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Uma exposição e um livro, ambos intitulados “Se Essa Vila Fosse Minha”, são o resultado da imersão de três renomados fotógrafos em comunidades da zona leste de São Paulo. Marlene Bergamo, Paulo Vitale e Anna La Stella, todos com vasto currículo no foto-jornalismo, foram convidados pelo documentarista italiano Daniele Ottobre para retratar os protagonistas do projeto Varre Vila, criado com o objetivo de enfrentar o problema do excesso de lixo e descarte irregular em bairros da região.

O movimento de educação ambiental e engajamento comunitário, liderado pelo morador Ionilton Aragão, fez as ruas de comunidades como Vila Santa Inês e Nossa Senhora Aparecida estarem entre as mais limpas da metrópole. Todas as 50 obras em exposição estarão à venda e a renda será revertida para melhorias na praça que é símbolo do projeto e da transformação. A mostra tem abertura na segunda-feira, dia 21, na Galeria Olido, junto ao lançamento do livro.

Serviço – 'Se Essa Vila Fosse Minha'
Abertura no dia 21, às 19h; em cartaz até 22/5 
Galeria Olido – 1.º pavimento – Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo.

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Da redação da Revista Brasileiros.


Uma das funções sociais da arte é promover reflexões sobre a sociedade em que vivemos. E é o que faz a exposiçãoSilêncio(s) do Feminino, que foi aberta no último sábado (12) na Caixa Cultural São Paulo. Na semana em que se celebrou o Dia Internacional das Mulheres, a mostra evidencia muitas das vulnerabilidades socioculturais vividas há séculos por elas.

Com curadoria da artista plástica Sandra Tucci, a exposição coletiva que fica em cartaz até 1° de maio traz obras das artistas brasileiras Cris Bierrenbach, Lia Chaia, Beth Moyses, Rosana Paulino e Marcela Tiboni. Cada uma expressa, com linguagem diferente, as complexas questões que envolvem o universo feminino: gênero, identidade, abusos, violências e a necessária solidariedade entre as mulheres.

Mesmo que possam causar desconforto, as fotografias, vídeos e desenhos de Silêncio(s) do Femininomanifestam-se com poesia. “O olhar artístico feminino abriu portas e janelas para dar espaço a uma forma singularizada de ver o mundo, de estar nele, de poder manifestar-se nele, de explorar ‘o como’ é ser afetado por ele”, afirma Sandra Tucci. Segundo a curadora, as obras refletem “potência, significado e voz que criam um mapeamento pelo qual, metaforicamente, compreendemos um silêncio que emudece, que faz calar, que arrepia e grita”.

Com a série fotográfica Fired, Cris Bierrenbach questiona a identidade da mulher dentro da sociedade. Trata-se de autorretratos em que a artista aparece vestida com diferentes uniformes. De empregada doméstica, policial a comissária de bordo, além de discutir individualidade e padronização, Cris traz à tona a questão da “mulher bem sucedida na sociedade”. Nas ampliações, não é possível identificar o rosto da artista porque as imagens foram deformadas por tiros de arma de fogo e explosivos.

Outro destaque da exposição é Ex-purgo, da paulistana Beth Moyses, cuja investigação artística sempre esteve ligada à violência doméstica contra as mulheres. Na performance, a mão dela traz uma ferida em forma de colmeia, da qual em vez de sangue escorre mel. Trata-se de uma comparação entre as mulheres e um coletivo de abelhas, “uma sociedade em que todas trabalham juntas, cooperam entre si, dividem as atividades e são solidárias umas com as outras”.

Com Assentamentos – Adão e Eva no Paraíso Brasileiro, Rosana Paulino aborda a posição da mulher negra na nossa sociedade. Seus desenhos foram feitos a partir de retratos reais de pessoas de procedência africana para sugerir a criação da “civilização brasileira a partir de um casal de negros escravizados”.

