Recomendados - São Paulo São

São Paulo São Recomenda

Começa neste 14 de outubro a exposição gratuita “O Dia Seguinte”, que tem como foco a conscientização acerca da crise climática a partir dos centros urbanos. A mostra traz espaços lúdicos e sensoriais para o público experienciar os efeitos das mudanças climáticas e suas consequências nas cidades. 

“O Dia Seguinte” conta desde a história do aquecimento global, explicando como a Humanidade chegou até aqui, e apresenta soluções possíveis para a crise climática a partir das cidades.  Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os centros urbanos ocupam apenas 3% da superfície do planeta, mas consomem 70% de toda a energia gerada no mundo. “Acredito que precisamos repensar nosso estilo de vida como um todo, e o conhecimento é o primeiro passo das mudanças. Tendo informação, nós podemos escolher a cidade e o mundo que queremos viver. É esta reflexão que propomos ao longo da experiência na exposição”, afirma Felipe Lobo, diretor da produtora Na Boca Do Lobo, idealizador e realizador do evento.

Para falar da relação entre cidades e clima, O Dia Seguinte usa dois pontos de partida: a cidade do futuro que queremos e a que não queremos, e com isso mostra como os modelos de desenvolvimento urbano impactam positiva e negativamente o clima, trazendo temas como infraestrutura, paz e segurança, saúde, igualdade de gênero, justiça climática, direitos humanos, segurança alimentar e energia como fatores a se refletir.Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.

O passado do mundo é apresentado ao público na entrada da exposição, para que se entenda tanto o presente quanto potenciais futuros. Nesta etapa, um piso de LED mostra a dualidade entre os aspectos positivos e negativos das cidades, convidando os espectadores para o início da reflexão. No mesmo ambiente, também há uma grande escultura do globo terrestre feita por resíduos domésticos que chama a atenção para o impacto do consumo diário da sociedade.

Em [Des]ordem, o público é convidado a refletir como a desigualdade social nas cidades faz com que os impactos climáticos sejam sentidos em maior nível por populações economicamente vulneráveis. A ONU estima que em 2050 podemos ter 250 milhões de refugiados climáticos no mundo. Neste módulo, em uma sala escura, alvéolos de LED nas paredes e no teto projetam eventos climáticos extremos reais pelo mundo promovendo uma experiência imersiva, complementada com uma intensa experiência sensorial de chuvas, fumaças e ventos. Já em [Des]humanidades, a exposição apresenta ao público histórias reais de pessoas impactadas pelos eventos climáticos extremos, que deixam rastros de destruição por onde passam.Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.

Com animações em 2D e 3D projetadas em paredes, no piso e em um globo terrestre, a exposição apresenta em  [Trans]formação a história da Humanidade, desde a Pangeia, passando pelos dinossauros, História Antiga, até chegar na Revolução Industrial, momento em que acende o farol amarelo do planeta, com o surgimento das grandes cidades e suas tecnologias modernas.

A vivência da exposição passa por cinco módulos que unem informações em projeções, pisos de led, telas interativas, animações, jogos e experiências empíricas a fim de pensar em como as cidades impactam o clima e como elas são um elemento transformador para a construção de um mundo sustentável

[R]evolução, o último módulo da exposição, traz mensagens de esperança apresentadas em torres de LED, que mostram uma cidade do futuro possível com espaços mais organizados, limpos e habitáveis, energias renováveis, transportes públicos eficientes, saneamento básico universal, alimentação saudável, microclima equilibrado e desenvolvimento tecnológicos. 

Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.

Nesta etapa, “O Dia Seguinte” convida o público a mergulhar nas reflexões provocadas pelos módulos anteriores, trazendo painéis informativos com infografias interativos e jogos que falam sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) elencados pela ONU para que os visitantes se aprofundem mais no tema e visualizem os benefícios da adoção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis.

“Durante toda a exposição, nós buscamos trazer o passado, o presente e as possibilidades futuras para que o público possa refletir os caminhos que estamos tomando como sociedade”, conta Felipe Lobo. “Nós buscamos trazer também bons exemplos de cidades atuais para mostrar ao público a viabilidade de modelos sustentáveis de desenvolvimento”.

