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O Seminário Internacional Cidades a Pé, pioneiro e inédito no Brasil trata de um tema urgente do mundo contemporâneo, a humanização das cidades, através da ótica das pessoas mais próximas das cidades, aqueles que a percorrem a a pé. Diversos casos do mundo terão a chance de se encontrar em São Paulo e gerar novas ideias e inspirações no desenvolvimento de cidades mais caminháveis.
 
Objetivos
 
Discutir e refletir sobre a importância do caminhas nas cidades, mostrando o panorama atual das cidades modernas que se desenvolveram de forma a facilitar o andar a pé e os seus efeitos positivos quanto as iniciativas, políticas públicas e estudos que já estão invertendo a lógica dos espaços urbanos ao promover cidades mais caminháveis.

Eixos temáticos
 
Entende-se que o andar a pé transborda a temática de planejamento urbano e deslocamento. Com o objetivo de contemplar sua complexidade e ao mesmo tempo discutir de forma prática para contribuir para o desenvolvimento das cidades, definiu-se o 4 eixos temáticos a seguir:

- Mobilidade a pé e saúde;
- Desenho urbano e políticas públicas para a mobilidade a pé;
- Cidades para todos;
- Cidade a pé.

As inscrições são feitas via plataforma EventBriteaqui! 
 
 


No fim dos anos 50, quando a moda ainda engatinhava no Brasil, o publicitário italiano radicado em São Paulo Livio Rangan – figura visionária, dono de uma criatividade inesgotável e com estampa digna de galã da Cinecittà – teve a ideia de orquestrar campanhas e desfiles grandiosos que mesclassem peças assinadas por estilistas nacionais, arte e cultura pop. Por trás do ambicioso projeto estava a Rhodia, empresa francesa que, em 1919, havia instalado por aqui uma fábrica de lança-perfumes – isso mesmo, o famoso Rodouro, que animou nossos Carnavais até a proibição do spray, em 1961.
 
Antevendo essas mudanças, a Rhodia entrou firme e forte na produção de fibras sintéticas em 1955. Para vendê-las no País tropical, referência mundial em algodão, traçou uma mega estratégia de marketing em parceria com Rangan, que durou pouco mais de uma década, encerrando-se em 1970. “Livio foi um grande diretor de arte, de teatro, um ótimo metteur en scène. Seu trabalho na Rhodia era um pretexto para mostrar o que realmente sabia fazer: arte no palco, em filmes, na fotografia”, avalia a ex-modelo e jornalista Zizi Carderari, casada com o publicitário de 1974 até 1984, quando ele morreu precocemente, aos 51 anos.
 
Mailú, Mila e Lilian com peças criadas por Alceu Penna para o desfile-show Rio 400 anos, em 1964 (Foto: Rhodia/ Divulgação)Mailú, Mila e Lilian com peças criadas por Alceu Penna para o desfile-show Rio 400 anos, em 1964 (Foto: Rhodia/ Divulgação)

Mailú, Mila e Lilian com peças criadas por Alceu Penna para o desfile-show Rio 400 anos, em 1964. Foto: Rhodia/ Divulgação.
 
O italiano passou a dirigir a publicidade da Rhodia e a idealizar editoriais para revistas ligadas à indústria têxtil, tendo como alvo os clientes dos fios da empresa. Numa era pré-semanas de moda, as peças eram lançadas na Feira Nacional da Indústria Têxtil, a Fenit, em desfiles-show que exibiam criações dos estilistas mais incensados da época, pioneiros da alta-costura made in Brazil, como Dener, Ugo Castellana, José Ronaldo, Guilherme Guimarães e Jorge Farré. As coleções eram desenvolvidas utilizando as matérias-primas mais modernas da Rhodia sob a coordenação do ilustrador mineiro Alceu Penna, autor do icônico figurino de Carmen Miranda e da série de crônicas de moda “Garotas do Alceu”, publicada na lendária revista O Cruzeiro e que influenciava os costumes das brasileiras de então.

Para acentuar o cunho cultural (e inédito) da empreitada, Livio – um workaholic que sonhava alto e dormia pouco – decidiu convidar artistas plásticos para desenhar as estampas das cem peças únicas apresentadas a cada coleção. A lista de colaboradores é extensa e ilustre: Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Milton Dacosta, Nelson Leirner, Ivan Serpa, Manabu Mabe, Alfredo Volpi, Willys de Castro. Parte das criações assinadas pelo grupo se perdeu ao longo do tempo (caso de peças de Ohtake, Iberê e Dacosta), mas 79 modelos com estampas de 28 artistas foram doados em1972 para o Museu de Arte de São Paulo, formando um conjunto batizado de Coleção Masp Rhodia. A boa notícia é que, a partir do dia 23 deste mês, todos os itens serão exibidos por lá na mostra Arte na Moda – a última vez que esse acervo esteve em sua íntegra às vistas do público no museu foi há 43 anos, na época de sua doação. 
 
