Rio e São Paulo recebem o Festival Anima Mundi 2019 que exibe mais de 300 filmes de 40 países - São Paulo São

"Dimitri et la drôle de surprise" - animação francesa, belga e suíça de Agnès Lecreux é uma das 400 que participarão do festival. Imagem: Divulgação"Dimitri et la drôle de surprise" - animação francesa, belga e suíça de Agnès Lecreux é uma das 400 que participarão do festival. Imagem: Divulgação

“É tudo ou nada e vocês têm 45 dias”. Esse foi o prazo que a organização do maior festival de animação da América Latina, o Anima Mundi, teve para conseguir bater a meta de 400 mil reais de um financiamento coletivo e garantir a realização da 27ª edição do evento.

Ao todo serão dez dias de festival, com início nesta quarta-feira (17) até o próximo domingo (21), no Rio de Janeiro. Depois, no dia 24, ele desembarca em São Paulo, onde terá programação até o dia 28. Haverá programações gratuitas e outras pagas, que variam de 5 reais a 18 reais.

O curto tempo para colocar o evento de pé foi consequência de um revés determinante: depois de duas décadas, a Petrobras, principal patrocinadora do Anima Mundi, anunciou em abril que estava revendo seus contratos e neste ano não iria financiar o festival. Na edição do ano passado, a estatal investiu 700 mil reais no evento.

Além da Petrobras, a organização recebeu também a negativa de investimento de mais de 200 empresas privadas, o que aprofundou a necessidade de apoio público para garantir a manutenção do festival.

"Gildo: boas maneiras" - dirigido por Thomate, animação paulista é um dos destaques do festival. Imagem: Divulgação."Gildo: boas maneiras" - dirigido por Thomate, animação paulista é um dos destaques do festival. Imagem: Divulgação.

“Já estava em nossos planos o financiamento coletivo, mas não nesse formato. Estávamos desenhando uma colaboração para possibilitar a criação de um clube da animação para aproximar e engajar nosso público ao longo do ano com outras ações”, diz Fernanda Cintra, diretora executiva do evento, que elaborou as principais estratégias para o financiamento.

Em suas quase três décadas de história, o Anima Mundi foi responsável por revelar alguns dos maiores nomes da animação nacional, como Carlos Saldanha (“A Era do Gelo” e “Rio”) e Alê Abreu (“O menino e o mundo”). 

Neste ano, a expectativa é que sejam exibidos mais de 300 filmes de artistas de 40 países diferentes. Só do Brasil, serão 100 produções. Segundo Fernanda Cintra, o festival foi levantado em dez dias e contou com uma equipe 70% menor do que em outras edições. “Estamos muito felizes com o resultado”, relata.

Mostras

Invisible de Miyazaki: animação será exibida pela primeira vez durante o Anima Mundi. Imagem /Reprodução)Invisible de Miyazaki: animação será exibida pela primeira vez durante o Anima Mundi. Imagem /Reprodução)

Nesta edição do festival, 186 filmes participarão das oito mostras competitivas: "Curtas" (79 filmes), "Curtas-metragens documentário" (6), "Curtas infantis" (33), "Galeria" (19 filmes experimentais), "Portfólio" (26 filmes publicitários ou feitos sob encomenda), "Longa- metragem" (4), "Longa-metragem infantil" (4) e "Realidade virtual" (15).

Já as mostras não competitivas vão reunir 116 filmes nas categorias "Panorama Internacional" (27 curtas internacionais que apresentam diversas tendências dentro da animação), "Animação em curso" (36 trabalhos finais das melhores escolas de animação do mundo), "Olho neles!" (24 curtas nacionais que merecem atenção) e "Futuro animador" (29 filmes que utilizam as linguagens da animação para experiências educativas).

Temas variados

A intensa relação entre um filho e um pai é explorada em "Pappa", dos noruegueses Atle S. Blakseth e Einar Dunsæd. Imagem: DivulgaçãoA intensa relação entre um filho e um pai é explorada em "Pappa", dos noruegueses Atle S. Blakseth e Einar Dunsæd. Imagem: Divulgação

Os filmes que serão apresentados no Anima Mundi utilizam várias técnicas de animação e discutem questões existenciais, como o amor e a morte; temas sociais, como a violência, o racismo e o abuso infantil; e situações contemporâneas, como a conectividade e questões de gênero.

Na programação infantil, curtas e longas vão discutir assuntos como a superação dos medos, a importância de se fazer escolhas e ser você mesmo, o desenvolvimento sexual, a amizade e a poluição.

Oficinas de massinha também fazem parte da programação, além da exibição especial de "Playmobil - O Filme", de Lino DiSalvo – o artista já trabalhou em animações de sucesso como “Frozen - Uma Aventura Congelante” e “Enrolados”.

A programação ainda inclui as oficinas do Estúdio Aberto e o Papo Animado, que este ano conta com a presença de Fernando Miller, diretor de "Calango Lengo - Morte e Vida Sem Ver Água".

A produção francesa "Le prince serpent", de Fabrice Luang-Vija e Anna Khmelevskaya. Imagem: DivulgaçãoA produção francesa "Le prince serpent", de Fabrice Luang-Vija e Anna Khmelevskaya. Imagem: Divulgação

Quem visitar a mostra e tiver um projeto de animação original poderá participar de um laboratório intensivo de séries e concorrer a uma consultoria da Boutique Filmes.

Oscar e oficinas

A edição 2018 do Anima Mundi movimentou R$ 26,8 milhões e gerou R$ 2,6 milhões em impostos, com um público estimado de 50 mil pessoas. Desde sua criação, em 1993, o festival já exibiu mais de 10 mil filmes de animação feitos em vários países.

Concorrentes ao Oscar também costumam frequentar o evento.

"Desde 2012, o festival é qualificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos e o curta-metragem vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é elegível para participar das seleções de disputa do Oscar. Este ano, 'Animal behaviour', de David Fine, ganhador do Grande Prêmio Anima Mundi de 2018, concorreu ao Oscar de melhor curta-metragem de animação", disse Magalhães.

Serviço

"Poustet draka", produção da República Tcheca, Eslováquia e Polônia, dirigida por Martin Smatana. Imagem: Divulgação"Poustet draka", produção da República Tcheca, Eslováquia e Polônia, dirigida por Martin Smatana. Imagem: Divulgação

Anima Mundi 2019

Período: de 17 de julho a 21 de julho.
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB - Rio).

Período: 24 e 28 de julho no 
Local: Itaú Cultural.

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Com informações da Exame e G1.



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