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Uma das exposições mais esperadas pelo público chega ao país patrocinada pela Brasilprev, em agosto. “The Art of The Brick®”, do artista americano Nathan Sawaya, recria obras de arte clássicas e da cultura pop com oitenta e três esculturas, formadas com mais de um milhão de blocos LEGO®. A temporada da mostra irá acontecer em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“The Art Of The Brick®”, traz inesperadas criações e reconstruções de obras de arte universalmente conhecidas em 3D. Como "O Pensador", de Rodin, "O Grito", de Edvard Munch e "O Beijo", de Gustav Klimt. Em outras áreas da exposição, o visitante é atraído por um Buda, ou pelo T-Rex de 6 metros de comprimento feito com 80.020 blocos. A mostra, ainda, traz novas criações da imaginação do artista, como um homem que abre o peito para revelar um tesouro de tijolos LEGO®, além de figuras humanas e outras esculturas.

A exposição, que já passou por mais de 80 museus do mundo desde 2007, estará pela primeira vez na América Latina e será montada em um espaço de 1.771 m². Vista por mais de 10 milhões de visitantes, foi classificada, pelo canal norte-americano CNN, como “Exibição Obrigatória” para os amantes de arte.

Você pode encontrar todos os itens LEGO escondidos em cada foto? Foto: Darryl Moran / Instituto Franklin.

“Além do paralelo com o conceito de previdência, identificamos nesta exposição um programa cultural atrativo para toda a família. Entendemos que apoiar iniciativas como essa é uma forma de gerar valor para a sociedade, contribuindo para ampliar o acesso às artes. ”, disse a gerente de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social da Brasilprev, Cinthia Spanó.

Nathan Saway, formado em Direito, descobriu os tijolinhos de brinquedo como arte em 2002, e desde então desenvolve um trabalho divertido, mas extremamente minucioso, que joga com material, cor, movimento, luz e perspectiva. O artista já recebeu inúmeros prêmios e honrarias, que reconhecem seu trabalho como uma nova dimensão da Pop Art e do Surrealismo, um deles foi o Unique Awards em 2011, que reconhece artistas únicos com um trabalho não tradicional. 

Serviço

São Paulo
Local: Oca / Parque Ibirapuera.
Endereço:  Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 3, S/n - Ibirapuera, São Paulo - SP, 04094-050.
Horário: de terça a domingo, das 11h às 20h.
Em cartaz: de 11 de agosto a 30 de outubro.
Quanto: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada).

*Gratuito às 3ª feiras. Professores não pagarão ingresso (qualquer dia e horário) mediante comprovante de 2016.

Vendas: a partir de 11 de julho, pelo site:  www.ingresse.com

Rio de Janeiro
Local: Museu Histórico Nacional
Endereço:  Praça Mal. Âncora, s/n - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20021-200
Abertura: novembro
Obs. Mais informações serão divulgadas em breve.

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Fonte: G&A Comunicação Corporativa.


A Coleção Helga de Alvear é hoje um dos mais importantes acervos de arte contemporânea da Europa, com base em Cáceres, na Espanha. A partir de 25 de junho, 137 obras reunidas pela colecionadora alemã poderão ser vistas na Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. A mostra, denominada Fora da ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear, ficará no primeiro andar do museu com pinturas, esculturas, vídeos, instalações, desenhos e gravuras realizadas a partir da década de 1930, com ênfase na produção de meados da década de 1960 até os dias de hoje. A grande maioria dos trabalhos é inédita no Brasil e alguns artistas serão apresentados pela primeira vez no País.

As peças representam a obra de quase 70 artistas, incluindo nomes influentes da arte moderna, como Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp e Josef Albers; artistas relacionados a algumas das principais vertentes do pós-guerra norte-americano, como Donald Judd, Dan Flavin, Bruce Nauman e Gordon Matta-Clark; importantes autores da produção contemporânea, a exemplo de Gerhard Richter, Cindy Sherman, Franz West, Jeff Wall e Thomas Ruff; e outros que começaram a sua trajetória nos últimos 30 anos, como Francis Alyis, Pierre Huyghe, Mark Leckey, Martin Creed, Marcel Dzama e Chen Wei. Os brasileiros Jac Leirner, Iran do Espírito Santo e José Damasceno também participam da exposição.

Segundo os curadores - Ivo Mesquita, ex-diretor técnico da Pinacoteca, e José Augusto Ribeiro, do Núcleo de Pesquisa em História e Crítica de Arte - a mostra privilegia e justapõe duas vertentes de trabalhos predominantes na coleção, mas que normalmente são vistas como antagônicas na história da arte. “De um lado, obras de inclinação surrealista, com alta voltagem imaginativa, que sugerem situações fantasiosas. E de outro, peças de linguagem geométrica, com formas simples, seriais e autorreferentes, ligadas às vertentes construtivas, à pintura hard-edge, ao minimalismo norte-americano e a manifestações europeias do chamado pós-minimalismo”, explica Mesquita.

