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As primeiras páginas de As Cidades Invisíveis, do escritor italiano Ítalo Calvino, nos levam direto ao universo de Marco Polo, o maior aventureiro do final do Século XIII, talvez o maior de toda a história ocidental. Aos 17 anos, Polo partiu de Veneza, sua cidade natal, acompanhado do pai e de um tio, mercadores que seguiam para o "oriente" em busca novos produtos e riqueza. 

Corria o ano de 1271 e, alguns anos depois, ao chegarem ao que é hoje a Mongólia, país da Ásia Oriental, Marco Polo se tornaria uma espécie de embaixador do grande imperador Kublai Khan, que lhe daria a missão de viajar e retornar com relatos sobre os lugares e as culturas sob seu domínio. Polo retornaria desta jornada pelo oriente 27 anos depois e, muito mais tarde, seus relatos tornariam-se célebres sob o título de "A Descrição do Mundo", ou, "O livro das maravilhas". 

Quase 800 anos depois, em 1972, as aventuras de Polo por terras desconhecidas são a base e a inspiração para que Ítalo Calvino lançasse um de seus livros mais respeitados, o qual nos apresenta dezenas de descrições de cidades fantásticas, imaginárias, aparentemente fictícias. No entanto, mais que descrições de locais inexistentes (invisíveis), Calvino nos traz uma grande análise da cultura citadina, do homem dos aglomerados, bem como do conceitos de urbanidade, traduzido por narrativas com extrema força imagética e incrível poder de síntese. 

Logo no início da leitura, impressiona sobremaneira a força visual que Calvino imprime a estas cidades. Entre os exemplos está Cloé, a mais casta das cidades, mas onde a vida de seus moradores é coberto por um véu de luxuria e fantasia. Ou de Armila, cidade que não tem paredes nem telhados, só encanamentos que sobem em todos os sentidos e formam uma grande emaranhado urbano. Ou ainda Tecla, cidade eternamente inacabada, com seus tapumes e guindastes expostos infinitamente. Mais que locais exóticos, Calvino nos traz narrativas universais, capazes de encontrar reflexo nas cidades que vivemos hoje, principalmente em metrópoles multifacetadas como São Paulo. 

Calvino nos ensina a ver a cidade com profundidade e espanto. E é justamente a partir desses elementos que foi desenvolvida esta série de encontros intitulados São Paulo Invisível, nos quais uniremos fotografia e literatura, imagem e texto, realidade e imaginação, oferecendo elementos imprescindíveis para quem quer se embrenhar na linguagem fotográfica ou apenas aprimorar o olhar. 

Voltados para fotógrafos (amadores e profissionais), designers, pesquisadores, artistas, professores e leitores, os cinco encontros possibilitarão ampliar, através da obra de Ítalo Calvino, o conceito de imagem urbana, bem como de urbanidade, ocultos nas entranhas da maior cidade do país.

Com João Correia Filho, jornalista com especialização em Jornalismo Literário.  Autor de São Paulo, literalmente.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Serviço

Data: 18/05/2016 a 23/05/2016.

Dias e Horários.
Quarta, Quinta, Sexta e Segunda. 
Das 10h às 12h.
Sábado das 10h às 16h.
Local: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andarBela Vista - São Paulo. 

Valores
R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentesR$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira.
Inscrições aqui.

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Fonte: Centro de Pesquisa e Formação do SESC / SP.


Há quatro anos uma galeria especializada em fotojornalismo e fotografia contemporânea abria suas portas em São Paulo, no bairro da Vila Madalena: a DoC galeria. Galeria pequena, espaço primordial. À frente do trabalho, e muito trabalho, dois fotógrafos: Mônica Maia e Fernando Costa Netto. Durante este tempo, o local acessível após a subida de uma escada íngreme, lutou contra as delícias de um chopp gelado no  bar localizado no térreo.

Mesmo assim a escada lotada nos atraía para trabalhos incríveis, discussões e encontros, lançamento de livros. Um local privilegiado e que, por isso mesmo, ficou pequeno para os sonhos de seus criadores. Discutir fotografia, imagem nunca foi tão importante como agora, que ela está na moda, ocupa lugar de destaque em mostras e feiras. A DoC galeria se destaca pela excelência da escolha de quem convida e de quem fala sobre fotografia. É um oásis neste deserto de mediocridade onde muitos se apresentam , expõem falam e gravam programas sobre a fotografia.  A DoC procura a excelência do novo e do debate com base e sem oportunismos midiáticos.

Foto: Bruno Bernardi.