Exposição "O Dia Seguinte", edição de 2019 no Rio de Janeiro. Foto:  Anette Alencar.Exposição "O Dia Seguinte", edição de 2019 no Rio de Janeiro. Foto: Anette Alencar.

A exposição “O Dia Seguinte” segue o modelo de compensação de carbono em sua organização, tendo parceria com o Programa Amigo do Clima, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa durante toda a Mostra. A exposição também tem seu conteúdo em audioguias e libras, gravados sequencialmente e disponibilizados em tablets.

Para mais informações, visite o site: https://www.odiaseguinteexpo.com.br/a-exposicao 

Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.Imagem: Higor Bono / Cognição Eletrônica.

Serviço:

Exposição 'O Dia Seguinte'.
Museu Catavento.
Endereço: Av. Mercúrio, s/n - Parque Dom Pedro II, São Paulo.
Horário de funcionamento: De terça a domingo das 9h às 17h.
Agendamento de visitas: De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h pelos telefones 11 3246 4067 /4140/ 4167.
Preço: Gratuito.
Classificação indicativa: livre.

***
Com informações da Agência Lema.

Itens que fazem parte da carreira da artista, como figurinos, perucas e objetos pessoais, podem ser vistos de perto pelo público na mostra no MIS, em São Paulo. Foto: Divulgação.Itens que fazem parte da carreira da artista, como figurinos, perucas e objetos pessoais, podem ser vistos de perto pelo público na mostra no MIS, em São Paulo. Foto: Divulgação.

Uma explosão de cores, de música e de alegria. Assim pode ser descrita a exposição Samsung Rock Exhibition Rita Lee realizada pela Dançar Marketing. A mostra sobre a maior roqueira brasileira, acontece no MIS - Museu de Imagem e do Som em São Paulo.

“Sou dessas acumuladoras que não jogam fora nem papel de embrulho e barbante. Vou adorar abrir meu baú e dividir as histórias que as traquitanas contam com quem for visitar. Tenho recebido ajuda de uma turma da pesada: o grand maestro da cenografia é do meu querido Chico Spinosa, meu figurinista e carnavalesco da Vai-Vai; a direção é do meu multitalentoso Guilherme Samora e a curadoria é do meu filho João”, conta Rita.

Figurinos, perucas, objetos pessoais e instrumentos musicais são alguns dos artigos guardados pela cantora ao longo de sua trajetória. Foto: Guilherme Samora / Divulgação.Figurinos, perucas, objetos pessoais e instrumentos musicais são alguns dos artigos guardados pela cantora ao longo de sua trajetória. Foto: Guilherme Samora / Divulgação.

“É muito emocionante. Tem uma parte dessa história que vivi com ela e tem outra que não estava aqui ainda. Então, ver essas roupas, esses momentos tomarem vida, é muito emocionante. São personagens, também, de meus sonhos e imaginação. E é a história de vida da minha mãe. E isso mexe diretamente com minha emoção”, avalia João Lee, o curador.

E essa mistura deu à exposição um jeito muito próprio, como conta Guilherme Samora, o diretor artístico. “Acredito que as pessoas vão se surpreender. Existe tanto acervo da Rita que o que enfrentamos nessa exposição foi justamente a edição do que ficaria de fora. Artigos preciosos e raridades não faltam. Por isso, ela foge do estilo de exposições com muitas reproduções ou essencialmente virtuais. Durante a montagem, fiquei arrepiado em diversos momentos, só de sentir o valor de cada peça, de cada sala. Tudo lá tem um motivo. E uma das grandes preciosidades é justamente ter o Chico Spinosa, que trabalhou com a Rita pela primeira vez em 1982, nessa viagem com a gente.”

Spinosa é um artista. Ao visitar a exposição, nada ali é fruto de um padrão, de uma forma ou de escala industrial. Tudo foi pensado, feito e readaptado para uma realidade colorida, seguindo o roteiro da direção: uma roqueira cheia de cor que chega à Terra em um disco voador. Detalhes, como uma aura de Aparecida ou das estrelas feitas à mão, assim como a recriação do palco giratório da tour 1982/1983 (ou O Circo, como ficou conhecida), tudo é feito para a mostra. Artesanal, no melhor sentido da palavra. A equipe colocou o trabalho em cada letra pintada na parede, em cada figurino que precisou ser restaurado ou em cada peruca: todas, com cores e cortes estudados.

