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Há quatro anos uma galeria especializada em fotojornalismo e fotografia contemporânea abria suas portas em São Paulo, no bairro da Vila Madalena: a DoC galeria. Galeria pequena, espaço primordial. À frente do trabalho, e muito trabalho, dois fotógrafos: Mônica Maia e Fernando Costa Netto. Durante este tempo, o local acessível após a subida de uma escada íngreme, lutou contra as delícias de um chopp gelado no  bar localizado no térreo.

Mesmo assim a escada lotada nos atraía para trabalhos incríveis, discussões e encontros, lançamento de livros. Um local privilegiado e que, por isso mesmo, ficou pequeno para os sonhos de seus criadores. Discutir fotografia, imagem nunca foi tão importante como agora, que ela está na moda, ocupa lugar de destaque em mostras e feiras. A DoC galeria se destaca pela excelência da escolha de quem convida e de quem fala sobre fotografia. É um oásis neste deserto de mediocridade onde muitos se apresentam , expõem falam e gravam programas sobre a fotografia.  A DoC procura a excelência do novo e do debate com base e sem oportunismos midiáticos.

Foto: Bruno Bernardi.

Para abrir seu novo espaço a Doc Galeria chamou 18 expoentes da cena contemporânea, cada um com uma foto única, imagens inéditas, ou não, que fazem parte do evento “Casa Aberta”. Os fotógrafos convidados são Ana Carolina Fernandes, Bruno Bernardi, Daniel Kfouri, Denise Perez, João Castellano, João Farkas, João Khel, João Machado, José Diniz, Lalo de Almeida, Rafael Jacinto, Roberta Carvalho, Rogério Assis, Rodrigo Koraicho, Rolê Coletivo Fotográfico e Tuca Viera. O homenageado da noite é o fotógrafo Maurício Lima, que ganhou neste ano o World Press Photo, na categoria “General News”.

A Doc Galeria não abre apenas um espaço expositivo, mas neste novo lugar continua sua tradição de workshops, conversas e encontros. Mas uma novidade deve ser destacada a presença no local da Freebook, uma parceria para venda de livros. Um tempo e um de reflexão!

DoC Galeria.
Endereço: Rua Aspicuelta, 145 – Vila Madalena – SP.

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Simonetta Persichetti na Revista Brasileiros.

 


Lançado em 2014, o Wrapped é um curta-metragem que retrata Nova Yorque em colapso sendo lentamente invadida por plantações e vegetação pesada.

Criado por Romano Vaelin, Falko Paeper e Florian Wittmann, o filme utiliza imagens reais em companhia de computação gráfica para gerar uma paisagem pós-apocalíptica.

Wrapped começa com a morte de um rato, que é o catalisador que traz a desintegração das estruturas construídas pelo homem da cidade. A natureza passa a tomar conta dos prédios e tecer galhos por toda a cidade, engolindo tudo o que toca.

O curta explora os efeitos do tempo e da mudança climática concentrando-se em ciclos que terminam no que, aparentemente, parece o fim do mundo. É como um confronto entre a natureza e as estruturas existentes na nossa civilização.

Desde o seu lançamento, o filme foi exibido em mais de 100 festivais. 

Assista aqui.

Saiba mais sobre o curta-metragem aqui.

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Paula Romano no UpDateOrDie.
 


Aberta para convidados na última quarta-feira (6), a SP-Arte chegou mostrando a que veio: promover o cenário de arte moderna e contemporânea e seus artistas. Cheia de novidades este ano - as obras especialmente comissionadas para a Feira no Open Plan, performers escolhidos em seleção pública e o novíssimo setor Design –, a Feira começa a ganhar atenção internacional já no primeiro dia. 

E na quinta (7), com abertura para o público, a SP-Arte - Feira Internacional de Arte de São Paulo deu início no Pavilhão da Bienal, do Ibirapuera, à sua 12ª edição - o evento é a maior feira de arte da América Latina.

"A SP-Arte é uma forma de reforçar a arte brasileira, além de alavancar o mercado e colocar as galerias em contato com potenciais colecionadores", diz a galerista Marilia Razuk. Sua galeria é parte dos cerca de 120 participantes, nacionais e estrangeiros, que colocam em exibição e à venda obras de seus artistas.