A intenção é marcar não só as diferenças entre essas duas vertentes, como apontar para pontos de conexão entre elas. “Fora da ordem aponta para a intensidade enérgica de estruturas com lógica abstrata, frequentemente descritas como neutras, sóbrias ou discretas, e para o que há de cálculo, disciplina e construção em situações de contrassenso e absurdo”, complementa Ribeiro.

A mostra permanece em cartaz até 26 de setembro de 2016 no 1º andar da Pinacoteca – Praça da Luz, 02. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10 às 17h30 – com permanência até às 18h – e o ingresso custa R$6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam. Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes.

Mais sobre Helga de Alvear

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação.

Nascida na Alemanha (Kirn), em 1936, Helga de Alvear vive em Madri, na Espanha, desde 1967, período em que também começa a formar a sua coleção de arte. A partir de 1980, começa a sua atuação na Espanha, onde estimula a produção local e contribui para a criação da feira de arte Arco, em 1982. Já em 2006, cria o Centro de Artes Fundación Helga de Alvear, que contou com a contribuição do poder público da região espanhola de Extremadura. A instituição surge do compromisso de tornar pública a coleção da também galerista Helga de Alvear. Hoje, o acervo da fundação conta com cerca de 3 mil peças de linguagens, materialidades e conformações diversas, que variam, em dimensão física, da escala da mão à da arquitetura. Seus núcleos privilegiam os primórdios da fotografia na Europa, o minimalismo norte-americano e seus desdobramentos desde a década de 1970, a arte contemporânea espanhola, a fotografia alemã dos anos de 1980 e 1990, além de obras de dimensões grandes, especialmente ambientes e instalações de 1990 para cá, e de outras comissionadas pela própria Helga de Alvear. fundacionhelgadealvear.es/en/.

Serviço
Fora da ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear.
De 25 de junho até 26 de setembro.
Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Praça da Luz, 2.
Tel. 11-3324-1000

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Fonte: Pinacoteca do Estado de SP.
 
 


A Foto Feira Cavalete, evento pioneiro na cidade com foco na divulgação e comercialização da fotografia contemporânea brasileira, está de endereço novo. A quarta edição, que acontece dias 25 e 26 de junho, sábado e domingo, no Museu da Imagem e do Som, integra a programação paralela do Maio Fotografia, projeto que o MIS – instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo - realiza a partir do dia 18, com a abertura da exposição retrospectiva do britânico Martin Parr e da inédita de Jorge Bodanzky. 

Durante um final de semana, o público que passear pelos arredores do MIS vai conferir o trabalho de cinquenta expositores e cerca de cento e cinquenta autores, que usam a fotografia como plataforma de arte, com preços entre R$ 50 e R$ 5 mil. Fotógrafos independentes, galerias, editoras, livrarias e selos se reúnem para apresentar e vender fotografia em suportes e segmentos diversos: de impressão em papel algodão, roupas e acessórios a fotolivros; da fotografia de época à contemporânea; da fotografia documental e fotojornalismo à fine art.

“Moçada“. Foto: Rui Mendes.

Entre os destaques dessa edição estão o Instituto Moreira Salles, Fotospot  [Araquém Alcântara, Cássio Vasconcellos, Lucas Lenci, Cristiano Mascaro, Tiago Santana, Klaus Mitteldorf, Marcelo Brodsky e Sergio Jorge], Photofolia [Marília Fernandes], as editoras Olhavê [Georgia Quintas e Alexandre Belém] e Terra Virgem [Roberto Linsker], Galeria Mezanino [Daniel Malva, Roberto Setton, Emídio Contente e Léo Sombra], DOC Galeria [Ana Carolina Fernandes, Mauricio Lima, João Bittar, João Machado, José Diniz e Rogério Assis], os fotógrafos Juan Esteves, Tita Ponte, Juliana Vinagre, Tete Schmidt, Paula Marina, Ricardo Breda e Livraria Freebook, entre outros.

Além de ter acesso aos trabalhos impressos dos participantes, quem passar por lá ainda vai ter a oportunidade de imprimir na mesa do printer Pietro Ghiurghi fotografias em papel algodão formato A2 com 40% de desconto e completar a montagem da obra no cavalete do espaço opHicina, também com preço diferenciado.

A idealização e organização da Foto Feira Cavalete é da DOC Galeria, que tem à frente os jornalistas e fotógrafos Mônica Maia e Fernando Costa Netto. ‘Uma das missões do evento é colocar num mesmo ambiente importantes e novos nomes da fotografia brasileira e possibilitar a troca direta entre autores e público’, comenta Mônica Maia, sócia da DOC.

Inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960. Foto: Sérgio Jorge.

Sobre a DOC Galeria

A DOC é um escritório para criação e produção de projetos ligados a fotografia e galeria especializada em imagem. Um espaço especialmente voltado ao fotojornalismo e trabalhos documentais, aqueles que acompanham e influenciam as grandes mudanças sociais, culturais e ambientais do planeta. Há  4 anos a DOC compartilha experiências com conversas, cursos e workshops, projetos proprietários e para empresas. A DOC Galeria produz a Mostra SP de Fotografia, evento anual de ocupação do bairro da Vila Madalena, a Foto Feira Cavalete e a mega exposição do 1º de Maio na avenida Paulista, para citar alguns.