Mostra sobre os 50 anos de carreira de Rita Lee tem áudio-guia com histórias contadas pela roqueira. Foto: Divulgação.Mostra sobre os 50 anos de carreira de Rita Lee tem áudio-guia com histórias contadas pela roqueira. Foto: Divulgação.

Um dos destaques?  As manequins, com estudos de Spinosa e Samora, e feitas uma a uma por Clívia Cohen, em posições de Rita, com o rosto da artista em todas elas, com uma precisão surreal e excelente interpretação artística.

A divisão das salas é temática e, em tantos casos, afetiva. E Rita tem suas preferências: “Todas as peças contam uma história diferente e engraçada. Mas o vestido de noiva que Leila Diniz usou e a bota prateada da Biba eu dou valor.  E ambos são produtos de roubo”, diverte-se Rita, ao lembrar que nunca devolveu o vestido depois de usar numa apresentação dos Mutantes e da famosa história das botas, com as quais saiu andando da butique Biba, de Londres, em 1973. Ela não só foi perdoada pela estilista Barbara Hulanicki, a criadora das botas, como ganhou dela os figurinos da tour Babilônia (1978) que também estão expostos. Assim como o piano de mais de 100 anos que era da mãe de Rita, Chesa, que foi o instrumento com o qual ela teve seu primeiro contato com a música.

Rita Lee e Roberto de Carvalho estão juntos há 44 anos. Foto: Acervo Pessoal.Rita Lee e Roberto de Carvalho estão juntos há 44 anos. Foto: Acervo Pessoal.

O encontro e o amor de Rita e Roberto de Carvalho; a repressão da ditadura (Rita é a compositora mais proibida, segundo dados da época) e a prisão; a família; a causa animal e obras de arte da Rita têm destaque. Assim como estruturas criadas especialmente para a mostra, como o palco giratório, a manequim que levita, o Peter Pan que sobrevoa a entrada…

O estúdio é um caso à parte: terá uma experiência de áudio imersivo que utiliza a tecnologia Dolby Atmos, com projeto desenvolvido pela ANZ Immersive Audio, trazendo uma experiência sonora imersiva para a sala da exposição baseada em um estúdio. Ultrapassando a reprodução de som da maneira convencional, o áudio imersivo proporciona uma escuta similar à vida real, com sons acima, abaixo, aos lados, na diagonal, em toda sua volta. A ANZ espacializou músicas da rainha do rock em 3D, e preparou uma instalação na qual as caixas de som, de altíssima qualidade, foram perfeitamente posicionadas para o público escutar algumas de suas obras como nunca: vindas de todas as direções. “É uma tecnologia que permite que a gente consiga ouvir vários detalhes da música que antigamente a gente não conseguiria. Vai dar claridade aos elementos e muito mais profundidade. E vai ser superinteressante: ao invés de a música te pegar só na direita e esquerda, ela te pega em 360°”, explica João.

"O vestido de noiva que Leila Diniz usou e a bota prateada da Biba eu dou valor", diz Rita sobre os objetos expostos. Foto: André Veloso.  "O vestido de noiva que Leila Diniz usou e a bota prateada da Biba eu dou valor", diz Rita sobre os objetos expostos. Foto: André Veloso.

Um detalhe especial – e que vai levar a exposição a outro nível – é a visita guiada pela própria Rita. Através de QRCodes, os visitantes poderão ouvi-la contando sobre alas, peças, histórias... “Achamos que ia ficar simpático ter minha voz narrando as histórias das peças, me sinto mais íntima do visitante. Não seria exagero dizer que esta exposição vai ser a mais bacana até agora, porque foi pensada para dar alegria às pessoas no meio de tantas tristezas”.

Serviço

Samsung Rock Exhibition Rita Lee
Data: 23/setembro a 28/novembro, 2021.
Local: MIS - Museu da Imagem e do Som - Avenida Europa, 158, Jardim Europa - São Paulo/SP.
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h.
Ingressos: a partir de R$ 25,00, nas plataformas da Ingresso Rápido e INTI.
Classificação indicativa: Livre.

