Em Copenhague ‘lixeira digna’ ajuda sem-tetos e marginalizados

Em cidades onde os moradores podem devolver as embalagens para um depósito, não é incomum ver catadores de garrafas – muitos deles complementam sua renda através da coleta e então o líquido pode voltar para os recipientes. E este não é um trabalho fácil. Cada vez mais, os catadores de garrafas fazem suas pesadas buscas diárias ​​de um lugar para o outro, gastando todo o seu dia a pé. Eles costumam procurar garrafas em latas de lixo, cheias de material podre e com vidros afiados.

É por isso que Copenhague está expandindo seu programa ‘lixeira digna’. Durante o verão, a capital dinamarquesa instala lixeiras com ‘depósitos prateleiras’ em três lugares. Se os moradores não querem armazenar garrafas que usam em seus próprios depósitos, podem colocá-las nesses latões e assim, os catadores interessados ​​podem encontrar as garrafas com mais facilidade.

 
 
Instalando a nova lixeira em Copenhague. Foto: KBHpant.
 
O projeto mantém “a cidade limpa e, ao mesmo tempo [cria] um pouco mais de dignidade para alguns de nossos moradores marginalizados”, disse o vice-prefeito Morten Kabell ao jornal dinamarquês The Local.
 
Antes do projeto, 166 milhões de coroas (US $ 24.6) do depósito das garrafas não eram resgatados pelos moradores da cidade – o que significa que todo ano alguém comprava garrafas com o depósito adicionado automaticamente mas não ia devolvê-las. Agora os veículos de comunicação dinamarqueses informam que o projeto-piloto cortou os depósitos não reclamados da cidade em 49 por cento, e que um programa de expansão ‘500-latas’ está sendo implantado. Vai custar à cidade apenas 1,2 milhões de coroas (menos de US $ 200.000) e 95 por cento dos moradores entrevistados se disseram a favor.
 
 
Image KBHpant
Catadores utilizando a ‘lixeira digna’. Foto: KBHpant. 
 
“Queremos que os depósitos possam para ir para os marginalizados,” disse Michael Lodberg Olsen, um empreendedor social que liderou o projeto piloto, para uma emissora local.

Parece que irão. Em um estudo de caso de 2007, alguns visitantes de parques “se lembraram de catar garrafas como crianças ou dar suas garrafas para jovens dinamarqueses empreendedores.” O estudo descobriu que os coletores de garrafas atuais de um parque de Copenhaguen era um grupo heterogêneo de estrangeiros recém-chegados, aposentados e sem-teto. Os entrevistados indicaram que a mudança da forma de coleta das garrafas pode ajudar a mudar a questão da desigualdade da população do país, que embora pequena é crescente.

Fonte: CityLab.

*Tradução: São Paulo São.

 
 

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