Primeira edição do 'Voz Festival' une diversas linguagens e abre espaço para os artistas independentes - São Paulo São

Criado para dar espaço a voz dos independentes, evento democrático une arte de diversas linguagens, política social e respeito as diferenças. No set, Luana Hansen e DJ Mozzão. Foto: Wild...Er  Franco.Criado para dar espaço a voz dos independentes, evento democrático une arte de diversas linguagens, política social e respeito as diferenças. No set, Luana Hansen e DJ Mozzão. Foto: Wild...Er Franco.

O Voz Festival – Arte e Diálogo é um grito de liberdade artística e também um chamado para a escuta, por um olhar mais tolerante, representativo, democrático e acolhedor, ampliando a voz de artistas da cena independente, com trajetórias ligadas a luta pelos direitos das pessoas que sofrem racismo, preconceito, discriminação e violência. É, ainda, uma oportunidade de desenvolvimento dos projetos artísticos paralisados pela pandemia, em diversas linguagens: música, literatura, poesias e nomes que vão da multiartista e ativista pelo direito à moradia no MSTC Preta Ferreira à apresentadora do programa de TV Drag Me As A Queen Rita Von Hunty, passando pela produtora e influenciadora digital Dandara Pagu, o cantor e compositor Chico Salem e a ativista contra abusos em meios espirituais Tatiana Badaró, para citar apenas alguns.

Preta Ferreira participa da Mesa “Arte em tempos de censura” no dia 3. Foto: Divulgação. Preta Ferreira participa da Mesa “Arte em tempos de censura” no dia 3. Foto: Divulgação. Embora o nome seja Voz, no singular, no conceito é plural, são vozes, múltiplas, a soma de vozes diversas com ideais comuns, que no fundo buscam o mesmo: ocupar seu espaço de direito como cidadãos, serem respeitados, incluídos na sociedade, felizes, livres para amar e serem amados e para ir e vir. Parece básico, mas estamos cada vez mais distantes deste lugar.

Serão quatro dias – 3, 4, 5 e 6 de março – com uma programação artística de música e poesia, entrelaçada com rodas de conversas reflexivas com profissionais atuantes na filosofia, política, história, teatro e outros. A transmissão será gratuita, ao vivo, através dos canais do festival no YouTube e Facebook, com audiodescrição e posteriormente legendada, ampliando a acessibilidade, provocando reflexões, questionamentos e inspirações, para que possamos compreender melhor as causas das minorias, colaborando para uma sociedade com mais empatia, respeito, espaço e igualdade, como nos assegura a Constituição Brasileira e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Chico Salem e Banda fazem show na abertura do Festival. Foto: José de Holanda.Chico Salem e Banda fazem show na abertura do Festival. Foto: José de Holanda.Em 2020, a produtora Luciana Cacioli idealizou e realizou um evento especial para o lançamento do videoclipe Só que Não, do cantor Chico Salem – realizado com a força coletiva voluntária de entusiastas da democracia de mais de 150 pessoas, entre equipe técnica e artística, com a participação, entre outros, de Arnaldo Antunes e Rita Von Hunty –, ambientado nos últimos acontecimentos da política nacional: o caos brasileiro, através de um espetáculo musical, teatral e circense. Na ocasião foi lançado um clipe manifesto, com a ideia de levar essa força do coletivo e ampliar a discussão sobre os temas abordados no clipe.

“Fizemos o lançamento na Ocupação 9 de julho, que acabou se tornando um ato político-cultural, com uma programação que incluiu várias linguagens artísticas e uma mesa de diálogos com a presença da ex-prefeita, deputada federal pelo PSOL Luiza Erundina, Rita Von Hunty e outros”, conta Luciana. Essa experiência gerou a necessidade de expandir e promover novos encontros, surgindo assim o Voz Festival - Arte e Diálogo.

O Voz quer ampliar o olhar crítico e reflexivo sobre questões importantes para a igualdade e o desenvolvimento da sociedade, por meio da arte e do diálogo”, afirma Luciana Cacioli. Foto: Divulgação.O Voz quer ampliar o olhar crítico e reflexivo sobre questões importantes para a igualdade e o desenvolvimento da sociedade, por meio da arte e do diálogo”, afirma Luciana Cacioli. Foto: Divulgação.Diante de fatos como o aumento da violência contra a mulher, a morte precoce de crianças e crimes de homofobia – e ainda em isolamento –, as ações culturais, como as propostas pelo Voz Festival, posicionam-se como um local de esperança, entusiasmo e apoio, protagonizadas por artistas que resistem firmes na construção da cena musical e poética da cidade de São Paulo e atravessam a pandemia criando e se reinventando.

