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O cineasta Ugo Giorgetti (“A Cidade Imaginária“ e “Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos“) chega mais uma vez ao cenário paulistano com a comédia "Uma Noite em Sampa" que narra a história de um grupo de classe média-alta que vai assistir  uma peça no teatro Ruth Escobar, com um ônibus fretado e ao sair do teatro o motorista não está presente no local e o ônibus está trancado. O grupo no entanto, não moram na cidade e, perdidos em São Paulo, começam a ficar deseperados, ao perceberem os moradores de rua e toda escuridão ao seu redor na noite paulistana. 

Apesar de ter om tom dramático por relatar a violência urbana, e a luta de classes, o diretor trata os temas no filme com muita ironia, como mostra no trailer apresentado. O elenco do filme é formado por atores já conhecidos pelo público, Otávio Augusto, Cris Couto, Andréa Tedesco, Flavia Garrafa, Suzana Alves e Roney Facchini estão no elenco da produção.

O filme

Existe um bom número de filmes falando da violência urbana no Brasil. No cinema atual é quase um tema de excelência. Pouco se fala, entretanto, de um segundo tipo de violência, sem dúvida decorrente do primeiro, mas muito mais nefasto: a violência, por assim dizer, imaginária.

Se é inegável que a violência existe nas grandes cidades brasileiras de forma grave e séria, é também verdade que existe um medo difuso, um pânico geral e desmesurado que obriga as pessoas a se fecharem cada vez mais em si mesmas, a buscarem refúgio constante, a não saírem de casa e quando o fazem organizarem-se em grupos, com tudo planejado para retornar o mais rápido possível. Esse tipo de medo, muitas vezes ocorre sem nenhum fundamento, sem nenhuma justificativa nas situações reais. È apenas medo, que faz com se veja ameaças e perigos onde na realidade não existem.

A chamada classe média é a mais atingida por esse fenômeno, certamente alimentada pelos apavorantes relatos diários dos noticiários da televisão. O resultado disso é que S.Paulo, por exemplo, é uma cidade habitada por pessoas á beira do pânico. As grades nos portões são imensas, ainda que o aspecto das casas atrás deles não justifiquem tanto aparato. A maioria dos carros que circulam pelos bairros de classe média ostentam vidros escuros e indevassáveis, pouca gente sai á rua depois de determinada hora, ou mesmo a qualquer hora. Ninguém fala com estranhos. As guaritas de vigilância nos prédios aumentam, um simples entregador de pizza é motivo de alarme geral, há senhas e avisos por toda parte.

O filme não nega a existência da violência, pelo contrario. Mas trata, de maneira sarcástica e em tom de comédia, de colocar luz no seu efeito mais terrível, que é a transformação de todos em marionetes, bonecos, falando e pensando as mesmas coisas, sem vida e sem iniciativa própria, transidos de pavor diante do desconhecido e de qualquer coisa que pareça diferente ou fora dos padrões impostos pelo medo.

O longa chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 26 de maio. Assista o trailer.

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Com informações do Cinéfilos Anônimos e SP Filmes.


Elas jamais olham na direção do pintor. Sobre a areia, sentam-se descalças, resignadas ou inquiridoras, desinteressadas do mar. Estas são as duas mulheres que Paul Gauguin retratou ao chegar ao Taiti, em 1891, depois de abandonar um ambiente artístico considerado extinto. O pintor havia decidido que a ilha da Polinésia Francesa constituiria seu paraíso artístico, ou pelo menos ali estaria a resposta para as aflições presentes. Não mais refletiria na pintura uma realidade externa, como fizera durante o impressionismo. Agora seria seu próprio interior a se ver revelado no quadro, de maneira expressiva. O princípio seria o de libertar a cor, o de torná-la viva e violenta, como aquela a representar a areia da praia. Por esta razão suas anatomias de mãos e pés se tornariam inconclusas, quase desfeitas, em continuidade com o fundo do quadro.

Gauguin pintava o que sentia, um passo além de apenas reproduzir aquilo que via. E suas obras não mais seriam medidas pela capacidade de representar o real. O quadro se tornaria, por si, a realidade a ser apreciada. Da sua angústia descortinou-se o mundo representado em O Triunfo da Cor, a exposição que aporta no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, a prosseguir na unidade do Rio de Janeiro entre julho e outubro. Em 75 telas de 32 artistas, expostas originalmente nos museus d’Orsay e de l’Orangerie, e organizadas pelos curadores do d’Orsay e da Fundação Mapfre por quatro módulos do CCBB de São Paulo, estão descritos os caminhos da arte pós-impressionista até o início dos anos 1920.