Serviço
Silêncio(s) do Feminino
Quando: de 12 de março a 1º de maio.
De terça a domingo, das 9h às 19h.
Onde: Caixa Cultural São Paulo, na Galeria Humberto Betteto.
Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo (SP).
Quanto: grátis.
Mais informações: (11) 3321-4400.
Acesso para pessoas com deficiência.

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Por Redação RBA.
 
 


Em 2013, no Rock in Rio, o produtor Carlos Gualberto, conhecido por Branco, ajudou a criar a Rock Street dedicada, naquela edição, à Inglaterra. Ele chamou a banda cover dos Beatles All You Need Is Love para abrir o palco do local. O sucesso foi tão grande que o grupo tocou em todos os dias do evento.
 
Nascia ali o embrião do projeto The Beatles Experience e uma parceria com o governo inglês por meio do Visit Britain (espécie de Embratur inglesa). Depois dessa empreitada, Branco se juntou ao produtor Christian Tedesco para montar aquela que será a maior e mais completa exposição sobre os Beatles já realizada no mundo.
 
A exposição The Beatles Experience será composta por objetos (memorabilia), inclusive itens raros da banda de Liverpool, além de recriações de locais que marcaram a carreira do grupo, que o visitante terá a oportunidade de ver por meio de tecnologias como 3D e realidade virtual.
 
Exposição dos Beatles
The Beatles Experience. Imagem: divulgação.
 
“Vamos recriar o Cavern Club, onde os Beatles se apresentaram 292 vezes, os estúdios Abbey Road. A banda All You Need Is Love tocará em cima de um prédio virtual onde os Beatles realizaram o último show em Londres, em 30 de janeiro de 1969”, conta Tedesco.
 
A mostra, cuja montagem custou R$ 16 milhões, chega a São Paulo em 20 de agosto e ficará até 8 de novembro numa tenda que será montada no estacionamento do Shopping Eldorado.
 
O governo inglês ficou tão empolgado com o projeto que decidiu que, após estada em São Paulo, a exposição seguirá para outros países.
 
O curador da mostra, Ricardo Alexandre, explica que o objetivo não é somente trazer para o público informações sobre a banda. “Nossa exposição será uma experiência única, na qual o visitante terá a oportunidade de conhecer, por meio de tecnologia, os locais que marcaram a carreira dos Beatles, participando da revolução que fizeram.”

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Amilton Pinheiro especial para o caderno Cultura do Estadão.


Quando o francês Félix-Émile Taunay pintou Baía de Guanabara Vista da Ilha das Cobras, em 1828, ele queria mostrar para a França que o Brasil era, então, “uma jovem nação independente com um porto movimentado”, descreve a curadora Valéria Piccoli – e sem dizer da paisagem criada na composição, repleta de bananeiras, palmeiras e o Pão de Açúcar ao fundo. Já a brasileira Tarsila do Amaral tinha outras motivações quando criou, na década de 1920, pinturas sobre o mesmo Rio de Janeiro. Como afirma a historiadora da arte Regina Teixeira de Barros, a modernista incluiu a “população negra e marginalizada” nos cenários a fim de falar de (uma genuína) “brasilidade”.
 
A tela de Taunay está agora na primeira sala de Paisagem nas Américas: Pinturas da Terra do Fogo ao Ártico – e Tarsila aparece representada no último segmento da exposição, que será inaugurada neste sábado, 27, na Pinacoteca do Estado. Apresentadas na mesma mostra, as criações dos dois artistas tratam das diferentes formas de falar sobre o Brasil, mas Paisagem nas Américas, como diz o título, é um projeto muito mais amplo ao promover uma reflexão sobre história e identidade em todo o continente americano – de Norte a Sul ou de Sul ao Norte – por meio de 105 obras.

Vista de 'Paisagem nas Américas: Pinturas da Terra do Fogo ao Ártico', na PinacotecaVista de 'Paisagem nas Américas: Pinturas da Terra do Fogo ao Ártico', na Pinacoteca

Vista de 'Paisagem nas Américas: Pinturas da Terra do Fogo ao Ártico', na Pinacoteca. Foto: Sérgio Castro / Estadão.
 