Sobre o Maio Fotografia no MIS

Criado em 2012, o projeto Maio Fotografia no MIS dedica cerca de dois meses por ano à fotografia, com todos os espaços do Museu tomados por exposições, seminários e oficinas. Em suas quatro edições figuraram importantes artistas, nacionais e internacionais, como André Kertész, Andy Warhol, Claudio Edinger, Willy Ronnis, Carlos Eber, Gregory Crewdson, Josef Koudelka, Chico Albuquerque, Valdir Cruz e Vivian Maier.

Serviço

Foto Feira Cavalete.
Quando: 25 e 26 de junho.
Horário: sábado (25) das 12h às 20h e domingo (26) das 11h às 20h.
Onde: MIS (área externa) - Avenida Europa, 158, Jardim Europa. Te|: 11 2117-4777.
Quanto: entrada gratuita.
Estacionamento conveniado: R$ 18.
Acesso e elevador para cadeirantes. 

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Informações para imprensa DOC Galeria | Foto Feira Cavalete: www.namidiacom.com.br 
Informações para a imprensa – MIS | 11 2117-4777.

 

 

A 9ª edição do Entretodos – Festival de Curtas-Metragens de Direitos Humanos acontece de 16 a 22 de junho, em São Paulo. Com mais de 80 exibições gratuitas, o festival circula a cidade inteira – centro e periferia – e ocupa espaços de cultura e educação. As sessões ocorrem nas novas salas de cinema do circuito Spcine, localizadas no Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, além de 19 CEUs.

Fazem parte da programação, 25 filmes nacionais e internacionais de países como Itália, Turquia, Índia e Argentina. O festival acontece também na web! Entre os dias 19 e 23 de junho, os filmes do Panorama Infantil, Juvenil e EMEF’s e da Mostra Online estarão disponíveis no site do evento.

Segundo os curadores Manuela Sobral e Jorge Grinspum, as questões de gênero e a condição feminina são os destaques da programação deste ano, junto com a temática dos refúgios e migrações.

Premiação

A cerimônia de premiação do 9º Festival Entretodos acontece no dia 22 de junho, às 18h, no Cine Olido. O evento encerra a mostra e anuncia os vencedores desta edição. Após a premiação haverá uma sessão especial com os filmes premiados.

Esse ano o Festival atingiu número recorde, com 422 curtas-metragens inscritos. A premiação está dividida nas categorias Melhor Curta-Metragem Nacional, Melhor Curta-Metragem Estrangeiro, Melhor Direção, Melhor Curta-Metragem escolhido pelo público e Melhor Curta da Mostra Online, também eleito pelo público. Os prêmios temáticos 'Refúgios e Mudanças' e 'Educação em Direitos Humanos' completam a lista.

O júri oficial desta edição é formado por Cristiano Burlan (diretor de cinema e teatro), Jota Erre (músico pernambucano), Leonardo Sakamoto (jornalista e cientista político), Luiza Romão (poeta, atriz e arte-educadora), Moira Toledo (cineasta e professora da Faap) e William Hinestrosa (professor na Escola Livre de Cinema de Santo André e no Centro de Audiovisual de São Bernardo).

O 9º Festival de Curtas-Metragens de Direitos Humanos - Entretodos é realizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo em parceria com a Spcine e com as secretarias municipais de Cultura (SMC) e de Educação (SME).

Confira a programação completa aqui.

Serviço
9º Entretodos - Mostra Competitiva.
De 16 a 22 de junho.
Em 21 pontos de exibição da capital
Entrada Gratuita.
Informações: www.entretodos.com.br

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Fonte: Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania - Portal da Prefeitura de São Paulo.


O
Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier, que será realizado entre os próximos dias 17 e 19, cujas atividades são gratuitas, substitui o Festival da Mantiqueira - Diálogos com a Literatura, que estaria em sua nona edição, mas foi retirado pela Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo neste ano do seu calendário de eventos. A comunidade do distrito de São Francisco Xavier apropriou-se da iniciativa e conta com o trabalho voluntário de moradores e simpatizantes de São Francisco Xavier, assim como de comerciantes, restaurantes e pousadas locais. É apoiado também pela prefeitura de São José dos Campos, Fundação Cultural Cassiano Ricardo e várias entidades. 

Sexta-feira (17)

Abertura

A abertura será conduzida por Marli Portela, da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), de São José dos Campos, na sexta-feira (17), às 19h30, na tenda principal, na Praça de São Francisco Xavier. Em seguida, haverá show musical com a Orquestra Possível, formada exclusivamente por músicos de São Francisco Xavier. Trabalho comunitário, sob a regência de Daniel Gonçalves.

