Livro 'A Hora e a Vez' tem fotos inéditas dos Mutantes e Rita Lee - São Paulo São


A fotógrafa Leila Lisboa, que namorou Liminha, baixista dos Mutantes, virou praticamente uma integrante do grupo liderado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias no fim dos anos 60. Junto a eles, Leila frequentou o sítio da Cantareira, em São Paulo, participou de festivais de música pelo Brasil, viajou para Londres e teve muitas outras experiências psicodélicas com o grupo. Felizmente, muitas dessas aventuras foram registradas pelas suas lentes e, agora, poderão ser vistas no livro "A Hora e a Vez", que tem lançamento dia 27 de outubro, no Delirium Café São Paulo, no bairro de Pinheiros.

 

Rita Lee no Clube Sírio, em 1971: "Alguém fez xixi embaixo de uma mesa porque o banheiro era longe", recorda Leila (Foto: Leila Lisboa)Rita Lee no Clube Sírio, em 1971: "Alguém fez xixi embaixo de uma mesa porque o banheiro era longe", recorda Leila (Foto: Leila Lisboa)

Rita Lee no Clube Sírio, em 1971: "Alguém fez xixi embaixo de uma mesa porque o banheiro era longe", recorda Leila. Foto: Leila Lisboa.

"Encontrei muita dificuldade para conseguir lançar o livro. A ideia vem de muito tempo, pois sei que não existe material inédito dos Mutantes daqueles tempos", conta Leila, que reúne no livro 170 fotografias produzidas entre 1969 e 1973. Ela tem algumas favoritas, como as da Cantareira, feitas em 1972, logo após uma viagem à Londres.

 

Arnaldo Baptista toca o Mellotron branco que o grupo trouxe de Londres, no sítio da Cantareira (Foto: Leila Lisboa)Arnaldo Baptista toca o Mellotron branco que o grupo trouxe de Londres, no sítio da Cantareira (Foto: Leila Lisboa)

Arnaldo Baptista toca o Mellotron branco que o grupo trouxe de Londres, no sítio da Cantareira. Foto: Leila Lisboa.

" Nas fotos você pode ver que o Arnaldo está utilizando um Mellotron branco que trouxemos de Londres. Foi inesquecível essa viagem. Ficamos em um hotel perto do Holland Park chamado Posa Hotel... éramos cinco em um quarto. O Liminha e eu, que tomávamos banho todos os dias, comprávamos álcool para desinfetar aquela nojeira. Todos ficamos com cabelo vermelho de Henna, parecíamos um bando de palitos de fósforo acesos", diverte-se Leila.

Foi durante essa estada na capital inglesa que a trupe conheceu Ritchie. "No Regent Park. Ele estava tocando flauta. Ritchie é uma pessoa do bem total! Adoro o Mr. Court. Depois, fizemos uma viagem para o País de Gales, de van... Atravessamos todo o país rindo", relembra.

Mas nem tudo foi tão divertido. Com a saída de Rita Lee do grupo, em 1972, a cantora formou uma dupla com Lucia Turnbull, chamada Cilibrinas do Éden, e os Mutantes participaram do show Phono 73, no ano seguinte, já sem ela. Foi quando Leila e Liminha terminaram o namoro.

Os Mutantes sem Rita Lee no show Phono 73, o último da banda clicado por Leila (Foto: Leila Lisboa)Os Mutantes sem Rita Lee no show Phono 73, o último da banda clicado por Leila (Foto: Leila Lisboa)

Os Mutantes sem Rita Lee no show Phono 73, o último da banda clicado por Leila. Foto: Leila Lisboa.

"Foi forte e estranho para mim porque gostava de todos da mesma maneira e fazia pouco tempo que a Rita tinha saído da banda. Com o Anhembi lotado, os Mutantes agitaram a noite com um show belíssimo.Quando o grupo apresentou canções como 'Ando Meio Desligado' e 'Beijo Exagerado',  o povo foi a loucura. Foi o ultimo show que fotografei dos Mutantes....Chorei que nem uma criança, coincidiu com o fim do meu namoro com o Liminha. Foi um fim geral!", conta.

Bruno Astuto na Revista Época.

 



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