Mostra 3M de Arte celebra 10ª edição com dez instalações que discutem o coletivo e o urbano - São Paulo São

Com seis artistas convidados e quatro selecionados via edital público, a Mostra acontece no Parque Ibirapuera a partir de 7 de novembro. Projeção 3D do projeto Objeto Horizonte, do Coletivo Foi à Feira. Imagem: Divulgação. Com seis artistas convidados e quatro selecionados via edital público, a Mostra acontece no Parque Ibirapuera a partir de 7 de novembro. Projeção 3D do projeto Objeto Horizonte, do Coletivo Foi à Feira. Imagem: Divulgação.

Neste ano, a Mostra 3M de Arte realiza sua décima edição e escolheu um dos espaços públicos mais importantes da cidade de São Paulo para comemorar: o Parque Ibirapuera. Viabilizada pelo patrocínio da 3M via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Mostra que discute o coletivo e a arte encontrou um desafio: ocupar o espaço público no momento pós isolamento social intensivo. Em um ano que o distanciamento foi - e tem sido - necessário para o restabelecimento do convívio, mais do que nunca a produção artística nacional carece de impulsionamento. A 10ª Mostra 3M de Arte selecionou quatro artistas via edital e seis convidados. Juntos irão ocupar o parque e incentivar reflexões sobre a relação do indivíduo e coletividade na sociedade.

De 7 de novembro a 6 de dezembro, a exposição que conta com a curadoria de Camila Bechelany - também pesquisadora e editora, com foco em arte e política - ocupará o parque, pela primeira vez em sua história, com dez instalações pela extensão da área verde. Acontecendo totalmente ao ar livre, a Mostra promove ressignificação do nosso envolvimento com a arte em um momento em que estar dentro de uma sala de museu se tornou complicado. 

Com a temática “Lugar Comum: travessias e coletividades na cidade” o conceito desenvolvido para a Mostra explora a relação de cada indivíduo como participante ativo e receptivo no meio urbano. A proposta curatorial nos faz refletir que por meio de nossas experiências particulares e coletivas temos papel de agentes transformadores do espaço público. 

Os integrantes do Coletivo Foi à Feira. Foto: Divulgação.Os integrantes do Coletivo Foi à Feira. Foto: Divulgação.

O edital - que teve um papel muito importante no atual momento de crise no mundo cultural - inicialmente previa somente três artistas selecionados, porém devido às circunstâncias vividas pelos artistas e à grande procura, a equipe da Mostra decidiu disponibilizar uma quarta vaga. Sendo assim, os selecionados foram: Maré de Matos (SP), Narciso Rosário (PI), Coletivo Foi à Feira (SP e ES) e a dupla Gabriel Scapinelli e Otávio Monteiro (SP). Os convidados para a Mostra são Camila Sposati (SP), Cinthia Marcelle (MG), Diran Castro (SP), Lenora de Barros (SP), Luiza Crosman (RJ) e Rafael RG (SP). 

Camila Sposati. Foto:Nio Tatewaki.Camila Sposati. Foto:Nio Tatewaki.

Após a chegada da pandemia e suas limitações, tanto as obras quanto a Mostra foram completamente repensadas. “Tivemos momentos de muitas reflexões  durante o processo, tínhamos muitas dúvidas sobre como seria trabalhar em uma montagem e na abertura de uma exposição durante a crise sanitária, e foi preciso reavaliar cada uma das obras até chegar no formato ideal, que levasse em consideração a segurança dos artistas e do público, além de repensar os projetos conceitualmente para que fizessem sentido de existirem num mundo em pandemia.”, conta a curadora Camila Bechelany. 

As obras

“O QUE OUVE”  de Lenora de Barros sendo montado no atelier da artista. Foto: @ledebe / Instagram.“O QUE OUVE” de Lenora de Barros sendo montado no atelier da artista. Foto: @ledebe / Instagram.

O Coletivo Foi à Feira - composto atualmente por Clarissa Ximenes, Gabriel Tye Luís Filipe Pôrto, Matheus Romanelli e Rayza Mucunã -  apresenta o projeto “Objeto Horizonte”. Rafael RG apresenta duas obras: “O Brilho da Liberdade Diante dos Seus Olhos” e “Astral”. Será possível olhar para o céu e vivenciar a obra “O QUE OUVE”  de Lenora de Barros. Através da equação “[terra> tijolo= forno] + farinha x pão” a dupla Gabriel Scapinelli e Otávio Monteiro realizou  um projeto participativo para entender os processos colaborativos envolvidos na arte de se fazer pão. A obra de Narciso Rosário, “Canteiro Suspenso”, traz a discussão de como os cidadãos se relacionam com a produção dos alimentos. “Entre o Mundo e Eu/A caminho de casa” é a obra de Diran Castro que tem objetivo de chamar atenção do público para o processo de gentrificação do Parque Ibirapuera e da cidade de São Paulo. A Mostra, que demonstra um desejo de aguçar sentidos, ressalta a sensorialidade com “Teatro Parque Arqueológico”, obra de Camila Sposati. Cinthia Marcelle fará uma releitura de "Geografia, da série Unus Mundus (São Paulo)", obra feita no Museu da Pampulha em 2004. O futuro, a terra, o solo, o tempo. Temas recorrentes na discussão sobre a vida em  coletividade, potencializados pelas obras, ganham mais um impulso através de “O mundo versus o Planeta”, projeto de Luiza Crossman. Maré de Matos discute a coletividade  por meio de  um espaço construído para que se celebrem as diferenças na sociedade, em “Púlpito Público”.

Serviço

10ª Mostra 3M de Arte.
Tema: “Lugar Comum: travessias e coletividades na cidade”.
Data: 7 de novembro a 6 de dezembro.
Horário do educativo da Mostra 3M de Arte: 10h às 21h.
Local: Parque Ibirapuera.
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.
Grátis.

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Com informações da Agência Lema.

 



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