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Qual é a sua periferia? Até o dia 28 de outubro, o Mural está em busca de fotos que retratam o cotidiano das periferias em bairros da capital e cidades da Grande São Paulo. 
 
Vale enviar fotos do cotidiano, espaços públicos, ruas, praças, áreas de lazer ou qualquer outro retrato que mostre a sua periferia. 
 
As imagens podem ser compartilhadas nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram com a hashtag #olharMural ou enviadas para o email: [email protected] 
 
O participante também pode mandar suas fotografias pelo aplicativo WhatsApp para o número (11) 98719-8910. 
Todas as imagens devem ser acompanhadas com uma legenda de até 140 caracteres, mencionando o bairro onde a fotografia foi tirada. 
As fotos serão avaliadas pela equipe do Mural, que selecionará cinco finalistas. As melhores imagens serão publicadas no blog e irão participar de uma exposição com retratos da periferia. O regulamento completo está disponívelaqui. 
 
Sobre o Meu Mural

O Meu Mural é uma seção do blog que divulga imagens do cotidiano da periferia pelos olhos de fotógrafos amadores ou profissionais das mais diversas regiões da Grande São Paulo. É uma parceria da Folha.com e a International Center for Journalists.
 
 


No mês das crianças, a Spcine promove exibições gratuitas de filmes infantis em 20 unidades do CEU (Centro de Educação Unificado) e três centros culturais da capital.

A programação da Sessão CineMinha – Filmes para crianças (e adultos) acontece sempre aos domingos, de 11 de outubro a 15 de novembro. A mostra reúne longas nacionais e franceses, com histórias que destacam a diversidade cultural.

Entre os filmes, estão a animação “O Menino e o Mundo”, do cineasta Alê Abreu, premiada em diversos festivais pelo mundo; “As Aventuras do Avião Vermelho”, uma adaptação do livro homônimo de Érico Veríssimo; e “Zarafa”, produção franco-belga sobre as aventuras de um menino e uma girafa numa viagem de Sudão a Paris.

O projeto é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Circuito Municipal de Cultura, e tem o apoio do programa São Paulo Carinhosa. A curadoria tem a assinatura do Núcleo de Programadores, que inclui representantes da Spcine, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e Bibliotecas Municipais.

Na programação:

'As Aventuras do Avião Vermelho', animação de Frederico Pinto e José Maia.

Fernandinho acabou de perder a mãe e seu pai não sabe como confortá-lo. Um dia, ele dá ao filho um livro que marcou sua infância, sobre um capitão que está preso num lugar muito perigoso. Mergulhado na história, Fernandinho se imagina subindo no avião vermelho e indo resgatar o capitão. O filme é baseado no livro homônimo de Érico Veríssimo.

Classificação Indicativa: Livre

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=XJp2oHKAhUM

'O Segredo dos Diamantes', de Helvécio Ratton.

Com Matheus Abreu, Rachel Pimentel, Alberto Gouvea

Ângelo é um garoto de 14 anos que descobre uma antiga lenda sobre diamantes perdidos e parte em busca desse tesouro para salvar a vida do pai. Para isso, ele e seus amigos, Júlia e Carlinhos, terão que decifrar o enigma e vencer a perseguição do vilão Silvério, que também sabe do tesouro e não vai desistir até encontrá-lo.

Classificação Indicativa: 10 anos

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=TXfnpxxhoeM

'O Menino e o Mundo', animação de Alê Abreu.

Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Uma inusitada animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.

Classificação Indicativa: Livre

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=6lFP8FVUwK8

C
onfira os locais e horários
https://spcine.wordpress.com/

 


O Masp vai receber entre os dias 23 e 25 de outubro o espetáculo de dança Koan, quarta apresentação do grupo Chega de Saudade, sob a direção do bailarino e coreógrafo Rubens Oliveira e do jornalista e psicanalista Sergio Ignacio, formados por Ivaldo Bertazzo, professor e coreógrafo conhecido pelo Método da Reeducação do Movimento.

A apresentação será composta por 30 bailarinos não profissionais. São pessoas comuns entre 21 e 53 anos que não seguem necessariamente o estereótipo de um bailarino; são indivíduos de estatura alta e baixa, acima ou abaixo do peso ideal, de diferentes características físicas e sociais. Porém, todos têm em comum o fato de terem encontrado na dança sua própria e pessoal forma de expressão e, por vezes, de superação. Com essas características, a montagem gera no espectador o estado de verossimilhança, uma vez que a plateia se sente representada no palco.

