Exposição 'Selenograma Lua Tempo Design' nos leva para uma viagem gráfica por calendários lunares minimalistas - São Paulo São

Com curadoria da designer Mari Pini, mostra apresenta ao público diversos olhares sobre o único satélite natural da Terra. Foto: Divulgação.Com curadoria da designer Mari Pini, mostra apresenta ao público diversos olhares sobre o único satélite natural da Terra. Foto: Divulgação.

No dia 19 de julho de 2019, véspera da data que marca o 50º aniversário da primeira vez que o homem andou sobre a Lua, o Sesc Santo André inaugura a exposição Selenograma Lua Tempo Design, com curadoria da designer Mari Pini. A mostra, que ocupa a Galeria da unidade até novembro, se divide em diversas frentes e reflete sobre as influências lunares nos mais diferentes campos do conhecimento.  Durante todo o período de visitação, a exposição também conta com visitas mediadas e agendamentos de grupos.

Selenograma Lua Tempo Design nos leva para uma viagem gráfica por calendários lunares minimalistas editados anualmente por Mari Pini desde 1977, trabalho que captou 15.340 luas em suas trajetórias ao longo de sucessivas noites até os dias atuais. Além da ocupação na Galeria, o Gramado do Sesc Santo André recebe A Grande Lua, intervenção iluminada que representará as diferentes fases da Lua ao longo dos próximos meses.

No dia da abertura, às 19h, Lorena Pipa realiza a performance Lunares. O corpo luminoso forma desenhos no espaço à medida  que se movimenta. Se encontra com uma roda composta por 28 luas, que representam o tempo cíclico lunar. Ainda fazendo parte da exposição, A Voz da Lua, vídeo com concepção da curadora Mari Pini, direção e produção da Bijari, tem como base um longo sobrevoo sobre a Lua, captada pela Sonda Espacial Kaguya do Japão, com imagens lentas sobre sua superfície. Painel Lua Tempo que será exibido na exposição. Imagem: Divulgação.Painel Lua Tempo que será exibido na exposição. Imagem: Divulgação.

Durante o final de semana, o Sesc Santo André promove a oficina Moda e estilo: Qual o seu estilo?, com Wellington Mendes, e apresenta a contação de histórias Lua, luar, me ensina a te olhar, com Cia. Clara Rosa. 

Para a curadora, a mostra elenca “a Lua como objeto de multiplicidade de projeções do homem, observação, contemplação, estudos, inspiração, imaginação, desejo, conquista. Recria o universo lunar através de um ambiente cenográfico com percurso multifacetado com abordagem científica, astronáutica, poética e simbólica, apoiado no trabalho visual e de ampla pesquisa”. 

No painel expositivo Antigos Artefatos do Tempo, a exposição traz uma série de calendários produzidos ao longo dos milênios, com destaque para os diferentes diagramas do tempo baseados em cálculos matemáticos e astrológicos que se apoiam nos ciclos da Lua. Cada cultura representou a medida do tempo apoiada em suas crenças e de acordo com os movimentos dos astros no céu. 

Apesar de ser chamada única e popularmente de “Lua”, nosso satélite natural tem nome próprio: Selene. O nome dado pelos gregos faz homenagem ao culto da deusa iluminada, que representa feminilidade, fecundidade, fertilidade e tudo que é ligado ao feminino. 

Módulo lunar da Apollo XI se aproxima da Lua em 1969 levando Neil Armstrong e Edwin Aldrin. Foto: NASA.Módulo lunar da Apollo XI se aproxima da Lua em 1969 levando Neil Armstrong e Edwin Aldrin. Foto: NASA.

No lado da razão e da ciência, a Lua é único corpo celeste já alcançado pela presença da humanidade. O astro, que está a meros 380.400 km de distância da Terra, se tornou o emblema da disputa entre EUA e a antiga URSS durante a Guerra Fria. Do lado russo, o Sputnik, primeiro satélite artificial, lançado em 1958, e a viagem de Iuri Gagarin, primeiro homem a viajar pelo espaço, em 1962, impulsionaram forte investimento financeiro e tecnológico dos americanos. Após as novidades dos russos, o ex-presidente John F. Kennedy lançou o desafio de “enviar homens à Lua e retorná-los a salvo até o fim da década”. Como resultado, as missões do Programa Apollo levaram Neil Armstrong e Edwin Aldrin a serem os primeiros homens a pisarem em solo lunar, em 1969. Depois deles, mais dez homens pisariam na Lua até hoje.

A partir de sua pesquisa, Mari Pini nos convida a refletir sobre o que esses feitos nos referenciam atualmente: como a conquista do território lunar nos aproximou do objeto?  Como a ciência avançou em seus propósitos? Quais conhecimentos se renovaram em relação ao nosso satélite natural? Com essas e outras questões, Selenograma Lua Tempo Design aproxima o público de medidas do tempo, as fases da Lua e sua relação com homem, a percepção dos fenômenos lunares e um mergulho no imaginário simbólico evocado pela Lua durante toda a história da humanidade.

Serviço

Selenograma Lua Tempo Design
Curadoria: Mari Pini.
Abertura dia 19 de julho, às 19h.
20 de julho a 17 de novembro de 2019.
Sesc Santo André - R. Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar, Santo André - SP.
Terça a sexta, das 10h às 22h.
Sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h.
Grátis.
Atendimento a grupos com visita mediada às terças, quartas e sextas (estudantes, professores, empresas e instituições) pelo email: [email protected]

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Com informações do Sesc.

 



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