Sábado (18)

Voz ao silêncio

No sábado (18), na tenda principal, às 10h, terão início as Mesas Literárias. Da primeira rodada de debates, sob o tema “O ofício de dar voz ao silêncio”, participam o ficcionista, poeta e historiador Victor Leonardi, que escreveu e publicou 20 livros, entre contos, poesia e ensaios. Também é autor de uma peça de teatro e roteiros para cinema. Ele vai dividir a mesa com a jornalista e escritora Daniela Arbex, que é reconhecida por seu trabalho como repórter investigativa. É autora do best-seller “Holocausto brasileiro”, eleito Melhor Livro-Reportagem do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (2013) e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti de 2014. Com mais de 150 mil exemplares vendidos no Brasil e em Portugal, a obra deve ganhar as telas da TV este ano, no documentário produzido com exclusividade para a HBO, com exibição prevista em mais de 20 países. 

Ao lado de Victor Leonardi, ela deve abordar como o trabalho do escritor abre janelas para as dores da humanidade. Leonardi tem uma vasta pesquisa sobre o holocausto armênio. O escritor e psicólogo junguiano Gustavo Barcellos também participará da mesa. Formado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Barcellos foi para os Estados Unidos, onde obteve o grau de Mestre em Psicologia Clínica pela New School for Research, de Nova York. Lá estudou na C. G. Jung Foundation. É analista didata da Associação Junguiana do Brasil e membro da Associação Internacional de Psicologia Analítica. Ele é autor de diversos livros, entre eles, “Jung”, Editora Ática (1991); “Vôos e raízes: ensaios sobre imaginação, arte e psicologia arquetípica”, Editora Ágora (2006); “O irmão: psicologia do arquétipo fraterno”, Editora Vozes (2009); e “Psique & Imagem”, Editora Vozes (2012). Também tem diversos artigos publicados em revistas e coletâneas nacionais e internacionais. 

Liberdade de expressão

No mesmo sábado (18), a partir das 14h até as 16h, é a vez da mesa "Literatura e liberdade de expressão", que terá a participação do jornalista e escritor Audálio Dantas, que é autor de 12livros, entre os quais “As duas guerras de Vlado Herzog” (Grupo Record/Civilização Brasileira, 2012), que recebeu em 2013 o prêmio Jabuti, na Categoria Livro-Reportagem e o Livro do Ano de Não-Ficção (Câmara Brasileira do Livro) e Juca Pato – Intelectual do Ano de 2013 (União Brasileira de Escritores). Em 2014 recebeu, pelo mesmo livro, o Prêmio Brasília de Literatura. Ainda em 2012, também lançou “Tempo de reportagem” (Leya). Entre outros, publicou “O circo do desespero” (Símbolo), “O menino Lula” (Ediouro) e “O Chão de Graciliano” (Tempo d’Imagem), que ganhou o Prêmio APCA 2007. Em 2014 lançou “Céu de Luiz”, sobre a permanência de Luiz Gonzaga na memória do povo do sertão nordestino.

Audálio Dantas vai dividir a mesa com o também jornalista Gabriel Priolli Netto, que trabalhou por muitos anos na “TV Cultura de São Paulo”. Atuou ainda nos principais órgãos de imprensa do país, como “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal da Tarde”, “Carta Capital”, “Época” e “Veja”. Também foi editor do “Jornal Nacional” e editor-chefe do telejornal “São Paulo Já”, da Rede Globo. Trabalhou ainda nas redes de TV “Bandeirantes”, “Record” e “Gazeta”. Atualmente, é consultor de comunicação, editor dos blogs “A Priolli” e “Marqueteiros”, além de assessor da TV Escola (MEC-ACERP). Também é colunista da revista “Imprensa” e presidente de honra da ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), entidade que fundou e dirigiu entre 2000 e 2007. Entre outros livros e artigos, publicou “O Campeão de Audiência”, biografia de Walter Clark, e coordenou “A Deusa Ferida”, estudo sobre a queda de audiência da “Rede Globo”. 

Nessa mesma mesa “Literatura e liberdade de expressão” também estará o jornalista e escritor Leão Serva, que assina, hoje, coluna quinzenal no caderno “Cotidiano” da “Folha de S.Paulo”, publicada às segundas-feiras. Ele foi secretário de redação da “Folha” e dirigiu outros jornais como "Diário de S.Paulo", "Jornal da Tarde" e "Lance", e a revista "Placar". Na Prefeitura de São Paulo, trabalhou na implementação da “Lei Cidade Limpa”, que baniu a publicidade externa e reduziu placas indicativas do comércio na cidade. É autor de “Como Viver em São Paulo Sem Carro”, guia anual (Santa Clara Ideias, 2012, 13 e 14); “A Desintegração dos Jornais” (Reflexão, 2015); “Um Tipógrafo na Colônia” (Publifolha, 2014); “#MalditosFios” (Santa Clara Ideias, 2014); “Cidade Limpa – O projeto que mudou a cara de SP” (2008); “Jornalismo e Desinformação” (Senac, 2001); e “A Batalha de Sarajevo” (Scritta, 1994).