'A Italiana' (1887), de Van Gogh. Imagem: divulgação.

Por demais abrangente, mas fiel a seu tempo, o termo pós-impressionismo foi aquele escolhido pelo crítico britânico Roger Fry (1866-1934) para designar essa arte em transformação. Ele o aplicaria a tudo o que se sucedesse a Gauguin: a arte expressionista de Van Gogh, a estrutura revolucionária de Paul Cézanne, os experimentos de autores influenciados pela gravura japonesa, como Félix Vallotton, aqueles inclinados à exposição caricatural, como Paul Sérusier, e também os pontilhistas, que, à moda de Georges Seurat, obcecavam-se pela pincelada minúscula, a evocar os pixels da imagem virtual. 

Fry, um pintor inglês próximo ao grupo Bloomsbury, ao qual pertenciam as irmãs Virginia Woolf e Vanessa Bell, e que um dia revelara seu talento ensaístico ao descrever a arte dos grandes mestres italianos, agora ousadamente entregava sua pena à tradução da modernidade francesa. Não era coisa simples de ser feita. O mundo da arte caminhava pela difícil fronteira da dissolução figurativa. E quanto isto poderia ser entendido como aceitável pelo apreciador? Fry decidiu arriscar e, entre 1910 e 1912, promoveu duas exposições sobre o pós-impressionismo nas galerias Grafton, de Londres. Elas se tornariam as responsáveis por abrir as portas da percepção a um novo mundo. Era o “triunfo da cor” como o quer o título desta exibição brasileira, com a admissão dos nabis, autointitulados “profetas” (a partir da designação hebraica) desse procedimento, entre eles Pierre Bonnard e Maurice Denis.  

Possivelmente os olhos do espectador se voltem, agora, bem mais à novidade pontilhista representada pelo óleo sobre tela de grandes proporções Jovens Provençais no Poço, de Paul Signac, concebido em 1892, ou à recentemente descoberta tela do escultor Aristide Maillol, Perfil de Mulher, de 1896, um belo campo de experimentos sobre a intimidade, do que à verdadeira revolução significada por Odalisca com Calça Vermelha. O óleo sobre tela que Matisse concluiu em 1925 finaliza a exposição, no subsolo do CCBB. O pintor, contudo, completou o sentido da nova procura, em composições perfeitas nas quais expressava o inverso da melancolia romântica. Cada uma de suas cores sustentava e acentuava as outras, e a irradiação cromática se dava em um crescendo efusivo.

Um pontilhista como Signac, enquanto isso, não propunha qualquer novidade sob o aspecto composicional em relação a Matisse, e sua perspectiva vinha banhada numa ingenuidade infantil, os efeitos em detrimento do sentido. Mais brilho há na Modelo de Pé e de Frente(1886), de Georges Seurat. Ou na iluminação à luz de velas do Autorretrato Octogonal (1890), de Edouard Vuillard, que chega ao Brasil após deixar o d’Orsay pela primeira vez. O grande museu alega não ter podido pagar pela obra recém-descoberta. E, para mostrá-la ao público, serviu-se das leis do país. Na França, os proprietários ganham abatimento de impostos pela aquisição quando cedem a obra de arte para a exibição temporária nos museus.

Ao lado dos dois óleos sobre tela de Van Gogh, A Italiana(1887) e Fritilárias Coroa-imperial em Vaso de Cobre (1887), alinham-se obras de rara exibição no País, como O Salgueiro Chorão, de Claude Monet (1920), e A Toilette (1896), de Toulouse-Lautrec. Principalmente, além dos painéis esmaecidos de Maurice Denis, a evocar o Quattrocentoitaliano e originalmente expostos na capela do Colégio Saint-Croix de Vésinet, destacam-se os experimentos de Vallotton (1865-1925). Pintor, artista gráfico, escultor e escritor suíço, ele se estabeleceu em Paris em 1882, tornou- se amigo de Bonnard e Vuillard e expôs várias vezes ao lado dos nabis. Pintou retratos, nus, interiores e paisagens num estilo que, embora naturalista, revelava seu sentimento quase abstrato por formas simplificadas, influenciado pelas gravuras japonesas. Em sua série no CCBB, Vallotton acresce ao realismo quase fotográfico um mistério particular. Nos óleos sobre tela Interior, Mulher de Azul Remexendo em um Armário (1903) ou Misia em Sua Penteadeira (1898), mostra com mordacidade a inquietação da mulher nos lares burgueses onde está confinada. Seu balcão de maquiagem não se difere, em essência, da mesa da cozinha em que produz o pão.