A exposição começou a ser desenvolvida em 2010, quando o museu brasileiro firmou uma parceria com a Terra Foundation for American Art, com sede em Chicago, nos EUA, e a Art Gallery of Ontario, no Canadá. “Não queríamos tratar do que a pintura da América repetia da pintura europeia, mas do modo como a história da América havia transformado a pintura de paisagem no continente”, explica Valéria Piccoli. A motivação da curadora da Pinacoteca e dos curadores Peter John Brownlee, da fundação estadunidense, e Georgiana Uhlyarik, da instituição canadense, trio que preparou a mostra, era destacar como a prática pictórica realizada entre o século 19 e meados do século 20 em diversos países americanos poderia contar “uma história comum”.
 

Visita preview e guiada para Patronos e Amigos da Pina com os curadores Valéria Piccoli (de frente), Georgiana Uhlyarik e PJ Brownlee.
Foto: Paulo Vicelli.
 
Paisagem nas Américas já foi exibida na Art Gallery of Ontario, em Toronto, e no Crystal Bridges Museum of American Art, em Bentonville, nos EUA, antes de chegar a São Paulo. “É a primeira vez que se reúne um material tão amplo sobre todas as Américas”, diz Georgiana Uhlyarik. “Todos esquecem que o continente é uma massa única, conectada nos dois hemisférios”, completa. A curadora ressalta que a exposição traz “obras icônicas” emprestadas de coleções institucionais e privadas de países americanos e da Europa – e que uma das forças do projeto é apresentar a questão da paisagem no continente para um público variado, ampliando as noções sobre o tema.
 
A mostra cria uma narrativa de forma cronológica, iniciada com o século 19, pois foi esse o período em que os países americanos se tornaram independentes, explicam os curadores, e a criação de identidade nacional começa a ser implicada na arte. “Pelas convenções da pintura de paisagem de um período anterior (ao século 19), não importava se o artista pintava um lugar real, ele imaginava um lugar quando o pintava”, explica Peter John Brownlee.
 
Como completa o curador, os pintores da exposição “pintaram o que viram” e muitos dos trabalhos foram construídos com base em “muitos esboços”. Em um sentido político, ainda, é possível dizer que a “identificação com a terra” era uma questão importante (e nova) na época. “Quando se faz uma exposição sobre pintura de paisagem, fala-se sobre território”, diz Valéria Piccoli.
 
Na sala inicial de Paisagem nas Américas, uma das várias versões da vista do Vale do México criadas pelo pintor mexicano José Maria Velasco (1840-1912) é referencial justamente por tratar e reforçar o que seria o local de origem de seu país, historicamente, pertencente ao povo mexica, por exemplo. Já As Cataratas de Montmorency, de Cornelius Krieghoff (1815-1872), é a representação de uma paisagem com gelo do Canadá e Vale de Yosemite, de Albert Bierstadt (1830-1902), o retrato de uma localidade típica dos EUA.
 
Na verdade, o espectador percebe ao longo da exposição que as questões propostas nas obras do gênero da paisagem são colocadas de forma sutil e que os “significados simbólicos” de cada trabalho estão incutidos em (muitas) camadas – diferentes assuntos desdobram-se entre recriações de pores do sol, vegetações e vales podemos observar.

Pintura de Tarsila do Amaral (E) em detalhe da exposiçãoPintura de Tarsila do Amaral (E) em detalhe da exposição
Pintura de Tarsila do Amaral (E) em detalhe da exposição. Foto: Sérgio Castro / Estadão.


Quando a mostra chega ao segmento dedicado à modernidade, a mudança da linguagem e de técnicas utilizadas pelos artistas apresenta-se radical. Transforma-se, também, o “assunto da pintura”, como afirma a curadora da Pinacoteca, e a cidade e uma paisagem industrial começam a ser representadas com mais movimento e geometria em algumas das obras. O desfecho se dá com uma tela abstrata do venezuelano Armando Reverón (1889-1954), que indica a “dissolução da paisagem” em luz – ou seja, em branco.
 
