Novas exposições do Masp resgatam mulheres esquecidas pela história - São Paulo São

Depois de bater seu recorde de público com a exposição “Tarsila Popular” — com impressionantes 402 mil visitantes em três meses de mostra —, as mulheres continuam em pauta com as duas novas exposições. Ambas que ficam em cartaz até 19 de novembro.

Histórias das mulheres, histórias feministas é o eixo curatorial que guia o museu em 2019 e que pauta as exposições individuais, oficinas, seminários, cursos, palestras e uma mostra coletiva. Mas, neste ano, pela primeira vez, o eixo será tema de duas exposições paralelas.  

A mostra “Histórias das mulheres: artistas antes de 1900” traz narrativas reais, ficcionais, pessoais e documentais de mulheres artistas de diversos países que viveram até o final do século 19, com obras que trazem uma perspectiva das desigualdades entre homens e mulheres. Além de pinturas, uma série de têxteis também vão integrar a mostra. 

“O fato de essas obras se encontrarem, em sua maior parte, guardadas nas reservas dos museus diz muito sobre as políticas desiguais e de subalternidade existentes no interior do mundo e do sistema das artes, dominados por figuras masculinas, em todas as instâncias”, destaca Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias e narrativas do Masp que assina a curadoria da exposição junto de Mariana Leme, curadora assistente do Masp e Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea do museu.

"Portrait of a Lady”, Angelica Kauffmann, cerca de 1775. Imagem: Tate, London 2019 / Divulgação."Portrait of a Lady”, Angelica Kauffmann, cerca de 1775. Imagem: Tate, London 2019 / Divulgação.

Já a segunda exposição trabalha com a era pós anos 2000. A mostra “Histórias feministas: artistas depois de 2000” serve como um contraponto à “História das Mulheres”, mostrando o que há de mais novo elaborado por elas. No contexto contemporâneo, em que as pluralidades ganham força dentro do feminismo, a mostra busca abarcar essa intersecção, trazendo temáticas como classe, raça, etnia, geração, região, sexualidade e corporalidade.

“Admiring Polvo de Gallina Negra, Mistresses of Feminist Art”, Kaj Osteroth & Lydia Hamann, 2016. Imagem: Smina Bluth/Divulgação.“Admiring Polvo de Gallina Negra, Mistresses of Feminist Art”, Kaj Osteroth & Lydia Hamann, 2016. Imagem: Smina Bluth/Divulgação.

“A ideia não é mapear a produção de artistas a partir de um recorte geracional, mas entender como os feminismos vêm sendo utilizados como ferramentas para desmantelar narrativas e transformar a maneira como algumas histórias vêm sendo escritas. A mostra reúne artistas que têm e não têm o feminismo como questão central de sua obra, mas que, de alguma maneira, abordam assuntos urgentes a partir de perspectivas feministas”, esclarece Isabella Rjeille, curadora da exposição.

Giulia Andreani (1985) na exposição “Histórias Feministas – Artistas depois de 2000.” Foto: Divulgação.Giulia Andreani (1985) na exposição “Histórias Feministas – Artistas depois de 2000.” Foto: Divulgação.

Serviço

Exposições “Histórias das mulheres: artistas antes de 1900” e “Histórias feministas: artistas depois de 2000”.
De 23 de agosto a 17 de novembro de 2019.
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo.
De quarta a domingo, das 10h às 18h; gratuito nas terças-feiras.
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada).

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Com informações do MASP.



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