Bastidores de um editorial de moda para a Rhodia, de 1960, com o fotógrafo Otto Stupakoff (ao fundo) (Foto: Rhodia/ Divulgação)Bastidores de um editorial de moda para a Rhodia, de 1960, com o fotógrafo Otto Stupakoff (ao fundo) (Foto: Rhodia/ Divulgação)

Bastidores de um editorial de moda para a Rhodia, de 1960, com o fotógrafo Otto Stupakoff (ao fundo). Foto: Rhodia / Divulgação.
 
Em clima de Tropicália meets Carnaby Street, os desfiles da Rhodia uniam moda e arte,mas não só isso: havia também música, dança e poesia. O ator Raul Cortez fazia as vezes de mestre de cerimônia, e o roteiro costumava ter assinaturas ilustres – nascia do humor de Millôr Fernandes ou da sensibilidade de Carlos Drummond de Andrade. Coreografias do americano Lennie Dale (que pouco depois, nos anos 70, fundaria o lendário grupo de dança andrógino Dzi Croquettes) eram embaladas por performances ao vivo de nomes em ascensão namúsica, como Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Rita Lee – linda à frente de sua banda naqueles tempos, Os Mutantes. Em meio às apresentações musicais, aconteciam os desfiles propriamente ditos, cujos castings eram atração à parte.

Este é apenas um trecho da matéria Revolução made in Brazil, leia o texto completo na edição de outubro da Vogue Brasil.
 
 


A fotógrafa Leila Lisboa, que namorou Liminha, baixista dos Mutantes, virou praticamente uma integrante do grupo liderado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias no fim dos anos 60. Junto a eles, Leila frequentou o sítio da Cantareira, em São Paulo, participou de festivais de música pelo Brasil, viajou para Londres e teve muitas outras experiências psicodélicas com o grupo. Felizmente, muitas dessas aventuras foram registradas pelas suas lentes e, agora, poderão ser vistas no livro "A Hora e a Vez", que tem lançamento dia 27 de outubro, no Delirium Café São Paulo, no bairro de Pinheiros.

 

Rita Lee no Clube Sírio, em 1971: "Alguém fez xixi embaixo de uma mesa porque o banheiro era longe", recorda Leila (Foto: Leila Lisboa)Rita Lee no Clube Sírio, em 1971: "Alguém fez xixi embaixo de uma mesa porque o banheiro era longe", recorda Leila (Foto: Leila Lisboa)

Rita Lee no Clube Sírio, em 1971: "Alguém fez xixi embaixo de uma mesa porque o banheiro era longe", recorda Leila. Foto: Leila Lisboa.

"Encontrei muita dificuldade para conseguir lançar o livro. A ideia vem de muito tempo, pois sei que não existe material inédito dos Mutantes daqueles tempos", conta Leila, que reúne no livro 170 fotografias produzidas entre 1969 e 1973. Ela tem algumas favoritas, como as da Cantareira, feitas em 1972, logo após uma viagem à Londres.

 

Arnaldo Baptista toca o Mellotron branco que o grupo trouxe de Londres, no sítio da Cantareira (Foto: Leila Lisboa)Arnaldo Baptista toca o Mellotron branco que o grupo trouxe de Londres, no sítio da Cantareira (Foto: Leila Lisboa)

Arnaldo Baptista toca o Mellotron branco que o grupo trouxe de Londres, no sítio da Cantareira. Foto: Leila Lisboa.

" Nas fotos você pode ver que o Arnaldo está utilizando um Mellotron branco que trouxemos de Londres. Foi inesquecível essa viagem. Ficamos em um hotel perto do Holland Park chamado Posa Hotel... éramos cinco em um quarto. O Liminha e eu, que tomávamos banho todos os dias, comprávamos álcool para desinfetar aquela nojeira. Todos ficamos com cabelo vermelho de Henna, parecíamos um bando de palitos de fósforo acesos", diverte-se Leila.

Foi durante essa estada na capital inglesa que a trupe conheceu Ritchie. "No Regent Park. Ele estava tocando flauta. Ritchie é uma pessoa do bem total! Adoro o Mr. Court. Depois, fizemos uma viagem para o País de Gales, de van... Atravessamos todo o país rindo", relembra.

Mas nem tudo foi tão divertido. Com a saída de Rita Lee do grupo, em 1972, a cantora formou uma dupla com Lucia Turnbull, chamada Cilibrinas do Éden, e os Mutantes participaram do show Phono 73, no ano seguinte, já sem ela. Foi quando Leila e Liminha terminaram o namoro.

Os Mutantes sem Rita Lee no show Phono 73, o último da banda clicado por Leila (Foto: Leila Lisboa)Os Mutantes sem Rita Lee no show Phono 73, o último da banda clicado por Leila (Foto: Leila Lisboa)

Os Mutantes sem Rita Lee no show Phono 73, o último da banda clicado por Leila. Foto: Leila Lisboa.