Poesia e prosa

Ainda no dia 18, das 16h30 às 18h30, “Poesia e Prosa em Foco” será o tema da mesa da qual estarão presentes Estevão Azevedo, Rita Elisa Seda e Viviana Bosi. O escritor Estevão Azevedo é autor do "Tempo de espalhar pedras" (Cosac Naify), que ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura 2015. 

Rita Elisa Seda é escritora, jornalista, fotógrafa e arqueóloga. Embaixadora da Paz Ordem da Coroa dos Arameus e dos Auranitas; Comendadora Medalha Leão de Judá; Prêmio Carlos Drummond de Andrade; Medalha Cassiano Ricardo. Também é membro da Academia Valeparaibana de Letras e Artes; Academia Joseense de Letras; União Brasileira de Escritores; Confederação Brasileira de Letras e Artes; Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico do Grande ABC. É autora de “[email protected]”; “Troféu”; “Retalhos de Outono”; “Desertos”; “Nhá Chica Mãe dos Pobres” (atualmente está em desenvolvimento filme homônimo); “A Menina dos Vagalumes”; “Pelos ditos e não ditos do Sapucaí”; “Margem Grande”; “Corixo Saudade”; “Pipa Guerreira”; “Fábulas para Seishum”; “Cora Coralina Raízes de Aninha”, que inspirou o filme Cora Coralina todas as Vidas - 2015. Cora Coralina será o principal foco de Rita Elisa no 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier.

Viviana Bosi é formada em Letras - Português Inglês - pela Universidade de São Paulo (1984), mestrado em Educação pela Universidade de São Paulo (1991) e doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (1997). Fez pesquisa de pós-doutorado na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro (2007) e na Universidade Nova de Lisboa (2014). Atualmente é professora do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. Defendeu sua livre-docência apresentando a tese "Poesia em risco: itinerários a partir dos anos 60" (2011). No 1º Encontro na Mantiqueira, Viviana irá falar sobre a obra da poeta carioca Ana Cristina César (1952-83), que será homenageada na edição da “Flip 2016”, que  acontecerá entre 29 de junho e 3 de julho, em Paraty (RJ). Expoente da geração da poesia marginal, Ana Cristina criou uma escrita atravessada por elementos do cotidiano e aspectos de sua intimidade. Além da poesia, dedicou-se à crítica e à tradução literária, tendo traduzido Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield. 

Comissão da Verdade

A partir das 19h, também na tenda principal, será realizado o lançamento do livro “Comissão da Verdade”, do escritor e sociólogo Moacyr Pinto. Ele elaborou o relatório final Comissão da Verdade e é redator do livro sobre o tema a ser publicado este ano pela FCCR. O livro registra as lições tiradas da experiência de São José dos Campos com a ditadura de 1964/1985, transmitidas pelos 91 depoentes à Comissão da Verdade “Michal Gartenkraut” constituída pela Câmara Municipal, entre os meses de outubro de 2013 e outubro de 2014. Está confirmada a presença de Antonio Acioli de Olivio nessa mesa como mediador.

Leitura e escrita

Paralelamente aos debates na tenda principal, o 1º Encontro na Mantiqueira – Literatura em Foco – São Francisco Xavier terá também programa para professores da rede pública e privada, das 9h às 11h, no Salão Paroquial, sob o tema “Oralidade, leitura e escrita: cultura popular na sala de aula e em casa”. A palestra-oficina será comandada pelo professor livre-docente Claudemir Belintane, da Universidade de São Paulo, Faculdade de Educação. Ele é autor de dezenas de artigos sobre leitura, alfabetização, literatura, oralidade e cultura popular, além do polêmico livro “Oralidade e alfabetização: uma nova abordagem da alfabetização e do letramento” (Editora Cortez). Na graduação, ele ministra aulas sobre Metodologia de Ensino de Alfabetização, de Leitura e de Escrita; na pós-graduação, orienta os seus alunos a partir do tema “Inconsciente e linguagem”.

Claudemir Belintane promete uma reflexão sobre os potenciais da cultura oral na sala de aula, sobretudo quando relacionados aos da leitura-escrita. A ideia é traçar um esboço das tensões, aproximações e reaproximações entre as modalidades de expressão, para depois explorar estratégias pedagógicas que favoreçam contribuições recíprocas entre a cultura oral do aluno e as demandas de leitura-escrita propostas pela escola. Desde a entrada da criança na língua (período de aquisição) foi testemunhado uma rede de letramento que se sustenta a partir dessas matrizes orais basilares. Distinguir essa diversidade textual, reconhecer sua função, suas possibilidades de uso e traçar estratégias de expansão recíprocas entre o oral e o escrito são três objetivos sobre os quais se pretende deter. Isso será feito abordando um pouco de teoria e, ao mesmo tempo, apresentando estratégias de forma mais prática e direta.

Cinema

O 1º Encontro na Mantiqueira – Literatura em Foco – São Francisco Xavier tem programação recheada. Enquanto os debates ocorrerão, outras atividades serão realizadas pela cidade. No espaço Villa Sonora, por exemplo, haverá sessões de cinema, entre as 10h e 23h, também no sábado (18) com a exibição de “Letras na tela: Super Libris – Curtas do Canal Sesc TV”. A programação é de Piu Dip.