*** 
Com informações da Dançar Marketing.

O Centro Cultural Vila Itororó acaba de ser plenamente inaugurado em São Paulo, depois de anos de espera. Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.O Centro Cultural Vila Itororó acaba de ser plenamente inaugurado em São Paulo, depois de anos de espera. Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reinaugurou na última sexta-feira (10) o Centro Cultural Vila Itororó, na região central da cidade, com programação 100% gratuita. O espaço de 6 mil m² conta agora com dez edificações que abrigarão as mais diversas atividades artísticas e de lazer. Anteriormente, apenas a área do Galpão estava disponível para performances.

Espaço localizado na Bela Vista foi reaberto e conta com mais de dez edificações, que abrigarão atividades artísticas e de lazer. Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Espaço localizado na Bela Vista foi reaberto e conta com mais de dez edificações, que abrigarão atividades artísticas e de lazer. Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.

A “Vila” foi tombada pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) em 2002 e pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico), em 2005. Sua restauração teve início em 2013.

Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.

Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.

A secretária municipal de Cultura, Aline Torres, destacou que o centro cultural tem um simbolismo muito grande. “A Vila Itororó completará cem anos em 7 de setembro de 2022. Foi feito com recurso público, com apoio da Lei Rouanet e com muito apoio. Hoje está sendo aberto para a sociedade apropriar-se dele”, afirmou a secretária.

Atrações

Foto:Edson Lopes Jr. / SECOM.Foto:Edson Lopes Jr. / SECOM.

Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.A reabertura foi marcada pela iluminação cênica da artista Lígia Chaim, intitulada “Fonte de Luz do Itororó”, assim como os shows de Jairo Pereira e do projeto de música eletrônica, com projeções de vídeo arte Freebeats. No sábado (11) o Vila estreia no circuito cultural paulistano, integrando a Jornada do Patrimônio, que reúne atividades diversas ligadas à memória da cidade.

Cinema e aprendizado

Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.Shows, feiras gastronômicas e de artesanato, assim como oficinas, exposições e um café farão parte das atrações fixas do complexo. Futuramente, o acervo da biblioteca que já está funcionando no local será integrado ao Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo.

Sessões de cinema ao ar livre também estão previstas na programação do Itororó, com o projeto Cine Clube Éden. Trata-se de uma homenagem ao Clube Éden Liberdade, espaço esportivo que funcionava no imóvel.

Além de opções de lazer, o complexo conta com uma unidade do Fab Lab, rede de laboratórios públicos com 13 espaços espalhados pela cidade. Nesses locais é possível fazer cursos de diversas áreas como criação de jogos, costura ou modelagem 3D. Artesãos e pequenos empreendedores da região também podem usar os equipamentos do Fab Lab para produzir itens como roupas, artesanato e até cenários para peças teatrais.

Serviço

Vila Itororó
Endereço: R. Maestro Cardim, 60 - Bela Vista, São Paulo.
Informações: https://vilaitororo.prefeitura.sp.gov.br/ 

***
Com informações da SECOM.

Inicialmente prevista para 2020, mas adiada por conta da pandemia, Bienal terá 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.Inicialmente prevista para 2020, mas adiada por conta da pandemia, Bienal terá 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.A 34ª Bienal de São Paulo abre as portas ao público neste sábado (4) no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. A entrada é gratuita.

Inicialmente prevista para 2020, mas adiada por conta da pandemia, a Bienal tem como tema deste ano a frase "Faz escuro mas eu canto", um verso do poeta amazonense Thiago de Mello escrito em 1965. A mostra reúne mais de 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes.

Por conta do coronavírus, o projeto teve que se desdobrar no espaço e no tempo com programação tanto física quanto online. Foto: Van Campos / Foto Arena. Por conta do coronavírus, o projeto teve que se desdobrar no espaço e no tempo com programação tanto física quanto online. Foto: Van Campos / Foto Arena.

Além das obras de artes, a Bienal exibe ainda 14 "enunciados", instalações que contam histórias com a ajuda de objetos diversos. O primeiro é composto por três objetos pertencentes ao acervo do Museu Nacional que sobreviveram de diferentes formas ao incêndio, entre eles o meteorito Santa Luzia, o segundo maior objeto espacial conhecido no Brasil.