Georgia O’Keefe entre destaques
1. Paisagem de Black Mesa, Novo México/ Sertão de Marie II, da estadunidense Georgia O’Keefe (1887-1986), é uma das obras mais icônicas da exposição. A pintura de 1930, emprestada do Museu Georgia O’Keefe, representa uma das “paisagens desérticas altamente estilizadas” da pintora, define Carolyn Kastner no catálogo – é o olhar interiorizado da criadora para o local onde vivia.
 
Paisagem desértica pintada em 1930 por Georgia O'KeefePaisagem desértica pintada em 1930 por Georgia O'Keefe

Imagem: divulgação.
 
2. Outro destaque é o livro de 1810 de Alexander von Humboldt (1769-1859). Na obra, o alemão propunha que a imagem de descrição de um lugar deveria conter a representação da vegetação típica, animais, vestuário, povos e topografia – e, como explica Valéria Piccoli, a edição tornouse modelo para os artistas viajantes do século 19. 
 
3. Vista do Rio de Janeiro (1837), do austríaco Thomas Ender (1793-1875), veio de Viena para integrar a exposição. O óleo foi exposto pela última vez no Brasil em 1994. 
 
4. Vale destacar o único representante do Caribe, o porto-riquenho Pío Casimiro Bacener (1885-1890), autor de Fazenda La Serrano. 
 
Serviço
Paisagem nas Américas. 
Onde: Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, tel. 3324-1000.
Quando: 4ª a 2ª, 10h/18h. R$ 6 (grátis aos sábados). Até 29/5.
Abertura no sábado, 27, às 11 h.

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Camila Molina em O Estado de São Paulo.
 


Esta exposição busca, a partir das canções praieiras do compositor baiano, trazer para o público a atmosfera idílica e o tempo expandido que este gênero musical inventado por Dorival Caymmi conseguiu perpetuar no imaginário coletivo do brasileiro. Para construir este território poético guardado pelabrisa do mar, pelo barulho das ondas, pela maciez da areia, pela malemolência da paisagem marítima, a exposição agrega à produção do músico outros artistas que se pautaram pela contemplação sugerida por este cenário primeiro na memória do país.
 
Aprendendo com Dorival Caymmi - Civilização PraieiraAprendendo com Dorival Caymmi - Civilização Praieira

Cartaz da exposição. Reprodução do site.
 

O curador da mostra e do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Miyada, selecionou artistas de gerações e origens geográficas diferentes para montar um quadro parcial do que poderia ser uma civilização praieira. “Assim, além de músicas e material visual sobre Caymmi, as 33 paisagens do marinheiro-feito-pintor José Pancetti tomam a dianteira na construção imagética de um espaço de imanência, no qual a noção de progresso faz pouco sentido. O mobiliário do carioca Sergio Rodrigues, que na década de 1950 quis fazer sua loja Oca com os pés na areia, e as ideias de Flávio de Carvalho sobre uma arquitetura, um design e uma moda ajustados para o homem dos trópicos, completam o núcleo em torno do qual se forma a exposição”, explica Miyada. Documentos, ideias, imagens e obras de outros artistas completam o percurso marcado pelo caráter sinestésico proposto pelo curador.

Além de poder ouvir as músicas de “Canções Praieiras (1954) ao longo de todo o espaço, o visitante é recebido com três autorretratos: um de Caymmi (1974) e os outros de Pancetti (1948 e 1940); fotos de Pierre Verger que, entre outras imagens, trazem um retrato de Caymmi (1946) e Pancetti pintando na areia da lagoa do Abaeté (1946-1950); capas dos dois discos, uma das quais (Caymmi e o Mar) feita pelo fotógrafo Otto Stupakoff; e o livro “Cancioneiro da Bahia”, de Caymmi.