Encadernação

Oficina de encadernação para adultos é outra atividade paralela aos encontros entre escritores e palestrantes. A oficina ocorrerá das 14h30 às 18h, no Salão Paroquial, com Cecília Loeb. Para as crianças também haverá a mesma oficina, das 9h às 11h30, na Biblioteca Solidária.

Teatro e culinária para crianças

Ainda para as crianças, no sábado, das 11h30 às 12h30, a atividade é “Leitura de livro infantil: as aventuras do urso de óculos”, comandado por Ellê Carvalho. Escritor: Rodolfo D’Urso.

Depois, também na Biblioteca Solidária, das 14h às 18h, será realizada “Culinária Infantil”, com Mariângela Schoenacker. Ainda no mesmo horário, acontecerá a FANFIC, atividade para os jovens adolescentes, com Cauana Moraes.

Cordas, sarau e serenata 

Já no coreto da Praça de São Francisco Xavier haverá show musical, das 12h30 às 12h45, “Cordas e Ponteios”, com Wager e Fred Vilela. À noite, entre 20h30 e 22h30, será a vez do “Sarau Poético – Di Versos – Literatura Plural”. Depois da participação livre dos poetas, o Trem da Viração irá percorrer as ruas de São Francisco Xavier com a sua “Serenata”, das 22h30 à 0h.

Domingo (19)

Debates e circulares

Já no domingo (19), o 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier começa com “Debates Circulares”. Das 10h30 às 11h30, “Como despertar o pequeno leitor”, com mediação de Itamara Moura.  Das 11h45 às 12h45, “Contos, crônicas e romances”, onde Wilson R. será o mediador; e das 13h às 14h, “Caminhos poéticos e contemporaneidade”, com mediação do Poeta Moraes.

Emílias e contação de histórias 

O domingo terá também atividades para a garotada. Das 10h às 10h40, por exemplo, a criançada terá “Teatro infantil na praça”. Serão apresentadas as “Bonecas de pano e bonecas de pau, Emílias de Monteiro Lobato”, com a professora Cristina Monteiro.

A “Contação de história infantil: um reino sem dengue”, com produção da Villa 7 e participação do contador Rodrigo Siqueira, será entre 10h e 11h. Na sequência, entre 11h e 12h, será a vez de “Malas Portam Histórias”, com a Cia. Malas Portam. Também haverá o “Sarau infantil Cecília Meirelles”, com os alunos da professora Sheila Vilela.

Sábado e domingo (18 e 19)

Escritores

 O 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier, além das palestras, debates, entre outras atividades, também abre espaço para escritores que desejam participar do evento. Entre os mais de 30 autores inscritos está Elisa Band. Ela é performer, atriz, encenadora, pesquisadora e professora do curso de performance no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) e SP Escola de Teatro. Elisa Band  estará presente ao 1º Encontro na Mantiqueira com o seu  livro de contos “Perecíveis”, com narrativas de um cotidiano que mostra o fantástico, o inusitado, o inesperado. Quando o leitor começa a se sentir em uma zona de conforto é sacudido por um tranco no vagão da lógica, das expectativas. De imediato perde o fio condutor que supunha estar seguindo para, aos poucos, entrar no universo cujos fatos se desencontram, colapsam e levam o passageiro a estações inesperadas. O trem conduzido por ela com mãos firmes e seguras não tem ponto de chegada. Convida o leitor a recriar um mundo, utilizando as lentes mágicas que a autora usou para escrever “Perecíveis”.

Outro autor que se aventura pelo mundo da literatura é o jornalista Vinícius Novaes, com o seu primeiro livro “Eu te amo, mas estou bêbado” (Editora Multifoco). A obra é uma coletânea de 19 crônicas sobre o amor, que, em alguns textos, ganha vida e conversa com o autor. O sentimento, às vezes revoltado, questiona o mundo que, segundo ele, ama pouco. Então, o amor se revolta, chora, bebe para afogar as mágoas, mas também sorri quando dois corações se encontram. 

Já Osvaldo Rodrigues é figura conhecida em São Francisco Xavier. Paranaense, paulistano por opção e com segunda residência no distrito, está sempre presente em movimentos culturais, saraus poéticos e carnavais. Esconde em sua figura leve e despojada um escritor de quase 20 livros. A maior parte de poesias. Visões sensíveis da vida, do amor e dos relacionamentos. Com estilo livre, Osvaldo Rodrigues não se prende a escolas ou a temáticas: seu olhar está sempre buscando a poesia em campos inusitados. No 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier, ele estará presente com dois livros de poemas e o seu primeiro romance: “Exercícios Ilusórios”. 

O “Distopia”, de Kate Williams, é uma ótima oportunidade para se desmistificar a imagem tradicional que se tem do escritor ou escritora. Kate Williams escreveu seu primeiro livro aos 15 anos e publicou o segundo aos 17. Agora, recém-chegada no segundo decênio da vida, lança um volume de fôlego, uma ficção sobre um mundo próximo futuro, cujo sistema repressor de governo começa a ser minado por mentes e corações rebeldes. Linguagem ágil, história em quadrinhos sem desenhos, tramas e personagens saídas de videogames, mas com emoções e sentimentos bem desenhados.