Meteorito Santa Luzia, o segundo maior objeto espacial conhecido no Brasil, integrante do acervo do Museu Nacional e atualmente exposto na 34ª Bienal de São Paulo. Foto: Patrícia Figueiredo/G1 SP.Meteorito Santa Luzia, o segundo maior objeto espacial conhecido no Brasil, integrante do acervo do Museu Nacional e atualmente exposto na 34ª Bienal de São Paulo. Foto: Patrícia Figueiredo/G1 SP.

As visitas não precisam ser agendadas previamente, mas é obrigatório o uso de máscaras e a apresentação de um comprovante de vacinação contra Covid-19, com pelo menos uma dose, para a entrada no pavilhão. O "passaporte da vacina" poderá ser apresentado por aplicativo de celular, chamado E-saúde, ou em formato físico (veja aqui como baixar a versão digital).

Entrada é gratuita, e apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19, com pelo menos uma dose, é obrigatória. Foto: Van Campos / Foto Arena.Entrada é gratuita, e apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19, com pelo menos uma dose, é obrigatória. Foto: Van Campos / Foto Arena.

O público pode optar por visitas livres ou participar de visitas mediadas, que ocorrem sem agendamento e em horários fixos, além de visitas temáticas, mediadas por profissionais de diferentes áreas. Os horários de cada tipo de mediação podem ser conferidos na agenda oficial do evento. Há ainda visitas em inglês, em espanhol, com interpretação em Libras ou específicas para crianças.

Esta será a edição da Bienal com maior representatividade de artistas indígenas. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.Esta será a edição da Bienal com maior representatividade de artistas indígenas. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.

Para atender o público da mostra, o pavilhão da Bienal foi equipado com dois restaurantes temporários, um na área externa do térreo e outro no segundo andar do edifício. Há ainda o café oficial da Bienal, que foi decorado com uma coleção completa dos cartazes das 33 edições da Bienal de São Paulo. Também será possível emprestar cangas no local para fazer piquenique no parque.

Serviço

34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto

  • Datas: De 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021;
  • Horários: Terça, quarta, sexta e domingo, 10h - 19h (última entrada às 18h30); quinta e sábado, 10h - 21h (última entrada às 20h30);
  • Entrada gratuita;
  • Acesso mediante apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19 (carteirinha de vacinação impressa ou QR Code, também disponível nos aplicativos ConecteSUS, E-Saúde e Poupatempo);
  • Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s.n. Parque Ibirapuera, Portão 3, São Paulo, SP.

***
Com informações da34ª Bienal de São Paulo.

Além de acompanhar toda a programação comemorativa do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o público terá acesso a um conteúdo diverso e exclusivo sobre o tema. Imagem: Reprodução.Além de acompanhar toda a programação comemorativa do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o público terá acesso a um conteúdo diverso e exclusivo sobre o tema. Imagem: Reprodução.A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo lançou nesta quarta-feira 1/9, data em que se comemora o nascimento de Tarsila do Amaral, a Agenda Tarsila, um braço fundamental do projeto “Modernismo Hoje”, concebido pela pasta para celebrar o legado da Semana de Arte Moderna de 1922. A iniciativa é um guia especial e único sobre a temática.

Além de acompanhar a programação, o público poderá conferir a história do movimento modernista, curiosidades, galerias de fotos, entrevistas exclusivas com familiares, artistas contemporâneos e pesquisadores dos principais personagens que lançaram tendência no Movimento Modernista, como Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta de Tarsila do Amaral.

Autorretrato, Tarsila do Amaral, 1923. Imagem: Reprodução.Autorretrato, Tarsila do Amaral, 1923. Imagem: Reprodução.“Uma data da importância da Semana de 22 precisa ser celebrada ao longo de um período significativo, suficiente para que muitos eventos aconteçam”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado, Sérgio Sá Leitão. “Nós vamos ampliar cada vez mais a oferta de serviços e a programação da Agenda Tarsila. Ela estará disponível até dezembro de 2022 e depois ficará como um registro da celebração do centenário”, disse.