Na oficina de criação, além dos jovens brasileiros, há a presença de representantes de diferentes países que estão em processo de intercâmbio no Arrastão e farão parte do processo. Além disso, o figurino foi desenhado por Juarez Puig e está sendo desenvolvido junto com as costureiras do Arrastão.

Já a trilha será original e criada pela banda AcidTree. A criação das músicas teve seu início em junho e conta com a participação de seis músicos dirigidos pelo vocalista da banda Ed Marsen e pelos diretores do espetáculo.

O tema do espetáculo surgiu da ideia de estimular e resgatar passagens, símbolos e significados que permeiam a vida do homem, especialmente na relação que o indivíduo tem ao interpretar os fatos que cercam o cotidiano das pessoas através das experiências adquiridas em rituais ordinários e extraordinários durante a vida humana. Neste sentido, KOAN apresenta de maneira simbólica, o olhar, as sensações e o sentido interno que conduz o homem para uma interpretação e respectivo aprendizado.

Além de Koan, o grupo Chega de Saudade já trabalhou com três outros espetáculos que foram sucesso de público: Projeto Carretel (2012), Projeto Grão (2013) e Projeto Correm as cidades pelos quatro cantos do mundo (2014).

 

Serviço:

Teatro Masp, Avenida Paulista 1.578 – São Paulo.
Dias  23, 24 e 25* de outubro ( 21h e *domingo às 20h)
R$ 50,00 – R$ 25,00 meia entrada.
Livre.

Com informações da Agenda! B da Revista Brasileiros.

 

 
Com o tema 'Panoramas do Sul', terá início, hoje, 8 de outubro a 19ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc_VideoBrasil. Dividido em três grandes exposições, com trabalhos de 62 artistas, provenientes de 27 países, o festival será realizado em São Paulo até 6 de dezembro no Sesc Pompeia, no Paço das Artes e em um novo espaço expositivo, o Galpão VB, edificação com 800 m2 instalada na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital paulista, que passará a sediar a Associação Cultural Videobrasil.
 
Galpão VB - Foto: reprodução do site oficial.
 

Com curadoria-geral de Solange Farkas, criadora do evento anual, nesta edição o festival foi concebido em parceria com os curadores-associados brasileiros Bernardo José de Souza, Bitu Cassundé, Júlia Rebouças e o português João Laia. Convidados pela comissão de curadores, os artistas Abdoulaye Konaté (Mali), Gabriel Arantes (Portugal), Yto Barrada (Marrocos/França) e Sonia Gomes e Rodrigo Matheus (Brasil) terão trabalhos reunidos na mostra coletiva Panoramas do Sul/Artistas Convidados, que será realizada no Galpão do Sesc Pompeia.

Com foco na produção do Hemisfério Sul, as obras reunidas nessa mostra terão em comum a exploração de temas de caráter geopolítico da região, como a formação da identidade, os impactos do imperialismo e do colonialismo, a relação entre cultura e natureza e a transposição de produções artesanais para o contexto da arte contemporânea.

Nas áreas de convivência do Sesc Pompeia também será realizada a mostra Panoramas do Sul/Obras Selecionadas. A coletiva reunirá trabalhos de 53 artistas e coletivos selecionados por meio de edital. Com expografia do arquiteto André Vainer, o espaço foi especialmente criado para provocar e cooptar o público alheio ao festival. Nos corredores externos e internos, estarão expostas obras que propõem reflexões sobre temas como pertencimento, diáspora e a dimensão humana perante a magnitude da natureza. O Teatro do Sesc Pompeia será palco do Programa de Filmes, performances e uma seleção de trabalhos do artista norte-americano radicado em Portugal Gabriel Abrantes.

As atividades multidisciplinares do Galpão VB terão início com a exposição Panoramas do Sul/Projetos Comissionados, que reunirá obras inéditas do malinês Abdoulaye Konaté feitas especialmente para o festival. A programação inaugural do novo espaço também inclui laboratórios, programas de processos criativos e ativações permanentes de obras do Acervo Videobrasil. No decorrer do festival, o Galpão VB acolherá trabalhos do colombiano Carlos Monroy, do brasileiro Cristiano Lenhardt, da queniana Keli-Safia Maksud e do taiwanês Ting-Ting Cheng.

