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Promovido pelo Instituto Feira Preta, Zaion Criações, Ayô Produções e com apoio do Itaú Cultural, o Prêmio ocorre dia 11 de dezembro no Auditório do Ibirapuera, como parte da programação do Territórios Afro Criativos que inclui também a realização da Feira Preta deste ano

Todos os dias jovens negros(as) empreendem, criam e produzem inovações que impactam e transformam as suas vidas e das suas comunidades. Reconhecer e tornar pública a criatividade dessa juventude negra são os objetivos do Prêmio Movimentos Criativos que celebra as realizações de negros e negras de 15 a 35 anos.

O Prêmio Movimentos Criativos 2015 foi construído sob o olhar qualificado de um grupo de curadores escolhidos por suas trajetórias e conhecimento de cada categoria.

São nove categorias: Artes - Arte de Cena, Artes Plástica, Cinema e Música. Bem estar - profissionais da área da saúde. Conhecimentos - Educação, Inovações e Tecnologia.Criação - Arquiteta, Design, Estética e Moda. Esporte - profissional da área do esporte.Legado - conjunto da obra. Negócios – Economia e afroempreendedorismo. Pérola Negra - Mulheres Negras. Digital - Blog, Post, Selfie e Site.

De forma independente, cada curador realizou indicações seguindo os critérios estabelecidos previamente como “perfil empreendedor”, “impacto social da experiência” e “contribuição para a cultura negra”. Ao todo são 27 indicados. Coletivamente, o mesmo grupo e a organização do Prêmio escolheram os 09 que serão agraciados na noite do dia 11 de dezembro.

Além do reconhecimento público, os premiados receberão estatueta idealizada pelo artista plástico Moisés Patrício, reconhecido como um dos expoentes da arte afro-brasileira contemporânea e ativista negro.

Noite de Premiação

Dentre os 27 finalistas, 9 serão contemplados com o Prêmio Movimentos Criativos 2015. A cerimônia de premiação será comandada por Adriana Couto, apresentadora do programa Metrópolis na TV Cultura, e pelo cantor e instrumentista Sergio Oliveira. Abaixo as atrações da noite:

Treme Terra – Terreiro Urbano: há 9 anos realiza trabalho de pesquisa, formação e criação artística nas linguagens de música e dança negra.
Dinho Nascimento – Percussionista, compositor e cantor, capoeirista na essência, acrescentou novas sonoridades à música brasileira.
Wanessa Tibúcio – cantora lírica, foi a única brasileira selecionada para estudar com a soprano Mariella Devia, na Itália.
Akins Kintê – poeta, autor do livro “Punga” coautoria com Elizandra Souza. Dirigiu o documentário “Várzea a bola rolada na beira do coração (2010).
Mel Duarte – poeta, faz parte do Coletivo Poetas Ambulantes. Autora do livro “Fragmentos Dispersos”.
DJ Easy Nylon – É o comandante do programa de maior audiência nas tardes de domingo pela rádio 105 FM, O Black – 105.
DJ Vivian – Aluna de DJ Kl Jay (Racionais MCs), ela vem mostrando que talento e atitude independem de gênero.

Show de encerramento do Prêmio Movimento Criativos e abertura da 14ª Feira Preta

Dia 12 de dezembro, a partir das 17h, apresentações musicais marcam o encerramento do Prêmio e abertura oficial da 14ª Feira Preta. Quem comanda a festa será a Christiane Gomes, jornalista, com mestrado em comunicação e arte pela USP e integrante do conselho editorial da Revista O Menelick 2º Ato.

Atrações

Edi Rock – Integrante dos Racionais MC’s apresentará músicas do seu primeiro álbum solo.
Walmir Borges – músico e compositor, seu repertório traz o melhor da MPB, black music, soul e samba-rock.
DJ Nyack – Com apenas 23 anos, já é uma revelação das pick ups. Desde 2007 é o DJ do rapper Emicida. Promove a festa Discopedia.

