Escritório de arquitetura Konigsberger Vannucchi vence concurso Paulista para Todos

A maior parte da estrutura do banco é de concreto, reunindo diversos recursos tecnológicos e com um sistema interativo controlado por aplicativo, além de ter tomadas USB, emissão de sinal de Wi-Fi, sistema de iluminação LED e caixa de som. Foi prevista ainda a criação de um banco de dados que coletaria informações como tempo de permanência e trajeto dos usuários, permitindo aprimorar os usos. O desenho dos bancos, que totalizam 1120 assentos ao longo da avenida, foi feito de tal forma a permitir alguns vazios entre as jardineiras, garantindo convívio variado. A estrutura se apoia nas floreiras das calçadas, criando espaço para sentar e deitar em meio a plantas e árvores.

Segundo os autores, faltam na via equipamentos adequados para o descanso, fazendo das calçadas espaços de passagem e não de permanência. “A avenida tem muitos bancos, mas aqueles de dinheiro”, brincou Gianfranco Vannucchi em evento do Esquina realizado na semana passada. A proposta foi justamente a instalação de novos assentos aproveitando as jardineiras como apoio. “Pensamos em como trazer conforto às pessoas sem acrescentar um novo elemento e outra interferência visual”, explicou Mauricio Alito, da EKF.

Concurso Paulista para Todos - Proposta Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados. Imagem: Cortesia Esquina.

Segundo o júri, formado pelos arquitetos urbanistas Sol Camacho e Carlos Leite e pelo advogado e sócio do escritório Mattos Filho Renato Ximenes de Melo, o projeto tem três méritos principais. Primeiro, os assentos aproveitam a estrutura das floreiras existentes, economizando espaço na tão disputada avenida. Também resolvem um problema crônico da via, que é a falta de lugares para sentar. E, por fim, são tão úteis durante a semana quanto aos finais de semana, adaptando-se aos diferentes perfis que a Paulista assume.

A qualidade e a diversidade das propostas levou o festival a um impasse na hora da escolha do vencedor. Assim, as quatro propostas foram encaminhadas para avaliação da Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Urbanismo, que avaliará a possibilidade de implantá-las em caráter temporário ou permanente. “As propostas apresentadas podem muito bem ser utilizadas em conjunto na avenida, complementando seus usos”, afirmou o presidente da SP Urbanismo José Armênio de Brito Cruz no evento do Esquina da semana passada. “O Festival de Ideias é um bom exemplo para se pensar iniciativas em conjunto”, afirmou Cruz.

Cada escritório desenvolveu de maneira livre uma proposta de mobiliário urbano para a Avenida Paulista. Imagem: Cortesia Esquina.

O trabalho vencedor concorria com estruturas de descanso da FGMF com o Erê Lab, uma fonte da Nitsche Arquiteturas com a Petro Fontes, além de um banco de Nadezhda e Paulo Mendes da Rocha, primeira peça de mobiliário urbano do premiado arquiteto.

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Com informações Esquina.

 

 

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