No Paço das Artes, será realizada a paralela Quem Nasce Pra Aventura Não Toma Outro Rumo. Com curadoria de Diego Matos, que é coordenador do Arquivo e Pesquisa da Associação Cultural ­Videobrasil, a mostra reunirá trabalhos produzidos entre 1978 e 2012 por 17 artistas. São obras de brasileiros, como Marcelo Gomes, Karim Aïnouz, Carlos Nader e Cao Guimaraes, e expoentes estrangeiros da videoarte, como o peruano Gabriel Acevedo Velarde, o argelino Malek Bensamil e a chilena Claudia Aravena.

O festival também promoverá programas públicos, como oficinas, um seminário e conversas com curadores, artistas e pesquisadores. Nos três espaços de realização estarão disponíveis a chamada Zona de Reflexão, central multimídia que permitirá acesso às publicações da parceria entre o Videobrasil e o Sesc e conteúdo digital complementar do festival, como o Canal VC e a Videoteca, com mais de 1,5 mil obras do acervo do Videobrasil.

Serviço
19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo – SP.
De 6 de outubro a 6 de dezembro.
Sesc Pompeia. Telefone: 3871-7700
sescsp.org.br/pompeia

Marcelo Pinheiro na Revista Brasileiros.

 
A dura poesia das esquinas de São Paulo, imortalizada em 1978 nas palavras de Caetano Veloso, é o motor da arte de Ângela Leon na exposição 'Guia Fantástico de São Paulo', cujos desenhos originais podem ser vistos na galeria Guayasamín da Casa América de Madrid, até o dia 5 de novembro.
 
A designer madrilenha, que vive há mais de quatro anos na cidade brasileira, pensa em fazer uma segunda edição do projeto editorial que retrata a cidade misturando realidade e ficção. "O Guia nasceu através de crowdfunding e com a ajuda dos paulistas. Há um sentimento coletivo de apropriação dos espaços e um público que está interessado nisto agora ", disse Leon durante a abertura da exposição do Guia, como parte do programa 'América nos Une', na Casa América.
 
"Recomendado para todos que enxergam uma cidade, mas sonham com outra", diz o texto de abertura da exposição. Na verdade, os desenhos de Leon constroem uma imagem diferente da maior metrópole da América do Sul, cuja figura é marcada pelo concreto usado para construir seus edifícios, ruas e avenidas. Em seu trabalho, a designer evoca o lado humano e cultural da cidade ao lembrar, por exemplo, os cinemas que funcionavam nas ruas do centro na década de oitenta, muitos dos quais, hoje, se tornaram igrejas evangélicas.
 
Com a ajuda do arquitecto Miguel Rodriguez , diretor do Basurama Brasil, e o apoio de outros coletivos culturais, o guia poderá saltar dos desenhos para a realidade, através de intervenções artísticas em conhecidos festivais paulistas como os do Baixo Centro e a Virada Cultural. Assim, em uma espécie de realidade mágica, os cidadãos poderão *pendurar balanços no viaduto Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, que também pode ser converter em uma piscina de 10 centímetros de profundidade com a ajuda do arquiteto e artista Luana Geiger, - mesmo que por apenas por 24 horas.
 
León destaca essa colaboração entre artistas como parte do processo de reconquista do espaço público e de dar valor ao cotidiano e às manifestações populares da cidade. Em um dos desenhos se vê uma típica feira de rua de São Paulo, com suas frutas e verduras empilhadas. Essa imagen, que marcou León e Rodríguez, deu início ao projeto Caixa de Som, do coletivo Basurama. Registrado em vídeo e em cartaz na exposição, trata-se de um instrumento que permite que “crianças de 0 a 99 anos” misturem os gritos dos vendedores das feiras, com ritmos populares, como o funk carioca por exemplo.
 
"São Paulo é uma cidade que tem  uma imagem ruim de congestionamentos, poluição... Este trabalho mostra uma visão otimista e quase de um sonho de cidade, não a metrópole que esmaga", disse a conselheira cultural do evento da Embaixada do Brasil em Madrid, Rita Berede Curtis. Como mostra um outro vídeo da exposição, que regista uma intervenção feita no Viaduto do Chá: "A cidade é para brincar."