Serviço

Território Afro Criativos
Prêmio Movimento Criativos – Revelando a juventude negra criativa
Dia 11 de dezembro (sexta-feira), às 21h
Duração: 120 minutos (aproximadamente)
Entrada franca. Distribuição de ingressos na bilheteria 1h30 antes do evento.
Classificação indicativa: Livre.

Show de encerramento do Prêmio Movimento Criativos e abertura da 14ª Feira Preta 
Dia 12 de dezembro (sábado), às 17h.
Com MC Christiane Gomes, Edi Rock, Walmir Borges, Dj Nyack.
Duração: 150 minutos (aproximadamente).
Entrada franca. Plateia externa.
Classificação indicativa: Livre.

14ª Feira Preta
Dia 13 de dezembro (domingo), a partir das 12h.
Onde: Palácio das Convenções do Anhembi.
Av. Olavo Fontoura, 1209 – São Paulo (SP).

Mais informações

#FeiraPreta2015 – 14º Feira Preta.
Site: www.feirapreta.com.br
Facebook: facebook.com/feiraculturalpreta

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Fonte: Feira Preta.


Photothings tem por objetivo estimular a produção fotográfica e valorizar as diferentes formas de inserir a imagem no cotidiano das pessoas. O movimento, que reúne pessoas interessadas em ver, conhecer, conversar e comprar fotografia, será inaugurado no dia 12/12, a partir das 11h, no pátio da Unibes Cultural.

Trata-se de uma oportunidade para aquela produção artística encontrar espaço para ser vista por aquele público que quer encontrar uma coisa legal para levar para casa. Isto, em um clima inspirador a céu aberto e em um dos espaços culturais mais bacanas de São Paulo. Ao lado do metrô Sumaré, com wi-fi gratuito, música ao vivo, DJ, contação de histórias para crianças, oficina de mandala, café e food park.

Photothings quer expor histórias, inspirar pessoas, conectar artistas e público num espaço contemporâneo onde a imagem possa se mostrar e ser vista, criar laços e almejar deslocamentos. Mais do que colocar todo mundo num grande caldeirão, o movimento procura ressaltar o elo que aproxima seu público por meio de uma curadoria cuidadosa assinada por Marly Porto, que integra o time de curadores da Unibes Cultural, estimulando diálogos e gerando oportunidades.

No dia 12, o público poderá conhecer de perto o trabalho de Alexandre Suplicy, Camila Pastorelli, Daniela Eorendjian Torrente, Fabio Correa, Gabriela Ventola, Gustavo Cerqueira, Laerth Motta, Lambe Lambe Itinerante, Marcella Camillo, Marcus Samed, Maristela Colucci, Mirafoto, Nina Jacobi, Ricardo de Vicq e Thomas Baccaro.

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Foto: Maristela Colucci.

Nesta primeira edição, Photothings é convidado do Pátio Design, primeira feira urbana de design da Oscar Freire sob curadoria de Hugo Sigaud e organização da Unibes Cultural, em sua grande festa de encerramento de ano. Realizado pela Porto de Cultura, Photothings já tem data marcada para retomar suas atividades em 2016: 27 de fevereiro.

Serviço
'Photothings'
Data: 12/12/2015, das 11h às 21h (Em 2016 tem mais!)
Local: Unibes Cultural.
Rua Oscar Freire, 2500. 
Entrada franca.
 
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Fonte: Porto de Cultura.

 


O longa-metragem Memórias da Boca não será um sucesso retumbante de público. Nem irá ser exibido no grande circuito de shopping centers. Nem deve ser a opção mais certa dos festivais de cinema. Mas o filme tem tudo para entrar para a história, inclusive porque é história: entre atores, diretores e técnicos, a produção reúne veteranos que ajudaram a construir o cinema brasileiro.

Memórias é composto por oito episódios que misturam ficção e documentário evocando a Rua do Triunfo, polo da produção cinematográfica entre os anos 1960 e 1980. "Nossa ideia foi fazer algo que mantivesse o pessoal da antiga ativo e levasse uma mensagem", resume o cineasta Diomedio Piskator, presidente do Instituto Ozualdo Candeias, entidade que reúne remanescentes da Boca do Lixo paulista. A organização bancou a produção sem qualquer ajuda governamental. "Não entramos em concurso nenhum. É um filme completamente independente."

