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Para celebrar seus 10 anos de existência no Brasil, o Festival Varilux promete, mais uma vez, trazer as novidades da atual safra de produções francesas, com a marca de um milhão de espectadores em todo o País, segundo a produção.

Em 2010, o Varilux foi apresentado em nove cidades para um público de 22 mil espectadores. Na última edição, em 2018, esteve em 88 cidades e levou 180 mil pessoas aos cinemas.

O paraense Rogério Assis iniciou sua carreira em 1988 documentando etnias indígenas para o Museu Emilio Goeldi, em Belém. Foto: Rogério Assis.O paraense Rogério Assis iniciou sua carreira em 1988 documentando etnias indígenas para o Museu Emilio Goeldi, em Belém. Foto: Rogério Assis.

Procurando entender “essa participação das pessoas na vida comunitária”, Rogério Assis foi buscar junto aos ribeirinhos da Comunidade Boa Esperança, localizada na região de Curralinho, na Ilha do Marajó (PA), as 36 imagens que compõem a exposição “Idílio”, aberta ao público a partir do dia 15 de junho, no CCSP – Centro Cultural São Paulo, ao lado da estação Vergueiro do Metrô.

Foto: Rogério Assis.Foto: Rogério Assis.

A exposição “Rodas e Trilhos: Eletricidade nos Transportes”, que mostra a história dos ônibus elétricos na cidade de São Paulo, começa neste sábado (1º) no Museu da Energia, na região central da capital paulista, com alguns dos primeiros modelos de trólebus que circularam na cidade.

No dia da abertura foi exposto o modelo Brill, fabricado nos Estados Unidos e que circulou pelas ruas paulistanas na década de 1950. Em 1957, a Companhia Municipal de Transportes Coletivos adquiriu 75 carros deste tipo, vindos do sistema extinto de ônibus elétricos de Denver, no Colorado, nos Estados Unidos. O trólebus ACF-Brill circulou em São Paulo até os anos 1990. 

A exposição gratuita apresenta os bondes, ônibus elétricos e trens que se expandiram pelo estado. Podem ser vistos fotos, documentos e peças dos veículos. Entre os itens, também tem destaque o equipamento de comando automático de uma estação de trólebus dos anos 1950, que fazia o gerenciamento remoto da rede antes da introdução dos computadores.

Exposição no Museu da Energia comemora os 120 anos da chegada eletricidade na cidade de São Paulo. Bonde na Avenida São João, 1966. Foto: Divulgação.Exposição no Museu da Energia comemora os 120 anos da chegada eletricidade na cidade de São Paulo. Bonde na Avenida São João, 1966. Foto: Divulgação.Os trólebus, que ao contrário dos bondes que já circulavam por São Paulo, não necessitam de trilhos e começaram atendendo a alguns dos bairros mais valorizados da capital. No início, os ônibus elétricos passavam pelas ruas da Aclimação, Jardim Europa, Jardim Paulistano, Santana, Higienópolis, Pacaembu e Perdizes.

O sistema era operado pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a CMTC – atual SPTrans. A estatal chegou a montar os próprios veículos, aproveitando partes de trólebus e ônibus a diesel. A experiência começou quando, na década de 1960, a empresa começou a reformar trólebus antigos. A capacidade técnica da companhia conseguiu manter em operação parte dos ACF-Brill, adquiridos em 1957, até a década de 1990.

O ônibus elétrico da CMTC de 1948. Foto: Divulgação.O ônibus elétrico da CMTC de 1948. Foto: Divulgação.

No auge, a cidade de São Paulo chegou a ter 30 linhas de trólebus, com 552 veículos em 1998. Atualmente, ainda opera na capital paulista parte dessas linhas, na região central da cidade. Ao trazer a história dos transportes à tração elétrica, o museu pretende relembrar os 120 anos de chegada da eletricidade à cidade.

“A exposição foi montada para comemorar os 120 anos da energia elétrica em São Paulo. Por isso, vamos falar dos bondes elétricos, dos quais muita gente ainda tem memória, dos trens elétricos, do metrô e dos carros elétricos, puxando para o futuro. Queremos mostrar a evolução da tecnologia, os meios de transporte que vão sendo extintos, com outros entrando no lugar”, disse a curadora da mostra, Mariana de Andrade.

A exposição gratuita apresenta os bondes, ônibus elétricos e trens que se expandiram pelo estado. Foto: Divulgação.A exposição gratuita apresenta os bondes, ônibus elétricos e trens que se expandiram pelo estado. Foto: Divulgação.

Segundo Mariana, a implantação do transporte elétrico naquele período foi uma mudança importante para a cidade porque antes só havia os bondes a tração animal. Era um período no qual a cidade tinha características rurais, sendo uma vila em transformação, recebendo mudanças radicais em sua composição.

“É no período em que a cidade está se transformando que chega o bonde elétrico. A mancha urbana está se expandindo, a cidade está se urbanizando, crescendo com a imigração, começa a iluminação pública, o gás. O dinheiro que o café trouxe começa a modificar a cidade, que precisa se organizar com o transporte público”, explicou.

O Museu da Energia fica na Alameda Cleveland, 601, nos Campos Elíseos. Foto: Divulgação.O Museu da Energia fica na Alameda Cleveland, 601, nos Campos Elíseos. Foto: Divulgação.

Mariana ressaltou que o bonde foi uma mudança drástica para a capital, retratada até em uma das fotografias expostas na mostra. “Temos a foto da inauguração do primeiro bonde, com uma multidão na rua vendo, porque o bonde era algo muito diferente, e as pessoas não estavam acostumadas. Houve até acidentes, porque as pessoas não sabiam como utilizar direito”, disse.

Serviço

Exposição “Rodas e trilhos: Eletricidade nos transportes”
Local: Museu da Energia de São Paulo.
Data: De 1º de junho a 5 de outubro de 2019.
Horários: 10h às 17h.
Endereço: Alameda Nothmann, 184 – Campos Elíseos – São Paulo.
Mais informações: (11) 3224-1489.
Site: Museu da Energia

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Fonte: Museu da Energia 

Um porão onde a capacidade para setenta pessoas era constantemente superada foi o epicentro da música independente paulistana nos anos 80. Foto: Divulgação.Um porão onde a capacidade para setenta pessoas era constantemente superada foi o epicentro da música independente paulistana nos anos 80. Foto: Divulgação.

Com a proposta de valorizar a memória da Vanguarda Paulista - movimento artístico que entre as décadas de 70 e 80 colocou em evidência nomes como Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Ná Ozzetti e Tetê Espíndola - entre os dias 22 e 26 de maio São Paulo receberá a segunda edição do festival Líricas Paulistanas, que tem a curadoria dos poetas Caco Pontes e Daniel Minchoni.

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