Clóvis Wey também estará no 1º Encontro na Mantiqueira para apresentar “Névoa”. Na Tenda dos Autores ele irá demonstrar aos leitores que um físico, mestre em partículas elementares, pode fazer literatura da melhor qualidade, contrariando os que pensam que literatura é privilégio de seres ungidos por algum deus especial e que devem passar para a eternidade debruçados sobre os labirintos da alma. Clovis Wey, por meio de seu “Névoa” (menção honrosa no Prêmio Graciliano Ramos, da UBE - Academia Brasileira de Letras) mostra-se também um mestre nas partículas elementares da língua: as palavras.

Como toda programação do 1º Encontro na Mantiqueira – Literatura em Foco – São Francisco Xavier, o lançamento de livros também recebeu o apoio solidário da comunidade e a recém-inaugurada Livraria Xica Cultural colocou seu espaço à disposição para mais essa atividade.

Os escritores farão sessões de lançamento e autógrafos, na Tenda dos Autores, que irá funcionar no sábado (18), das 10h às 22h, e no domingo, das 10h às 16h. A democratização das letras também passará pela Tenda do Sebo, composta por doações de apoiadores e simpatizantes, e gerenciada por voluntários. Os livros serão vendidos a preços acessíveis, com renda revertida para as despesas do evento. Os leitores também podem trocar obras. Irá funcionar no sábado, das 10h às 22h, e no domingo, das 10h às 16h, também na praça.

“Litheratrupe” 

O 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier também terá performances literárias. São atividades contemporâneas e inusitadas. A organização do evento abrirá espaço para o grupo joseense “Litheratrupe”, por exemplo, que respira e transpira livros, que transforma objetos em livros.

“Litheratrupe” nasceu através da oficina “O Poder das Palavras”, ministrada pela escritora Rita Elisa Seda. Hoje é composto por Adriana Ribeiro, Carla Pastori, Lidia Martins Ribeiro, Karina Muller Rufino, Lis Yeda Graminho, Suelen Crístoli, Hamilton Toledo, Ana Lícia Reis, Mariane Helena, Mara Débora, Elizabete de Fátima e Andrey Bugarin. Há dois anos essa turma desenvolve livros-objetos e livros artesanais feitos somente com material reciclado, fomentando o reaproveitamento de várias embalagens que são descartadas no lixo diariamente. A ideia é colocar em prática a “literatura sustentável”, uma tendência em voga na Europa. 

O grupo também elabora livros mimeografados e escritos em máquinas de escrever, o que remete à obra de uma das escritoras que será abordada 1º Encontro na Mantiqueira: Ana Cristina César, que pertenceu à chamada “geração mimeógrafo”. O “Litheratrupe” desenvolve um trabalho de literatura que, embora contemporâneo, foge do digital. O grupo apresentará no evento exemplos desse movimento e pretende incentivar quem quer produzir, de maneira diferente e inusitada, seus próprios livros. 

O maior livro-objeto produzido pelo “Litheratrupe” foi uma banheira de ferro onde estão gravados sonetos de Vinícius de Moraes. Ela estará em exposição no 1º Encontro na Mantiqueira. O grupo criou também um livro minúsculo que exige lente de aumento para ser lido. Há ainda um livro-borboleta e muitos outros livros-objetos. Quem tiver a intenção de participar pode trazer embalagens usadas, papeis velhos e fotografias antigas para fazer livros-objetos. Segundo Rita Elisa Seda, o resgate do livro mimeografado e datilografado será o ponto central do “Litheratrupe”.

O grupo estará em São Francisco Xavier no sábado (18) e domingo (19), e garante interação total. Além de conhecer os livros-objetos, feitos artesanalmente, o visitante pode mimeografar um cartão, datilografar uma carta, escrever com caneta de pena e tinteiro, declamar poemas dentro da banheira Vinícius de Moraes e até fazer uma selfie com Fernando Pessoa.

Máquina cria literatura?

O 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier também irá receber a “Machina de Fazer Poesia”, de Fernando Lopes, poeta e analista de sistemas, que vai mostrar o computador como um “escritor” de poesias.

Lopes também é joseense, formado pela ETEP em 1969, com passagem posterior pela Université René Descartes (1975-1977), onde não concluiu o curso de psicologia. Iniciou-se na programação de computadores em 1970 e até hoje trabalha e estuda a integração informática com a poesia. Participou da Antologia Poesia em São José dos Campos em 1984. Em 1986 lançou seu primeiro livro "A Torre de Papel". Apresentou, em 1987, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro a primeira versão do poema "Olhares", escrito por computador. Desde então vem se dedicando à conclusão da obra atual: "A machina de fazer poesia". “Eu já trabalhava com a máquina (o computador) e tinha o hábito de escrever. Um dia, ao perceber que eu tinha uma variação de um tema, deu o estalo de fazer um programa capaz de escrever essas variações", explica Lopes.

