'É Tudo Verdade': Festival de documentários exibe gratuitamente mais de 50 títulos - São Paulo São

É Tudo Verdade chega à sua 23ª edição neste ano. Criado pelo crítico Amir Labaki, o mais importante festival de documentários do Brasil acontece entre os próximos dias 11 e 22 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro, reunindo os principais documentários do ano – nacionais e internacionais.

A mostra apresentará 55 filmes, entre longas e curtas. Sete deles são dirigidos por mulheres. Um dos principais destaques da programação é Auto de Resistência, de Natasha Néri e Lula Carvalho.

O filme, ainda inédito no Brasil, mostra um panorama contemporâneo de homicídios praticados pela polícia contra civis no Rio de Janeiro em situações inicialmente rotuladas como legítima defesa.

Além deste, os demais filmes dirigidos por mulheres e que estarão em destaque na programação do evento são: Carvana, de Lulu Corrêa (Brasil); O Processo, de Maria Augusta Ramos (Brasil); As Crianças da Rua Saint-Maur, de Paris Xe (França); 500 anos, de Pamela Yates (Estados Unidos); Amor É Batatas, de Aliona van der Horst (Holanda); Naila e o Levante, de Julia Bacha (Palestina);

Para saber dias, horários de exibição e detalhes dos filmes, é só visitar a página oficial do evento clicando aqui.

Homenageada

A americana Pamela Yates (direita) será a grande homenageada desta edição do festival. Copyright © 2017 by Cineaste Magazine.A americana Pamela Yates (direita) será a grande homenageada desta edição do festival. Copyright © 2017 by Cineaste Magazine.

A documentarista americana Pamela Yates, com trabalhos ligados aos direitos humanos e América Latina, virá ao Brasil para encontros com o público nas duas cidades – dia 14, às 18 horas, no Instituto Moreira Salles (Rio de Janeiro) e dia 18, às 15 horas, no Sesc 24 de maio (São Paulo).

O É Tudo Verdade vai apresentar também a chamada Trilogia Guatemalteca, feito pela diretora ao longo de 35 anos: Quando as Montanhas Tremem (1983), Granito (2011) e 500 Anos (2017).

Documentários de diretoras online

A programação inclui também uma mostra online, que vai apresentar ao público trabalhos de cineastas brasileiras que participaram de edições interiores do festival. Cinco filmes estarão disponíveis no site do Itaú Cultural de 17 a 22 de abril.

São eles: Os Melhores Anos de Nossas Vidas, de Andrea Pasquini; Aboio, de Marília Rocha; Carmem Miranda, Banana Is My Business (2014), de Helena Solberg; Dona Helena (2006), de Tatiana Toffoli; Domingos (2008), de Maria Ribeiro.

Cinema nacional

Cena de “Adoniran – Meu Nome É João Rubinato” filme de Pedro Serrano. Foto: Divulgação.Cena de “Adoniran – Meu Nome É João Rubinato” filme de Pedro Serrano. Foto: Divulgação.

Os títulos nacionais ganham presença ainda mais acentuada na 23ª edição do É Tudo Verdade, com a exibição de “Adoniran – Meu Nome É João Rubinato”, em sessão para convidados.

Este ano, o Festival Internacional de Documentários fortaleceu sua competição brasileira de longas-metragens, com 7 títulos na disputa. Além disso, outros 3 filmes assinados por brasileiros estão entre os 12 selecionados para a disputa internacional.

“A safra brasileira está particularmente muito forte. Fico muito feliz de poder apresentar um número maior de documentários brasileiros que no ano passado e um número recorde de brasileiros na competição internacional. Isso é um sintoma da abertura de cineastas brasileiros para temas internacionais”, diz o diretor do festival, Amir Labaki.

Segundo ele, os filmes da seleção podem ser agrupados em três eixos principais: um que vincula passado com o tempo atual, outro que responde ao calor do presente e mais um em torno de experiências cinematográficas.

"O Processo", sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff exibido no Festival de Berlim. Cartaz / Divulgação."O Processo", sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff exibido no Festival de Berlim. Cartaz / Divulgação.

O tom político do evento está em filmes como “Filmmakers Unite”, no qual cineastas independentes manifestam seus pensamentos sobre a atual situação dos EUA, e “O Processo”, a ser exibido em sessão especial, no qual Maria Augusta retrata o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Já o “calor da hora” pode ser visto em “The Cleaners”, sobre equipes especializadas em apagar rastros das pessoas na internet.

O IMS e o Sesc 24 de maio passam a integrar o circuito de exibição, que conta ainda com o CCSP e o Itaú Cultural até o dia 22. Todas as sessões são gratuitas.

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Da Redação, com informações É Tudo Verdade

 



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