Para o diretor cultural da Fundação Mapfre, Pablo Jiménez Burillo, pintores pós-impressionistas como Seurat ou Signac interessaram-se pelos aspectos científicos da cor segundo um sentido apenas naturalista. Mas, em Van Gogh, Gauguin ou nos “profetas” nabis, o olhar artístico dirigiu-se ao mundo primitivo, à moda do que preconizaram Kandinsky ou Franz Macke. “Não copie o natural demasiadamente”, ensinava Gauguin, conforme Burillo destaca: “A arte é uma abstração. É preciso extraí-la da natureza sonhando diante dela. Pense mais na criação que no resultado”.

Mulher Azul remexendo em um armário (1903), de Félix Vallotton. Imagem: divulgação.

Embora as seções não tragam material expositivo de apoio (livros, fotografias ou recortes de jornal), a edição futura de um catálogo pela Mapfre promete suprir a lacuna documental sobre a produção europeia nos últimos 15 anos do século XIX. Um período crucial para a arte, como a exibição quer assinalar. Uma pena, assim, que se dê a proibição, dentro dela, não apenas do uso de câmera fotográfica, mas também do velho caderno de esboços. Em função da estrutura física do CCBB de São Paulo, é preciso evitar que os visitantes parem no caminho e impeçam a passagem dos demais, argumenta a organização do evento. A proibição, contudo, deve permanecer no Rio de Janeiro, onde a estrutura física do CCBB é maior. Melancólico imaginar que essas medidas se tornem usuais aqui e em instituições estrangeiras. O que teria sido, por exemplo, de uma Anita Malfatti se, além de contemplar as obras clássicas, houvesse sido impedida de esboçá-las nos museus europeus dos anos 1920 onde sofisticou o aprendizado da pintura e do desenho? 

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Rosane Pavam em Carta Capital.

 


O Sesc São Paulo uniu-se ao Museu da Pessoa e ao Musées de la Civilisation, do Quebec, Canadá, para organizar a segunda edição desse Workshop, que irá analisar a forma como as organizações culturais passaram da mediação cultural à inovação social para criar valor social.

Em uma série de palestras baseadas em indagações e oficinas participativas, estudantes e professores examinarão coletivamente ambos os limites e as possibilidades de inovação social para as instituições culturais.

 

 

O workshop irá oferecer novas perspectivas sobre alguns dos temas atuais na prática do engajamento social, ou seja, proporcionará aos alunos um conhecimento teórico e prático de questões como: O que é inovação social? E, mais especificamente, o que é inovação social de acordo com um centro comunitário, um museu nacional, ou uma biblioteca pública? Como as diferentes culturas nacionais e locais influenciam a natureza da inovação social?

As inscrições poderão ser feitas de 27 de abril a 18 de maio, os selecionado serão divulgados no dia 31 de maio e as matrículas deverão ser feitas entre 2 e 15 de junho. O workshop acontece entre 4 a 9 de julho.

Mais informações: https://goo.gl/1pdsj3

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Fonte: Museu da Pessoa.


A Avenida Paulista deu passagem aos bambas do samba brasileiro: foi inaugurada a exposição fotográfica Os Trabalhadores e os 100 Anos do Samba, na manhã do último domingo, 1º de maio, em frente ao Conjunto Nacional, em São Paulo. A mostra faz parte da comemoração do Dia Internacional dos Trabalhadores promovida pela União Geral dos Trabalhadores (UGT). Estão expostos 30 mega painéis, de 4m x 3m, comfotografias de grandes expoentes do samba e de momentos históricos em que o ritmo contribuiu de forma decisiva para traçar novos caminhos para o trabalhador brasileiro. A bateria da escola de samba Nenê de Vila Matilde animou quem passava para prestigiar a exposição que fica em cartaz até o dia 30 de maio.

