lapa, no dia 20 de outubro. O espaço vai reunir uma variedade de expressões artísticas que nasceram nas ruas e conquistaram o mainstream. No dia 3 de dezembro, o evento aporta em São Paulo, dessa vez ocupando o palco da Audio.

O rapper, cantor, compositor e produtor musical paulista Projota, alçado à notoriedade nas batalhas de MC, será o headliner do evento no Rio de Janeiro, que traz também para os palcos cariocas outro paulista de sucesso no gênero: o rapper Rael (ex-Rael da Rima), um dos shows mais elogiados do Rock In Rio neste ano. Os mineiros da banda de reggae Onze:20 são outra das atrações confirmadas do festival, que também contará com o rapper carioca Luccas Carlos e a cantora de hip hop e R&B gaúcha Clau.

São Paulo

O evento de São Paulo trará de volta ao line up Rael e a banda Onze:20. O quarteto de rappers paulista Haikaiss também estará presente no evento, que, em breve, terá outras atrações confirmadas. Além dos shows, o TIM Music Urbanamente trará para o público  manifestações de arte urbana realizadas com a curadoria do coletivo Art Rua, que, há mais de 6 anos promove ocupações e ações ligadas à valorização da cultura urbana. Entre essas manifestações haverá uma batalha de grafite, com artistas vindos de várias partes da cidade. Também estão programadas para o evento apresentações pocket de street dance.

Touts, referência de marca colaborativa, com estampas e ilustrações criadas por artistas e designers do mundo todo, marcará presença no evento, com uma linha de camisetas selecionadas exclusivamente para o Festival, além da linha de produtos oficiais Urbanamente. O evento também contará com o Estúdio Curva, responsável pelo design do palco, que ganhará um video mapping exclusivo.

Art Rua. Foto: João Bosco de Almeida.Art Rua. Foto: João Bosco de Almeida.Os ingressos para a edição carioca do TIM Music Urbanamente já estão à venda pelos sites www.eventim.com.br e  www.fundicaoprogresso.com.br

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Da Redação com informações Urbanamente.

Foto: A-nima-L.Foto: A-nima-L.O duo criativo A-nima-L, formado por Laurent Van Der Voo e Alexandra Diss inaugura no próximo dia 19 de outubro, a sua nova exposição fotográfica “Ships & Rust” no Studio Alê Jordão.

Serão exibidas 6 séries com 30 fotografias do porto de Santos, exibidas em painéis, todas elas feitas com a mesma câmera, ao longo de passeios de barco pela região portuária e principal escoadouro da economia brasileira. Essa exposição, à exemplo da anterior, quando o duo exibiu fotos do antigo Hospital Matarazzo em São Paulo, tem como força motriz a curiosidade em explorar espaços pouco acessíveis e algo imponentes. 

Para Laurent, que trabalha no universo marítimo, o cenário do porto é um velho conhecido, enquanto para Alexandra, francesa residente no Brasil há 5 anos, a região revelou-se ainda mais profícua que imaginava, assume. A originalidade das fotografias dos cargueiros, seus ancoradouros e gruas, algumas delas feitas a poucos metros de distância, advêm dessa mistura de olhares e, sobretudo, de distintos pontos de vista para com o mesmo objeto. Assim, surgem imagens vívidas, carregadas de uma miríade de tons de ferrugem, fruto da ação corrosiva da água salgada os colossos e suas âncoras. Outras evidenciam os nomes, improváveis e oníricos, de alguns desses navios.

“É uma viagem insólita por entre belas pinturas abstratas, onde os cascos de aço resistente dos gigantescos navios funcionam como telas, cujos pincéis são substituídos pelas carícias incessantes das ondas do mar, do vento e pelo sal da natureza”, escrevem.

A autoria indistinta dos trabalhos, entretanto, é uma negociação poética entre os dois artistas do duo A-nima-L, que segue extraindo poesia de cenários deFoto: A-nima-L.Foto: A-nima-L. aparente esterilidade. A alcunha A-nima-L é uma união das iniciais dos nomes dos fotógrafos à palavra “anima”, que pode significar “alma” em latim. Para ambos, mais que isso, o uso do termo latino “anima” é aquele da teoria do psicanalista Carl Jung (1987-1961), quando este se refere ao componente feminino da personalidade de todos os seres vivos, e cuja arte, é seu melhor espelho.

A-nima-L

Alex Diss (Nancy, França, 1973). Francesa radicada em São Paulo desde 2012, foi criada em um ambiente artístico e estudou história da arte. Dedica-se à fotografia sobretudo durante suas viagens. A estada na Índia em 2006 modificou seu olhar em direção àquilo a que se refere como “fotografia da mente”, espécie de novo horizonte visual e mental em que as referências acadêmicas ocidentais estão revoltas e a imperfeição da realidade torna-se estética. A passagem desse adestramento e educação do olhar, espécie de “declique”, para uma temática mais instintiva, segundo ela, aprofundou-se no Brasil a partir de 2014, quando tomou consciência da expressão de sua sensibilidade e da possibilidade de tornar “visível o Imperceptível” que a fotografia abria.

LVDV (Lyon, França, 1972). Fotógrafo francês com alguns anos de janela e  experiência, está sempre com a câmera à mão desde o início dos anos 2000 em suas viagens a negócios ou lazer. Atento aos assuntos que poderiam render uma boa foto, saca a câmera e clica. “Para mim, não há nenhuma foto ruim. O que conta é o momento que vai ficar impresso e é essa capacidade de ver o momento que pouca gente consegue perceber que faz a singularidade das minhas fotos. A foto é o único retrato do presente de algo, imortalizado entre um passado que não existe mais e um futuro ainda por acontecer “, declara.

As obras, são assinadas de forma conjunta tal qual um fotógrafo de 4 olhos e uma só máquina. Foto: A-nima-L.As obras, são assinadas de forma conjunta tal qual um fotógrafo de 4 olhos e uma só máquina. Foto: A-nima-L.Serviço

Exposição fotográfica “Ships & Rust”, do duo A-nima-L.
Período expositivo: de 20 a 27 de outubro de 2017, das 11 às 17 horas. 
Sábado, dia 21, o duo A-nima-L receberá o público no Studio.
Studio Alê Jordão - R. Comendador Miguel Calfat, 213 - Itaim Bibi - Tel: 11 4564 3115. 
Horários de funcionamento: segunda a sábado, das 11 às 17 horas.
Entrada livre e franca 

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Com informações da Adelante Comunicação Cultural.