O projeto disponibilizará ainda conteúdo nas redes sociais (InstagramTwitterFacebook, TikTok e Youtube) com diversas novidades envolvendo o centenário. Toda a gestão e produção da Agenda Tarsila é realizada pela Organização Social Amigos da Arte.

“São Paulo sempre esteve na vanguarda deste movimento e agora, em seu centenário, não poderia ser diferente” afirmou Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte. “A Agenda Tarsila tem como principal objetivo fomentar continuamente essa programação diversa e democrática, que dialoga diretamente com os ecos deste movimento tão disruptivo e que segue presente na arte e na cultura cem anos depois."

Ampla oferta Cultural

Comissão organizadora da Semana de Arte Moderna de 1922, tendo o escritor Oswald de Andrade à frente. Foto: Reprodução.Comissão organizadora da Semana de Arte Moderna de 1922, tendo o escritor Oswald de Andrade à frente. Foto: Reprodução.

O projeto Modernismo Hoje é composto por quatro eixos integrados: Programação das instituições culturais do Governo; a Agenda Tarsila, um calendário integrado de atividades do poder público e da sociedade civil; Fomento, o apoio financeiro a projetos da sociedade civil e de prefeituras; e Articulação com o setor de turismo e o poder público de outras instâncias. 

A ação tem como objetivo gerar uma oferta cultural de grande relevância e alta qualidade; valorizar a Semana de 22 e seu impacto na produção cultural brasileira; estimular a reflexão sobre o modernismo e o legado dos modernistas e destacar o papel de São Paulo e dos artistas paulistas no modernismo. O projeto já realizou mais de 40 atividades culturais como exposições, apresentações musicais, seminários, palestras, leituras dramáticas, cursos, oficinas, residências artísticas e outras atividades.

Dentro da linha de fomento, um investimento de R$ 1,5 milhão será destinado ao ProAC Expresso Edital, do Governo do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover a realização de projetos da sociedade civil relacionados ao Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 no Estado de São Paulo. Foram 494 projetos inscritos no Edital 35/2021, que estão em processo de seleção.

Confira mais detalhes da Agenda Tarsila no site oficial: www.https://agendatarsila.com.br/.    

Série Outras Vanguardas

A exposição “John Graz: idílico tropical e moderno” acontece na Estação Pinacoteca. Imagem: PINA / Divulgação.A exposição “John Graz: idílico tropical e moderno” acontece na Estação Pinacoteca. Imagem: PINA / Divulgação.Série audiovisual “Outras Vanguardas”, sobre os movimentos vanguardistas de São Paulo que surgiram desde a Semana de 22. Todas as sextas-feiras um episódio inédito, às 21h30 - Plataforma e aplicativo #CulturaEmCasa (22 de julho a 01 de outubro de 2021)

Estação Pinacoteca

Exposição “John Graz: idílico tropical e moderno” na Estação Pinacoteca, com mais de 150 itens para revisitar a trajetória de um dos mais importantes nomes do modernismo no Brasil (31 de julho de 2021 a 31 de janeiro de 2022).

Sala São Paulo/ Osesp

  • Série "Modernismo na Música Brasileira" com execução da Osesp, na Sala São Paulo: Concerto para violão de Francisco Mignone com regência de Neil Thomson e como solista Fábio Zanon (09, 10 e 11 de setembro / transmissão ao vivo dia 10).
  • Concerto para violoncelo n. 2 de Heitor Villa-Lobos, com regência de Isaac Karabtchevsky e como solista Antonio Meneses (23, 24 e 25 de setembro / transmissão ao vivo dia 24).
  • Live com Fábio Zanon sobre Francisco Mignone e Modernismo na Música Brasileira (7 de setembro).
  • Live com Isaac Karabtchevsky e Antonio Meneses, sobre a obra para violoncelo e orquestra de Villa-Lobos (22 de setembro).
    Mediação lives: Arthur Nestrovski.
  • Concerto “Floresta Villa-Lobos” na Sala São Paulo com execução da Osesp regida por Marin Alsop apresentando obras de Villa-Lobos, Tom Jobim, Philip Glass e outros compositores paulistas (18, 19 e 20 de novembro / transmissão ao vivo dia 19).