Estiveram presentes no descerramento dos painéis o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah; o secretário de Organização e Políticas Sindicas da UGT e presidente do Sindicato dos Padeiros de SP, Francisco Pereira, o Chiquinho; o secretário Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Maurício Pestana; entre outras autoridades e lideranças da UGT. Para Ricardo Patah, esse é o momento ideal de homenagear o ritmo genuinamente brasileiro. “Inauguramos a exposição valorizando a cultura de nosso país. Através do samba, são expressos os sentimentos do trabalhador, a sua luta e suas dificuldades. O ritmo foi fundamental para contar a história do povo. Temos certeza de que a UGT fez uma comemoração de 1º de Maio de luta: trazemos para os trabalhadores e trabalhadoras exemplos de que ficaram marcados na história”, declarou.

“Essa é uma forma de valorizar o trabalhador através da música e, principalmente, do samba. Esses são exemplos de luta e que devem servir de exemplo em um momento de crise como o que estamos passando hoje. Muitos sambistas que fazem parte da mostra falavam de liberdade nas suas músicas em uma época que esse era um assunto quase proibido. São exemplos para os trabalhadores”, endossou Chiquinho. De acordo com Maurício Pestana, o samba é símbolo de luta desde a sua existência. “O ritmo é o símbolo do Brasil dentro e fora do país. A economia do entretenimento, principalmente do samba, emprega milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Muitas famílias sobrevivem graças a ele, então nada melhor do que homenageá-lo neste 1º de Maio. Estamos muito felizes em fazer parte dessa exposição”, disse.

Foto: Fernando Costa Netto.

A exposição

Quem passar pela Avenida Paulista, da rua Augusta até a Pamplona, por onde transitam 1,5 milhão de pessoas por dia, segundo o Instituto Data Popular, irá se deparar com mega painéis com grandes nomes do samba, como Adoniran Barbosa, Clara Nunes, Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Pixinguinha, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão, Chico Buarque, Donga, Noel Rosa, Tia Ciata, Jair Rodrigues, Clementina de Jesus, Martinho da Vila, Jackson do Pandeiro, Elza Soares, Aldir Blanc, Nara Leão, Paulo Vanzolini, Cartola, Wilson Batista, Eduardo Gudin, Nelson Sargento, Lupicínio Rodrigues, Ataulfo Alves, Renato Sorriso, o gari sambista do Rio de Janeiro, e também de momentos únicos do ritmo tão brasileiro. A produção da exposição é da Maná Produções e Eventos. Já a pesquisa da mostra ficou a cargo do jornalista Celso de Campos Jr – autor da biografia de Adoniran Barbosa – e a seleção de fotos da DOC Galeria, escritório de fotografia, dos sócios Fernando Costa Netto e Mônica Maia. A exposição tem apoio da Prefeitura de São Paulo e patrocínio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) – 40 anos e Caixa Econômica Federal.

Foto: Fernando Costa Netto.

Programação

E aos domingos também serão de samba no pé. Vários grupos de samba irão se apresentar aos domingos, na Avenida Paulista, saudando esses importantes nomes da música brasileira. Já estão confirmados a cantora Adriana Moreira, que desde criança tem contato com o ritmo dos bambas e já fez parte de vários projetos ligados ao ritmo, e Chocolate, no dia 8, a partir das 14h; no dia 15, também às 14h, a animação ficará a cargo de Dayse do Banjo e Amigas do Samba, uma roda de mulheres que busca incentivar e incluir a participação da mulher no samba; e no dia 22 haverá a bateria da escola de samba X9 Paulistana.

A população pode fazer parte da exposição postando fotos nas redes sociais com a hashtag: #UGT100anosdosamba.

Serviço

Exposição 1º de Maio – Os Trabalhadores e os 100 Anos do Samba.
Quando: Até o dia 30 de maio.
Onde: Avenida Paulista – São Paulo.

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Informações: Fair Play Comunicação – Antonio Junior / Samantha Oliveira.

 


Não deve ser tão incendiária nem tão underground quanto a última, mas a próxima Bienal de São Paulo, marcada para setembro, volta a discutir questões de gênero, além de se anunciar como reflexão sobre ecologia e desastres ambientais, mantendo o foco em artistas mais jovens — mais de um terço de seus 91 nomes nasceram nos anos 1980.
 
Também tenta se firmar como plataforma de consagração para criadoras mulheres, que formam mais de metade de sua seleção, muitas delas também negras e com obras engajadas em discutir a discriminação racial.
 