Tamanha a importância da feira, sua data de realização costuma concentrar um grande número de aberturas de exposições na cidade. Olhares aquecidos, hora de desbravar a SP-Arte: tem estreia de um setor de design, espaço de performance, bate-papos e outras atrações.

São pelo menos nove dias de imersão no mundo das artes.

Obra de Elizabeth Jobim na Galeria Raquel Arnaud. Foto: divulgação.

SP-Arte
Pavilhão da Bienal - pq. Ibirapuera - av. Pedro Álvares Cabral, portão 3.
Tel. 3259-6866.
Quinta a sábado: 13h às 21h. Domingo: 11h às 19h. Até 10/4.
Ingressos: R$ 40.

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Com informações do Guia da Folha e SP-Arte.

 


No Jesuíno Brilhante a comida é servida "como se come lá". Lá em Patu, no sertão do Rio Grande do Norte, de onde vieram as receitas e os cozinheiros. 

Comida com muito leite e muita carne, "uma cozinha de fazenda, de subsistência, como era a dos meus avós, que produziam leite", conta o jornalista Rodrigo Levino, à frente do restaurante que abriu as portas nesta segunda-feira (4), em Pinheiros, sem pretensão nenhuma, quase como um lugar de estar. 
 

O jornalista Rodrigo Levino, que prepara receitas ensinadas por sua mãe. Foto: Luiza Fecarotta / Folhapress.
 
Da inquietude de não encontrar por aqui comida de sua terra e da vontade de trazer a família para perto, nasceu o projeto do restaurante. 
"A cozinha nordestina que existe em São Paulo é cearense e pernambucana, por causa da migração. Aquele feijão não é nosso", diz Levino. "O arroz de leite, a paçoca, a carne de sol são muito diferentes." 

No cardápio diminuto – mas que deve crescer, pois há 30 receitas na gaveta –, brilha a carne de sol.  Preparada naquele sobrado por João Batista Rodrigues, pai de Rodrigo, a peça de coxão-mole passa 12 horas em sal refinado, é congelada ("para recuperar a água perdida, por isso é suculenta"), descongelada e então cozida. 

 

A carne de sol na nata (desfiada e cozida em creme de leite fresco), servida com cuscuz e saladinha de tomate (R$ 20). 
Foto: Luiza Fecarotta / Folhapress.
 
 
Na paçoca, servida como tira-gosto, é refogada com manteiga de garrafa e cebola-roxa e então recebe a farinha de mandioca e o coentro (R$ 7). 

Também é abre-alas a porção de bolinhos de arroz de leite, de casquinha crocante e recheio cremoso, feitos com arrozvermelho cozido em água e leite, nata fresca, queijo de coalho, cebola-roxa, cebolinha e pimenta (R$ 12, seis unidades). 

São três as opções de prato principal: carne de sol na nata (desfiada e cozida em creme de leite fresco), servida com cuscuz de milho e vinagrete de tomate (R$ 20), carne de sol na chapa, com arroz-vermelho cozido com nata e queijo de coalho e feijão de corda (R$ 25), e o cozido do dia, com arroz branco e feijão de corda (R$ 18). 

Muitos dos ingredientes vão ser trazidos "de lá": o queijo, a manteiga, o arroz-vermelho. Doces, como a burra preta (pão de melado de cana com especiarias à semelhança de um pão de mel), nem existem aqui, diz Levino. 

Na casa, ela é servida com nata fresca e mel de engenho (R$ 10). O pequenino restaurante, em que pedidos são marcados em comandas pagas no caixa, funciona apenas no almoço. Em breve, terá tapiocas, "café passado" e sanduíche, ao longo da tarde.

Serviço
Jesuíno Brilhante
Onde: Rua Arruda Alvim, 180, Pinheiros. 
Quando: de seg. a sáb., das 12h às 15h.

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Magê Flores no Caderno Comida da Folha de S.Paulo.