Piskator e seus companheiros tiveram uma empreitada complicada. Memórias começou a ser filmado em 2012 e só ficou pronto três anos depois. Muitos nomes de destaque da Boca acabaram morrendo durante a realização do longa-metragem. Isso aconteceu com realizadores como Carlos Reichenbach, Francisco Cavalcanti, Luiz Castillini e Pio Zamuner. Todos são homenageados no início do filme. "Alguns deles iriam participar do Memórias", conta.


O longa-metragem estreia nesta quinta, dia 10, no Caixa Belas Artes, em São Paulo. A ideia é levar o filme para espaços alternativos, cineclubes e institutos culturais Brasil afora. "Queremos divulgar o filme para o maior número de pessoas. Sem nenhum tipo de preconceito", revela Diomedio.

São seis episódios do gênero documentário. Os destaques ficam para Bangue-bangue, de Valdir Baptista, filme que evoca os faroestes rodados na Rua do Triunfo, eAutofilmagem, direção mais recente do cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Entre os episódios de ficção, os destaques ficam para Amigas para Sempre, divertida comédia do veterano Alfredo Sternheim, e Mil Cinemas, do próprio Diomedio. "É um curta metalinguístico com linguagem fragmentada. Esse foi o motivo de tudo ter sido filmado em preto e branco."



José Mojica Marins também está em 'Memórias da Boca'. Foto: Divulgação.


O Instituto Ozualdo Candeias possui diversos projetos para o futuro, como Quadrilátero do Pecado (episódios de ficção que se passam no bairro da Luz) e São Paulo Zero 15(longa de episódios com diretores de diversas gerações sobre a capital paulista). Tudo feito de maneira independente. "Estamos dando a chance de os antigos trabalharem e também dando a chance para surgirem novos", explica Diomedio. "Acredito que oMemórias seja uma espécie de manifesto de amor ao cinema."


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Matheus Trunk / Vice Brasil.

 


Entre os dias 6 e 13 de dezembro, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo realiza, pelo terceiro ano consecutivo, o 'Festival de Direitos Humanos - Cidadania nas Ruas'.

Ações nas redes e em diversos pontos da cidade celebram o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12) com mais de 40 atividades gratuitas de cinema, teatro, música, oficinas, exposições e debates, além de prêmios, lançamentos, prestação de serviços e intervenções urbanas, que promovem novas formas de ocupação do espaço público.

Nos oito dias de programação, a população que vive em São Paulo é convidada a dialogar sobre participação social, cidadania, educação, juventude, violência, imigração, memória e outros temas importantes para a promoção de uma cidade mais humana, democrática e diversa.

A abertura oficial do 3º Festival de Direitos Humanos – Cidadania nas Ruas acontece no dia 6 de dezembro, às 15h, no Minhocão, com uma inédita partida de futebol entre refugiados e pessoas em situação de rua, seguida pela discotecagem dos DJs DanDan (Criolo / Rinha dos MCs), Marco (Céu / Sintonia) e Nyack (Emicida), finalizando com a estreia do filme “Aconteceu Bem Aqui”, do diretor Camilo Tavares, que retrata, em cinco curtas, lugares da cidade de São Paulo simbólicos na luta pela preservação da democracia e dos direitos humanos.

No dia 7, segunda-feira, os destaques são o debate sobre Redução de Danos e Cidadania, na tenda do programa De Braços Abertos, na Luz, das 14h às 17h, e o espetáculo de teatro “Cidade Desterrada”, do grupo Pombas Urbanas, no Centro Cultural Arte Em Construção. A região da Luz ainda recebe na quarta-feira, dia 09, no Largo Coração de Jesus, a exibição do filme “O Invasor”, de Beto Brant, com presença do diretor, às 18h30.