Nesta quarta, a mostra organizada pelo alemão Jochen Volz anunciou os nomes que faltavam de sua lista de artistas. No elenco, poucas surpresas, a não ser a inclusão de um cineasta como Leon Hirszman, um dos poucos artistas já mortos a integrar o time, Sonia Andrade, uma pioneira da videoarte no país, e de jovens, como a colombiana Alicia Barney e a brasileira Ana Mazzei.
 
Nomes como o do jovem Dalton Paula, premiado na última edição da feira SP-Arte, e Frans Krajcberg, polonês radicado no Brasil famoso por suas esculturas feitas de árvores mortas e que deverá realizar uma grande instalação na mostra, já haviam vazado.
 
Mas há conversas interessantes que podem ser estabelecidas entre artistas recém-confirmados. Mergulhados no tratamento da memória e sua implicação política, o brasileiro Jonathas de Andrade e o libanês Rayyane Tabet, revelado numa das últimas edições da Bienal de Charjah, podem formar um diálogo poderoso na mostra, assim como as visões do colombiano Carlos Motta e do brasileiro Luiz Roque, que vêm realizando potentes pesquisas sobre gênero.
Brasileiros, aliás, têm maior representação do que artistas de qualquer outro país, seguidos de norte-americanos, sulafricanos, portugueses, britânicos e colombianos. Há também muitos nomes do continente africano, de países como Camarões, Zâmbia e Zimbábue.
 
"Tem uma consciência de pensar onde a gente localiza a Bienal de São Paulo, que tem um papel forte na América Latina e se estende até a costa oeste da África", diz Volz. "Achamos importante focar isso." 
Tanto que Volz viajou à África com a artista Vivian Caccuri há algumas semanas. Ela, aliás, deve criar para a mostra uma instalação sonora relacionando estilos musicais brasileiros a melodias criadas em Gana, país que foi ponto de chegada de ex-escravos que retornaram ao continente. 
Outros artistas, como a portuguesa Carla Filipe, a brasileira Maria Thereza Alves estarão à frente de projetos envolvendo plantas e jardins, no que Volz chama de trabalhos sobre a "inteligência da natureza". "É um viés que permeia a Bienal", diz o curador. "Há artistas que comentam desde a inteligência artificial a saberes dos povos indígenas."
 
Cartaz da 32ª Bienal de São Paulo (Foto: Divulgação)Cartaz da 32ª Bienal de São Paulo (Foto: Divulgação)
Cartaz da 32ª Bienal de São Paulo. Imagem: divulgação.
 
Veja a lista completa de artistas participantes:

Alia Farid Alicia Barney*
Ana Mazzei*
Anawana Haloba
Antonio Malta Campos*
Bárbara Wagner
Bené Fonteles
Carla Filipe
Carlos Motta*
Carolina Caycedo
Cecilia Bengolea e Jeremy Deller
Charlotte Johannesson
Cristiano Lenhardt
Dalton Paula*
Dineo Seshee Bopape
Donna Kukama*
Ebony G. Patterson
Eduardo Navarro
Em'kal Eyongakpa
Erika Verzutti
Felipe Mujica Francis
Alÿs Frans Krajcberg*
Gabriel Abrantes
Gilvan Samico
Grada Kilomba*
Güneş Terkol
Heather Phillipson
Helen Sebidi 
Henrik Olesen 
Hito Steyerl 
Iza Tarasewicz 
Jonathas de Andrade* 
Jordan Belson* 
Jorge Menna Barreto 
José Antonio Suárez Londoño 
José Bento 
Kathy Barry 
Katia Sepúlveda* 
Koo Jeong A 
Lais Myrrha 
Leon Hirszman* 
Lourdes Castro 
Luiz Roque* 
Luke Willis Thompson 
Lyle Ashton Harris* 
Maria Thereza Alves* 
Mariana Castillo 
Deball Maryam Jafri* 
Michael Linares* 
Michal Helfman 
Misheck Masamvu 
Naufus Ramírez-Figueroa* 
Nomeda & Gediminas Urbonas 
Oficina de Imaginação Política* 
Opavivará! 
Öyvind Fahlström Park McArthur
Pia Lindman 
Pierre Huyghe 
Pilar Quinteros 
Pope.L 
Priscila Fernandes 
Rachel Rose 
Rayyane Tabet * 
Rikke Luther 
Rita Ponce de León 
Rosa Barba* 
Ruth Ewan 
Sandra Kranich 
Sonia Andrade* 
Susan Jacobs* 
Till Mycha (Helen Stuhr-Rommereim e Silvia Mollicchi)* 
Tracey Rose* 
Ursula Biemann e Paulo Tavares 
Víctor Grippo 
Vídeo nas Aldeias 
Vivian Caccuri 
Wilma Martins 
Wlademir Dias-Pino* 
Xabier Salaberria* 

* Artistas anunciados nesta quarta.