Ele participou do Festival da Mantiqueira ano passado, em uma sala sobre tendências da poesia, com mediação de Alcemir Palma. Na palestra, ele realizou uma vivência em que a plateia lia e declamava os textos gerados pelo software, a partir da lógica e arranjos do universo de palavras de um determinado tema e título que resultaram em versos e estrofes distintas. A inovação provocou debate intenso sobre a arte gerada por meio da máquina. 

“A machina de fazer poesia” estará no 1º Encontro na Mantiqueira, no sábado (18), das 18h às 22h. E o seu criador, Fernando Lopes, estará na cidade para promover a interação entre a sua “Machina” e os visitantes.

Ele é autor de "Uma máquina pode criar arte?”, que foi criado pelo software desenvolvido por ele. A obra possui 48 poemas, sendo que cada exemplar é único e exclusivo, o número de combinações possíveis para cada poema é enorme e na primeira tiragem foram produzidos apenas 100 exemplares.

Encerramento

No domingo (19), das 14h45 às 16h, no coreto da praça, acontecerá o show de encerramento do 1º Encontro na Mantiqueira - Literatura em Foco - São Francisco Xavier, com as “Violas caipiras: cortas na Mantiqueira”.

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Assessoria de imprensa - Neusa Spaulucci (11) 9 9641 5148

 
A aposta num novo tipo de colecionismo e comercialização da arte marca a sétima edição da Parte – Feira de Arte Contemporânea, que começou nesta quinta-feira, 9, no Shopping Cidade Jardim, com a participação de 18 galerias, quatro delas operando em plataforma digital. Esta é a segunda edição “pocket” da feira, que, em novembro, terá uma versão maior, com 40 galerias, no clube A Hebraica, que passa a abrigar a Parte, antes montada no Paço das Artes da Cidade Universitária, desativado pela USP. A versão “pocket”, embora menor, tem desde artistas jovens, como a desenhista gaúcha Louise Kanefuku, de 31 anos, até veteranos, como o gravador paulistano Arthur Luiz Piza, de 88 anos, passando pela fotógrafa carioca Claudia Jaguaribe, de 61 anos.

Três empreendedoras estão por trás da Parte: Carmen Schivartche, Lina Wurzman e Tamara Perlman. Elas apostam nessa edição “pocket”, que ocupa uma pequena área do shopping, de 600 m², para atrair um público ainda não familiarizado com a arte contemporânea. “Temos, claro, colecionadores que vêm aqui atrás de novidades, mas a versão menor da feira visa a atrair um novo público, diferente daquele que frequentava o Paço das Artes”, justifica Lina Wurzman. 
 
Outra característica da feira é a participação de galerias do universo digital voltadas para o mercado de arte, como a Cravo Online, plataforma de leilões da Aloisio Cravo Leilões, e Arte Hall, canal de serviços com um portal que veicula entrevistas e a agenda do circuito, além de oferecer obras à venda. “O número de galerias digitais cresceu muito com a recente crise econômica, pois está difícil manter o espaço físico”, revela Tamara Perlman. 
 
Aberta de 9 a 12 de junho, no Shopping Cidade Jardim, a Parte conta com 18 galerias expositoras. Foto: Divulgação.
 

Ainda que a área da Parte no Shopping Cidade Jardim não seja grande, a feira acaba atraindo um público que ainda desconhece, mas pode vir a se interessar por galerias e artistas pouco populares fora do eixo Rio-São Paulo. A gaúcha Louise Kanefuku, representada pela galeria Aura Arte, de Porto Alegre, é um exemplo. Outra é a galeria Via Thorey, de Vitória, que traz de pinturas da catarinense Gabriela Machado a telas da veterana capixaba Regina Chulam, pintora que já viveu e expôs fora do Brasil.

Outro diferencial da Parte é o conteúdo informativo oferecido aos visitantes da feira. A transparência, diz Lina Wurzman, é um dos seus mandamentos. “Pedimos às galerias que mantenham ao lado da obra o nome do autor e uma etiqueta com o preço, o que era considerado tabu em feiras de arte.” E, na Parte, esses preços são modestos: é possível comprar desde serigrafias por R$ 500 até telas de pintores consagrados por R$ 200 mil.

Outro modo alternativo de aquisição de obras é o Clube dos Colecionadores, assinatura mensal do Atelier do Centro comandado pelo artista Rubens Espírito Santos, que permite a aquisição de trabalhos de artistas emergentes por preços módicos. Este ano, as diretoras da Parte encomendaram dois projetos especiais concebidos para o espaço do Shopping Cidade Jardim: esculturas de fibra de vidro de Gilberto Salvador e a pintura de um Impala 1962 por um coletivo de artistas.

Serviço
Parte - Feira de Arte
Shopping Cidade Jardim. Av. Magalhães de Castro, 12.000. 
6ª e sábado, 13h/22h.
Domingo, 13h/20h.

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Antonio Gonçalves Filho em O Estado de S.Paulo.