A principal atração do Festival no dia seguinte, 10 de dezembro, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é a entrega do 3º Prêmio Municipal de Educação em Direitos Humanos para escolas, alunos e professores da rede pública municipal e do Prêmio de Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns, que este ano será concedido à deputada federal Luiza Erundina. O prêmio de Educação em Direitos Humanos seleciona projetos que incentivam e fortalecem iniciativas valiosas de afirmação da cultura de direitos humanos dentro das escolas municipais, enquanto o Prêmio Dom Paulo Evaristo Arns homenageia uma personalidade brasileira reconhecida pela promoção e defesa dos direitos humanos.

O dia 11 será marcado pelo Seminário: Segurança Pública e Direitos Humanos, a ser realizado na Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito da USP. Será a primeira vez que a Prefeitura de São Paulo apresentará um diagnóstico da mortalidade da juventude na cidade, a partir de bases de dados municipais. Trata-se de uma ação intersecretarial que reuniu especialistas e representantes municipais para sistematizar as informações e confrontar os registros de violência e mortalidade na cidade. No seminário, a Prefeitura convida especialistas, gestores públicos e movimentos sociais para discutir propostas e políticas públicas de segurança alternativas de enfrentamento à violência contra a juventude.

À noite, acontece a pré-estreia do documentário “Entre-imagens (intervalo)”, às 20h, na Cinemateca Brasileira. Percorrendo obras e pegadas de Antonio Benetazzo, o filme resgata a trajetória e memória do artista e militante precocemente assassinado por agentes do regime militar, revisitando um passado ainda pouco esclarecido, marcado por mortes físicas, simbólicas e culturais. Após a exibição, haverá debate com os diretores André Fratti Costa e Reinaldo Cardenuto.

A inauguração do Marco da Sé, em respeito à população em situação de rua e relembrando a chacina ocorrida em 2004, é o destaque do dia 12. A arte gravada no monumento é de Deverson Max das Dores, jovem de 20 anos, que vive no Centro de Acolhida Lajeado. Na ocasião será também lançado o calendário “Minha São Paulo”, uma produção do CaféArt, que distribuiu cem câmeras fotográficas para que pessoas em situação de rua registrassem seu olhar sobre a cidade de São Paulo. Das mais de duas mil imagens captadas, treze foram eleitas para compor o calendário.

E no dia 13 de dezembro, domingo, o 3ª Festival de Direitos Humanos – Cidadania nas Ruas se encerra com um grande show na área externa do Auditório Ibirapuera. Artistas de diferentes gêneros e gerações da música brasileira, como Elza Soares, Criolo, Mano Brown, Ney Matogrosso, Pitty e Ava Rocha, se encontram para celebrar, junto com a população de São Paulo, a diversidade e a cultura dos direitos humanos.

Espaço Cidadania nas Ruas

Com patrocínio do BNDES, durante toda a semana do Festival, o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, será transformado em praça verde com plantas, sombras, redes, bancos, área de lazer e descanso. A ideia é criar um lugar acolhedor, que convide o público a experimentar o espaço de uma outra forma, exercendo seu direito à cidade.

O Espaço Cidadania nas Ruas contará também com uma arena que abrigará atividades do festival como apresentações artísticas, debates e exibição de filmes. Ali será possível saber mais sobre o evento e as demais ações e projetos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Todas as atividades são gratuitas.

A programação completa está aqui.

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Fonte: Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.


Em funcionamento até hoje, o Foto Cine Clube Bandeirante, fundado em 1939, acompanhou o processo embrionário da moderna fotografia brasileira e revelou pioneiros da foto abstrata no Brasil, como Geraldo de Barros (1923-1989) e Thomas Farkas (1924-2011), dois nomes históricos da mesma geração de German Lorca, ainda ativo, aos 93 anos. No ano passado, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) recebeu do clube, em regime de comodato, 275 fotos, todas exibidas em salões promovidos pela instituição e publicadas em revistas especializadas. Elas estão reunidas na exposição Foto Cine Clube Bandeirante: do Arquivo à Rede, que o museu abre nesta quinta, 26, às 20 horas, para convidados (e nesta sexta para o público), com curadoria de Rosângela Rennó, curadora adjunta de fotografia da instituição.