*Balanços já foram pendurados no Viaduto do Chá, no centro da Capital - foto acima.

Natasha Rodrigues da Silva no El País. Tradução da Redação / São Paulo São.

 

 
Germano Mathias está que é só felicidade. Acaba de sair do estúdio onde gravou dois CDs, alicerçado por músicos que o acompanham há tempos. Aos 81 anos, ainda se diverte como criança. “Entre nós, é só piada”, diz o rei do samba sincopado, o último de sua espécie. Emenda uma história na outra, ri dos próprios chistes e só perde o bom humor quando comenta que os shows estão diminuindo. “Só dão valor aos sertanejos. E nem sertanejos eles são.”

Batizou o novo filho como Sambas de Morro – Inusitado, Peculiar e Sui Generis. “Luizinho 7 Cordas disse que o CD deveria se chamar Fim de Carreira”, gargalha. Define o disco como “estranho, cabalístico e esotérico”. “São sambas que ninguém teria coragem de gravar, só eu.”

No repertório, O Automóvel, O Relógio e A Mulher, “coisas em que a gente não deve depositar muita fé”, apregoa a letra de Mathias, a ecoar um ranço machista que se dilui quando se coloca em perspectiva o autor e sua época, além de se levar em consideração a alta carga de picardia a envolver o personagem.

Em Papo Furado, parceria com José Guimarães, cria o que chama de “embaraço”, uma abreviação das sílabas, quase um trava-língua que canta sem nenhuma dificuldade, enquanto outros tropeçariam feio. “Não me enrolo porque sou o Catedrático do Samba”, esclarece, relembrando o epíteto que Randal Juliano lhe deu no programa Astros do Disco, nos anos 1960. “Quem ouve pensa que eu fumei maconha estragada”, diverte-se.

Em Os Vidrados, outra parceria com Guimarães, o último dos malandros mostra que ninguém é chamado assim à toa. Tem de fazer por merecer. Foram anos de boemia, rios de dinheiro gastos em farras sem pensar no amanhã. Passada a juventude, se arrependeu um pouco, mas só um pouco. Na letra, Mathias (“com H de homem e M de macho”) descreve um casal que se deleita, cada um de uma janela no prédio, antecipando o momento em que estarão juntos. “Tem conotação pornográfica no final. No show eu imito os gestos”, informa, às gargalhadas.

O CD traz ainda Serenata Chinesa, de Braguinha, e Na China, marchinha de Haroldo Lobo e Milton Oliveira. “Estava tudo no meu baú. Muitos desses sambas antigos refletem o que está acontecendo hoje.” É batucada da boa, “o batuque é de samba tradição”, esclarece, para que ninguém ouse confundir com certos pagodes de batida intercalada. “São harmonias bonitas, que crescem no acompanhamento.” Na cozinha azeitada estão bambas como Luizinho 7 Cordas, Allan Abadia (trombone), Rodrigo (cavaquinho e banjo) e percussão comandada por Marcelo Barro, filho de Osvaldinho da Cuíca, que dispensa apresentações.

O CD Forrós Pé de Serra reúne clássicos do gênero compostos por Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda e Zito Borborema. “Está bem gravado e tem até ponto de umbanda pra macumbeiro. Posei pra foto com chapéu de cangaceiro e óculos pra ficar parecido com Lampião. Gostei demais de gravar.”

Ansioso pelo lançamento de Sambas de Morro, marcado para 18 de dezembro, no Sesc Belenzinho, adianta que na foto da capa do CD aparece “como um malandro, com braços abertos e gritando feito um filho da puta, muito doidão”. Metralhadora giratória, conta que dia desses Yvone, sua mulher, ameaçou lhe dar com o chinelo na cara. Só porque está seguindo à risca as recomendações do ministro da Fazenda sobre como proceder em fase de austeridade: “Ele lançou um pacote de maldades. Mandou apertar o cinto. A Yvone pediu 50 reais, eu disse 40?, por que 30?, 20 é muito, leva 10 e me traz o troco!”.

Ana Ferraz em Carta Capital.

 
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