43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece em cinemas, espaços culturais, museus e ao ar livre - São Paulo São

Começou ontem (17) a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A edição deste ano vai até o dia 30 de outubro com cerca de 300 filmes na programação. A realização em si foi um desafio; fim de patrocínios do governo federal acendeu o alerta da curadoria.

Neste ano, a edição é menor que a do ano passado, quando teve mais de 330 títulos. Desta vez, a Mostra exibirá os filmes em cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo projeções gratuitas e ao ar livre.

A edição deste ano exibirá 63 filmes nacionais. Entre eles, o de maior destaque é "A vida invisível", Karim Aïnouz,escolhido para tentar indicação ao Oscar de Filme Internacional e vencedor da mostra Um certo olhar do Festival de Cannes.

"Babenco - Alguém tem que ouvir a voz do coração", filme de Bárbara Paz sobre o cineasta Hector Babenco, também merece destaque. O longa levou o Prêmio da Crítica Independente durante a 76ª edição do Festival de Veneza. Ambos serão exibidos na sessão Apresentação especial. "O Juízo",suspense sobrenatural de Andrucha Waddington, reúne Fernanda Montenegro, Criolo Lima Duarte e Felipe Camargo.

Estrangeiros premiados

Cena de "Sinônimos", de Nadav Lapid, Urso de Ouro no Festival de Berlim. Foto: Divulgação.Cena de "Sinônimos", de Nadav Lapid, Urso de Ouro no Festival de Berlim. Foto: Divulgação.

O sul-coreano "Parasita", do diretor Bong Joon-ho, venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2019, o principal prêmio da competição. Ele conta a história de uma família de desempregados que vivem em um escuro e sórdido apartamento no subsolo, onde convivem com baratas.

O israelense "Sinônimos", de Nadav Lapid, levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim. A história é sobre um expatriado em Paris que deixou Israel devido à situação política. Foi elogiado por seu tom original, sua reflexão sobre identidade e a interpretação do protagonista, Tom Mercier.

Também vale a pena ver o documentário de drama "Honeyland". Vencedor do Grande Prêmio do Júri na sessão de documentários em Sundance, o filme acompanha a saga da caça a abelhas na Europa

Homenageados

Edgar Ramirez e Penélope Cruz em 'Wasp Network' de Olivier Assayas. Foto: Divulgação.Edgar Ramirez e Penélope Cruz em 'Wasp Network' de Olivier Assayas. Foto: Divulgação.

O francês Olivier Assayas e o israelense Amos Gitai vão receber o prêmio Leon Cakoff. "Wasp Network", de Assayas, abriu sessão para convidados da Mostra nesta quarta (16). O francês foi escolhido por "seu cinema de estética mutável, ao mesmo tempo atento aos sentimentos mais delicados e incômodos dos nossos dias", diz a organização.

Gitai já teve 41 filmes exibidos no evento brasileiro desde 1996. Segundo a organização, será premiado porque "seu olhar único sobre lugares e memória mostram ao público brasileiro os diversos matizes que que existem em um conflito".

O Prêmio Humanidade será entregue ao ator e diretor palestino Elia Suleiman. Na mostra, ele apresenta "O paraíso deve ser aqui", premiado no Festival de Cannes deste ano.

Sessões gratuitas

A curadoria aposta, como já é tradição, em sessões gratuitas e de baixo custo, como as das salas do circuito SPCine e do auditório (interno e externo) do Ibirapuera. Também entra na Mostra o primeiro serviço de streaming público do Brasil, o SPCine Play. Agora, a grande novidade fica por conta das exibições no Theatro Municipal, que se realizam neste fim de semana.

Teatro Municipal

Cena do longa-metragem 'A Vida Invisível', do diretor Karim Aïnouz. Foto: Divulgação.Cena do longa-metragem 'A Vida Invisível', do diretor Karim Aïnouz. Foto: Divulgação.

Serão seis sessões durante esses três dias, todas abertas ao público e de graça. Em cartaz, filmes brasileiros premiados e/ou de grande sucesso de público. Destaque para as estreias e presenças das equipes dos filmes para debate.

Sexta-feira (18):

20h30 – A Vida Invisível, de Karim Aïnouz (2019); estreia; vencedor do prêmio Un Certain Regard (Um certo Olhar) em Cannes; escolhido do Brasil para concorrer ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira; presença confirmada do diretor.

Sábado (19):

16h00 – ABE, de Fernando Grostein Andrade (2018); seleção oficial do Festival de Sundance; protagonizado por Noah Schnapp (Stranger Things)

21h – Três Verões, de Sandra Kogut (2018); exibição especial no Festival de Toronto; protagonizado por Regina Cazé, tem como pano de fundo a operação política da Justiça Lava Jato, sob a ótica de empregados de uma família rica.

Domingo (20):

Hector Babenco dirige 'Pixote' (1980) em cena do documentário premiado de Bárbara Paz. Foto: Divulgação.Hector Babenco dirige 'Pixote' (1980) em cena do documentário premiado de Bárbara Paz. Foto: Divulgação.

16h – Turma da Mônica: Laços (2018), de Daniel Rezende; sessão especial com presença de membros da equipe; grande sucesso de público, superando 1,5 milhão de expectadores.

20h30 – Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou (2019), de Bárbara Paz; premiado como melhor documentário no Festival de Veneza; marca a estreia de Bárbara Paz na direção; trata da vida do grande cineasta brasileiro e argentino Hector Babenco.

Realidade virtual (VR)

Dezenove curtas serão exibidos com a ajuda de óculos de realidade virtual. Presença crescente nos maiores festivais do mundo, não é diferente nesta mostra. As sessões são gratuitas e ocorrem no Cinesesc e no circuito CEU: Aricanduva, Caminho do Mar, Meninos, Vila Atlântica, Jaçanã e ao Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes.

Serviço:


43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: programação completa com os locais de exibição e horários dos filmes.

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Como informações da 43ª Mostra.



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