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Silas Martí na Ilustrada da Folha de S.Paulo.
 
 


Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), chega à sua 24ª edição, com atrações multiculturais voltadas para celebrar a leitura. O evento que ocorre entre 26 de agosto e 4 de setembro de 2016, no Anhembi, reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras, e trará ao público atrações exclusivas, com presença de autores nacionais e internacionais, lançamentos de livros, tardes de autógrafos, oficinas, brincadeiras e debates. E hoje confirmaram a presença dos primeiros autores internacionais.

Já estão confirmados: a romancista Lucinda Riley, as autoras para Young Adults, Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing e Tarryn Fisher, e o autor de literatura fantástica, Kevin Hearne.

Ava Dellaira 

Bienal Livro SP: Ava DellairaBienal Livro SP: Ava Dellaira
 

Autora do sucesso juvenil Cartas de amor aos mortos, que foi publicado em julho de 2014 pela editora Seguinte e está sendo adaptado para o cinema com roteiro da própria Ava Dellaira. Ela atualmente vive em Santa Monica, na Califórnia, onde trabalha na indústria cinematográfica e escreve seu segundo romance (17 Years, previsto para 2018).

Jennifer Niven 

Bienal Livro SP: Jennifer NivenBienal Livro SP: Jennifer Niven
 

Por lugares incríveis, seu primeiro livro voltado para jovens leitores, foi publicado pela editora Seguinte em 2015, tornou-se um best-seller do New York Times e teve os direitos vendidos para 37 países. Em 2017 a história estreará nos cinemas com Elle Fanning no papel principal. O próximo livro juvenil de Jennifer Niven, Holding up the universe, será lançado no final deste ano. Além disso, ela é autora de quatro romances para adultos (American Blonde, Becoming Clementine, Velva Jean Learns to Fly, Velva Jean Learns to Drive), dois livros de não ficção (The Ice Master e Ada Blackjack) e um livro de memórias sobre suas experiências no ensino médio (The Aqua-Net Diaries).

Lucinda Riley

Bienal Livro SP: Lucinda RileyBienal Livro SP: Lucinda Riley

A autora irlandesa do gênero romance histórico participa de sua segunda Bienal Internacional do Livro de SP. Escritora desde seus 24 anos, já teve suas obras traduzidas para 22 línguas e publicadas em 36 países. Apaixonada pelo Brasil, ela volta ao país para lançar dois novos livros pela Editora Arqueiro: 
A garota italiana e o terceiro volume da série As sete irmãs.

Amy Ewing 

Bienal Livro SP: Amy EwingBienal Livro SP: Amy Ewing
 

Autora de livros para Young Adults, escreveu a trilogia A cidade solitária, publicada pela editora Leya.The White Rose, segundo livro da série, chega ao Brasil ainda em 2016. The Black Key, o último da trilogia, será lançado nos EUA no final deste ano.

Tarryn Fisher 

Bienal Livro SP: Tarryn FisheraBienal Livro SP: Tarryn Fishera


Autora best-seller do The New York Times, escreveu a Trilogia Amor & Mentira: A oportunista; A perversa e O impostor. Iniciou suas publicações de maneira independente e agora traz para o Brasil A oportunista, sua primeira obra traduzida para o português, pela editora Faro. Em 2015, seu suspense,Marrow, ficou entre os cinco melhores livros de Suspense e Mistério do ano do portal Goodreads, disputando espaço com autores como Stephen King.

Kevin Hearne 

Bienal Livro SP: Kevin HearneBienal Livro SP: Kevin Hearne
 

Fã incondicional de Star Wars desde criança, quando já adorava brincar com caças TIE, X-Wings e bonecos, Kevin Hearne é autor de Herdeiro do Jedi, parte do cânone oficial de Star Wars, publicado pela editora Aleph. Hearne também é autor da série de fantasia urbana The Iron Druid Chronicles.

Em breve mais informações sobre a programação e ingressos no site: www.bienaldolivrosp.com.br

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Fonte: Livros em Série.