“Entendemos que a arte é uma forte ferramenta de transformação, para quem pensa e desenvolve as obras, e o público que aprecia e se alimenta delas, para também atravessar o isolamento com vigor, diversão e alegria. Além de ampliar o olhar crítico e reflexivo sobre questões importantes para a igualdade e o desenvolvimento da sociedade, por meio da arte e do diálogo”, afirma sua criadora, Luciana Cacioli.

Programação Voz Festival – Arte e Diálogo

Transmissão online gratuita nos canais do Voz Festival
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCIJIF-b_eTFtUAARDcYsBXg
Facebook: https://www.facebook.com/Voz-Festival-104356384971655/

3/03 (quarta) - 1° Ato - “Democracia e Cultura - Arte em tempos de censura”

15h/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro.
17h/18h30: Mesa “Arte em tempos de censura” – mediação de Chico Salem com Rita Von Hunty, Preta Ferreira e Ekena.
20h30/22h: Show Chico Salem e banda.

4/03 (quinta) - 2° Ato – “Relacionamentos Abusivos”

15h/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro.
17h/18h30: Mesa “Relacionamentos Abusivos” – medição de Tatiana Badaró com Ekena e Patrícia Gordo.
20h30/22h: Show Ekena e banda.

Ekena. Foto: Divulgação.Ekena. Foto: Divulgação.

5/03 (sexta) - 3° Ato – “Racismo Estrutural”

15h/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro.
17h/18h30: Mesa “Racismo Estrutural” – mediação de Preta Ferreira com Netão e Dandara Pagu.
20h30/22h: Show Preta Ferreira e banda.

6/03 (sábado) - 4° Ato - “Diversidade e Comunidade LGBTQIA+”

15h/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro.
17h/18h30: Mesa “Diversidade e Comunidade LGBTQIA+” – mediação de Rita Von Hunty com Luana Hansen e Gabriel Lodi.
20h30/22h: Show Luana Hansen (Duo).

Vozes Presentes: Ao final das mesas de diálogo, os artistas exibirão cartazes informativos com telefones, sites e plataformas de apoio e acolhimento a vítimas de violência doméstica, racismo, crimes de homofobia, xenofobia, (disque denúncia 180, Decradi, Me Too Brasil, entre outros).

Bruna Pepper . Foto: Divulgação.Bruna Pepper . Foto: Divulgação.

Voz Poética: A Intervenção poética “Deriva da Poesia” é uma intervenção onde as duas poetas convidadas, Cris Rangel e Luz Ribeiro, criarão poesias e prosas poéticas aliadas às temáticas propostas pelo projeto e deixarão a performance se compor através da integração com o espaço e à "deriva" de atravessamentos externos e internos de seus momentos criativos. Serão 4 episódios onde as poetas performarão poesias com elementos improvisados na hora, recitando, jogando com a palavra e interagindo ao vivo.

Plantando Vozes: Serão escolhidas 4 instituições, Bibliotecas do Estado ou Instituições comunitárias voltadas para jovens nas regiões localizadas em bairros de alta vulnerabilidade nas zonas sul, norte, leste e centro para receberem um conjunto de 4 livros e 100 discos para integrar a Instituição, com o objetivo de estimular a leitura e proporcionar o acesso ao conteúdo do Voz Festival:

- Tem Saída? Perspectivas LGBTI+ Sobre o Brasil – com textos de Jean Wyllis, Erika Hilton e outros.
- Sobre o Autoritarismo Brasileiro – Lilia Schwarcz.
- Por um Feminismo Afro-Latino-Americano – Lélia Gonzalez.
- A Última Folha do Caderno – Lucas Afonso.
- CDs (100 para cada kit) Chico Salem – Maior ou Igual a Dois.

O Voz Festival é realizado através do ProAC Expresso LAB, mecanismo da Secretaria de Estado e Cultura e Economia Criativa de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, e Lei Aldir Blanc, da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, do Governo Federal.

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Com informações da Vicente Negrão Assessoria. 

 



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