Pinacoteca de São Paulo

Exposição “A Máquina do Mundo” na Pinacoteca de São Paulo, com obras de artistas modernistas e contemporâneos e curadoria de José Augusto Ribeiro (6 de novembro de 2021 a 21 de fevereiro de 2022)

Memorial da América Latina

Espetáculo “Brasil 1922 a 2022”, com projeção de imagens e repertório musical tocado ao vivo pela São Paulo Big Band no Memorial da América Latina e em seis cidades do interior de São Paulo (Estreia no Memorial 5 e 6 de novembro).

***
Com informações da Agenda Tarsila.

 

A exposição “Sem Saída”, de Andy Singer, ocupa a Estação Tatuapé. Foto: Matheus Sandes.A exposição “Sem Saída”, de Andy Singer, ocupa a Estação Tatuapé. Foto: Matheus Sandes.

Entre os dias 2 e 22 de setembro ocorre a 11ª Virada Sustentável na capital paulista. Neste ano,  #MinhaMensagem é o tema norteador do maior festival de sustentabilidade do país, que traz mensagens importantes sobre este momento de construção coletiva para o futuro pós-pandemia. O tema permeia toda a programação do evento, que é gratuita e repete o modelo híbrido experienciado na edição de 2020.

As 100 frases da campanha foram elaboradas por 100 organizações de diversos setores da sociedade civil. As mensagens se conectam com os shows, apresentações artísticas e intervenções urbanas, e também estarão estampadas em mobiliário urbano, escadas de estações do Metrô, empenas de prédios e escolas distribuídos por várias regiões de São Paulo. “Nessa Virada, a cidade é nosso mural. Nosso objetivo é alcançar toda a população com mensagens positivas e de reflexão para que possamos sair da pandemia com um pensamento voltado à sustentabilidade”, conta André Palhano, um dos fundadores da Virada Sustentável. 

O economista Jeffrey Sachs traz mensagens para o futuro pós-pandemia no Fórum Virada Sustentável. Foto: Getty Images.O economista Jeffrey Sachs traz mensagens para o futuro pós-pandemia no Fórum Virada Sustentável. Foto: Getty Images.

Durante todo o festival, mais de 400 pontos da cidade estarão com as frases da campanha #MinhaMensagem, reforçando os conceitos de sustentabilidade em sua amplitude. Os cidadãos paulistanos serão impactados com esta ação, que estará presente nos pontos de ônibus, em grandes aplicações nas escadas de 18 estações do Metrô, além de projeções mapeadas em grandes empenas de prédios localizados em pontos centrais da cidade. Para Mariana Amaral, a campanha #MinhaMensagem é de utilidade pública: “estamos dando voz para várias organizações da sociedade civil, que nos trazem recados extremamente importantes sobre como podemos pensar o futuro pós-pandemia”.

Além das intervenções nas escadas, de 2 a 22 de setembro, dez estações do Metrô (Vila Prudente, Jabaquara, Sé, Tucuruvi, Paraíso, Barra Funda, República, Tatuapé, Clínicas e São Mateus) serão pontos de coleta de eletroeletrônicos e pilhas. A população poderá descartar  produtos de pequeno e médio porte, como: computadores, celulares, cabos, carregadores, pilhas alcalinas, secadores de cabelo, console de videogame, que ganharão destino adequado no ciclo da reciclagem.

Gal Costa e Lenine estão na programação do Festival. Foto: Julia Rodrigues.Gal Costa e Lenine estão na programação do Festival. Foto: Julia Rodrigues.

Ainda no Metrô, a Virada Sustentável leva a exposição “Sem Saída”, do cartunista estadunidense Andy Singer, para a estação Tatuapé, uma das estações de maior fluxo da cidade de São Paulo. Em seus cartoons, Singer traz uma reflexão sobre a mobilidade urbana. A exposição poderá ser vista durante todo o período da Virada Sustentável. Nas estações Paraíso, Luz, Sacomã e Brás, a exposição Embalagem Parade mostra como caixinhas tipo “longa vida” usadas podem ganhar utilidade depois de passarem por coleta seletiva.