 

'Caymmi e o Mar' (1957). Foto: Otto Stupakoff.

Dedicado ao Abaeté, clássico cenário caymminiano, um segmento da mostra reúne telas de Pancetti, fotos de Alice Brill, Marcel Gautherot e Pierre Verger.O conjunto mais robusto das obras de Pancetti, contudo, encontra-se em uma grande parede curva com cerca de 20 pinturas, formando um horizonte estendido pelas telas de Patrícia Leite “Ato III” (2014), “Revoada” (2014) e “Atalaia (2013). Esse panorama pode ser contemplado pelo público a partir das cadeiras de Sergio Rodrigues (Poltrona Mole, 1957) e Flávio de Carvalho (FDC1, 1939), nas quais é permitido sentar-se e contemplar a mostra. As duas fotos de Cao Guimarães da série “Gambiarras”(21001/2012)dilatam a atmosfera praiana, assim como a foto de Otto Stupakoff, que registra a Poltrona Mole no mar, já que inesperadamente as ondas tomaram a areia, e os estudos de Sergio Rodrigues para a sua confecção.

Dão continuidade ao percurso a obra de Paulo Bruscky “Abra e cheire: Este Envelope contém Cheiro da Praia de São José da Coroa Grande” (1976) que dialogam com outras obras de Pancetti; vídeos de Nelson Felix “Método Poético para Descontrole da localidade” (2008/20013) e “Gênesis” (1985/2014); fotos da Fazenda Capuava, feitas por Nelson Kon (2012), local onde nasceu a cadeira FDC1 de Flávio de Carvalho, além de fotos do próprio artista publicadas com seu traje de “homem dos trópicos”, bem como trechos de “A Cidade do Homem Nu”, texto que versa sobre uma cidade criada para os trópicos e que se tornou mote para convidar os artistas Leda Catunda, Cristiano Lenhardt, Cadu, Rafael RG, Bel Faleiros e Fabio Moraisa criarem uma nova obra (em suporte tamanho A1, típico de projetos de arquitetura) para a mostra.

Um dia antes da abertura de “Aprendendo com Dorival Caymmi: Civilização Praieira”, 1 de março, os músicos Arthur Nestrosvski e Guilherme Wisnik darão uma aula show sobre o compositor que será filmada e transformada em vídeo a ser também exposto. E, para que o público possa mergulhar ainda mais neste universo praieiro, o Instituto Tomie Ohtake preparou uma brochura para os visitantes acompanharem a exposição, com muitos textos sobre os artistas, suas histórias, obras e produções.  

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Fonte: Instituto Tomie Ohtake.


Após temporada no Centro Cultural São Paulo no ano de 2015, a Trupe Dunavô está de volta com o seu espetáculo Refugo Urbano! A trupe reestreia o seu espetáculo em março, no Espaço Parlapatões, localizado na Praça Roosevelt.

Em sua primeira temporada, Refugo Urbano arrebatou o público, esgotando ingressos na Sala Jardel Filho (a maior do Centro Cultural São Paulo, com cerca de 320 lugares) e atraiu os olhares da crítica especializada em teatro infantil, recebendo duas indicações para o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, nas categorias Melhor Atriz (Gabi Zanola) e Prêmio Sustentabilidade, categoria na qual foi premiado. Em uma votação especial, organizada para eleger os melhores do ano, o espetáculo foi eleito pelos leitores do Guia Folha como Melhor Espetáculo Infantil do Ano de 2015.

 

Exibindo refugourbano105.jpgExibindo refugourbano105.jpgCena de Refugo Urbano da Trupe Dunavô. Foto: Patricia Nagano.