A mostra ganhou ainda quatro outras fotos doadas por particulares. No total são, portanto, 279 fotos de 85 artistas, todos integrantes do Bandeirante, alguns conhecidos, como um dos seus fundadores, o advogado Eduardo Salvatore (1914-2006), que presidiu o clube de 1943 a 1990, e outros hoje lembrados apenas por especialistas na área. Entre os primeiros, cabe destacar a presença do alemão Fredi Kleeman (1927-1974), também ator do TBC que deixou registros fotográficos de montagens históricas da companhia teatral, Gaspar Gasparian, José Oiticica Filho, José Yalenti, Madalena Schwartz, Raul Eitelberg, Roberto Yoshida, Rubens Teixeira Scavone, Takashi Kumagai e Valêncio de Barros, além dos nomes citados no primeiro parágrafo.

                                                                                                 Fotografia de German Lorca, 'Chuva na Janela'/ Comodato Foto Cine Clube Bandeirante.

Como se vê pela lista, a exposição tem desde adeptos do pictorialismo, que caracterizou a primeira fase do fotoclubismo no Brasil – Valêncio de Barros, entre eles – até os primeiros modernistas que, estimulados pela evolução da arquitetura, o desenvolvimento econômico e o intercâmbio com artistas trazidos pela Bienal de São Paulo no começo dos anos 1950, introduziram a foto abstrata no Bandeirante. “A ideia da exposição não foi criar uma hierarquia entre eles, mas reconstituir um salão da época”, explica a curadora. Até por ter sido um celeiro de fotógrafos experimentais, a predominância, na mostra, é da fotografia abstrata, que explora, como os construtivistas, a relação com as formas geométricas da arquitetura e o contraste entre luz e sombras.

A curadora decidiu usar na mostra um sistema modular de painéis criados na década de 1940 pela arquiteta Lina Bo Bardi, autora do projeto do Masp, para reforçar o conceito de arquivo. “Não faria sentido usar molduras individuais, pois os salões do clube exibiam as fotos de maneira simples”, justifica. Mas, como algumas dessas cópias circularam muito por salões nacionais e estrangeiros, o estado de uma ou outra é precário. “Assim, agrupamos os painéis lado a lado, com uma pequena inclinação, e usamos uma lâmina de vidro para a proteção das obras.” 
 
Há na mostra fotos mais recentes – a exposição vai até a década de 1980 – e coloridas, caso de Raul Eitelberg, que chamou a atenção da curadora por suas montagens, que recorrem a uma mise-en-scène antinaturalista. “Suas fotos parecem tableaux vivants, têm algo relacionado à nouvelle vague”, analisa. Outro que nadou contra a corrente da geometria, segundo a curadora, foi Roberto Yoshida, autor de fotomontagens surrealistas em table top.

Na linha dos bandeirantes abstratos e arquitetônicos ela destaca Ivo Ferreira dos Santos, que transforma imagens de vergalhões em formas geométricas distorcidas. Até mesmo o Bandeirante, na passagem dos anos 1940 para 1950, teve dificuldades para aceitar experiências radicais como as dele, de Geraldo de Barros e Thomas Farkas. Mas o tempo se encarregou de legitimar seus esforços.

Serviço
Foto Cine Clube Bandeirante: do arquivo à rede.
 
Masp. Avenida Paulista, 1.578, 3149-5959.
3ª a dom., 10 h/18 h; 5ª, 10h/ 20h. R$ 25 (3ª grátis).
Até 20/3. Abertura quinta-feira (26), 20 h, para convidados.

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Antonio Gonçalves Filho / O Estado de S.Paulo.


Um casarão dos anos 40, há uma década inativo, foi o cenário escolhido para que mais de 20 profissionais de design e decoração de São Paulo imprimissem em cada ambiente sua perspectiva sobre a sustentabilidade nos dias de hoje.