"Foi forte e estranho para mim porque gostava de todos da mesma maneira e fazia pouco tempo que a Rita tinha saído da banda. Com o Anhembi lotado, os Mutantes agitaram a noite com um show belíssimo.Quando o grupo apresentou canções como 'Ando Meio Desligado' e 'Beijo Exagerado',  o povo foi a loucura. Foi o ultimo show que fotografei dos Mutantes....Chorei que nem uma criança, coincidiu com o fim do meu namoro com o Liminha. Foi um fim geral!", conta.

Bruno Astuto na Revista Época.

 

Quando Alice Brill chegou em São Paulo, em 1934, qualquer esperança no futuro parecia infundada. Sua Alemanha fora tomada pelos nazistas e a família, dispersa. De toda a destruição, contudo, restara uma arquitetura de beleza, infundida na menina de 14 anos pelo pai. Renomado por seus retratos, como o do cientista Albert Einstein, o pintor Erich cuidara de lhe mostrar as cores e as formas da arte.


O franco-suíço Jean-Luc Godard tem um pique invejável: sua vasta produção cinematográfica ultrapassa cem trabalhos. Prestes a completar 85 anos, em dezembro, o cineasta continua a criar - em 2015, por exemplo, lançou o elogiado "Adeus à Linguagem", seu primeiro longa em 3D. 
 
Na quarta (21), chega a São Paulo a "Retrospectiva Jean-Luc Cinéma Godard". Segundo o curador, Eugenio Puppo, esta é a maior mostra feita no mundo sobre o cineasta, com 125 obras exibidas - entre elas, longas, curtas-metragens, séries de TV, vídeo-cartas e até material publicitário feito por ele. "Levamos mais de dois anos para reunir os filmes", diz Puppo. "O Consulado da França só tinha a película de três longas; o resto veio mesmo da França."
 
As exibições começam no Centro Cultural Banco do Brasil e, a partir de 26/11, se estendem ao CineSesc, onde permanecem até 2/12. Além das sessões, estão previstos também debates e palestras na programação paralela.
 
Programe-se!

De quarta (21) a sábado (24), o CCBB apresenta 22 filmes; a seguir, confira quatro destaques da programação. 
 
"Carmen de Godard" (1982) Escolhido para inaugurar a retrospectiva, o filme é baseado na ópera "Carmen", do francês Georges Bizet (1838-1875). Na trama de Godard, Carmen X (interpretada por Maruschka Detmers) é integrante de um grupo terrorista, que planeja roubar um banco. Entretanto, a mulher se apaixona pelo segurança do local. Qua. (21): 17h. 85 min. 14 anos. 
 
"Eu Vos Saúdo, Maria" (1983) Nesta releitura da Bíblia, Godard discute o contraste entre sagrado e profano. No filme, Maria é uma jovem virgem que joga basquete. Quando ela se descobre grávida, seu namorado fica inconformado. O anjo Gabriel, então, tenta convencê-lo a aceitar os plano divinos. Na sessão, será exibido o curta "O Livro de Maria", dirigido por Anne-Marie Miéville, ex-mulher de Godard. Qua. (21): 19h. 100 min. 18 anos. 
 
"Rei Lear" (1987) Depois do desastre de Chernobyl, a civilização é praticamente destruída. Trancafiado em um hotel, um descendente de William Shakespeare tenta, então, recuperar a obra de seu ancestral -assim, a trama de "Rei Lear" se transpõe para a vida real. Antes, será exibido o curta "Mudar de Imagem - Carta à Bem-Amada". Sáb. (24): 15h. 100 min. 12 anos. 
 
Publicidade (1971-1982) Nesta etapa, serão exibidos cinco vídeos que o diretor francês produziu sob encomenda de marcas -entre eles, três feitos para os estilistas franceses Marithé e François Girbaud. Depois, será projetado o longa "As Crianças Brincam de Rússia". Sáb. (24): 19h. 83 min. Livre. 
 
Outros destaques da programação aqui.
 
Com informações de Luiza Wolf na Folha e Guia da Folha.
 
 


Qual é a sua periferia? Até o dia 28 de outubro, o Mural está em busca de fotos que retratam o cotidiano das periferias em bairros da capital e cidades da Grande São Paulo. 
 
Vale enviar fotos do cotidiano, espaços públicos, ruas, praças, áreas de lazer ou qualquer outro retrato que mostre a sua periferia. 
 
As imagens podem ser compartilhadas nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram com a hashtag #olharMural ou enviadas para o email: [email protected] 
 
O participante também pode mandar suas fotografias pelo aplicativo WhatsApp para o número (11) 98719-8910. 
Todas as imagens devem ser acompanhadas com uma legenda de até 140 caracteres, mencionando o bairro onde a fotografia foi tirada. 
As fotos serão avaliadas pela equipe do Mural, que selecionará cinco finalistas. As melhores imagens serão publicadas no blog e irão participar de uma exposição com retratos da periferia. O regulamento completo está disponívelaqui. 
 
Sobre o Meu Mural

O Meu Mural é uma seção do blog que divulga imagens do cotidiano da periferia pelos olhos de fotógrafos amadores ou profissionais das mais diversas regiões da Grande São Paulo. É uma parceria da Folha.com e a International Center for Journalists.