Depois de oito anos, o governo do estado retira o evento do calendário da Secretaria de Cultura e moradores se apropriam do evento, mudam seu direcionamento, a data de realização e o seu subtítulo O Festival da Mantiqueira - Diálogos da Mantiqueira, realizado em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, durante oito anos, foi retirado do calendário da Secretaria de Estado da Cultura este ano.
 
Mas a comunidade de São Francisco Xavier decidiu se apropriar do evento e realizá-lo com a colaboração da população local. O encontro foi rebatizado e recebeu o nome de 'Festival da Mantiqueira - Literatura em Foco – São Francisco Xavier'.
 
O evento, que acontecia todo mês de abril, desde 2008, será realizado, neste ano, entre os dias 17 e 19 de junho. O trabalho voluntário dos moradores, inclusive dos que têm segunda residência no distrito, mais as ONGs Orbe SFX e Atus de São Francisco Xavier, tem como objetivo a regionalização do festival.
 
A ideia é manter a qualidade dos convidados, porém privilegiando os estudantes do distrito, com atividades que envolverão os seus educadores. Segundo o presidente da comissão executiva do festival, Auro Lúcio Silva, o evento continuará como sempre a receber autores, professores, editores e visitantes, mas agora começa um novo ciclo.
 
“Vai abrir-se para autores regionais, novos autores e, principalmente, aos alunos das escolas do distrito. Nas edições anteriores não havia participação das escolas locais. A partir deste novo formato, haverá discussão com professores, cursos de redação para alunos e elaboração de trabalhos que serão expostos durante o festival. Os alunos irão construir, artesanalmente, seus livros, com apoio da Biblioteca Solidária”, afirmou Auro Lúcio Silva.
 
Autores de visibilidade nacional e regional estão sendo convidados pela comissão executiva do Festival da Mantiqueira - Literatura em Foco – São Francisco Xavier para mostrar os seus trabalhos e participarem de rodadas de debates nos três dias de encontro. Artistas locais também estão sendo convidados para shows e espetáculos.
 
A Prefeitura de São José dos Campos já manifestou seu apoio e deve disponibilizar recursos e infraestrutura das secretarias correspondentes para a realização do evento, que está previsto na lei 8.132, de 9 de junho de 2010, que destaca que o festival deve “valorizar a produção literária nacional e local, bem como a formação de leitores e escritores na região; proporcionar reuniões com autores, educadores e artistas que se destacam pela excelência de sua produção literária; e, sobretudo, destacar e incentivar jovens talentos através de um concurso de redações com temas alusivos ao evento e/ou regionais”.

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Informações para imprensa: Neusa Spaulucci: (11) 9 96415148.
 
 

 

O CaosArte, festival gratuito com multilinguagens artísticas promovido pela Multitude – coletivo de artistas independentes, comunicadores e produtores culturais -, chega à 3ª edição entre os dias 9 e 11 de abril, das 12h às 22h, no Memorial da América Latina. O evento exibe 110 obras sobre o tema “A Cidade Dança” de artistas brasileiros numa programação para todas as idades, inclusas exposições, shows, festas, intervenções, atividades infantis, feira de pequenos produtores e refugiados, entre outros.

Com o objetivo de provocar e expor a criação e cocriação de diversas linguagens artísticas e a reflexão acerca do caos da cidade e a sua relação com a arte e cultura, o festival, que nesta edição ganha apresentação do Programa de Ação Cultural (ProAC; modalidade edital), integra processos colaborativos presenciais e virtuais. Das redes para as ruas, a primeira etapa começou de uma chamada criativa realizada durante todo o mês de março por meio da plataforma de crowdsourcing ItsNOON; ou seja, foi realizada uma convocatória sobre o tema “A Cidade Dança” e artistas e criativos de todo o Brasil enviaram suas obras, intervenções, propostas e projetos. A seleção e remuneração foram feitas pela própria plataforma.  Entre as obras, estão vídeoartes, fotografias, artes plásticas, ilustrações, artes digitais, gifs, textos, intervenções e performances artísticas.

“Queremos colocar em discussão a influência mútua que a cidade e a cultura exercem uma sobre a outra. Cada passo que damos pelas ruas, alguns atravessados, outros corridos ou mais lentos, na realidade, é um convite da cidade para entrarmos no ritmo. Se considerarmos essa atmosférica artística, poética e até mesmo política, isso mais parece uma dança”, comenta Carol Gutierrez, responsável pela gestão e ativação de redes digitais do festival.

