Em Londres, o Museu da Empatia e a arte da transformação

Foto: Empathy Museum.Com a ideia de trazer à tona o sentimento de empatia, e com inspiração baseada no provérbio americano “never judge a man until you have walked a mile in his moccasins”, o Museu criou uma “loja de calçados” para que os visitantes possam vestir literalmente os sapatos de outras pessoas, caminhar com eles e ouvir suas histórias, em um fone de ouvido.  

Os relatos abordam variados aspectos da vida, desde situações dolorosas a mensagens de amor e de esperança. Como é ser um refugiado? Como é ter passado anos na prisão? Como é ter redescoberto o amor aos 80 anos? É por meio do contato com essas questões – e outras tantas – que somos convidados a nos conectar com o outro e a enxergá-lo (ouça aqui a reprodução de algumas das histórias).  

O contato com essas realidades nos ajuda não só a transformar nossos relacionamentos pessoais, como nos coloca à disposição para desejar um mundo mais justo. Sabemos que é a falta desse sentimento que gera os maiores conflitos, desentendimentos, as maiores intolerâncias, violências, manipulações e outras atitudes que nos distanciam. É a presença dele que faz com que a nossa capacidade de compreensão (e de sermos compreendidos) aumente.

Com a empatia aflorada, abraçamos causas em busca de soluções para o mais variados problemas do mundo, como o abuso dos direitos humanos, a fome e a destruição da natureza. Também olhamos para o nosso próprio universo para transformar a convivência em nossas casas e trabalhos em experiências melhores e de trocas mais ricas. É desse modo que temos a chance real de nos colocar no lugar do outro com mais frequências e de buscar diálogos que levem ao entendimento, não ao conflito.  

Foto: Empathy Museum.Outro projeto do Museu é o “Thousand and One Books”, uma biblioteca que tem o objetivo de ser preenchida com 1001 livros – todos doados. É possível ver a coleção de títulos neste link. Pelo site, você também pode acompanhar quem está lendo cada livro e onde essas pessoas estão.

Também foi criada uma “Human Library”, espaço que, em vez de pegar um livro emprestado, você recebe a história de vida de uma outra pessoa presente por ali.

Dá o play no vídeo pra conhecer mais sobre as propostas sensoriais do Museu da Empatia.  

***
Camila Dourado edita livros e é jornalista. Colabora com as revistas Guitar Player, Bass Player e Modern Drummer Brasil, além de fazer parte da equipe 7CUMES, do montanhista/empreendedor Gustavo Ziller. Artigo publicado originalmente no UpDateOrDie.

 

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