Para abrir seu novo espaço a Doc Galeria chamou 18 expoentes da cena contemporânea, cada um com uma foto única, imagens inéditas, ou não, que fazem parte do evento “Casa Aberta”. Os fotógrafos convidados são Ana Carolina Fernandes, Bruno Bernardi, Daniel Kfouri, Denise Perez, João Castellano, João Farkas, João Khel, João Machado, José Diniz, Lalo de Almeida, Rafael Jacinto, Roberta Carvalho, Rogério Assis, Rodrigo Koraicho, Rolê Coletivo Fotográfico e Tuca Viera. O homenageado da noite é o fotógrafo Maurício Lima, que ganhou neste ano o World Press Photo, na categoria “General News”.

A Doc Galeria não abre apenas um espaço expositivo, mas neste novo lugar continua sua tradição de workshops, conversas e encontros. Mas uma novidade deve ser destacada a presença no local da Freebook, uma parceria para venda de livros. Um tempo e um de reflexão!

DoC Galeria.
Endereço: Rua Aspicuelta, 145 – Vila Madalena – SP.

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Simonetta Persichetti na Revista Brasileiros.

 


Lançado em 2014, o Wrapped é um curta-metragem que retrata Nova Yorque em colapso sendo lentamente invadida por plantações e vegetação pesada.

Criado por Romano Vaelin, Falko Paeper e Florian Wittmann, o filme utiliza imagens reais em companhia de computação gráfica para gerar uma paisagem pós-apocalíptica.

Wrapped começa com a morte de um rato, que é o catalisador que traz a desintegração das estruturas construídas pelo homem da cidade. A natureza passa a tomar conta dos prédios e tecer galhos por toda a cidade, engolindo tudo o que toca.

O curta explora os efeitos do tempo e da mudança climática concentrando-se em ciclos que terminam no que, aparentemente, parece o fim do mundo. É como um confronto entre a natureza e as estruturas existentes na nossa civilização.

Desde o seu lançamento, o filme foi exibido em mais de 100 festivais. 

Assista aqui.

Saiba mais sobre o curta-metragem aqui.

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Paula Romano no UpDateOrDie.
 


Aberta para convidados na última quarta-feira (6), a SP-Arte chegou mostrando a que veio: promover o cenário de arte moderna e contemporânea e seus artistas. Cheia de novidades este ano - as obras especialmente comissionadas para a Feira no Open Plan, performers escolhidos em seleção pública e o novíssimo setor Design –, a Feira começa a ganhar atenção internacional já no primeiro dia. 

E na quinta (7), com abertura para o público, a SP-Arte - Feira Internacional de Arte de São Paulo deu início no Pavilhão da Bienal, do Ibirapuera, à sua 12ª edição - o evento é a maior feira de arte da América Latina.

"A SP-Arte é uma forma de reforçar a arte brasileira, além de alavancar o mercado e colocar as galerias em contato com potenciais colecionadores", diz a galerista Marilia Razuk. Sua galeria é parte dos cerca de 120 participantes, nacionais e estrangeiros, que colocam em exibição e à venda obras de seus artistas.

Tamanha a importância da feira, sua data de realização costuma concentrar um grande número de aberturas de exposições na cidade. Olhares aquecidos, hora de desbravar a SP-Arte: tem estreia de um setor de design, espaço de performance, bate-papos e outras atrações.

São pelo menos nove dias de imersão no mundo das artes.

Obra de Elizabeth Jobim na Galeria Raquel Arnaud. Foto: divulgação.

SP-Arte
Pavilhão da Bienal - pq. Ibirapuera - av. Pedro Álvares Cabral, portão 3.
Tel. 3259-6866.
Quinta a sábado: 13h às 21h. Domingo: 11h às 19h. Até 10/4.
Ingressos: R$ 40.

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Com informações do Guia da Folha e SP-Arte.

 


No Jesuíno Brilhante a comida é servida "como se come lá". Lá em Patu, no sertão do Rio Grande do Norte, de onde vieram as receitas e os cozinheiros. 

Comida com muito leite e muita carne, "uma cozinha de fazenda, de subsistência, como era a dos meus avós, que produziam leite", conta o jornalista Rodrigo Levino, à frente do restaurante que abriu as portas nesta segunda-feira (4), em Pinheiros, sem pretensão nenhuma, quase como um lugar de estar. 
 

O jornalista Rodrigo Levino, que prepara receitas ensinadas por sua mãe. Foto: Luiza Fecarotta / Folhapress.
 
Da inquietude de não encontrar por aqui comida de sua terra e da vontade de trazer a família para perto, nasceu o projeto do restaurante. 
"A cozinha nordestina que existe em São Paulo é cearense e pernambucana, por causa da migração. Aquele feijão não é nosso", diz Levino. "O arroz de leite, a paçoca, a carne de sol são muito diferentes." 