“Refugo Urbano” conta a história de dois palhaços vindos de universos particulares e completamente distintos, que a partir de um encontro improvável, passam a conviver e lidar com suas diferenças. Pamplona e Claudius se encontram em um beco esquecido da cidade, e a partir desse encontro, o inexplicável abre espaço para que essas duas personagens se reinventem pelo convívio e o atravessar dos afetos. O divertido convívio em meio ao improvável, é fio condutor da obra, construída sob a ótica dos seres “invisíveis” que habitam as grandes cidades.

“Chamamos ‘invisíveis’ tudo aquilo que está ao nosso redor, mas que preferimos ignorar a existência, por não ser agradável aos olhos ou porque nos habituamos a ficar em nossa bolha individual”, diz Gislaine Pereira, integrante da Trupe DuNavô. “O que ambicionamos foi criar uma obra capaz de dialogar com todos os cidadãos, propondo uma reflexão sobre o que há nas ruas e qual é a nossa capacidade de ressignificar o que nossos olhos já se habituaram a ignorar”, ela complementa.

Gabi Zanola (Pamplona), indicada como Melhor Atriz, conta um pouco sobre este trabalho: “O que aproxima Refugo Urbano do público é sua humanidade! O espetáculo é cheio das mais sinceras tolices humanas, que podem ser bem engraçadas ou muito dolorosas e cruéis! Refugo Urbano é uma permissão de dois mundos muito diferentes, que se deixam levar juntos para um mesmo propósito, o que os torna iguais. A partir da solidão e da individualidade de cada mundo, esses dois palhaços tão distintos, e ao mesmo tempo tão iguais, criam um universo único!

Para a execução desse projeto, a trupe contou com um time de peso! Entre os parceiros, estão nomes como Ronaldo Aguiar, recentemente premiado por seu trabalho em Simbad – O Navegante, que atuou como preparador corporal, contribuindo para que o espetáculo buscasse com maior intensidade os movimentos e brincadeiras circenses. Outro convidado especial do projeto foi o ator Rani Guerra, do Grupo Esparrama, que atuou como responsável pela preparação de boneco.

O responsável pela dramaturgia é Nereu Afonso, que já atuou como professor de teatro, na conceituada escola de Philippe Gaulier e no Conservatório de Arte Dramática de Champigny-sur-Marne (França). E quem assina a direção é Suzana Aragão, que já trabalhou com nomes como Teatro da Vertigem, atuou no espetáculo Folias Galileu com direção de Dagoberto Feliz, no Galpão do Folias, dirigiu espetáculos da Cia. Orbital, Núcleo Dois Tempos de Teatro,  Grupo de Teatro da Universidade São Judas e, atualmente, é Formadora Residente da SP Escola de Teatro no curso de Humor.

Refugo Urbano é uma fábula que traz para o palco o resultado dos experimentos anteriores da trupe, pesquisando a máscara do palhaço e realizando intervenções urbanas, onde entraram em contato com a realidade das ruas do centro de São Paulo e de algumas periferias. Com esse espetáculo, a Trupe aprofunda suas pesquisas em torno do tema do refugo urbano, colocando sobre essa realidade outra perspectiva, explorando o que há de mágico na fria e crua realidade de quem vive à margem na sociedade.

Com brincadeiras circenses, corpo cômico, malabarismo e o divertido jogo do palhaço, a Trupe DuNavô diverte e surpreende o público com uma possível história de amor.

Mais informações na página da Trupe Dunavô no facebook: www.facebook.com/DuNavo

Serviço
Temporada: de 5 a 27 de março - Aos sábados e domingos, às 17h.
Duração: 55 minutos.
Local: Teatro Parlapatões.
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 - Consolação, São Paulo – SP - (11) 3258 4449.
Classificação: Livre
Ingressos: R$ 30,00 inteira / R$ 15,00 meia-entrada
Meia Entrada: Aposentados, Idosos acima de 60 anos, moradores da Praça Roosevelt , estudantes, professores rede publica , classe artística.
Os ingressos podem ser adquiridos no site: www.ingressorapido.com.br (sujeito à taxa de conveniência)

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Com informações da assessora de imprensa Luciana Gandelini.

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