Um resumo da chamada criativa será publicado em formato de fanzine, especialmente desenvolvido pelo selo Mongaru, idealizado pelo facilitador gráfico Vitor Massao e pela atriz Isabella Martino.

Já a segunda etapa é a saída do ambiente virtual para o presencial, com três dias do Festival CaosArte, que apresenta os resultados da chamada criativa. As atrações em comum dos três dias são: a Exposição Multidão, composta por 25 artes impressas e outras 75 exibidas em telas de LCD, intervenções de artistas e performers de São Paulo; feira gastronômica (comida caipira, comidas diversas e síria); e feira de empreenderores (compre de quem faz), com um espaço especialmente dedicado aos refugiados de São Paulo – em parceria com a Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado).

A exposição Multidão contará ainda com a participação de trabalhos dos artistas independentes de Birmingham (UK), em parceira com o intercambio cultural do Festival Brum Spirit. Os artistas urbanos Hoakser, Jungo Arts, Break Mission, Pablo Rider e G-Corp apresentarão ilustrações, fotografias, vídeo documentários, dentre outros.  As obras poderão ser conferidas na tenda de exposição.

No primeiro dia, 9, sábado, a programação integra a contação de “História dos Orixás” com o grupo infantil Girasonhos;  oficina de bonecos “Monstros Caóticos”, de Marcia Brito; o espetáculo infantil “13 Gotas”, que educa sobre a importância da preservação da água, do coletivo BuZum!; o Bike Kids, que levará as crianças para uma passeio pela cidade; apresentação musical do Maracatu Bloco de Pedra; homenagem ao sambista Geraldo Pereira pelo grupo Glória ao Samba; intervenção de dança com a artista Claudia Mello; show de Lei Di Dai, que canta a melhor seleção ragga e dancehall; e a Festa Calefação Tropicaos.

Já no dia 10, domingo, haverá os shows das bandas Cabaré Três Vinténs, que faz jazz cheio de energia; e Bagunço, que mistura circo, jazz e música brasileira; peça teatral “Era uma vez um Rei” com o grupo Pombas Urbanas; apresentação do grupo Ilú Obá de Min; e festa Pilantragi, com o DJ Rodrigo Bento, que propõe uma viagem pela música brasileira, com samba, rap, maracatu e rock.

No terceiro e último dia, 11, segunda-feira, a programação diurna fica por conta da Maternativa, com rodas de conversa, festa de reis e oficinas voltadas para mães e filhos. O encerramento dos três de CaosArte contará com a performance “Pachamama”, projeto de instalação com tecnologia arduino da artista multimídia Aieda Freitas; e  Festa Odara, também de música brasileira, mas com sons da nova geração.

A programação está distribuída em quatro espaços: uma tenda, que abrigará a exposição; uma área dedicada ao recebimento das intervenções presenciais; outra para as festas, onde obras serão projetadas e/ou remixadas; e os locais das feiras.

Serviço
Festival CaosArte: a cidade dança, Memorial da América Latina.
Programação: https://goo.gl/RivAUt
9, 10 e 11 de abril de 2016, de sábado à segunda-feira, das 12h às 21h.
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo - SP.
Entrada Gratuita (sujeito a lotação do espaço).
Faixa etária: livre.
Estacionamento: Portões 4, 8 e 15; R$10 a primeira hora + R$5 a hora adicional.

Sobre o Multitude

Criada em 2013, a Multitude reúne artistas independentes, comunicadores e produtores culturais, que desde 2009 buscam levar a experiência multisensorial para as ruas, eventos, empresas e festivais. 

Articula a plataforma Multidão (multidao.co) que será lançada em breve - rede que potencializa novos modelos econômicos, a partir da cultura, colaboração, compartilhamento e fluxo financeiro.

Facebook: fb.com/coletivomultitude

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Informações Leandro Matulja, Leticia Zioni e Larissa Marques da Agência Lema: agencialema.com.br 

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