No cardápio diminuto – mas que deve crescer, pois há 30 receitas na gaveta –, brilha a carne de sol.  Preparada naquele sobrado por João Batista Rodrigues, pai de Rodrigo, a peça de coxão-mole passa 12 horas em sal refinado, é congelada ("para recuperar a água perdida, por isso é suculenta"), descongelada e então cozida. 

 

A carne de sol na nata (desfiada e cozida em creme de leite fresco), servida com cuscuz e saladinha de tomate (R$ 20). 
Foto: Luiza Fecarotta / Folhapress.
 
 
Na paçoca, servida como tira-gosto, é refogada com manteiga de garrafa e cebola-roxa e então recebe a farinha de mandioca e o coentro (R$ 7). 

Também é abre-alas a porção de bolinhos de arroz de leite, de casquinha crocante e recheio cremoso, feitos com arrozvermelho cozido em água e leite, nata fresca, queijo de coalho, cebola-roxa, cebolinha e pimenta (R$ 12, seis unidades). 

São três as opções de prato principal: carne de sol na nata (desfiada e cozida em creme de leite fresco), servida com cuscuz de milho e vinagrete de tomate (R$ 20), carne de sol na chapa, com arroz-vermelho cozido com nata e queijo de coalho e feijão de corda (R$ 25), e o cozido do dia, com arroz branco e feijão de corda (R$ 18). 

Muitos dos ingredientes vão ser trazidos "de lá": o queijo, a manteiga, o arroz-vermelho. Doces, como a burra preta (pão de melado de cana com especiarias à semelhança de um pão de mel), nem existem aqui, diz Levino. 

Na casa, ela é servida com nata fresca e mel de engenho (R$ 10). O pequenino restaurante, em que pedidos são marcados em comandas pagas no caixa, funciona apenas no almoço. Em breve, terá tapiocas, "café passado" e sanduíche, ao longo da tarde.

Serviço
Jesuíno Brilhante
Onde: Rua Arruda Alvim, 180, Pinheiros. 
Quando: de seg. a sáb., das 12h às 15h.

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Magê Flores no Caderno Comida da Folha de S.Paulo.



Depois de oito anos, o governo do estado retira o evento do calendário da Secretaria de Cultura e moradores se apropriam do evento, mudam seu direcionamento, a data de realização e o seu subtítulo O Festival da Mantiqueira - Diálogos da Mantiqueira, realizado em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, durante oito anos, foi retirado do calendário da Secretaria de Estado da Cultura este ano.
 
Mas a comunidade de São Francisco Xavier decidiu se apropriar do evento e realizá-lo com a colaboração da população local. O encontro foi rebatizado e recebeu o nome de 'Festival da Mantiqueira - Literatura em Foco – São Francisco Xavier'.
 
O evento, que acontecia todo mês de abril, desde 2008, será realizado, neste ano, entre os dias 17 e 19 de junho. O trabalho voluntário dos moradores, inclusive dos que têm segunda residência no distrito, mais as ONGs Orbe SFX e Atus de São Francisco Xavier, tem como objetivo a regionalização do festival.
 
A ideia é manter a qualidade dos convidados, porém privilegiando os estudantes do distrito, com atividades que envolverão os seus educadores. Segundo o presidente da comissão executiva do festival, Auro Lúcio Silva, o evento continuará como sempre a receber autores, professores, editores e visitantes, mas agora começa um novo ciclo.
 
“Vai abrir-se para autores regionais, novos autores e, principalmente, aos alunos das escolas do distrito. Nas edições anteriores não havia participação das escolas locais. A partir deste novo formato, haverá discussão com professores, cursos de redação para alunos e elaboração de trabalhos que serão expostos durante o festival. Os alunos irão construir, artesanalmente, seus livros, com apoio da Biblioteca Solidária”, afirmou Auro Lúcio Silva.
 
Autores de visibilidade nacional e regional estão sendo convidados pela comissão executiva do Festival da Mantiqueira - Literatura em Foco – São Francisco Xavier para mostrar os seus trabalhos e participarem de rodadas de debates nos três dias de encontro. Artistas locais também estão sendo convidados para shows e espetáculos.
 
A Prefeitura de São José dos Campos já manifestou seu apoio e deve disponibilizar recursos e infraestrutura das secretarias correspondentes para a realização do evento, que está previsto na lei 8.132, de 9 de junho de 2010, que destaca que o festival deve “valorizar a produção literária nacional e local, bem como a formação de leitores e escritores na região; proporcionar reuniões com autores, educadores e artistas que se destacam pela excelência de sua produção literária; e, sobretudo, destacar e incentivar jovens talentos através de um concurso de redações com temas alusivos ao evento e/ou regionais”.

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Informações para imprensa: Neusa Spaulucci: (11) 9 96415148.
 
 
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