O festival traz shows de Gal Costa e Lenine integrando sua programação musical, que acontecerá em formato de live e com público presencial limitado no Teatro Sérgio Cardoso. Para o público infantil, estão programadas lives dos shows Zozó Zureta, apresentado por  Zeca Baleiro e Banda; e Grupo Triii, que convida Palhaça Rubra. Os shows também apresentam intervenções da campanha #MinhaMensagem.

A Virada Sustentável ocupa o Centro Cultural São Paulo (CCSP) com uma intensa programação. Com mais de 50 atividades, o festival leva mostras de teatro infantil, circo, dança, performances, música instrumental, contações de história, exposições e iniciativas de promoção de bem-estar aos vários espaços do CCSP.  A capacidade de público está condicionada às normas sanitárias vigentes no dia.

“Um Canto Para Carolina”, espetáculo inspirado em “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, acontece no CCSP no dia 05, às 20h.  Foto:: André Hoff. “Um Canto Para Carolina”, espetáculo inspirado em “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, acontece no CCSP no dia 05, às 20h. Foto:: André Hoff.

Dentre os destaques estão o premiado espetáculo Água Doce, interpretado pela Cia da Tribo; “Um Canto Para Carolina”, espetáculo da  Cia. dos Inventivos, inspirado em “Quarto de Despejo”, livro escrito por Carolina Maria de Jesus. O escritor Daniel Munduruku participa da Mostra de Contação de Histórias apresentando o mundo indígena por meio de música, danças e histórias. Já a Mostra de Música Instrumental promove o Pic Nic Jazz ao Pôr do Sol no Jardim Suspenso do centro cultural. O grupo Zumb.boys traz o hip hop para a Mostra de Dança no espetáculo Dança por Correio.  Já a temática da diversidade está presente nos espetáculos Performance Poética TRANScrevendo Arte e Vozes da TRANSformação, que integram a Mostra de Performances.

Os Centros Educacionais Unificados (CEUs) participam da Virada Sustentável em ação realizada em parceria com Instagrafite, em que 7 grandes empenas serão grafitadas por 7 duplas de artistas, formadas por um artista do território da unidade e um artista convidado. Totalizando 4.882 m² de área grafitada, estas obras são interligadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável elencados pela ONU. Alguns artistas e coletivos que estão envolvidos nesta intervenção são Linoca Souza, que será Artista Host no CEU Campo Limpo, tratando sobre diversidade, e convida AVAF, da capital paulista, para pintar a empena. Outro destaque é a intervenção feita pela Karina Kot no CEU Vila Rubi, abordando as mudanças climáticas, em parceria com o seu artista convidado, Denilson Baniwa  

A  Andarilha, espetáculo do Coletivo Rainhas do Radiador tem ingredientes de teatro, circo e humor. Foto: Ricardo Avellar.A Andarilha, espetáculo do Coletivo Rainhas do Radiador tem ingredientes de teatro, circo e humor. Foto: Ricardo Avellar.

A Virada Sustentável também fará uma doação da escultura “Broto”, do artista Jaime Prades, ao Parque do Povo. Com 7 metros de altura, a escultura de aço simboliza o ciclo da vida, como uma semente que eclode organicamente, contrastando com a paisagem urbana de São Paulo.

Para fechar a última semana do festival, pontos icônicos da cidade serão palcos de ações da campanha #MinhaMensagem, dentre eles está o Minhocão. No dia 18/09, a Ponte Estaiada recebe o balé aéreo da CIA BASE, e no dia 21/09, declarado o Dia Internacional da Paz pela ONU, ocorre o Amanhã da Paz, meditação global simultânea com a presença de mais de 300 lideranças da cultura de paz. 

Durante toda a Virada Sustentável, o Metrô, Espaço aFlora, Rotary SP, Bibliotecas públicas de São Paulo e Sesc São Paulo aderem ao festival com programação especial, destacada abaixo e disponível em: www.viradasustentavel.org.br 

Serviço

A programação completa pode ser acompanhada nos seguintes canais: 

Site: www.viradasustentavel.org.br
Instagram: @viradasustentavel
Facebook: facebook.com/viradasustentavel
Youtube: https://www.youtube.com/ViradaSustentavel

***
Com informações da Agência Lema.