'Conversas na Praça - o urbanismo de Jorge Wilheim' para cidades mais humanas e sustentáveis - São Paulo São

Exposição recupera o legado de um dos grandes nomes da arquitetura e do urbanismo no país e convida o público à reflexão sobre cidades mais humanas, justas e sustentáveis. Foto: Acervo Jorge Wilheim.Exposição recupera o legado de um dos grandes nomes da arquitetura e do urbanismo no país e convida o público à reflexão sobre cidades mais humanas, justas e sustentáveis. Foto: Acervo Jorge Wilheim.

Quem vive em São Paulo ou já visitou a cidade, certamente conhece o Vale do Anhangabaú, o Pátio do Colégio ou o centro de eventos Anhembi. Além de cartões-postais, que representam a grandeza e a importância histórica da metrólope, esses lugares tem em comum um nome: Jorge Wilheim (1928 - 2014), arquiteto e urbanista responsável pela reurbanização (Anhangabaú e Pátio do Colégio) e construção (Anhembi) destes símbolos paulistanos.

Em uma realização do Sesc São Paulo, que busca colaborar na construção de sociedades cujos cidadãos sejam cônscios da importância de seu papel no tecido social e, assim, participantes atentos ao meio em que vivem, a partir do dia 19 setembro, na unidade Consolação, o público poderá se aprofundar na vida e obra de Wilheim, desde sua saída precoce da Itália, por conta da Segunda Guerra, até a carreira como arquiteto, urbanista e gestor público, onde desenvolveu e aplicou importantes modelos de planejamento e urbanização em mais de 20 cidades brasileiras.

Vale do Anhangabaú, projeto de Jorge Wilheim. Foto: Bruno Niz.Vale do Anhangabaú, projeto de Jorge Wilheim. Foto: Bruno Niz.

A expografia, assinada por Pedro Mendes da Rocha, transformará o Espaço de Convivência da unidade numa praça, onde as pessoas poderão interagir com o conteúdo exposto, além de dialogarem sobre a importância de espaços públicos que acolham os habitantes das pequenas e grandes cidades. Nesse contexto, Conversas na Praça nasce de um último desejo/projeto de Jorge Wilheim: um banco, localizado em alguma praça da cidade de São Paulo, onde ele pudesse sentar com seus livros, seus desenhos, seus pensamentos e com os jovens, para conversarem horas a fio sobre suas vidas e locais que habitam.

O material expositivo, composto por desenhos técnicos, croquis, fotografias, vídeos e arquivos sonoros - pertencente à família Wilheim e reunido pelo curador Guilherme Wisnik - apresenta as principais obras e projetos do urbanista: o Parque Anhembi, a cidade de Angélica no Mato Grosso do Sul, a reconfiguração do Pátio do Colégio, o calçadão da Rua Augusta, os planos diretores das cidades de Curitiba e Joinville e a reurbanização do Vale do Anhangabaú - espaço que nos últimos meses encontra-se no centro do debate paulistano.

Praça em Curitiba. Foto: Guilherme Pupo.Praça em Curitiba. Foto: Guilherme Pupo.

Apesar de todo “caráter técnico” que o material evidencia, a exposição busca aproximar o público leigo de conceitos importantes para uma cidade cada vez mais habitável, já que Jorge Wilheim sempre esteve atento e interessado às mudanças da sociedade no tempo em que viveu, buscando fontes de energias alternativas, soluções para as novas formas de trabalho autônomo e flexível, e caminhos para a participação da sociedade na política.

No prefácio do livro “JW – A Obra Pública de Jorge Wilheim”, Manuel Castells, importante sociólogo espanhol e amigo íntimo de Wilheim, afirma que o arquiteto e urbanista se inspirava no modelo de Leonardo da Vinci, onde seu projeto maior, por meio de sua obra, era o de contribuir para o surgimento de um novo Renascimento, onde mentes e artes, música e políticas públicas, converjissem para dar à luz à promessa de uma civilização urbana de caráter humanista, eliminando principalmente a pobreza e a degradação ambiental.

Croqui da nova Rua Augusta. Imagem: Acervo Jorge Wilheim.Croqui da nova Rua Augusta. Imagem: Acervo Jorge Wilheim.

Portanto, não se trata apenas de uma mostra sobre arquitetura e urbanismo, mas sim de um espaço ambientado para a discussão de uma cidade mais humana, mais acolhedora, onde seus cidadãos tenham prazer em ocupar os espaços públicos, transitando com maior facilidade, em contato constante com ambientes mais verdes e seguros, promovendo a qualidade de vida e o bem-estar da população.

Serviço

Auditório Elis Regina do Parque Anhembi. Foto: acervo Jorge Wilheim.Auditório Elis Regina do Parque Anhembi. Foto: acervo Jorge Wilheim.

Exposição “Conversas na Praça – o urbanismo de Jorge Wilheim”
Com curadoria de Guilherme Wisnik.
Abertura: 19/9, quinta-feira, às 20h.
Visitação: 20/9 a 14/12, de segunda a sexta, das 10h30 às 21h30; e aos sábados e feriados, das 10h30 às 18h30.
Local: Sesc Consolação | Área de Convivência.
Ingressos: Grátis.
Classificação etária: Livre.
Para visitas agendadas de grupos, entrar em contato no endereço: [email protected]

Galeria Ouro Velho. Foto: Nelson Kon.Galeria Ouro Velho. Foto: Nelson Kon.

Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo.
Informações: (11) 3234-3000.
Transporte Público: Estação Mackenzie do Metrô – Linha 4 – Amarela.

Facebook, Twitter e Instagram: /sescconcolacao.

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Com informações do Sesc Consolação. Edição: São Paulo São.



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