O resultado deste trabalho pode ser conferido na primeira edição da Mostra Viver São Paulo, realizada até o dia 31 de janeiro, no número 263 da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo. Os ambientes estarão abertos ao público para visitação de terça à domingo das 12h às 20h.

Com curadoria da designer de interiores Isabela Augusto de Lima e Paulo Coutinho, ambientalista com experiência em projetos na Amazônia e atualmente consultor em sustentabilidade, a Mostra apresenta ambientes criativos que inspiram mudanças na decoração dos lares e incentivam a prática de um padrão de consumo menos agressivo à natureza.

Paulo Alves, Juliana Vasconcellos e Daniela Colnaghi, entre outros nomes do mercado, provam como a reutilização de pisos, revestimentos e móveis podem fazer parte de um projeto sofisticado, prático e, ao mesmo tempo, leve para o planeta, com a diminuição de resíduos, transporte e novos materiais.

​​Compõem ainda o leque de alternativas expostas na Mostra, tecnologias diferenciadas e elegantes para captação de água de chuva, técnicas que permitem reduzir o desperdício de materiais ou melhorar a eficiência energética das residências, utilização de paredes verdes e um sistema próprio para gerir todos os resíduos sólidos produzidos durante o evento.

Novo paradigma

A Mostra se destaca quando à aplicação da sustentabilidade no mercado de design e arquitetura. Para Isabela e Paulo, há uma necessidade em refletir sobre um novo paradigma da decoração atual, aliando não apenas o útil e o belo, mas também o sustentável.

“A sustentabilidade ainda está muito associada a materiais recicláveis, móveis rústicos e não funcionais. “É claro que tudo isso faz parte deste movimento ambiental que vem crescendo nos últimos anos, mas queremos mostrar que o sustentável pode estar ligado ao belo porque na natureza é assim. Não existe uma dicotomia entre beleza e funcionalidade, está tudo integrado. E também não adianta falar de sustentabilidade se não a praticarmos dentro de casa”, ressalta Isabela.

Na visão de Paulo Coutinho, o movimento de mudança é muito amplo e de responsabilidade de todas as esferas da sociedade, incluindo consumidores, indústria, governo e terceiro setor. “Sabemos que muitas tecnologias para uma moradia sustentável, como as placas fotovoltaicas, ainda são um investimento inacessível para grande parte da população, que carece de políticas públicas para incentivar o uso. Por isso, nossa parceria com os arquitetos e designers, que são agentes transformadores na medida em que eles impactam tanto os consumidores, ao orientá-los a adquirir produtos sustentáveis ou a aproveitar elementos já existentes no ambiente, quanto a indústria, ao questionar, por exemplo, a procedência da madeira que o fabricante está usando em seus móveis”, explica.

Longo prazo

Diferente de outras mostras da cidade, a Viver São Paulo nasceu com a missão de apresentar ambientes que buscam ser um bom negócio ao mesmo tempo em que são cheios de charme e que reduzem o impacto da ação humana sobre o planeta. “Somos um grupo grande, de mais de 20 profissionais com vivências e backgrounds diversos e que tem um interesse difuso pela sustentabilidade. Mas o que temos a nosso favor é que todos, de alguma forma, se mostram dispostos a se associar à sustentabilidade. E é justamente esse ponto em comum que queremos ressaltar”, diz Isabela.

Isabela e Paulo frisam que a Mostra é um projeto de longo prazo. “Além de profissionais e indústrias, nos preocupamos com as futuras gerações. O planeta não vai acabar, o que pode acabar é o ser humano. E isso é uma preocupação central que nos leva ao consumo consciente. A sustentabilidade é um processo de crescimento da consciência humana e da consolidação de novas práticas que nos colocam ao lado da natureza. Assim, esperamos que as novas edições da Mostra já revelem um avanço de tudo que for apresentado aqui”, destaca Coutinho.

Serviço
Evento: Mostra Viver São Paulo
Quando: até 31 de janeiro de 2016
Horários: de terça à domingo, das 12h às 20h
Endereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 263, São Paulo.
Entrada: Inteira R$ 20,00 / Meia R$ 10,00

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Redação: EcoD.

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